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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Alice Cooper - Welcome 2 My Nightmare [2011]


Resgatar um clássico sempre é tarefa complicada. Ao longo da história vimos bandas clássicas dar com os burros n’água nesse tipo de tentativa, que sempre soou um tanto quanto oportunista. Em seu três álbuns anteriores, Alice Cooper já se aproximava da sonoridade dos primórdios de sua carreira. Agora, resolve dar prosseguimento à história de seu primeiro lançamento solo, adaptando a temática aos tempos atuais. Para ajudá-lo, o mesmo produtor de 1975, o lendário Bob Ezrin. A volta da parceria acentuou o lado dramático das composições de Vincent Furnier. Com isso, trouxe uma variação maior dentro da proposta sonora. Portanto, se você espera um disco puramente Hard Rock, a chance de decepção existe.

O início com “I Am Made Of You” transporta o ouvinte ao climático e esquizofrênico mundo de Steven na atualidade. As variações e o andamento são arrebatadores, com destaque inevitável para as guitarras. O Rock and Roll toma conta em “Caffeine”, relembrando os saudosos tempos de Killer e adjacentes. A curta “The Nightmare Returns” abre caminho para “A Runaway Train” e nos deixa embasbacados em notar como a parceria Cooper/Ezrin consegue envolver a audiência na história. Podemos imaginar o trem rodando enquanto escutamos a música, que tem até mesmo um clima cinquentista em sua pegada.

Eis que, sem aviso prévio, o trem faz parada estratégica na Broadway. Ao menos é a impressão ao começar “Last Man On Earth”, que vai lhe fazer imaginar Tia Alice comandando uma banda de boteco dos tempos em que a avó de Elvis era mocinha. Tudo meramente representativo, é claro. O começo acústico em “The Congregation” contrasta com a explosão quando entram bateria e guitarras. Proposital ou não, o refrão é no melhor estilo “School’s Out”. Na sequência, o já conhecido single “I’ll Bite Your Face Off” e sua declarada influência stoneana. Com o sugestivo nome de “Disco Bloodbath Boogie Fever”, a próxima faixa tira um sarro da era Disco com o sarcasmo que só Cooper poderia nos oferecer. E sim, dá para dançar numa boa, até o meio, quando ela se transforma em um Heavy dos bons.



A intro de “Ghouls Gone Wild” nos transporta novamente até a sonoridade clássica do Alice Cooper Group, lembrando “Under My Wheels” com maestria. “Something To Remember Me By” resgata os melhores momentos do Alice baladeiro, com todo o sentimento singular de suas músicas mais lentas. O Hard dos primórdios em “When Hell Comes Home” explora mais uma vez a face maquiavélica do protagonista. Eis que vem o momento mais polêmico: a participação de Ke$ha em “What Baby Wants”. E a popstar cumpre seu papel de demônio com total brilhantismo, para desespero de quem torceu para dar errado. Aliás, os adeptos da fase oitentista podem ter essa como a preferida do play.

Ao vermos o nome “I Gotta Get Out Of Here” na próxima do playlist, já nos lembramos de “Ballad Of Dwight Fry”. Mas aqui o clima é bem menos denso, em um Rock gostoso, embalado por violões de primeira, em mais um momento que poderia ter saído de alguma passagem iluminada de Jagger e Richards em seus anos dourados. Fechando as cortinas desse espetáculo, “The Underture”, que revisita em rápidas passagens o clássico do passado com novos arranjos simplesmente fenomenais. Uma incrível maneira de dar o toque final, funcionando literalmente como se fosse o encerramento de um filme.

Tal qual sua obra precursora, Welcome 2 My Nightmare não deve ser encarado como um trabalho convencional, ou não será absorvido em sua integralidade. Mais que um álbum de Rock, é o atestado de genialidade a duas das mais brilhantes mentes da história da música: Alice Cooper e Bob Ezrin. E um daqueles momentos que não podem ser repetidos toda hora. Abra sua mente e aproveite a viagem ao mundo maluco de Vincent Furnier em um dos melhores discos lançados em sua rica história!

Alice Cooper (vocals)
Damon Johnson (guitars)
Michael Bruce (guitars, keyboards)
Steve Hunter (guitars)
Tommy Henriksen (guitars)
Chuck Garric (bass)
Dennis Dunaway (bass)
Glen Sobel (drums)
Neal Smith (drums, percussion)

01. I Am Made Of You
02. Caffeine
03. The Nightmare Returns
04. A Runaway Train
05. Last Man On Earth
06. The Congregation
07. I’ll Bite Your Face Off
08. Disco Bloodbath Boogie Fever
09. Ghouls Gone Wild
10. Something To Remember Me By
11. When Hell Comes Home
12. What Baby Wants
13. I Gotta Get Outta Here
14. The Underture

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JAY

terça-feira, 31 de maio de 2011

Alice Cooper – School’s Out [1972]



Acabou a aula!

Alice Cooper estava no auge da popularidade com o lançamento de Killer quando soltou essa bomba. Preparando o terreno para mostrar ao mundo que os padrões das composições havia mudado na banda, os músicos desenvolveram um estilo de hard rock que pôde ser considerado inovador para a época.

O próximo disco, Billion Dollar Babies, serviria para manter a banda no estrelato, mas foi School’s Out que a lançou para o topo como um foguete descontrolado. Produção impecável, a capa original do vinil traz uma carteira escolar toda detonada a estilete e pintada com lápis e canetas. Mas o legal é que você pode abri-la como se fosse uma carteira de verdade! Dentro, o disco, foto da banda enchendo a lata, bolita, estilingue e todos os artefatos absolutamente imprescindíveis para a felicidade de um garoto em idade escolar.


