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sábado, 12 de fevereiro de 2011

W.A.S.P. - The Neon God: The Rise (Part 1) [2004]


Não acho necessário discorrer o conceito ao lado da música sempre que tratar de disco conceitual. Mas existem alguns compositores que colocam suas mensagens de modo tão essenciais quanto às músicas. Blackie Lawless é um destes, e eis aqui o refletor-mor de sua magnitude como letrista. Além do lirismo ímpar, The Neon God também representa a tentativa de Lawless em superar outro disco conceitual - The Crimson Idol. Essa busca ambiciosa acarretou na criação de uma história diferenciada e reflexiva.

Desta vez, Blackie dar vazão aos seus personagens sem moldar algum como alter-ego e nem mesmo com representatividades individuais. A trajetória de vida do personagem principal Jesse Slane é baseada e inspirada em líderes de culto - infância conturbada, submissão religiosa, instinto psicopata e tentativa de se colocar como Messias. Sua história é detalhadamente traçada e, no decorrer da trama, surgem outros personagens que são simbolismos para profundos questionamentos impessoais acerca do existencialismo e a religiosidade.


Musicalmente, é a mistura do Heavy Metal ensandecido do The Crimson Idol com o clima funesto do Dying for the World. A produção é praticamente a mesma do disco anterior (e de quase todos da discografia): os timbres, o ar dimensional e o peso se encontram da mesma forma, o que é explicado pelo fato de Lawless ser um ferrenho defensor das gravações analógicas. Ainda que se mantenha inveterado com seus princípios musicais, o lado humano de Steven Duren vem tomando cada vez mais espaço nas mensagens do W.A.S.P. desde o The Headless Children.

Os monstros da mente de Lawless começam a aparecer, através de Jesse, na curtíssima "Why I Am Here" e o título fala por si só. As crises de Jesse começam a afetá-lo na pancadaria de "Wishing Well". E após ser abandonado pela mãe no orfanato, Jesse passa a enfrentar o institucionalismo religioso de um orfanato, onde ele tenta impugnar a freira Sister Sadie, pois a enxerga como um general da SS, o que é muito curioso, pois uma das peças que constituem a personalidade de Jesse é Adolf Hitler. E ele associa a freira ainda mais à antiga organização paramilitar devido suas iniciais.


Esse confronto religioso surge em "Sister Sadie (And The Black Habits)", que lembra muito a sonoridade do álbum The Headless Children, e os vocais de Lawless ainda soam tão impiedosos quanto um Panzer VI Tiger. Tudo passado por Jesse, até então, é sintetizado por meio de "The Rise"; as sensações aflitivas de suicídio e o molestamento que sofreu da mãe e a atormentada Sister Sadie são transmitidos por uma ambiência desesperadora, onde já demonstra a obstinação de Jesse em querer ser o Messias.

Os delírios e a perseguição da Sister Sadie fazem com que Jesse seja mandado para o asilo de loucos "Asylum #9", o ponto alto do disco e a demência de Lawless e Cia. representa com fidelidade o ambiente de loucura, além de ter a melhor atuação de Darrell Roberts em sua passagem pelo grupo depois da inesquecível "Hallowed Ground". No asilo, Jesse conhece o pirado Billy, que tem um lugar especial para se drogar porque os pais são ricos, e é lá no quarto conhecido como "Red Room of the Rising Sun", que eles fazem a cabeça e os pervertidos sexuais criam bases bem díssonas e alucinógenas pra narrar essa parte.


"What I'll Never Find" retrata o suicídio de Billy e naturalmente é bem sentimental e melancólica. Passado alguns anos, sem Billy, e com Sister Sadie já colocada a sete palmos, Jesse foge e, depois de umas desventuras pelas ruas, conhece o mágico Judah, com quem se identifica e debate a manipulação religiosa representada no Heavy Metal carniceiro ao melhor estilo anos 80 em "X.T.C. Riders". Judah estimula Jesse a buscar ser ainda mais transgressor. Inspirado em elevar a fúria de Alex DeLarge, Jesse conhece e passa a manipular ladrões, traficantes e prostitutas, usando artifícios enganadores de poderes preeminentes, revertendo toda sua história.

Em outras palavras, usando uma interpretação pessoal, é como Jesse tivesse sido abusado por um padre na infância e, posteriormente, tivesse se tornado um padre na vida adulta, explicando os desmandos religiosos institucionais que colocam os discípulos em posição de subordinados e manipulados pelas próprias interpretações das 'regras divinas' por aqueles que se dizem "superiores". Mas os detalhes desse momento da história estão na segunda parte de The Neon God, além das alusões ficarem mais claras. No encarte do disco é esclarecido que as respostas não estão contidas na obra, no entanto, as críticas são evidentes.


Sem inovações no estilo, um apanhado de referências a alguns trabalhos antigos e um produto enriquecido com pensamentos propostos para incitar a reflexão. Concretizando Blackie Lawless, de forma ainda mais nítida, como um compositor exemplar da última geração a colocar conteúdo inteligente no Heavy Metal.

