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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Twisted Sister – Club Daze: The Studio Sessions, vol. 1 [1999]



Os Sisters eram uma das bandas formadas por marginais novariorquinos da metade dos anos 70.

Mark “The Animal” Mendoza, egresso dos Dictators, era famoso por ser o cara com quem ninguém se metia. Na biografia de Dee Dee Ramone, Poison Heart, ele é visto quase como um xerife da cena clubber na época.

Junte isso à podridão do subúrbio de Nova York, à heroína sendo consumida a rodo, e terás uma cena com Ramones, New York Dolls e todo tipo de violência sonora contrária à balela de paz e amor da Costa Oeste, e que não tinha a técnica do heavy inglês. O punk nasceu nos Estados Unidos. Isso é fato.

Formada por Jay Jay French em 1972, teve o acréscimo de Dee (Daniel) Snider somente em 76, e a coisa transformou-se do glam a la T. Rex em algo bem mais pesado. Snider passou a ser o principal compositor do grupo, sendo que, das demos aqui apresentadas, apenas T.V. Wife, Can’t Stand Still e Follow Me são de autoria de Jay Jay French.

As duas primeiras faixas, Come Back e Pay the Price comprovam que a banda era uma válvula de escape para o welfare state mentiroso da cultura yankee. As gravações trazem Tony Petri nas baquetas, com influência Zeppeliniana na cara.



Rock n Roll Saviors mostra uma banda se autointitulando a salvação contra a então dominante disco music daqueles finais de anos 70. Guitarras dobradas mostram clara influência de Thin Lizzy. O feeling a la T. Rex aparece em Lady’s Boy. T.V. Wife tem um riff bem típico do metal. Talvez nada fantástico para que não é fã.



As demos de clássicos estão aqui também, como I’ll Never Grow Up Now (saiu em Under The Blade), The Leader of The Pack (cover, saiu em Come Out And Play), Under The Blade e Shoot ‘em Down (Under The Blade). São músicas gravadas entre 1978 e 1981, que mostram claramente as direções que a banda tomaria e aquelas que seriam descartadas naqueles megaplatinados anos 80. Segue as informações de gravação:

Bolognese Studios, Merrick, NY (05/05/1978); Electric Lady Studios, New York, NY (05/05/1978); Mediasound, New York, NY (05/05/1978); Bolognese Studios, Merrick, NY (11/1979); Electric Lady Studios, New York, NY (11/1979); Mediasound, New York, NY (11/1979); Bolognese Studios, Merrick, NY (1981); Electric Lady Studios, New York, NY (1981); Mediasound, New York, NY (1981).

Após a gravação das demos, a bateria passou pelas mãos de Joey Brighton e Richie Teeter (baterista dos Dictators), até ser finalmente efetivado o grande (hoje na largura) AJ Pero. É interessante também saber que o primeiro selo a assinar com os Sisters era inglês, a Secret Records. Mais uma banda que atravessa o Atlântico para ser reconhecida pelo mercado fonográfico.

Depois de tanta peregrinação pelos clubes pequenos da vida, o debut veio somente em 1982, ou seja, 10 anos depois do início das atividades. Aqui está uma banda ralando pra tentar encontrar seu estilo e seu nicho. Montando um portfólio. Quando o contrato aconteceu, já sabemos o resultado.

Mas vale o acervo histórico de um dos maiores ícones dos anos 80.

Track List

1. Come Back - 6:30
2. Pay the Price - 4:28
3. Rock 'n' Roll Saviors - 4:37
4. High Steppin' - 2:45
5. Big Gun - 4:02
6. T.V. Wife - 4:01
7. Can't Stand Still - 3:45
8. Follow Me - 3:52
9. Lady's Boy - 4:20
10. I'll Never Grow Up, Now - 4:11
11. Leader of the Pack (Ellie Greenwich, Shadow Morton, Jeff Barry)- 3:54
12. Under the Blade - 4:29
13. Shoot 'Em Down - 3:43



Dee Snider (vocais)
Jay Jay French (guitarras)
Eddie Ojeda (guitarra, backing vocais)
Mark Mendoza (baixo, backing vocais)
Kenneth Harrison Neill (baixo)
Tony Petri (bateria)

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Por Zorreiro

domingo, 9 de outubro de 2011

Twisted Sister - You Can't Stop Rock 'N' Roll [1983]



Na minha opinião, o Twisted Sister foi uma das melhores bandas da década de 80. O som pesado, muitas vezes influenciado pelo Speed Metal, mesclado às pitadas de Hard Rock é algo quase impossível de não se curtir. O debut Under The Blade é um dos meus discos favoritos de todos os tempos, e o mesmo vale para o seu sucessor, o espetacular You Can't Stop Rock 'N' Roll.