O produtor do disco foi ninguém menos que Bob Ezrin, que também tocou teclado e contribuiu na composição de duas músicas do play, além de ser o responsável pela maioria dos arranjos de estúdio. Esse é o quinto álbum de uma banda com química formada pelos anos na estrada, para o qual a megagravadora Warner investiu bastante para obter um resultado final primoroso e que lhe rendesse as cifras gorduchas que tanto gosta. E o tiro foi certeiro.


Esse disco formou gerações. Twisted Sister criou seus clips e adotou a maquiagem pesada graças às influências de Furnier e sua trupe. Assista ao clipe de I Wanna Rock, dos Sisters, e verás que essa visão anti repressão escolar foi buscada em School’s Out. Furnier participaria, depois, como convidado especial no disco Come Out And Play, mas isso é outra história.

O play abre com o hino School’s Out. Riff avassalador de guitarra com um hino fantástico: acabaram as aulas para as férias de verão, acabaram as aulas para sempre, que a escola exploda em pedaços. Na época, obviamente, isso era apenas um hino para cantar e dar risada. Hoje em dia pode ser levado ao pé da letra. Portanto, crianças, nada de comprar TNT do Paraguai para explodir o prédio do colégio, ou AR15 para fuzilar o professor de química, ok?



Luney Tune traz aquela levada tipicamente Alice Cooper, com solos de fuzz e bateria levada à la Keith Moon. Bob Ezrin detona nos teclados. Parece fazer realmente parte da banda. Gutter Cat vs The Jets é rockão básico e classudo. Mas até o básico dessa banda supera quase tudo o que existia na época. E estamos falando de 1972, ou seja, quando gigantes andavam sobre a Terra.

Blue Turk é quase... jazz! Uma jam como nunca mais se ouviu nos discos de Alice Cooper. Public Animal no. 9 traz mais uma vez o produtor dando as tintas e mostrando que a banda podia ser mais do que era normalmente. E eu penso ser esse o trabalho de um produtor: espremer a banda até tirar o sumo. Ir até onde nem mesmo os músicos sabiam que podiam ir. Grand Finale encerra o disco com um clima conceitual, semelhante à sensação passada pelo produtor em Destroyer, do KISS.

Como Vincent Furnier está no Brasil neste exato momento, nada mais justo que homenageá-lo postando um de seus maiores clássicos.

Vamos matar aula para ir ao fliperama e, depois, comer amoras no terreno da velha que mora na esquina. Afinal, isso sim é diversão infantil.

Track List

1. "School's Out"
2. "Luney Tune"
3. "Gutter Cat vs. the Jets"
4. "Street Fight"
5. "Blue Turk"
6. "My Stars"
7. "Public Animal #9"
8. "Alma Mater"
9. "Grande Finale

Vincent "Alice Cooper" Furnier (vocais)
Michael Bruce (guitarra, teclado)
Glen Buxton (guitarra)
Dennis Dunaway (baixo)
Neal Smith (bateria)

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Por Zorreiro

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Alice Cooper - The Eyes Of Alice Cooper [2003]


Após lançar os dois álbuns mais pesados de sua discografia - "Brutal Planet" e "Dragontown", que beiram o metal industrial -, eis que Alice Cooper decide voltar ao Rock visceral e direto que o consagrou como monstro do gênero. Com essa proposta, tia Alice lança coloca na praça, em setembro de 2003, o vigésimo-terceiro trabalho de sua discografia: o aplausível "The Eyes Of Alice Cooper".

O álbum tem a essência dos clássicos que todos adoram, mas um quê de modernidade que pode ser encontrado, por exemplo, no também ótimo "The Last Temptation", de 1994. A produção, que ficou a cargo do próprio Cooper ao lado de Andrew Murdock (produtor de bandas como Godsmack e posteriormente Avenged Sevenfold), soa crua e básica como a proposta pedia - o mínimo de efeitos mirabolantes e overdubs, com excelentes timbragens no geral. Diferente de vários trabalhos anteriores, as letras não seguem um conceito, contribuindo ainda mais para que seja um disco diretíssimo de Rock.

Sem perder o foco, sr. Vincent Furnier demonstra versatilidade ao flertar com inúmeras vertentes por aqui, como o Pop ("Novocaine"), o Punk ("I'm So Angry"), o Blues de boteco ("Be With You Awhile") e o Metal ("Backyard Brawl"). Mas nada de salada mista, pois tudo é feito com a identidade que se é esperada de um bom trabalho de Cooper.


E, obviamente, as canções roqueiras até a espinha são as que predominam, tendo-se a direta "What Do You Want From Me?", a divertida "Between High School And Old School" e a quase-hino "Detroit City", que traz a lenda-viva Wayne Kramer (MC5) na guitarra e cita vários artistas em sua letra, de Ted Nugent até Eminem. (risos)

A banda de apoio de tia Alice fez direitinho o dever de casa. A dupla de guitarristas, Eric Dover e Ryan Roxie, já haviam trabalhado no Slash's Snakepit (Dover havia sido o vocalista, curiosamente), então o cartola aprova. O baixista Chuck Garric já havia passado pela banda de Dio, enquanto que o tecladista Ted Andreadis é o famigerado gordinho tecladista/gaitista que tocou com o Guns N' Roses na Use Your Illusion Tour. Já o baterista dispensa comentários, pois Eric Singer e seu currículo são conhecidos pela maioria.

Ao conferir "The Eyes Of Alice Cooper", a recomendação é não esperar o novo "Billion Dollar Babies", ou um "Trash" do século XXI. Feito isso, a diversão é garantida, pois é um excelente álbum do começo ao fim.