01 – Overture
02 – Why Am I Here
03 – Wishing Well
04 – Sister Sadie (And The Black Habits)
05 – The Rise
06 – Why Am I Nothing
07 – Asylum #9
08 – The Red Room Of The Rising Sun
09 – What I’ll Never Find
10 – Someone To Love
11 – X.T.C. Riders
12 – Me & The Devil
13 – The Running Man
14 – The Raging Storm

Blackie Lawless - Vocals, Guitars, Bass, Keyboards, Drums
Darrell Roberts - Lead Guitars, Vocals, Drums
Mike Duda - Bass, Vocals
Frankie Banali - Drums, Percussion

Additional Musician:
Stet Howland - Drums on "Wishing Well"

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Dragztripztar

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

W.A.S.P. - Live... In The Raw (Remastered) [1987]


O momento do álbum dessa postagem é, sem dúvidas, o auge das "vespas". Apesar da recente saída de Randy Piper, o W.A.S.P. não se afetou e logo tratou de chamar um substituto, mas um baixista: Johnny Rod, que pulou fora do King Kobra para fazer parte da banda. Blackie Lawless trocou o baixo pela guitarra, além de liderar o microfone. A line-up colocou na praça o bom "Inside The Electric Circus" - hoje considerado por Lawless o pior da discografia - em 1986 e sentiu que era a hora certa para um disco ao vivo.

"Live... In The Raw" também teve o objetivo de se tornar o disco que estouraria de vez o grupo, já que o reconhecimento não era suficiente para torná-los uma "febre" musical. Proposta espelhada no arrasa-quarteirões "Alive!" do Kiss - aliás, a influência dos mascarados e da tia Alice para o W.A.S.P. é inegável.

O registro foi gravado no dia 10 de março de 1987, em um concerto na Long Beach Arena, localizada em Long Beach, Califórnia. A casa de shows é conhecida por vários discos ao vivo terem sido gravados por lá, como "How The West Was Won" do Led Zeppelin, "The Night the Light Went On (In Long Beach)" do Electric Light Orchestra e "Live After Death" do Iron Maiden.

Da esquerda pra direita: Johnny Rod,
Blackie Lawless, Chris Holmes, Steve Riley


Em suma, trata-se de um verdadeiro show de Rock pesado, com a essência devidamente captada. Os quatro se mostram insanos, energéticos e afinados. A ausência do visual - o maior atrativo do W.A.S.P. - não fez falta quando se considera o ótimo repertório aqui contido, com verdadeiros hinos do Hard n' Heavy, como "I Wanna Be Somebody", "Wild Child", "Blind In Texas", "9.5.-N.A.S.T.Y." e "L.O.V.E. Machine".

Vale mencionar a presença do cover "I Don't Need No Doctor", original de Ray Charles e single lançado pelo quarteto metálico, e das inéditas "Harder Faster" e "The Manimal", compostas especialmente para esse show, e "Scream Until You Like It", cut de estúdio inclusa na trilha sonora do filme Ghoulies II.

Como se não bastasse, "Live... In The Raw" é um divisor de águas na carreira do W.A.S.P. pois o plano de "estourar" com a gravação não deu muito certo, apesar das vendas terem sido razoáveis, principalmente na terra do Tio Sam. A partir daí, o direcionamento musical do grupo se modificou consideravelmente, amadurecendo em vários sentidos. Vale a pena conferir as outras postagens da turma do Blackie Lawless por aqui e tomar nota dessas mudanças. Mas antes, baixe já essa pedrada!

01. Inside The Electric Circus
02. I Don't Need No Doctor (Ray Charles Cover)
03. L.O.V.E. Machine
04. Wild Child
05. 9.5.-N.A.S.T.Y.
06. Sleeping (In The Fire)
07. The Manimal
08. I Wanna Be Somebody
09. Harder Faster
10. Blind In Texas
11. Scream Until You Like It

Bonustracks:
12. Shoot From The Hip
13. Widowmaker
14. Sex Drive
15. Sleeping (In The Fire) (Acoustic)

Blackie Lawless - vocal, guitarra base
Chris Holmes - guitarra solo, backing vocals
Johnny Rod - baixo, backing vocals
Steve Riley - bateria

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by Silver

domingo, 17 de outubro de 2010

W.A.S.P. - The Crimson Idol (2-CD Version) [1992]


A situação do W.A.S.P. no fim dos anos 1980 estava piorando a cada lançamento. Os integrantes que passavam, logo largavam mão do grupo: Randy Piper em 1986, Steve Riley em 1987 e, por fim, Johnny Rod e Chris Holmes em 1989. A baixa mais significativa foi a de Holmes, por influenciar diretamente no som e por ter caído fora, segundo rumores, graças à sua esposa na época, a gostosíssima Lita Ford.

O líder Blackie Lawless, então, decretou fim ao W.A.S.P. e passou a se concentrar em uma carreira solo. O perfeccionismo do homem é tão grande que o primeiro álbum da empreitada demorou três anos para ser finalizado. Prestes a ser lançado, Lawless sofreu pressão da gravadora e lançou a bolacha sob o nome da banda, mesmo sendo um trabalho solo. Este é "The Crimson Idol", que saiu em junho de 1992 e foi o último a sair pela Capitol Records.

