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sábado, 30 de outubro de 2010

The Who - Quadrophenia [1973]


Ao se falar em The Who, a grande maioria das pessoas que conhecem a banda rapidamente os associam a ópera Tommy, que foi um dos maiores sucessos do grupo e com certeza um grande clássico. Devido a isso, muitos acabam deixando passar despercebido um de seus melhores discos e o ápice da banda em termos criativos, tanto em termos musicais como líricos, o majestoso e épico Quadrophenia.

E mais uma vez podemos constatar que Townshend é genial ao observar a história que é contada aqui, de um jovem mod no final dos anos 60 chamado Jimmy, que sofre da nomeada Quadrophenia, que seria uma variação de esquizofrenia, em que o personagem vivia dividido em quatro personalidades diferentes, todas elas baseadas em cada um dos integrantes dos grupo (que no início foram um dos principais representantes do movimento mod nos anos 60). As personalidades de Jimmy são as seguintes:

* Um machão cintura dura, que representa a Roger Daltrey;
* Um romântico, que representa o falecido John Entwistle;
* Um louco sem noção, que é o saudoso e genial Keith Moon;
* Um cínico, que descreve o genial Pete Townshend.


O disco começa com Jimmy sentado em uma rocha defronte ao mar, relembrando os últimos dois dias que se passaram e onde se questiona sobre sua sanidade mental, com sua história contada por ele mesmo, em uma narrativa em primeira pessoa, o que ocorre nas duas primeiras músicas do disco, "I am the Sea" e na maravilhosa e energética "The Real Me". Quanto ao que acontece durante a história e seu desfecho, deixarei que aqueles que escutarem descubram por si só, focando na parte musical do disco.

Com certeza nesse disco observamos um The Who mais maduro, com composições coesas e muito mais trabalhadas das encontradas em sua discografia até este momento. Daltrey está em um momento inspirado e assombra em suas interpretações, Entwistle e Moon se consolidam de vez aqui com uma das maiores (quiçá a maior) cozinhas da história do rock. Townshend por sua vez merece um capítulo à parte. Responsável pela composição de todo a história, podemos atestar que ele é realmente um dos maiores gênios do rock e que futuramente será lembrado com um dos maiores compositores que já existiram.

E são apresentadas composições inesquecíveis, como a paulada "The Real Me", a roqueira e excelente "The Punk and the Godfather", "Helpless Dancer" que apresenta em seu final uma citação para a sensacional "The Kids Are Alright" do debut da banda, o clássico "5:15", a viajante "Doctor Jimmy" com seus quase nove minutos de duração e belíssima balada "Love, Reign O'er Me", que pode ser citada facilmente como uma das grandes baladas da história do rock e que retrata a personalidade de Townshend.



Mas todo o disco é digno de destaque, e deve ser apreciado sem pular sequer uma só canção. Aqui você terá em mãos uma verdadeira obra de arte, com uma história coesa e que lhe fará se apaixonar assim que ouvir pela primeira vez. Uma amostra de que assim como os Beatles, o The Who marcou seu nome a ferro e fogo na história não só do rock, mas da música mundial. Apenas duas palavras resumem este maravilhoso registro: OBRA PRIMA!

Disco 1
1.I Am the Sea
2.The Real Me
3.Quadrophenia
4.Cut My Hair
5.The Punk and the Godfather
6.I'm One
7.The Dirty Jobs
8.Helpless Dancer
9.Is It in My Head
10.I've Had Enough

Disco 2
1.5:15
2.Sea and Sand
3.Drowned
4.Bell Boy
5.Doctor Jimmy
6.The Rock
7.Love, Reign O'er Me

Roger Daltrey – Vocais
John Entwistle – Baixo, Vocal em "Is it in my Head", Backing Vocals
Keith Moon – Bateria, Vocais em "Bell Boy"
Pete Townshend – Guitarras, Sintetizadores, Piano, Banjo

Músicos adicionais:
John Curle – Voz do repórter
Chris Stainton – Piano em "Dirty Jobs", "Helpless Dancer", "5.15", and "Drowned"


By Weschap Coverdale

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

The Who - The Who Sings My Generation [1965]

Quem me conhece sabe que eu não gosto dos Beatles, e alguns até já tentaram me crucificar por isso, mas a questão é que, nos anos 60, havia uma banda bem melhor que os Beatles e que os Stones (que eu gosto). E essa banda era o The Who, provavelmente minha banda preferida da década de 60.