01. What Do You Want From Me?
02. Between High School & Old School
03. Man Of The Year
04. Novocaine
05. Bye Bye, Baby
06. Be With You Awhile
07. Detroit City
08. Spirits Rebellious
09. This House Is Haunted
10. Love Should Never Feel Like This
11. The Song That Didn't Rhyme
12. I'm So Angry
13. Backyard Brawl

Alice Cooper - vocal
Eric Dover - guitarra, backing vocals
Ryan Roxie - guitarra
Chuck Garric - baixo, backing vocals
Eric Singer - bateria, backing vocals

Músico adicional:
Ted Andreadis - teclados, percussão, órgão Hammond
Wayne Kramer - guitarra em 7

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by Silver

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Alice Cooper – From the Inside [1978]

Álbuns conceituais são uma constante na carreira de Alice Cooper. Para esta postagem, escolhi aquele que eu considero o melhor da categoria já editado pelo cara. From the Inside teve lançamento em novembro de 1978 e ao longo de seus quase 40 minutos de duração, narra a experiência vivida por Cooper durante o período em que ficou internado no sanatório de Nova Iorque objetivando livrar-se do alcoolismo que, segundo relatos, o levava a ingerir 24 latinhas de cerveja e uma garrafa de uísque por dia – haja fígado!

Em sua empreitada autobiográfica, Alice teve parceiros de peso, entre eles o letrista Bernie Taupin, que é como se fosse o Desmond Child por trás de Elton John. A diva também cedeu à tia o guitarrista Davey Johnstone e o baixista Dee Murray. Além desses três, o processo de composição e gravação contou também com figuras como as de Rick Nielsen (Cheap Trick), Steve Lukather (Toto) e a do renomado e multimilionário produtor David Foster, a quem os Rolling Stones se referem como um mestre, entre outros.



Tendo conhecimento da história por trás do disco, é de se esperar um clima bem denso, mas não é bem por aí. A coisa só começa a ficar “feia” em The Quiet Room, cujos versos “They've got this place / Where they've been keeping me / Where I can't hurt myself / I can't get my wrists to bleed / Just don't know why / Suicide appeals to me” (“Eles têm este lugar / Onde eles têm me mantido / Onde eu não possa me machucar / Não posso cortar meus pulsos / E não sei porque / Suicídio soa encantador para mim”) descrevem bem a agonia da internação. Em Nurse Rozetta, a enfermeira do sanatório é apontada como alguém que o próprio Satã teria enviado diretamente das tripas do inferno (“Satan sent her from the bowels of hell”).

Momento mais roqueiro do disco até então, Serious mistura drama e humor em seu refrão que define o cotidiano de um Alice beberrão e poderia definir a rotina de qualquer rockstar adepto dos excessos. “All of my life was a laugh and a joke / And a drink and a smoke / And then I passed out on the floor / Again and again and again and again and again” (“Toda a minha vida foi um riso e uma piada / E beber e fumar / E então eu caí duro no chão / De novo e de novo e de novo e de novo e de novo”). Prender o choro em How You Gonna See Me Now foi um desafio que eu não consegui de primeira. Lindíssima e tristérrima, na condição de única música de trabalho do álbum, atingiu um surpreendente 12º lugar na parada de singles da época.



O grand finale traz em seu título a conclusão a que Alice deve ter chegado após o fim de suas “férias”. We’re All Crazy (Somos Todos Loucos) faz ainda mais sentido em sua seqüência final, entoada pelo próprio coral de doidos varridos. Numa classificação geral, ainda que não ostente o status de clássico de Love It to Death (1971) e Billion Dollar Babies (1973) – só para citar os que eu considero indispensáveis –, eu colocaria From the Inside entre os principais discos de Alice Cooper nos anos 70 e um álbum conceitual dos mais dignos de respeito.

01. From the Inside
02. Wish I Were Born in Beverly Hills
03. The Quiet Room
04. Nurse Rozetta
05. Millie and Billie (duet with Marcy Levy)
06. Serious
07. How You Gonna See Me Now
08. For Veronica’s Sake
09. Jackknife Johnny
10. Inmates (We’re All Crazy)

Alice Cooper – vocais
Mark Volman – vocais
Steve Lukather – guitarra
Davey Johnstone – guitarra
Rick Nielsen – guitarra
Dick Wagner – guitarra
Dee Murray – baixo
Jim Keltner – bateria
David Foster – teclados
Jay Graydon – sintetizadores, guitarra e teclados

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@mvmeanstreet

domingo, 3 de outubro de 2010

REPOSTAGEM: Alice Cooper - The Last Temptation [1994]


O ano de 1994 foi marcante na história da música dita "alternativa". O Grunge entrou em decadência com a morte de Kurt Cobain (Nirvana); bandas como Placebo, Coal Chamber, Muse e Limp Bizkit se formaram; o Green Day estava bombando e o Blink-182 acabava de estrear. Mas e o rock n' roll? Phil Rudd acabava de voltar para o AC/DC, o Kiss e o Black Sabbath estavam com excelentes formações mas com baixas vendagens em comparação às suas respectivas fases clássicas e o 80's Hard Rock já havia desaparecido do mapa, qualquer gravadora que lançasse um disco de uma banda nos moldes do Poison (na época, sem C.C. DeVille) e do Mötley Crüe (na época, sem Vince Neil) já podia declarar falência. Dessa safra, só o Tesla, o Aerosmith e o Bon Jovi estavam realmente vendendo bem, mesmo já não tendo tanto dos anos 80 em seu som.

Mas isso tudo é citado sem lembrar do mestre do Shock Rock - o incrível Alice Cooper. Sem mudar seu estilo e ainda se dando ao direito de voltar de vez às suas raízes com um álbum conceitual, "The Last Temptation" foi lançado em julho de 1994 pela Epic Records (seu último com a gravadora). A bolacha retrata a história de Steven, um personagem criado por Cooper que aparece no disco "Welcome To My Nightmare" e na música "Wind-Up Toy" de "Hey Stoopid", juntamente de um misterioso showman.



Steven é persuadido a entrar em seu show, The Theatre Of The Real - The Grandest Guignol, resistindo à várias tentações por todo o tempo. Curiosamente, Grand Guignol foi um teatro francês conhecido por exibir inúmeras peças de terror. A história de "The Last Temptation" acompanha uma história em quadrinhos feita pelo conceituado Neil Gaiman, publicada pela Marvel Comics, homônimo ao álbum, além do showman anteriormente citado ser retratado no gibi como o próprio Cooper.