"The Crimson Idol" é diferente de qualquer outro trabalho do W.A.S.P. em vários aspectos, mas mantém a essência em inúmeros outros. As diferenças já começam por ser conceitual: as composições narram a história de Jonathon Steel. Jonathon é menosprezado desde sua infância, pois seus pais (principalmente seu pai, que atende pela alcunha de Red) gostavam mais de seu irmão, Michael. Após o falecimento de Michael, que apesar de tudo era um herói para o irmão, Jonathon se torna um rockstar e se afunda na "perdição" proporcionada às estrelas deste - e qualquer outro - gênero.



Há se de notar a distinção na estrutura melódica das canções. A essência conhecida por todas foi mantida, já que, incontestavelmente, Blackie Lawless sempre foi a alma do grupo. Mas inserções acústicas se tornaram mais constantes, bem como nuances mais complexas e diferenciadas. O Hard Rock pesado e direto de outrora cedeu espaço para um Heavy Metal ainda pesado, sólido, competente, bem trabalhado.

Vale ressaltar que, por ter sido planejado como um álbum solo de Blackie, não havia obrigação de se manter algum outro integrante de antigas formações. Para a gravação de "The Crimson Idol", portanto, houve o mantimento do monstro Frankie Banali (que havia trabalhado anteriormente como músico de estúdio) nas baquetas de algumas faixas, enquanto o também foda Stet Howland assumiu a bateria em outras. Para a guitarra solo, teve-se a presença do fantástico Bob Kulick. Todo o resto - guitarra base, baixo, teclados e vocais - ficou por conta do mestre Lawless.

Infelizmente o W.A.S.P. nunca teve a aceitação que merecia na mídia. Mas "The Crimson Idol" saiu melhor do que a encomenda: atingiu a 47ª posição das paradas norte-americanas e seus dois vídeo-clipes, "The Idol" e "Hold On To My Heart", tiveram circulação moderada para tempos em que o alternativo andava em alta. Saiu melhor do que esperado porque o álbum não teve turnê de divulgação, se limitando apenas a algumas apresentações ao vivo, como no Donington Monsters Of Rock de 1992 e alguns programas de televisão.



Além das duas belas baladas anteriormente citadas, há de se destacar a paulada "Chainsaw Charlie (Murders In The New Morgue)", composta em homenagem ao presidente da Capitol Records - que resultou na demissão do W.A.S.P. do cast da gravadora -; a densa "The Invisible Boy"; e a ótima "Doctor Rockter". No mais, trata-se de um puta disco que merece ser aproveitado da cabeça aos pés, pois qualquer detalhe não foi inserido por acaso.

PS: a versão aqui trazida é a do relançamento de 1998, em que houve a inclusão de "The Story Of Jonathon" no álbum em si e a presença de um segundo disco, com sobras de estúdio e partes do show em Donington.

CD 1:
01. The Titanic Overture
02. The Invisible Boy
03. Arena Of Pleasure
04. Chainsaw Charlie (Murders In The New Morgue)
05. The Gypsy Meets The Boy
06. Doctor Rockter
07. I Am One
08. The Idol
09. Hold On To My Heart
10. The Great Misconceptions Of Me
11. The Story Of Jonathon (Prologue To The Crimson Idol - Bonustrack)

CD 2:
01. Phantoms In The Mirror
02. The Eulogy
03. When The Levee Breaks (Led Zeppelin cover)
04. The Idol (Acoustic)
05. Hold On To My Heart (Acoustic)
06. I Am One (Live)
07. Wild Child (Live)
08. Chainsaw Charlie (Murders In The New Morgue) (Live)
09. I Wanna Be Somebody (Live)
10. The Invisible Boy (Live)
11. The Real Me (The Who cover - Live)
12. The Great Misconceptions Of Me (Live)

Blackie Lawless - vocal, guitarra base, violão, baixo, teclados, backing vocals
Bob Kulick - guitarra solo, violão
Frankie Banali - bateria, percussão
Stet Howland - bateria, percussão

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by Silver

sábado, 18 de setembro de 2010

W.A.S.P. - The Last Command (Remastered) [1985]


Se o debut do W.A.S.P. já foi maravilhoso, o que esperar então do álbum seguinte? Após o êxito obtido com a estreia, bastou uma substituição (Tony Richards saiu para Steve Riley assumir as baquetas) para que o terreno estivesse preparado para o mais bem-sucedido lançamento do grupo comandado por Blackie Lawless.

"The Last Command" foi gravado durante um período consideravelmente longo para aqueles tempos: de outubro de 1984 até o meio do ano seguinte. A produção foi assinada por Spencer Proffer, responsável pela produção dos ótimos "Metal Health" e "Condition Critical" do Quiet Riot, entre outras jóias do Hard Rock, e vale salientar que esse foi o único álbum da discografia que Lawless não participou como produtor.