O The Who dispensa comentários, é uma banda mais que clássica e uma das mais importantes do rock inglês, junto com as já citados Rolling Stones e Beatles (que apesar de não gostar, reconheço a grande importância que tiveram pra música). É a minha banda favorita dos anos 60 por mostrar uma agressividade praticamente nunca vista antes em seu som, vista apenas por bandas como o The Sonics, que é da mesma época deles (porém é dos EUA e não teve tanto sucesso). Riffs de guitarra simples e diretos, bateria e baixo matadores e um vocal muito bom.

"The Who Sings My Generation" é a versão americana para o álbum "My Generation", debut da banda, tendo uma capa alternativa e algumas canções diferentes. É um marco na história do rock e apesar de simples comparado ao que a banda fez depois, é um disco ótimo. Particularmente, é o meu favorito do The Who.

Meus destaques vão para as faixas "Out in the Street", "I Don't Mind", a mais que clássica e coverizada por muitos e muitos artistas faixa-título, "The Kids Are Alright", "It's Not True" e "The Ox".

Não vou enrolar muito na resenha, porque acho que nem preciso e o importante mesmo é tu baixar esse disco!

01. Out in the Street
02. I Don’t Mind
03. Good’s Gone
04. La-La Lies Listen
05. Much Too Much
06. My Generation
07. The Kids Are Alright
08. Please, Please, Please
09. It’s Not True
10. The Ox
11. Legal Matter
12. Instant Party (Circles)

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Maurício Knevitz

quarta-feira, 16 de junho de 2010

The Who - Live At Leeds [1970]


Para começar este post, vou confessar algo: odeio álbuns ao vivo (serei esculachado por muitos aqui, se bobear até por membros do blog, rs). Sim ao contrário de muitos, não gosto da gritaria histérica de fãs, na maioria das vezes existem overdubs e você constata que algumas vezes a banda só é boa de estúdio, na hora do vamos ver, a mesma pipoca. O pior ainda é que não conseguindo executar as músicas em suas versões originais, as bandas fazem aquele set acústico fuleiro e deixam na vontade os fãs que gostariam ouvir tal canção, ou muitas vezes nem tocam a música que esperamos e vem a insatisfação.

Mas fui obrigado a dar meu braço a torcer. Um certo dia, sem nada para fazer e com o tédio tomando conta de mim, fui a casa de um amigo o qual estava escutando um álbum ao vivo, de uma banda que tinha ouvido falar, mas nunca tinha escutado nada sobre ela, o The Who. Estava no começo de minha paixão pelo rock, e fiquei intrigado com aquele vinil de capa marrom e apenas com os dizeres: The Who – Live At Leeds. Fiquei ainda mais quando ele colocou "My Generation" para tocar com seus catorze minutos, e ouvi aqueles estalos no vinil e aquele som visceral, confesso que fiquei em estado de choque. Essa foi minha primeira experiência com esta maravilha.

Alguns anos depois, me deparo em uma loja com a versão masterizada em cd duplo em edição nacional. Não resisti e tive de levar o mesmo para casa, para aí sim degustar o mesmo tranqüilamente. Primeiramente os estalos não existiam mais, graças a Deus. E segundo, o set list tinham músicas que não haviam no LP. E para iniciar, temos a destruidora “Heaven and Hell” com um som de ensurdecer qualquer um. Keith Moon para variar batendo muito forte na bateria, John Entwistle fazendo de seu baixo uma guitarra base, Pete Townshend mandando riff atrás de riff e Roger Daltrey cantando como nunca. Isso só com uma mesa de som e mais nada de efeitos, no começo de anos 70, mostrando que não é preciso tecnologia para se gravar algo bom.