You Can't Stop Rock 'N' Roll apresenta uma evolução se o relacionarmos com o primeiro LP da trupe de Dee Snider. A produção foi mais lapidada (algo que iria ser maximizado no clássico Stay Hungry), e camadas de peso foram incrementadas ao som, que já era destruidor. O resultado? Mais um clássico marcando presença na discografia do quinteto de maquiados, meu caro. E bota clássico nisso.



A receita, como eu já disse, é a mesma. Logo, você que gosta de um Hard N' Heavy cru e direto tem a obrigação de checar esse e todos os outros discos da banda. E o que mais chama atenção a cada faixa do play é que o peso comparece em doses generosas, mas, mesmo assim, são todas canções acessíveis ao grande público. Por isso mesmo é que You Can't Stop Rock 'N' Roll vendeu extremamente bem, com a consagração vindo logo em seguida (e acabando algum tempo depois). Mesmo assim, esse é um álbum que ficou meio apagado na carreira do grupo, talvez por causa da explosão de Stay Hungry logo depois, ou sabe-se lá o porquê.

Dar destaques é uma tarefa ingrata, realmente. Só há uma faixa totalmente dispensável, e esta seria a balada "You're Not Alone (Suzette's Song)", a qual Dee Snider compôs para sua mulher. No mais, baixe e perca o pescoço com um dos discos mais incríveis de uma das melhores bandas oitentistas, na minha opinião. Imperdível!

PS.: detalhe para as duas faixas-bônus que estiveram presentes na reedição de 1999 e que estão inclusas também.



Dee Snider - vocais
Eddie "Fingers" Ojeda - guitarras
Jay Jay French - guitarras
Mark "The Animal" Mendoza - baixo
A. J. Pero - bateria

01. The Kids Are Back
02. Like A Knife in the Back
03. Ride To Live, Live To Ride
04. I Am (I'm Me)
05. The Power and the Glory
06. We're Gonna Make It
07. I've Had Enough
08. I'll Take You Alive
09. You're Not Alone (Suzette's Song)
10. You Can't Stop Rock 'N' Roll
11. One Man Woman
12. Four Barrel Heart of Love

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Por Gabriel


domingo, 14 de agosto de 2011

Dee Snider - Never Let The Bastards Wear You Down [2000]


Apesar de sempre produtivo e incansável, Dee Snider, manteve um "hiato musical e criativo" desde o fim do Widowmaker - segunda metade da década de 1990 - até o início do século XXI. O vocalista se aventurou em áreas como cinema, rádio e dublagem, mesmo com a volta do Twisted Sister, que fazia shows esporádicos e não lançou material inédito desde sua volta, em 1997.

O único disco de Dee Snider em carreira solo foi lançado durante esse hiato. "Never Let The Bastards Wear You Down" está mais para uma compilação, pois todas as canções foram compostas nos tempos de Twisted Sister, mas não saíram do papel naquela época por conta das crises que separaram o conjunto antes do previsto.


Snider convocou um time de músicos desconhecidos porém competentes para o registro, com exceção do baterista A.J. Pero, também competente e famoso por integrar a formação clássica do Twisted Sister. O álbum foi lançado através de um selo independente, sem grande repercussão - não era a intenção - mas satisfazendo os fãs do vocalista e de sua banda de origem.

"Never Let The Bastards Wear You Down" é conciso e linear, apesar de trazer composições que notavelmente foram feitas em diferentes anos. A maioria das faixas, obviamente, remetem o ouvinte à banda para que elas foram produzidas. Mas é perceptível que o vocalista queria atribuir mais peso ao Twisted Sister, considerando algumas pauladas da tracklist. Isso mostra que o Widowmaker, projeto de Dee do início dos anos 1990, veio a calhar, já que o grupo apresenta puro Heavy Metal em seus discos.



Este álbum prova a genialidade e versatilidade de Dee Snider no Rock n' Roll. O cara conseguiu fazer Heavy Metal (Hard Core, Isn't It Time), Hard Rock (Our Voice Will Be Heard, Sometimes You Win), power ballads (Cry You A Rainbow, Ride Through The Storm) e até Blues Rock de beira de estrada (The Wanderer, Uh Huh Huh) com maestria. Vale a pena conferir e aproveitar "Never Let The Bastards Wear You Down" do início ao fim.