No geral, o play assume a mesma postura que seu antecessor, porém com uma perspectiva mais Hard Rock do que toda aquela crueza Heavy anteriormente presente. Há uma proposta levemente mais comercial, mas nada que descaracterize a paulada na face que é o som do W.A.S.P., que naqueles tempos poderia ser definido como "Hard n' Heavy inconsequente, sanguinário e altamente pornográfico".


Blackie Lawless, inspiradíssimo, providencia incríveis e potentes vocais e boas linhas de baixo, além de assumir quase toda a autoria do disco (como sempre), com exceção de algumas canções compostas em parceria com os outros integrantes e de "Running Wild In The Streets", uma sobra do Kick Axe escrita em conjunto de Proffer. A dinâmica dupla das seis cordas, Chris Holmes e Randy Piper, comprovam eficiência e habilidade com timbres pesados, solos precisos e riffs cortantes. Steve Riley, batera básico e direto, faz muito bem o seu trabalho, apesar da minha preferência por Richards.

A bolacha conquistou relativo sucesso principalmente na terra do Tio Sam, chegando à 47ª posição das paradas da Billboard e adquirindo um disco de ouro nos Estados Unidos pelas 500 mil cópias vendidas. Os singles de "Wild Child" e "Blind In Texas" receberam boa rotatividade nas rádios e na MTV e se consolidaram como duas das mais indispensáveis e conhecidas canções da carreira da banda. No entanto, ainda acredito que os caras mereciam mais sucesso - não apenas com esse disco.

Imagem contida no encarte. Traduzindo a frase em vermelho:
"As letras podem ser consideradas ofensivas para algumas audiências" (risos)

Além dos singles, há de se destacar as maravilhosas "Widowmaker" e "Ballcrusher" e a melancólica "Cries In The Night". No mais, W.A.S.P. é lindo. Se você, caro leitor, discorda da afirmação... é... ninguém é perfeito. Confira já!

PS: a versão dessa postagem é a remasterizada e expandida que saiu em 1998 com sete faixas adicionais, incluindo a engavetada "Savage", o cover do clássico "Mississippi Queen" do Mountain e versões ao vivo de canções do debut. O álbum em si está separado das bônus nos arquivos disponibilizados.

CD 1:
01. Wild Child
02. Ballcrusher
03. Fistful Of Diamonds
04. Jack Action
05. Widowmaker
06. Blind In Texas
07. Cries In The Night
08. The Last Command
09. Running Wild In The Streets
10. Sex Drive

CD 2 - Bonus Tracks:
11. Mississippi Queen (Mountain cover)
12. Savage (Unreleased)
13. On Your Knees (Live In 1984)
14. Hellion (Live In 1984)
15. Sleeping (In The Fire) (Live In 1984)
16. Animal (Fuck Like A Beast) (Live In 1984)
17. I Wanna Be Somebody (Live In 1984)

Blackie Lawless - vocal, baixo
Chris Holmes - guitarra
Randy Piper - guitarra, backing vocals
Steve Riley - bateria, backing vocals

Músicos adicionais:
Carlos Cavazo - backing vocals
Chuck Wright - backing vocals

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by Silver

domingo, 8 de agosto de 2010

W.A.S.P. - Babylon [2009]


"Babylon" é o mais recente lançamento do W.A.S.P., lançado de forma independente pela Demolition Records em novembro de 2009. Semi-conceitual, o álbum aborda as visões bíblicas dos quatro cavaleiros do Apocalipse - temática que Blackie Lawless, o frontman, anda abordando cada vez mais em suas composições.

A sonoridade retratada aqui é um mix perfeito entre dois discos do grupo: "The Last Command", clássico da fase Hard, frenética, sanguinária e pervertida; e "The Crimson Idol", pepita conceitual com um pé e meio no Heavy Metal. "Babylon", em suma, mantém vários elementos que popularizaram o nome W.A.S.P. nos anos 1980 mas inclui a maturidade e a visão musical adquiridas por Lawless ao longo do tempo. A ideia foi colocada em prática em "Dominator" e aqui tem-se uma fervorosa continuação.

Blackie Lawless é o destaque por aqui, e sempre será, pois é um gênio. Canta muito bem, é um multi-instrumentista competentíssimo e compõe versos de se tirar o fôlego. Mas é covardia deixar de citar a habilidosa formação que está com ele. Doug Blair, guitarrista durante apresentações na época do "The Crimson Idol" e durante a turnê "Unholy Terror" (onde foi estepe de Chris Holmes, que abandonou o barco), simplesmente destruiu nessas gravações, se mostrando mais solto nos solos e licks do que antes. Mike Duda, desde 1997 com Blackie, tem competência comprovada nos outros sete discos que gravou. Mike Dupke, a surpresa mais agradável, apresentou-se como um baita de um baterista, tocando de uma forma precisa e pesada, no estilo de mestres do gênero como Frankie Banali e Eric Carr.