Se tia Alice já fazia ótimas letras mesmo não lançando álbuns conceituais, qualquer fã (ou até mesmo não-fã, basta apreciar boas letras) já se pode esperar composições fantásticas de "The Last Temptation", ainda mais com a participação de Chris Cornell (Soundgarden), Jack Blades (Night Ranger, Damn Yankees), Tommy Shaw (Styx, Damn Yankees), Jim Vallance (compositor renomado que já trabalhou com Ozzy Osbourne, Aerosmith, Scorpions e Kiss) e Mark Hudson (produtor que já trabalhou com Ringo Starr e até com o Baha Men). Do processo lírico, destaco "Nothing's Free", "Cleansed By Fire", "Lost In America" (a melhor do disco, na minha opinião) e "Bad Place Alone".



O aspecto musical deixa um pouco a pimposidade da década de 1980 que Vincent Furnier havia encorporado em seu som em "Constrictor", "Trash" e "Hey Stoopid" e permite que a musicalidade dos anos 1970 seja explorada de forma com que se misture com um pouco do Hard Rock oitentista e com um pouco do Rock alternativo em voga na época, visto que a produção soa deveras moderna e algumas faixas sairiam bem diferentes caso feitas na década de 1970. Musicalmente falando, "It's Me", "Sideshow", "Bad Place Alone" e "Lost In America" são dignas de destaque.

"The Last Temptation" não só representa uma volta de Alice Cooper ao rock n' roll divertido que é, ao mesmo tempo, chocante e visceral que o consolidou como "o vilão do rock" mas também continuou a ter boa recepção comercial, emplacando hits como "Lost In America" e "It's Me" nas rádios e na MTV. Mais um dos álbuns fantásticos com o selo de qualidade de Alice Cooper!

01. Sideshow
02. Nothing's Free
03. Lost In America
04. Bad Place Alone
05. You're My Temptation
06. Stolen Prayer
07. Unholy War
08. Lullaby
09. It's Me
10. Cleansed By Fire

Alice Cooper - vocal
Stef Burns - guitarra, backing vocals
Greg Smith - baixo, backing vocals
David Uosikkinen - bateria
Derek Sherinian - teclados, backing vocals

Músicos adicionais:
Chris Cornell - vocal em 6 e 7
Don Wexler - guitarra em 3
John Purdell - teclado em 5, 8 e 9

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by Silver

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Humanary Stew: A Tribute to Alice Cooper [1999]


Se eu tivesse que escolher apenas um tributo para escutar até o fim de minha vida, sem sombra de dúvidas seria esse aqui. Poucas vezes um line-up com tanto talento conseguiu fazer um trabalho tão bom como nessa fantástica homenagem ao grande Vincent Furnier, um dos maiores compositores da história do Rock – ainda não reconhecido dessa forma pelo simples fato de não ter morrido jovem. Aproveitando-se do fato de ser um cara bem relacionado no mundo das guitarras pesadas, Bob Kulick (que toca guitarra-base em dez das onze faixas) chamou amigos e criou uma verdadeira constelação. É mais ou menos como fazer a seleção de todos os tempos, só vai ter craque pra jogar. Como a causa era nobre, todo mundo atendeu o chamado.

Quem abre o espetáculo é a dupla do Def Leppard, Joe Elliott e Phil Collen, com uma ótima versão para “Under My Wheels”. Na seqüência, é a vez de Dave Mustaine homenagear mais uma vez um de seus heróis, soltando a voz em “School’s Out”. Mostrando que não apenas as gerações posteriores apreciam o trabalho de Alice, Roger Daltrey comparece e, junto a Slash, revisita o hino “No More Mr. Nice Guy”. Eis que surge um dos momentos mais brilhantes do disco, quando o saudoso Ronnie James Dio se impõe, com uma interpretação fenomenal para “Welcome To My Nightmare”, dando sua cara à música sem descaracterizá-la. Coisas que só o baixinho com voz de ouro conseguia fazer. O Rock and Roll puro come solto com Vince Neil e sua trupe fazendo bonito em “Cold Ethyl”.



Eis que chega outro momento de qualidade superior, com a fantástica versão de Bruce Dickinson (com Adrian Smith nas seis cordas) para “Black Widow”. Com um clima todo especial, a voz do Iron Maiden se apropria desse clássico com toda a personalidade que lhe é peculiar. O sempre ótimo Dee Snider mostra que possui vestígios do DNA de Cooper em seu sangue ao interpretar “Go To Hell” com a cozinha da era clássica do Quiet Riot e Zakk Wylde na guitarra. Phil Lewis deixa seu registro em “Billion Dollar Babies”, abrindo espaço para Glenn Hughes fazer o trabalho à sua maneira peculiar na baladaça “Only Women Bleed”, contando com Paul Gilbert para auxiliar. Outra faixa que merece todo destaque é “I’m Eighteen”, com Don Dokken em um de seus últimos grandes momentos como cantor. Para fechar a festa, Steve Jones e Duff McKagan protagonizam um dueto sem frescuras para “Elected”.

Sem dúvida, um dos melhores exemplares do gênero, com cada músico se esforçando para dar o seu melhor. Caça-níqueis? Talvez, mas ao menos fizeram isso enquanto nosso amigo Vincent ainda está vivo, ao contrário de certas ações sujas que vem acontecendo desde o falecimento de Dio. Baixe e descubra porque ao ouvirmos Alice Cooper sentimos vontade de fazer a coisa certa: assassinar.