01. Hard Core
02. Call My Name
03. Our Voice Will Be Heard
04. Isn't It Time
05. Cry You a Rainbow
06. The Wanderer
07. Uh Huh Huh
08. Desperado
09. Sometimes You Win
10. Ride Through The Storm

Dee Snider - vocal
Tony Palmucci - guitarra
Dan McCafferty - guitarra
Derek Tailer - baixo
A.J. Pero - bateria

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by Silver

sábado, 7 de maio de 2011

Twisted Sister – Love Is For Suckers [1987]


Nova York, segunda metade dos anos 70. O punk era a nova ordem mundial, mas ainda não tinha aquela característica de movimento sujeito a traições imbecis e radicalismos. Eram apenas um bando de junkies com muita gana e que não sabiam tocar direito seus instrumentos.

As vertentes eram inúmeras. Dos devotos do som de Detroit, de MC5 e Stooges (como os Ramones e os Sex Pistols), àqueles adeptos da androginia de Marc Bolan e seu T Rex (como New York Dolls e Twisted Sister). Tudo isso dentro de uma trincheira underground que ameaçava sobremaneira o já cansado esquemão do mainstream. O Twisted Sister ocupava seu espaço.

No começo dos anos 80, a vertente adotada pelo Twisted Sister estava se afastando do punk e flertando com o hard rock, iniciando aquilo que seria o Glam Metal, Hard Farofa ou chame lá do que quiser. As novidades eram Poison e Mötley Crüe (este último ainda com um pé no heavy metal em seu primeiro disco).

O auge do sucesso dos Sisters se deu com Stay Hungry e o hipermegahit We’re not gonna take it. Uma canção com a simplicidade punk, com três acordes e sem um solo de guitarra que necessitasse um mínimo de estudo no instrumento. A bateria era forte e marcada e os vocais, melódicos mas com um apelo gutural. O disco estourou mundo a fora e transformou a banda em um dos principais expoentes daquele mainstream tão odiado.

Depois veio Come Out And Play, com uma superprodução digna de primeiro escalão do cast da gravadora: capa com tampa de bueiro que abre e mostra a foto do encarte; encarte primoroso com fotos em cores e todas as letras; participação especial de medalhões como Alice Cooper e Billy Joel; e farta distribuição mundial.

Mas o dinheiro é um veneno para quem não está preparado ou não sabe lidar com ele. E o Twisted Sister afundou-se na trincheira que eles mesmos cavaram. Eddie “Fingers” Ojeda sofre um esgotamento nervoso (até hoje não explicado) e a turnê teve que ser interrompida (os palcos da turnê eram fantásticos, tendo até um carro todo pichado como cenário). A. J. Pero, o baterista responsável pela maravilhosa introdução de We’re not gonna take it, pula fora da banda. O futuro é incerto.

Mas gravadora não quer saber de problemas humanos. Quer dinheiro e o retorno ao investimento que foi feito. Nesse clima é composto e gravado Love Is For Suckers, postagem de hoje.

Da formação original, praticamente só Dee Snider e Mark “The Animal” Mendoza restaram trabalhando. O disco é praticamente um trabalho solo de Dee Snider, que conta com Joey “Seven” Franco (Widowmaker) nas baquetas e o novato Reb Beach (sim, ele mesmo) nas guitarras, em sua primeira gravação profissional pré Winger. Jay Jay French e Eddie “Fingers” Ojeda participam, mas percebe-se claramente que estão em segundo plano (se é que gravaram alguma coisa realmente). A produção ficou a cargo do excelente Beau Hill (Chery Pie, do Warrant), que também gravou os teclados.

A Atlantic Records bota nas prateleiras esse disco no dia 13 de agosto de 1987, quando um já agonizante Twisted Sister não existia mais na prática, pois a tentativa de uma turnê encerrou após dois meses e alguns poucos shows. O play, senhoras e senhores, só não é o melhor daquele ano no hard rock porque tem que concorrer com o 1987 do Whitesnake. Um petardo do hard rock oitentista como poucas vezes se viu.



Bateria precisa e pesada, guitarras perfeitas, com solos e riffs inspiradíssimos (cortesia de Beach), vocais maravilhosos e uma produção impecável. Wake Up The Sleeping Giant abre os trabalhos dizendo a todos que, apesar de adormecida, a carreira de Snider ainda tinha muito a oferecer.

Hot Love e Tonight formaram o single do álbum, e constituem duas das melhores músicas do hard rock que conheço. Fora de série. Temos um Twisted Sister apresentando os melhores riffs, letras e refrões de sua carreira. Hot Love também teve clipe veiculado na MTv, no qual Eddie Ojeda sequer aparece (na cena de palco não aparece o rosto do segundo guitarrista). A estrela, obviamente, é Dee Snider.