A abertura com "Crazy" mata à paulada. Engana-se quem pensa que a criatividade acabou só por conta do riff inicial, semelhante ao de "Wild Child", hit de 1985. Refrão grudento e performance impecável de Blackie nos vocais. A rápida e frenética "Live To Die Another Day" vem em seguida, com um pedaço do pé no metal, e ótimas execuções de Blair. "Babylon's Burning" descamba esse pé e o outro no Heavy, apresentando uma melodia galopada e muito peso na cozinha dos Mikes.


"Burn", cover do Deep Purple, foi gravado nas sessões do disco "Dominator", de 2007, mas não entrou no produto final sabe-se lá porque. Deveria, pois o quarteto arregaça nessa, que exige habilidade ímpar em todos os instrumentos. "Into The Fire" é uma ótima semi-balada que cativa o ouvinte logo de cara. "Thunder Red", hardeira de primeira, dá sequência à bolacha com qualidade.

"Seas Of Fire" novamente retoma a veia metálica, na pegada das mais inspiradas pérolas 'waspeanas' noventistas. "Godless Run", outra balada, é devagar e melódica, contendo mais uma performance aplausível de Lawless. Por fim, o cover de "Promised Land", clássico de Chuck Berry imortalizado pelo rei Elvis Presley, quebra o clima e mais soa como uma faixa bônus como parte da obra, mas garante diversão e fecha o disco com chave de ouro.

Mesmo lançado sob selo independente, "Babylon" conseguiu notável repercussão, atingindo o 15° lugar das paradas inglesas destinadas à lançamentos independentes, bem como a 24ª e a 31ª posições dos charts gerais suecos e finlandeses, respectivamente. "Crazy" e "Babylon's Burning" viraram singles e esta ganhou um clipe - o primeiro deste "Black Forever", de 1995.

Mas todo o sucesso ao quarteto não é suficiente ao meu ver, já que são uma das poucas bandas do passado que continuam fiéis aos seus fãs e ainda lançando discos sem repetições chatas, vide outras por aí que simplesmente reciclam e colocam no mercado para que os trouxas comprem. Mas dinheiro cada um gasta com quem quer e gosto é que nem braço: tem gente que não tem.

Com vocês, um dos melhores álbuns do ano passado e, ao meu ver, o melhor desde "Still Not Black Enough": "Babylon"!

01. Crazy
02. Live To Die Another Day
03. Babylon's Burning
04. Burn (Deep Purple cover)
05. Into The Fire
06. Thunder Red
07. Seas of Fire
08. Godless Run
09. Promised Land (Chuck Berry cover)

Blackie Lawless - vocal, guitarra
Doug Blair - guitarra, backing vocals
Mike Duda - baixo, backing vocals
Mike Dupke - bateria

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by Silver

Carninha pra todos os gostos, se é que me entendem.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

W.A.S.P. - Live In Charleroi, Belgium (The Crimson Idol Tour) [2007]


Pouco após a saída de Chris Holmes, em 1989, o W.A.S.P. teria seu breve fim. O líder Blackie Lawless, já sem nenhum integrante da formação "clássica", decidiu acabar com o grupo e investir em uma carreira solo. O conceitual "The Crimson Idol" seria sua estreia como solista, mas acabou sendo lançado sob o nome do grupo, marcando sua volta.

O play, considerado por muitos fãs o melhor da carreira dos pervertidos sexuais, teve sua merecida turnê mundial apenas 15 anos depois de seu lançamento, onde todas as faixas foram tocadas em sequência.

A pepita que trago-vos nessa postagem é pertencente a essa turnê. Após vasculhar vários arquivos da mesma, esse áudio foi o melhor que achei. Apesar de não ser uma gravação soundboard, se assemelha bastante a uma, com todos os instrumentos perfeitamente audíveis, sem chiados ou cliques, e um bom volume.

O concerto em questão aconteceu no Le Coliseum da cidade de Charleroi, Bélgica, no dia 14 de dezembro de 2007 - uma das últimas datas da turnê, que encerraria 8 dias depois. Da line-up que gravou o álbum 15 anos atrás, apenas Blackie Lawless está lá, enquanto tem-se o guitarrista Doug Blair, o baixista Mike Duda e o baterista Mike Dupke para completar o W.A.S.P.


Não existem dúvidas que essa formação é a mais competente no quesito musical que já tocou com Lawless ao vivo - e este todos sabem que dispensa quaisquer elogios. Só de tocarem o "The Crimson Idol" na íntegra, um álbum com instrumental rebuscado e repleto de nuances trabalhadíssimas, já merecem todo o respeito. A performance, impecável e muito semelhante ao que é apresentado no full-length, tirou inspiração do fundo da alma dos caras, principalmente de Dupke, que estraçalhou com viradas incríveis. E a dupla Blair/Duda definitivamente não fica atrás.

O repertório, além de contar com o disco na íntegra, contou com diversos encores ao longo da tour. Aqui o encore ficou por conta das clássicas "L.O.V.E. Machine", "Wild Child" e "Blind In Texas", e da recém-lançada porém excelentíssima "Take Me Up".