01. Under My Wheels
Joe Elliott (vocals)
Phil Collen (guitars)
Bob Kulick (guitars)
Chuck Wright (bass)
Pat Torpey (drums)
Clarence Clemons (saxophone)

02. School’s Out
Dave Mustaine (vocals)
Marty Friedman (guitars)
Bob Kulick (guitars)
Bob Daisley (bass)
Eric Singer (drums)
Paul Taylor (keyboards)
David Glen Eisley, Cristy Baeuerle, Stella Stevens e Tom Fletcher (backing vocals)

03. No More Mr. Nice Guy
Roger Daltrey (vocals)
Slash (guitars)
Bob Kulick (guitars)
Mike Inez (bass)
Carmine Appice (drums)
David Glen Eisley (backing vocals)

04. Welcome To My Nightmare
Ronnie James Dio (vocals)
Steve Lukather (guitars)
Bob Kulick (guitars)
Phil Soussan (bass)
Randy Castillo (drums)
Paul Taylor (keyboards)

05. Cold Ethyl
Vince Neil (vocals)
Mick Mars (guitars)
Bob Kulick (guitars)
Billy Sheehan (bass)
Simon Phillips (drums)

06. Black Widow
Bruce Dickinson (vocals)
Adrian Smith (guitars)
Bob Kulick (guitars)
Tony Franklin (bass)
Tommy Aldridge (drums)
David Glen Eisley (backing vocals)

07. Go To Hell
Dee Snider (vocals)
Zakk Wylde (guitars)
Bob Kulick (guitars)
Rudy Sarzo (bass)
Frankie Banalli (drums)
Paul Taylor (keyboards)

08. Billion Dollar Babies
Phil Lewis (vocals)
George Lynch (guitars)
Bob Kulick (guitars)
Stu Hamm (bass)
Vinnie Colaiuta (drums)
Derek Sherinian (keyboards)
David Glen Eisley (backing vocals)

09. Only Women Bleed
Glenn Hughes (vocals)
Paul Gilbert (guitars)
Bob Kulick (guitars)
Michael Porcaro (bass)
Stephen Ferrone (drums)
Paul Taylor (keyboards)
David Glen Eisley (backing vocals)

10. I’m Eighteen
Don Dokken (vocals)
John Norum (guitars)
Bob Kulick (guitars)
Tim Bogert (bass)
Gregg Bissonette (drums)
David Glen Eisley (backing vocals)

11. Elected
Steve Jones (vocals, guitars)
Duff McKagan (vocals, bass)
Billy Duff (guitars)
Matt Sorum (drums)

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JAY

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Alice Cooper - Trashes The World [1990]


Falar da importância de Alice Cooper é chover no molhado. Primeiro porque já falamos demais disso na Combe. Segundo porque sempre vale repetir que qualquer fã de Rock que se preze tem conhecimento de como o cara elevou à última potência as performances ao vivo, bem como influenciou bandas que vão de Kiss à White Zombie. Então vamos ao que interessa!

Na época de "Trashes The World", titia Alice estava em um ótimo momento por conta de sua sobriedade e seu último lançamento, que ainda permanece como um dos mais bem-sucedidos de sua carreira: o potentíssimo "Trash", de 1989, já postado na Combosa pelo camarada Weschap. A turnê, obviamente, também foi um sucesso. Seria besteira deixar de registrar uma gravação oficial da performance apresentada no momento "em voga" - de preferência em vídeo, já que os shows de Cooper são realmente teatrais.

Seguindo esse pensamento, "Trashes The World" foi gravado em dois concertos na cidade inglesa de Birmingham, nos dias 13 e 14 de 1989, e foi lançado em 1990. A pepita, que só foi lançada em VHS/DVD mas foi devidamente ripada para o caro consumidor combístico, traz um repertório fantástico. Tudo de melhor da carreira de Cooper está aqui - desde os clássicos setentistas até as atuais para a época (que já são clássicas nos dias de hoje).


Sempre cercado de bons músicos, Alice não decepcionaria naquela altura do campeonato com sua "seleção": Al Pitrelli (Megadeth, Danger Danger, Savatage) e Pete Friesen (The Almighty, Bruce Dickinson) nas guitarras, Tommy "T-Bone" Caradonna (White Lion) no baixo, Jonathan Mover (GTR, Aretha Franklin, Joe Satriani, Celine Dion) na bateria e Derek Sherinian (Dream Theater, Kiss, Yngwie Malmsteen) nos teclados - alguns nomes já são conhecidos por muitos leitores, acredito.

A escolha dessa line-up resultou em uma performance eletrizante, competente e isentas de erros e vazios, dando um "background" fantástico para que o próprio Alice Cooper brilhasse, como sempre. Menções honrosas para os backing vocals, muito bem executados aqui.

Alguns destaques particulares vão para as clássicas e impecáveis execuções de "No More Mr. Nice Guy", "Billion Dollar Babies", "School's Out" e "Under My Wheels" e para as pedradas recentes "Poison", "This Maniac's In Love With You" e "Bed Of Nails". Mas vale curtir com bastante empolgação esse showzão de uma hora e meia. E adquirir o DVD/VHS é definitivamente a boa.

01. Intro
02. Trash
03. Billion Dollar Babies
04. I'm Eighteen
05. I'm Your Gun
06. Desperado
07. House Of Fire
08. No More Mr. Nice Guy
09. This Maniac's In Love With You
10. Steven
11. Welcome To My Nightmare
12. Ballad Of Dwight Fry
13. Gutter Cats Vs. The Jets
14. Only Women Bleed
15. I Love The Dead
16. Poison
17. Muscle Of Love
18. Spark In The Dark
19. Bed Of Nails
20. School's Out
21. Under My Wheels
22. End credits: Only My Heart Talkin'

Alice Cooper - vocal
Al Pitrelli - guitarra, backing vocals
Pete Friesen - guitarra, backing vocals
Derek Sherinian - teclados
Tommy "T-Bone" Carradonna - baixo, backing vocals
Jonathan Mover - bateria, backing vocals
Devon Meade - backing vocals

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by Silver

terça-feira, 22 de junho de 2010

Alice Cooper - Trash [1989]