I’m So Hot For You, Me And The Boys, One Bad Habbit (letra genial) e I Want This Night To The Last Forever são perfeitas. O disco é bom do começo ao fim! Difícil destacar somente uma. Tudo aqui é bem feito e inspirado. Dee Snider mostrava ao mundo que poderia fazer música boa sem as maquiagens pesadas e sem seus companheiros de Twisted Sister.

Tem baladão também. You Are All I Need é daquelas baladas típicas do Twisted Sister, com o vocalista cantando o amor para “suckers” como se fosse convencer a gata com a ajuda de um tacape. Mas, ainda assim, é o amor, que se manifesta de maneiras misteriosas.

Em época de internet, na qual não estamos presos aos jabás das rádios e canais de televisão, podemos escutar o que quisermos e dar o nosso veredito. Ouça Love Is For Suckers e me respoda: é ou não é o melhor disco do Twisted Sister?

Mesmo que você achar que não, ainda assim o convenci a escutar essa pérola. E isso para mim já vale a pena.

Track List

1. "Wake Up (The Sleeping Giant)"
2. "Hot Love"
3. "Love Is for Suckers"
4. "I'm So Hot for You"
5. "Tonight"
6. "Me and the Boys"
7. "One Bad Habit"
8. "I Want This Night (To Last Forever)"
9. "You Are All That I Need"
10. "Yeah Right"

Dee Snider (vocais)
Eddie "Fingers" Ojeda (guitarras)
Jay Jay French (guitarras, vocais)
Mark "The Animal" Mendoza (baixo, vocais)
Joey “Seven” Franco (bateria)

Músicos creditados como adicionais

Reb Beach (guitarras)
Beau Hill (teclados, vocais)
The New West Horns (sopros)
Jimmy Chalfant, Steve Whiteman, Kip Winger (vocais)

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Por Zorreiro

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Twisted Sister - Under The Blade [1983]

Hoje venho trazer a vocês uma das mais sensacionais bandas de todos os tempos, que com certeza merece estar no meio das coleções de todos os fãs de Rock do mundo, já que, na minha opinião, trata-se de uma banda indispensável para qualquer um que se intitule "rockeiro" ou fã de Rock N' Roll.

Estou falando do Twisted Sister, que, em meio à tantas bandas fabricadas nos anos 80, conseguiu se destacar por fazer músicas extremamente honestas, cheias de peso e com um dos principais ingredientes do Rock N' Roll, que é a revolta. Sim, creio que nos anos 80 não houve banda mais revoltada que o TS, a começar pelo visual, que era claramente uma sátira às bandas de Glam/Hard Rock da época, além das suas letras, que sempre mostravam o poder do Rock, e não falavam somente de putaria como a maioria das outras bandas.

Influenciados por bandas como Alice Cooper e Kiss, os caras trazem neste debut (e que debut!) "Under The Blade" todos esses ingredientes, fazendo músicas para explodir a cabeça daqueles parentes chatos que insistem em dizer que Rock é coisa de doido e barulheira, e, claro, pra te deixar com vontade de chutar tudo o que vir pela frente, inclusive a bunda daquele seu irmãozinho chato e pirralho que insiste em querer te irritar.

Embora a produção não seja lá essas coisas, posso dizer tranquilamente, que "Under The Blade", ao lado do "You Can't Stop Rock 'N' Roll" é o melhor disco dos caras, na minha opinião, graças ao fato de termos músicas muito mais pesadas que as que viriam posteriormente (não que elas sejam ruins, afinal, "I Wanna Rock", por exemplo, é um clássico), mas foi o fato da banda se tornar mais pop que iniciou seu declínio no fim da década de 80.

O que temos aqui é a banda no máximo, com os vocais do lendário Dee Snider ao máximo, assim como as poderosíssimas guitarras de Jay Jay French e Eddie "Fingers" Ojeda, com ótimas bases e solos, assim como a cozinha de Mark Mendoza e A.J. Pero, mostrando que era uma das mais poderosas daquela época.

O disco vendeu muito bem para um debut, passando dos 2 milhões de cópias no mundo inteiro, sendo certificado disco de ouro nos E.U.A. e se tornando um grande clássico naquela época e continuando assim até os dias de hoje, sendo indispensável na coleção de qualquer pessoa que tenha um bom gosto musical.

Chegando aos destaques, sou obrigado a citar pérolas como "Bad Boys (Of Rock N' Roll)", "Shoot 'Em Down" e as porradíssimas "Destroyer", "Tear It Loose".

Discão!