Olha a tecnologia utilizada na gravação. TENSO...

Um dos hinos mods do The Who, a bubblegum “I Can’t Explain” nos é apresentada em versão mais lenta que a original, afinal eles não estavam mais nos anos 60 e não teria cabimento aquela versão animadíssima ao vivo para aquela ocasião. A etílica “Fortune Teller” é a próxima e nos convida para um gole de cerveja com sua engraçada história de um rapaz que se apaixona pela cartomante que foi consultar.

“Tattoo” é mais um rock dos bons e com mais uma letra engraçada, desta vez sobre um rapaz que se convence que um dos passos para se tornar homem é fazer uma tatuagem e sua paixão por elas e a excelente história das conseqüências pela mesma: “Meu pai me bateu pois a minha diz "mamãe", mas minha mãe gostou naturalmente e ela bateu em meu irmão, Pois a tattoo dele era de uma mulher nua”. Impagável e mais uma grande atuação ao vivo da banda. “Young Man Blues” mostra a energia que uma banda deve ter ao vivo, em blues acelerado, com um Keith Moon ensandecido batendo na bateria feito um maluco. Como é bom ouvir uma banda fazendo rock barulhento e visceral, ao contrário dessa bandinhas de chorões e melancólicos de hoje.

John Entwistle e Roger Daltrey naquela noite

Em seguida, temos três clássicos em seguidas da fase mod do The Who. A primeira, a clássica “Substitute” em uma versão perfeitamente executada ao vivo, em cada detalhe principalmente por Moon, que rouba a cena a cada canção executada neste álbum. “Happy Jack” e “I’m Boy” também estão bem representadas, e em cada vez que escutamos cada uma delas sentimos o quanto a banda estava inspirada naquela fatídica noite de 14 de fevereiro de 1970.

A próxima é a música que com certeza é a versão mais espetacular de uma música ao vivo conforme a opinião desse que vos escreve. Considerada uma das primeiras óperas rock da história e como Townshend definiu anteriormente, o pontapé de início para a ópera Tommy, “A Quick One, While He’s Away”, que conta a história de uma garota que sofre com a distância prolongada de seu amado, e vai definhando com isso, e por achar que ele não voltará, o acaba traindo, e na volta dele, se arrepende e pede perdão por tudo que fez. Vou confessar que a primeira vez que escutei esta pérola, a escutei por dez vezes seguidas. A cada audição, se percebe a riqueza de detalhes na execução da mesma, a interpretação dramática que a banda dá a cada ato da história e sem falar na execução dos instrumentos, soberba em todos eles, sem uma única falha, e que prende a atenção de qualquer um para o desfecho da história. São oito minutos e quarenta segundos do mais puro êxtase e perfeição musical. Depois quando escutei a versão original, não me causou o mesmo impacto, devido a maravilhosa execução dada durante o show. Que vontade de ter estado aquela noite e ter entrado no transe musical dos ali presentes. Não há adjetivos que possam descrever a execução ao vivo desta música naquele momento. Soberbo, magnífico, espetacular, inigualável...

Keith Moon e Pete Townshend. Olhem a riqueza do cenário no fundo. (rsrs)

Depois desse show é a vez de “Summertime Blues” e só um comentário a fazer: Mas que linha de baixo é aquela Sr. Entwistle? E não se contentando, mais uma vez sua linha de baixo se destaca de todos os instrumentos em “Shakin’ All Over” em que ouvimos claramente o baixo tomando conta de tudo e se destacando sobre todos, cavalgando loucamente e estalando bem fundo nos ouvidos.