Quem já ouviu o play que foi tocado aqui na íntegra, entende quando diz-se que não existem destaques em um concerto como esse. Vale muito a pena conferir essa raridade!

01. The Titanic Overture
02. The Invisible Boy
03. Arena Of Pleasure
04. Chainsaw Charlie (Murders In The New Morgue)
05. The Gypsy Meets The Boy
06. Docter Rockter
07. I Am One
08. The Idol
09. Hold On To My Heart
10. The Great Misconceptions Of Me

Encore:
11. L.O.V.E. Machine
12. Wild Child
13. Take Me Up
14. Blind In Texas

Blackie Lawless - vocal, guitarra, violão
Doug Blair - guitarra, backing vocals
Mike Duda - baixo, backing vocals
Mike Dupke - bateria

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by Silver

segunda-feira, 31 de maio de 2010

W.A.S.P. – Still Not Black Enough [1995]

Quando estive em São Paulo em novembro do ano passado para ver o Twisted Sister dei um pulinho na Galeria do Rock. A grana era curta – devia ter uns R$ 50 apenas –, mas dei a sorte de conseguir encontrar o meu disco preferido do W.A.S.P., importado, pela bagatela de R$ 20. Segunda mão, beleza, mas em excelente estado.

Lançado em junho de 95, Still Not Black Enough é o oitavo trabalho do W.A.S.P.. Este que seria o primeiro álbum solo do vocalista Blackie Lawless reúne basicamente canções que ficaram de fora do conceitual The Crimson Idol, de 92. Ou seja, aqui temos aquele line up de primeira, com Bob Kulick na guitarra e Frankie Banali na bateria.

Se por um lado o som de Still Not Black Enough possui um caráter menos progressivo que o de seu antecessor – as canções de The Crimson Idol em sua maioria ultrapassam os cinco minutos de duração –, por outro o clima das canções permanece pra lá de denso (algo que a própria capa já indica, reparem!). Blackie Lawless é um compositor de mão cheia. E aqui estão algumas de suas melhores letras.

A parte instrumental então nem se fala. O talento de Bob Kulick nas seis cordas é inversamente proporcional à quantidade de fios de cabelo em sua cabeça; o que ele tem de careca tem de criativo e virtuoso. Já Frankie Banali, o eterno baterista do Quiet Riot, consegue aliar força, precisão, técnica e versatilidade como poucos; com certeza um dos melhores músicos de sua geração.

A faixa-título abre o álbum com um refrão animal, digno de incendiar multidões ao vivo. Na seqüência, “Somebody to Love” rememora o hard rock que delineou o som da banda nos anos 80. Bem semelhante a faixa-título (basta ouvir os riffs principais de ambas as músicas), “Black Forever” retoma o caráter de revolta com Lawless caprichando nos rasgados.

A sombria “Scared to Death” é uma forte candidata à medalha de ouro do álbum. Letra pesada, pessimista, backing vocals femininos em tom de horror e Kulick tocando um solo de arrepiar. Só ouvindo mesmo para ter uma noção exata. Mas é em “Goodbye America” que Lawless destila todo seu ódio, principalmente contra o governo norte-americano. Ótima canção.

As principais surpresas na segunda metade do álbum ficam por conta das inusitadas (ao menos para o padrão W.A.S.P. – não achei definição melhor) “Keep Holding On”, “Breathe” e o hino “Rock and Roll to Death”. As duas primeiras, baladinhas no melhor estilo de “Forever Free” (clássico de The Headless Children, de 89) com violões e uma sensibilidade incomum, porém honesta. Já a segunda nos leva diretamente aos anos 60, um rock ‘n’ roll clássico nos moldes de Chuck Berry, só que com muito, mas MUITO mais ganho nas guitarras.

Propaganda feita, cabe a vocês decidirem se baixam ou não. Como eu disse no primeiro parágrafo, este aqui é o meu disco preferido do W.A.S.P.. Relembrando o mítico Seu Creysson: “este eu agarântio!”. E pra encerrar, uma lição fundamental, diretamente da letra de “Rock and Roll to Death”: “If rock and roll dies I’ll take my last breath / Rock and roll to death!”

01. Still Not Black Enough
02. Somebody to Love
03. Black Forever
04. Scared to Death
05. Goodbye America
06. Keep Holding On
07. Rock and Roll to Death
08. Breathe
09. I Can’t
10. No Way Out of Here

Blackie Lawless – Vocais; Backing Vocals; Guitarras; Baixo; Violões, Cítara; Piano, Órgão; Sintetizadores
Frankie Banali – Bateria
Bob Kulick – Guitarra
Stet Howland – Percussão em “Scared to Death”
Mark Josephson – Violino
Tracey Whitney & K.C. Calloway – Backing Vocals

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мєαиѕтяєєт

sexta-feira, 7 de maio de 2010

W.A.S.P. - W.A.S.P. [1984]


Apesar de ter sido formado oficialmente em 1982, o W.A.S.P. tem origens datadas em 1976, quando Blackie Lawless, recém-saído de uma curta passagem no New York Dolls, uniu forças com Randy Piper para formar o Sister, que também contou com o lendário Nikki Sixx (Mötley Crüe). O grupo, conhecido por ser um dos primeiros a utilizar pentagramas e símbolos ocultistas, não fez sucesso por conta da cena da época, já que o Hard Rock e o Heavy Metal não tinham a força que ganharam nos anos 1980.