Que o inicio dos anos 80 não foram dos melhores para Alice Cooper não é surpresa para ninguém. Discos como "Flush The Fashion" (que tinha um flerte com a New Wave) e "Dada" não representavam o ótimo trabalho que foi apresentado por Alice nos anos 70, o que fez com que o público que o denominou de ‘Shock King’ perdesse interesse em sua obra. Sem falar de seu problema com o álcool, que prejudicou muito sua vida pessoal durante esta década, onde ele passou por clínicas de reabilitação e crises em seu casamento devido ao vício. O inicio de sua volta se deu com o bom disco “Constrictor” em 1986, com a presença do excelente guitarrista Kane Roberts (o saudoso Rambo do rock) e uma ótima turnê de divulgação do disco, onde ele repaginou sua carreira abraçando de vez o hard rock praticado nos anos 80, que continuou de maneira mais pesada em “Raise Your Fist and Yell".

Mas Alice Cooper queria mais, e para isso convidou o renomado produtor Desmond Child para a produção de seu próximo disco, e com todo o conhecimento que o mesmo tinha no meio musical, chamou nomes de peso para cooperar, como Jon Bon Jovi, Richie Sambora (os dois ajudando inclusive na composição de “Hell Is Living Without You”), Aerosmith , Joe Satriani, Steve Lukather, Michael Anthony e Kip Winger, só para citar alguns. E o resultado não poderia ser menos que excelente.


E para iniciar este petardo vem aquela que se tornou um dos carros chefes da carreira de Cooper, a mágica “Poison”. Começando sorrateira, como quem não quer nada, mas como uma força fora do comum, principalmente em seu refrão chiclete e coros perfeitos que conquistam na primeira audição. Com esta, Alice Cooper volta para as paradas de sucesso, algo que não ocorria desde 1977, indo parar no sétimo lugar da Hot 100 da Billboard. Continuando com o astral lá em cima, “Spark in the Dark” é um outro grande destaque, não deixando a peteca cair após o ínicio empolgante e mostra o quão inspirados estavam Cooper e Child nas composições naquele momento.

E quem pensa que para por aí comete um grande engano, pois vem “House Of Fire” que mais uma vez capricha no refrão pegajoso e animado, e convida rapidamente para ser repetida mais uma vez. Na humilde opinião do que vos escreve, um dos melhores refrães do rock n’ roll, uma verdadeira aula de como se fazer um hit e atuação magistral de toda a banda que o acompanha, com backing vocals sensacionais. “Bed of Nails” nos apresenta o lado mais teatral de Alice Cooper, mas também é um hard de primeira, botando um pouco mais de peso no disco e chovendo no molhado no quesito refrão, mantendo o nível apresentado até aqui.

Mas quem conhece sabe que uma das especialidades de Cooper são suas baladas, sempre tocantes e fortes, e as duas desse álbum são divinas e com participações de dois mestres nessa arte (rs). Na Power Ballad "Only My Heart Talkin'" temos um dueto com Steven Tyler, em que os dois no final dão um show de interpretação e emoção, que é capaz de arrepiar qualquer desavisado. “Hell Is Living Without You” tem a participação de Jon Bon Jovi fazendo os backing vocals, não tão marcante quanto Tyler na música anterior, mas também é uma excelente balada.

Um disco recomendado para sua discografia básica, e a chegada no topo de Alice Cooper após uma fase complicada de sua vida, e que continuou nos clássicos “Hey Stoopid” e “The Last Temptation” (postados anteriormente no blog). Hard rock de qualidade inquestionável!


1.Poison
2.Spark in the Dark
3.House of Fire
4.Why Trust You
5.Only My Heart Talkin’
6.Bed of Nails
7.This Maniac's in Love with You
8.Trash
9.Hell Is Living without You
10.I'm Your Gun


Alice Cooper - Vocais
John McCurry - Guitarra
Hugh McDonald - Baixo
Bobby Chouinard – Bateria


Músicos Convidados:
Guitarras Adicionais: Mark Frazier, Jack Johnson, Steve Lukather, Guy Mann-Dude, Joe Perry, Kane Roberts, Richie Sambora
Teclados: Paul Chiten, Steve Deutsch, Gregg Mangiafico, Allan St. John
Baixo: Tom Hamilton
Bateria: Joey Kramer
Backing Vocals: Michael Anthony, Stiv Bators, Jon Bon Jovi, Desmond Child, Diana Grasselli, Jango, Hugh McDonald, Louis Merlino, Allan St. John, Jamie Sever, Bernie Shanahan, Tom Teeley, Joe Turano, Steven Tyler, Myriam Naomi Valle, Maria Vidal, Kip Winger


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By Weschap Coverdale

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Alice Cooper - Billion Dollar Babies [1973]


Desde 1969 a banda Alice Cooper estava na ativa no mercado e já havia lançado 5 ótimos álbuns, entre eles "Killer" e "School's Out", que conseguiram ótima repercussão. Mas foi em 1973 que o play definitivo do grupo viu a luz do dia.

Após um extenso processo de gravação que durou quase meio ano (de agosto de 1972 até janeiro de 1973), finalmente em 25 de fevereiro de 1973 chegava "Billion Dollar Babies" às lojas. Ainda com a produção do genial Bob Ezrin mas com inspiração mais notória, o disco chegou ao primeiro lugar das paradas inglesas e americanas, sendo que nesta perdeu o lugar apenas para "The Dark Side Of The Moon", clássico do Pink Floyd. Além disso já conquistou disco de platina nos Estados Unidos e é um dos maiores sucessos de venda da carreira de Vincent Furnier, seja com a banda Alice Cooper ou como carreira-solo (também chamada Alice Cooper).