Dee Snider - Vocals
Eddie "Fingers" Ojeda - Lead guitar
Jay Jay French - Rhythm guitar, backin' vocals
Mark "The Animal" Mendoza - Bass, backin' vocals
A.J. Pero - Drums

1. What You Don't Know (Sure Can Hurt You)
2. Bad Boys (Of Rock N' Roll)
3. Run For Your Life
4. Sin After Sin
5. Shoot 'Em Down
6. Destroyer
7. Under The Blade
8. Tear It Loose
9. I'll Never Grow Up, Now!
10. Day Of The Rocker

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Bruno Gonzalez

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Twisted Sister - Stay Hungry [1984]


A fusão entre o visual glamouroso e extravagante e o som pesado, nos moldes do Heavy clássico e do Hard Rock deu bastante certo para o Twisted Sister. Mas nem sempre as coisas foram fáceis para os caras.

A banda foi formada em meados de 1973 por Jay Jay French e, após várias mudanças, já contava com o mesmo e Eddie "Fingers" Ojeda nas guitarras, Kenny Neill no baixo e Kevin John Grace na bateria quando o lendário Dee Snider se juntou à trupe no ano de 1976. Mais e mais mudanças permearam a line-up até que, em 1978, Mark "The Animal" Mendoza se consolidou no baixo e, em 1982, A.J. Pero passou a acomodar suas nádegas no banco da bateria. Após aproximados 10 anos, o Twisted Sister estava consolidado.

Tal formação gravou "Under The Blade", que contou com a produção de Pete Way (lendário baixista do UFO e do Fastway) e deu um contrato para a banda na Atlantic Records, e "You Can't Stop Rock N' Roll", que foi bem recebido por mídia e fãs do gênero, mas nenhum desses estourou os caras. A demora, no entanto, fora compensada, pois todos focalizaram suas energias para fazer um dos discos mais aclamados e bem sucedidos da onda "Glam Metal".

Lançado em maio de 1984, "Stay Hungry" surpreendeu à todos pelo seu resultado, mas já era de se esperar, pois o play evoluiu e lapidou o som apresentado anteriormente, tornando-o mais acessível, e a gravadora investiu ainda mais nos caras, ao perceber que eram talentosos.

O que se encontra por aqui é Hard Rock de primeira, sem frescura (além do visual) e sem patifarias repetitivas, repleto de energia e feeling. As influências do NWOBHM de grupos como Saxon e Tygers Of Pan Tang, e do Glam Rock a-la New York Dolls e Slade são claras, e a pitada do tal "Pop Metal", até então ascendente, visto em bandas como Quiet Riot e Mötley Crüe, foi decisiva para que "Stay Hungry" atingisse o patamar de clássico.


Curiosamente todas as composições são assinadas pelo frontman Dee Snider, que também humilha com seus vocais rasgados e gritados, porém cantados de forma sublime. Os instrumentistas, em tempos onde a "virtuose" era idolatrada na mídia, impressionam bastante por se utilizarem da simplicidade "fatal". Nada aqui é mal feito, pois a simplicidade só pode ser realmente utilizada por quem entende da coisa, tendo-se vários riffs espetaculares, uma cozinha de peso e solos capazes de entortar a espinha ao longo do play.

"Stay Hungry" não agradou apenas aos fãs: a mídia adorou também. O álbum já passou das 2 milhões de cópias vendidas em 6 meses e hoje já foi triplamente platinado nos Estados Unidos, além de ter vendido muito bem fora da terra natal e ter emplacado três hits no top 100: "The Price", "I Wanna Rock" e "We're Not Gonna Take It", sendo que esta chegou à 21ª posição dos charts e as duas últimas tiveram clipes históricos inspirados no gênero cinematográfico "pastelão" (slapstick), até hoje transmitidos em canais de televisão como a própria MTV.

Além das canções acima citadas, destaco a pesada "Burn In Hell", as excelentes "The Beast" e a faixa-título e a grandiosa "Horror-Teria: The Beginning", que dá início ao segmento Horror-Teria, que inspirou o filme "Strangeland", escrito por Dee.

Clássico oitentista mais do que recomendado!

01. Stay Hungry
02. We're Not Gonna Take It
03. Burn In Hell
04. Horror-Teria: The Beginning
- Captain Howdy
- Street Justice
05. I Wanna Rock
06. The Price
07. Don't Let Me Down
08. The Beast
09. S.M.F.

Dee Snider - vocal
Eddie "Fingers" Ojeda - guitarra, backing vocals
Jay Jay French - guitarra, backing vocals
Mark "The Animal" Mendoza - baixo, backing vocals
A. J. Pero - bateria, percussão, backing vocals

Músicos adicionais:
Gabby McGachan - efeitos sonoros
Dean Werman - efeitos sonoros
Neidermeyer - efeitos sonoros, palmas

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by Silver