Após alguns outros projetos falhosos, Lawless e Piper novamente se juntaram para formar uma banda, mas que, dessa vez, desse certo. Assim, em 1982, nasceu o W.A.S.P., com a dupla Rik Fox (baixo) e Tony Richards (bateria) completando a formação. Rik saiu pouco tempo depois e Blackie assumiu o baixo, enquanto outro guitarrista, Chris Holmes, foi convocado.

Com uma line-up formada, o grupo gravou, em 1983, o single "Animal (F**k Like A Beast)". Tanto as canções (principalmente a faixa-título) quanto a capa foram recheadas de controvérsia e polêmica, fazendo com que o single fosse rejeitado pela Capitol Records - mas atraiu a atenção da gravadora para a composição de um full-length. E os caras não fizeram feio: o debut, auto-intutulado, chegou às lojas em agosto de 1984 e permanece como um clássico do Hard n' Heavy. O reconhecimento já veio com um generoso 74° lugar nas paradas norte-americanas e uma boa repercussão do single "I Wanna Be Somebody", que atingiu o top 30 nos charts da Nova Zelândia (!!).


O Heavy Metal não era muito forte nos Estados Unidos, que tinha mais grupos de Hard Rock, e sim no Reino Unido, que já contava com nomes do cunho de Judas Priest, Saxon, Motörhead e Iron Maiden. Mas o W.A.S.P. fez som pesado de deixar qualquer britânico de queixo caíxo e, ao meu ver, a partir desse álbum, o metal propriamente dito ganhou força nos Estados Unidos. Aqui as guitarras são bem tocadas e pesadas, a cozinha é consistente e veloz, as composições não tem um pingo de vergonha e são, no mínimo, invejáveis e os vocais de Lawless, sanguinários e potentes, dão uma sonoridade única e inimitável à sonzeira de primeira qualidade.

O W.A.S.P. se originalizou mais ainda com a performance ao vivo do grupo, excêntrica e teatral, com direito à ratos soltos, carne crua atirada na plateia, mulheres "torturadas" seminuas, maquiagem e visual aterrorizantes e muito mais dos ensinamentos da escolinha da tia Alice. Até hoje Blackie e sua turma do barulho continuam como monstros do Heavy Metal com concertos de tirar o fôlego e álbuns excelentes.

Vale ressaltar que a versão dessa postagem é o relançamento de 1997, que conta com "Animal (F**k Like A Beast)", "Show No Mercy" e o cover de "Paint It, Black", do The Rolling Stones.

Os destaques, além para o single e clássico "I Wanna Be Somebody", vão para as pesadas "The Flame" e "Tormentor", a matadora "L.O.V.E. Machine", a sanguinária "Animal (F**k Like A Beast)", a berrada "Hellion" e para a dark-ballad "Sleeping (In The Fire)". Mais um play indispensável na coleção, com direito à etiqueta de conteúdo obsceno e muito Hard n' Heavy!

01. Animal (F**k Like A Beast)
02. I Wanna Be Somebody
03. L.O.V.E. Machine
04. The Flame
05. B.A.D.
06. School Daze
07. Hellion
08. Sleeping (In The Fire)
09. On Your Knees
10. Tormentor
11. The Torture Never Stops
12. Show No Mercy
13. Paint It, Black (The Rolling Stones cover)

Blackie Lawless - vocal, baixo
Chris Holmes - guitarra
Randy Piper - guitarra, backing vocals
Tony Richards - bateria, backing vocals

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by Silver

quarta-feira, 21 de abril de 2010

W.A.S.P. – Inside the Electric Circus [1986] e Live... In the Raw [1987]

Inside the Electric Circus [1986]

Inside the Electric Circus marca o instante em que o guitarrista Randy Piper deixa o W.A.S.P., fazendo com que Blackie Lawless assuma a guitarra-base, deixando o baixo a cargo do ex-King Kobra Johnny Rod.

Por mais que seja o último disco de estúdio da fase dita pornô-sangüinária, consegue ser superior aos seus antecessores (W.A.S.P., de 1984 e The Last Command, de 1985) em vários aspectos, a começar pela produção caprichada, que favoreceu os sempre excelentes vocais do negunho sem lei e a sempre furiosa guitarra-solo de Chris Holmes sem desmerecer a instrumental impecável feita pela cozinha Riley/Rod. Ironicamente, Lawless sempre se refere a este aqui como o trabalho do W.A.S.P. que ele menos gosta.

Alcançando o 66º lugar na Billboard, o disco foi responsável pela maior turnê já realizada pelo grupo, incluindo shows abrindo para os figurões do metal Iron Maiden e Slayer. Dois shows dessa turnê dariam origem ao álbum seguinte, o ao vivo Live... In The Raw, lançado em 1987. Destaque para os singles "I Don't Need No Doctor" e "9.5.- N.A.S.T.Y.", ambos sensacionais. A regravação de "Easy Living", do Uriah Heep, "Sweet Cheetah", "Mantronic" e "The Rock Rolls On" também valem a conferida.