Musicalmente, "Billion Dollar Babies" é um álbum refinado, feito por um dos grupos mais competentes que surgiram no começo dos anos 1970. A mão de Ezrin foi fundamental para o êxito das faixas, mas é fato que a line-up que estava com Furnier no momento, que era Glen Buxton na guitarra solo, Michael Bruce na guitarra base e teclados, Dennis Dunaway no baixo e Neal Smith na bateria, estava no auge de sua criatividade. Vincent, letrista de primeira e vocalista revolucionário, não ficou por trás.


Em suma tem-se um disco sólido, com dignos hinos do Rock, instrumental muito bem tocado e bem produzido, vocalizações tenebrosas e composições geniais. Os destaques, na minha opinião, consistem nos hit-singles "Elected", "No More Mr. Nice Guy" e "Hello, Hooray", além da sarcástica "Generation Landslide", da balada "Mary Ann" e da teatral "I Love The Dead", que de tão teatral virou a música-trilha para o ato da guilhotina dos shows da tia Alice.

Infelizmente, após mais um lançamento, "Muscle Of Love", no fim de 1973, a banda Alice Cooper se dissolveu por conta dos abusos já conhecidos de Furnier. Michael Bruce, Dennis Dunaway e Neal Smith formaram outra banda, ironicamente nomeada Billion Dollar Babies, que lançou apenas um disco e logo acabou após uma briga judicial com Vincent Furnier (que já havia assumido o pseudônimo Alice Cooper e começado sua carreira solo) por conta do nome. Já a carreira de Furnier, o eterno Alice Cooper, a grande maioria dos visitantes do blog (pra não dizer todos) já conhecem.

No mais, "Billion Dollar Babies" é um clássico que merece espaço na coleção de qualquer roqueiro que se preze. Viva Alice Cooper!

01. Hello, Hooray
02. Raped And Freezin'
03. Elected
04. Billion Dollar Babies
05. Unfinished Sweet
06. No More Mr. Nice Guy
07. Generation Landslide
08. Sick Things
09. Mary Ann
10. I Love The Dead

Vincent Furnier - vocal, gaita
Glen Buxton - guitarra solo
Michael Bruce - guitarra base, teclados, piano, backing vocals
Dennis Dunaway - baixo, backing vocals
Neal Smith - bateria, percussão

Músicos adicionais:
Donovan - vocal adicional em 4
Steve "Deacon" Hunter - guitarras adicionais
Mick Mashbir - guitarras adicionais
Dick Wagner - guitarras adicionais
Bob Dolin - teclados adicionais
David Libert - backing vocals

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by Silver

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Alice Cooper - Metro Sports Arena, Minneapolis [1973]


Qualquer fã da tia Alice tem noção de que "Billion Dollar Babies" é um dos discos mais notáveis do rock, não só da carreira do Cooper mas no geral. A genialidade da banda em suas composições extrapolava as barreiras do convencional e várias faixas desse petardo se tornaram clássicas, além de morarem nos repertórios do sr. Furnier: No More Mr. Nice Guy, Elected, I Love The Dead, entre várias outras.

Agora, o que esperar de um registro extraído da mesa de som de um concerto da turnê desse disco? Gravado em 30 de maio de 1973 no Metro Sports Arena de Minneapolis, essa bootleg é um dos melhores registros ao vivo do Alice Cooper que já ouvi até então. A performance chocante da trupe de Vincent estava cada vez mais doentia (conseqüentemente, mais atrativa para fãs e crítica) e o repertório estava soberbo pois, além dos clássicos anteriormente citados, conta-se com pérolas como School's Out, Under My Wheels, I'm Eighteen e lá vai pedrada.

Como o registro é de 1973, vale lembrar que Alice Cooper ainda era a banda e não a carreira solo de Vincent Furnier. E é digna de destaque a química entre os integrantes, além da habilidade dos mesmos em seus postos. No mais, pepita rara e degustante!

01. Hello Hooray
02. Billion Dollar Babies
03. Elected
04. I'm Eighteen
05. Raped & Freezin'
06. No More Mr. Nice Guy
07. My Stars
08. Unfinished Sweet
09. Unfinished Sweet (Continued)
10. Sick Things
11. Dead Babies
12. I Love The Dead
13. School's Out
14. Under My Wheels

Alice Cooper - vocal
Glen Buxton - guitarra-solo
Michael Bruce - guitarra-base, teclado, backing-vocals
Dennis Dunaway - baixo, backing-vocals
Neal Smith - bateria

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by Silver

Alice Cooper - Hey Stoopid [1991]


A década de 1980 foi difícil para Vincent Damon Furnier - faço questão de fazer referência pelo nome, pois nessa época o personagem Alice Cooper já estava "fora do contexto", na minha opinião. Os álbuns não atingiam o patamar que desejava, nem musicalmente, nem comercialmente, e Vincent sofria de sérios problemas de alcoolismo. Pouco após as gravações de "DaDa", em 1983, voltou a ser hospitalizado por conta do abuso do álcool (já havia sido anteriormente na segunda metade dos anos 1970).

Mas essa década foi crucial para que o homem por trás da máscara provasse ao mundo quem ele era. Após um hiato de mais de 2 anos, eis que Alice Cooper (sim, ele mesmo) volta sóbrio para uma turnê (coisa que não fazia há 4 anos) e com um novo álbum, "Constrictor", que marcou a sua volta por cima e ainda emplacou hits como "Teenage Frankenstein" e "He's Back (The Man Behind The Mask)". A partir daí, só oba-oba: "Raise Your Fist And Yell" e "Trash" foram sucessos de venda, não só os álbuns mas suas respectivas turnês, especialmente o último, detentor de verdadeiros hinos como "Poison", "Only My Heart Talkin'" e "House Of Fire".

Essa retrospectiva pode parecer "non sense" mas é crucial para entender o quão "Hey Stoopid", álbum dessa postagem, é definitivo e colossal. Um artista não vence totalmente quando resolve apenas seus problemas pessoais mas quando chega novamente aos outdoors também. Mesmo com os antecessores, que fizeram relativo sucesso, a volta de Alice Cooper aos holofotes se deu por "Trash". Se este representou a definitiva escalada da montanha, em "Hey Stoopid", tia Alice construiu uma casinha e ali viveu feliz por um bom tempo, pois este é responsável pela consolidação de Cooper.