01. The Big Welcome
02. Inside The Electric Circus
03. I Don't Need No Doctor
04. 9.5.- N.A.S.T.Y.
05. Restless Gypsy
06. Shoot from the Hip
07. I'm Alive
08. Easy Living
09. Sweet Cheetah
10. Mantronic
11. King of Sodom and Gomorrah
12. The Rock Rolls

Blackie Lawless – Vocais; Guitarra
Chris Holmes – Guitarra
Steve Riley – Bateria; Vocais
Johnny Rod – Baixo; Vocais

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Live... In the Raw [1987]

Live... In The Raw foi o primeiro álbum ao vivo lançado pelo W.A.S.P.. Trata-se do registro de duas performances da banda, uma na Long Beach Arena e outra no California Theatre. A expectativa criada em cima do lançamento do disco foi tamanha que o mesmo chegou ao 77º lugar na Billboard.

Nos shows em si, Blackie Lawless prova que é um vocalista e tanto ao reproduzir no palco exatamente o que consta nas gravações de estúdio. Das 10 músicas escolhidas para o álbum, destaco "Sleeping (in the Fire)" e "Blind in Texas", além de "I Don't Need No Doctor" e "I Wanna Be Somebody", os dois momentos em que o público mais se manifesta.

O único aspecto negativo fica por conta da mixagem que não favoreceu a bateria de Steve Riley, deixando-a quase inaudível. Inclusive, este viria a ser o último trabalho com o baterista, que trocaria a gangue do neguinho sem lei pelo L.A. Guns. Ao término das pedradas ao vivo, uma canção de estúdio, "Scream Until You Like It", tema do filme Ghoulies II. E por mais contraditório que possa parecer, este foi o único single extraído do álbum.

01. Inside the Electric Circus
02. I Don't Need No Doctor
03. L.O.V.E. Machine
04. Wild Child
05. 9.5.- N.A.S.T.Y.
06. Sleeping (in the Fire)
07. The Manimal
08. I Wanna Be Somebody
09. Harder Faster
10. Blind in Texas
11. Scream Until You Like It

Blackie Lawless – Vocais; Guitarra
Chris Holmes – Guitarra
Steve Riley – Bateria; Vocais
Johnny Rod – Baixo; Vocais

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мєαиѕтяєєт

W.A.S.P. – K.F.D. [1997]

Voltemos 12 anos no tempo para falar de K.F.D. (ou Kill Fuck Die), sétimo disco de estúdio da carreira do W.A.S.P. e sem dúvidas aquele que boa parte dos fãs prefere pensar que nunca existiu.

O ano de 1997 marcou o retorno de Chris Holmes à banda, o que gerou burburinhos e especulações mil a respeito de um possível novo álbum, quem sabe, resgatando a sonoridade consagrada da década de 80, uma vez que The Crimson Idol (1992) e Still Not Black Enough (1995), apesar dos contornos de cult, não foram bem assimilados, logo, não venderam tão bem.

Para a surpresa (ou decepção) de quem aguardava um novo The Last Command (1985), K.F.D. chegou às lojas apresentando um W.A.S.P. quase industrial, com guitarras ultra-distorcidas afinadas muitos tons abaixo e vocais repletos de efeitos que em algumas horas chegam a descaracterizar a voz única de Blackie Lawless, que é a sua marca registrada.

O conteúdo das letras, como diz o Parental Advisory da RIAA na capa, é explícito, ou seja, prepare-se para ouvir uma enxurrada de palavrões ao longo do play. E para a polêmica ser ainda maior, os shows da turnê que sucedeu o lançamento do disco contavam com a encenação de uma freira sendo estuprada. É mole?

Felizmente a banda percebeu que o direcionamento tomado em matarfudermorrer não agradou e voltou a estúdio para gravar aquilo que os fãs mais queriam ouvir – um trabalho nos moldes dos clássicos oitentistas, Helldorado (1999). Holmes ainda permaneceria no W.A.S.P. para mais um álbum, Unholy Terror (2001), mas como todo carnaval tem seu fim (sem qualquer referência à música dos Loser Manos), abandonaria o barco em definitivo pouco tempo depois.

Para quem não ainda não ouviu ouça, pois vale a conferida. Caso contrário não teria sequer sido postado.

01. Kill Fuck Die
02. Take the Addiction
03. My Tortured Eyes
04. Kill-A-Head
05. Kill Your Pretty Face
06. Fetus
07. Little Death
08. U
09. Wicked Love
10. The Horror

Bonus Tracks:
11. Tokyo’s on Fire
12. Blind in Texas
13. Rock ‘N’ Roll to Death

Blackie Lawless – Vocais; Guitarra
Chris Holmes – Guitarra
Mike Duda – Baixo; Vocais
Stet Howland – Bateria; Vocais

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