Porém vamos ao que interessa - a música. Pra quem gostou de seus lançamentos anteriores a este, "Hey Stoopid" não apenas mantém o nível de qualidade mas acrescenta um pouco mais de Rock n' Roll, já que "Trash" conta com uma abordagem um pouco mais pop. As composições líricas, ponto forte de Alice, estão incríveis por aqui. Nomes como Dick Wagner, Jim Vallance e Al Pitrelli (Megadeth, Savatage) podem ser encontrados nos créditos das composições, bem como a dupla Nikki Sixx e Mick Mars, do Mötley Crüe, que também dão uma palinha em seus instrumentos - Sixx em "Feed My Frankenstein" e Mars em "Die For You".

Já que o assunto é "participação especial", Cooper manda muito bem aqui pois, além dos dois "mötleys", alguns nomes como Ozzy Osbourne, Steve Vai, Vinnie Moore, Joe Satriani e Slash deixaram um pouco por aqui. E, como de praxe, titia Alice escolhe uma line-up furiosa para servir de banda de apoio no álbum, contando com Stef Burns na guitarra, Hugh McDonald (Bon Jovi) no baixo, Mickey Curry (Bryan Adams) na bateria e Derek Sherinian (Dream Theater, Kiss, Yngwie Malmsteen) nos teclados.

Como era de se esperar, "Hey Stoopid" também foi um sucesso comercial. Além de emplacar a faixa-título, "Love's A Loaded Gun" e "Feed My Frankenstein" nas paradas, o disco vendeu bem e chegou ao 4° lugar das paradas inglesas, bem como a 47ª posição nas americanas, ainda permanecendo como um dos prediletos dos fãs do rei do shock rock.

Destaques, apesar de dispensáveis (oras, estamos falando de Alice Cooper), devem constar para a clássica faixa-título, para as pauladas "Feed My Frankenstein", "Snakebite" e "Hurricane Years" e para as sexy ballads (Cooper é PhD nesse assunto) "Might As Well Be On Mars", "Love's A Loaded Gun" e "Burning Our Bed".

Um must-have na coleção de qualquer roqueiro que se preze. Hey stoopid, o que estará esperando pra conferir e/ou comentar? Alice Cooper é o cara!

01. Hey Stoopid
02. Love's A Loaded Gun
03. Snakebite
04. Burning Our Bed
05. Dangerous Tonight
06. Might As Well Be On Mars
07. Feed My Frankenstein
08. Hurricane Years
09. Little By Little
10. Die For You
11. Dirty Dreams
12. Wind-Up Toy

Alice Cooper - vocal
Stef Burns - guitarra
Hugh McDonald - baixo
Mickey Curry - bateria
Derek Sherinian - teclados

Músicos adicionais:
Joe Satriani - guitarra em 1, 4, 7, 9 e 12
Ozzy Osbourne - backing vocals em 1
Slash - guitarra em 1
Steve Vai - guitarra em 7
Nikki Sixx - baixo em 7
Vinnie Moore - guitarra em 8 e 11
Mick Mars - guitarra em 10

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by Silver

terça-feira, 20 de abril de 2010

Alice Cooper - Brutally Live [2000]


Gravado em Londres, Inglaterra no dia 19 de julho de 2000 em suporte à turnê do disco "Brutal Planet", o vilão do rock n' roll proporciona em "Brutally Live", o 4° disco ao vivo de sua carreira, uma performance teatral e histórica, como de costume.

Aqui, Alice Cooper traz um repertório enorme e que consegue abranger boa parte dos seus, até então, 30 anos de carreira. Clássicos do início da carreira de Furnier como "No More Mr. Nice Guy", "I'm Eighteen" e "Under My Wheels" dividem espaço com músicas que garantiram o rei do Shock Rock nos anos 80 e 90 como "Feed My Frankenstein" e a clássica instantânea "Poison" e músicas pesadas dos seus últimos lançamentos como "Brutal Planet", "Pick Up The Bones" e "Wicked Young Man". Vincent Furnier traz com ele uma banda de primeira linha, com a eficiente dupla de guitarristas Ryan Roxie e Eric Dover, o baixista Greg Smith e o cavalar baterista Eric Singer.

Destaco a performance apoteótica de "Poison" e "School's Out"juntamente do fechamento meteórico que ficou por conta do cover de "My Generation", do The Who, e da clássica "Elected". A audição de "Brutally Live" é altamente recomendada com a imagem, pois foi lançado tanto em CD como em DVD e um show do Alice Cooper visto se torna um genuíno show de horrores. Mas como o aspecto musical é bem relevante, eis o áudio dessa pérola para você, caro leitor.

Tracklist - CD 1:
01. Intro
02. Brutal Planet
03. Gimme
04. Go To Hell
05. Blow Me A Kiss
06. I'm Eighteen
07. Pick Up The Bones
08. Feed My Frankenstein
09. Wicked Young Man
10. Dead Babies
11. Ballad Of Dwight Fry
12. I Love The Dead
13. Devil's Food + The Black Widow
14. Eric Singer Drum Solo

Tracklist - CD 2:
01. Interlude
02. No More Mr. Nice Guy
03. It's Hot Tonight
04. Caught In A Dream
05. It's The Little Things
06. Poison
07. Take It Like A Woman
08. Only Women Bleed
09. You Drive Me Nervous
10. Band Introduction
11. Under My Wheels
12. School's Out
13. Billion Dollar Babies
14. My Generation
15. Elected
16. Brutal Planet (Reprise)

Alice Cooper - vocal
Ryan Roxie - guitarra
Eric Dover - guitarra
Greg Smith - baixo
Eric Singer - bateria

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by Silver