Em “My Generation” temos uma gigantesca jam, não apenas com a dita cuja, temos citações do grande clássico Tommy, que havia sido lançado no ano anterior, mas que não entrarei em detalhes, pois futuramente analisarei o mesmo, mas que está contido integralmente ao vivo no segundo disco de maneira perfeita, executado em cada detalhe.

Finalizando este maravilhoso álbum, temos a clássica “Magic Bus” que só encerra com chave de ouro a apresentação que entrou na história do rock como aquela em que qualquer um que julgue gostar do estilo gostaria de estar e que está gravado com um dos momentos mais mágicos de todos os tempos. Essencial na estante de qualquer apaixonado, não só pelo rock, mas por música em geral. Ainda não ouviu? Corra, e se prepare para um dos momentos mais intensos de sua vida.

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CD 1:
01.Heaven and Hell
02.I Can't Explain
03.Fortune Teller
04.Tattoo
05.Young Man Blues
06.Substitute
07.Happy Jack
08.I'm a Boy
09.A Quick One, While He's Away
10.Summertime Blues
11.Shakin' All Over
12.My Generation
13.Magic Bus

CD 2:
01.Overture
02.It's a Boy
03.1921
04.Amazing Journey
05.Sparks
06.Eyesight to the Blind
07.Christmas
08.The Acid Queen
09.Pinball Wizard
10.Do You Think It's Alright?
11.Fiddle About
12.Tommy, Can You Hear Me?
13.There's a Doctor
14.Go to the Mirror!
15.Smash The Mirror
16.Miracle Cure
17.Sally Simpson
18.I'm Free
19.Tommy's Holiday Camp
20.We're Not Gonna Take It


Roger Daltrey - Vocais
Pete Townshend - Guitarra
John Entwistle - Baixo
Keith Moon - Bateria


By Weschap Coverdale

quarta-feira, 14 de abril de 2010

The Who - Who's Next [1971]


"Who's Next" é o quinto (e, ao meu ver, definitivo) disco de uma das bandas mais lendárias do Rock n' Roll, The Who. A história inicial do play foi originada de uma Opera Rock feita pelo guitarrista Pete Townshend chamada "Lifehouse", mas a proposta se desvirtuou completamente da história (apesar do disco conter certos fragmentos e vestígios da mesma).

O álbum se tornou um dos mais aclamados da história do Rock não apenas por sua soberba qualidade musical, mas também por certo experimentalismo e originalidade, além de sua excelente produção para a época.

Das músicas que demonstraram tal pioneirismo, sobressaem-se as mais famosas do lançamento, "Baba O'Riley" e "Won't Get Fooled Again", pelo uso de sintetizadores programados por Townshend essencialmente utilizando padrões pulsantes, criando trechos contínuos para as canções e gerando as melodias inciais que as consagraram.

Se antes dele o The Who já era grande e havia lançado discos históricos como "Tommy" e "My Generation", com "Who's Next" a banda atingiu o topo dos topos. O disco, cultuadíssimo pelos fãs e pela crítica, permaneceu em 1° lugar nos charts ingleses e em 4° nas paradas americanas. Além disso, lançou canções no mínimo essenciais em futuros repertórios do grupo e influentes para as novas gerações roqueiras.

Os destaques, além da genial capa onde os membros da banda acabaram de urinar, ficam por conta das anteriormente citadas "Baba O'Riley" e "Won't Get Fooled Again", da balada "Behind Blue Eyes" (popularizada recentemente graças à versão do Limp Bizkit), de "My Wife" (única composição do baixista John Entwistle no disco), e da excelente "Bargain", onde Roger Daltrey demonstra todo seu poder vocal e os músicos demonstra muita energia, principalmente pelo insano baterista Keith Moon.

Se você ainda não conferiu tal pérola musical, meu amigo, você já perdeu muito tempo!

01. Baba O'Riley
02. Bargain
03. Love Ain't For Keeping
04. My Wife
05. The Song Is Over
06. Getting In Tune
07. Going Mobile
08. Behind Blue Eyes
09. Won't Get Fooled Again
10. Pure And Easy
11. Baby Don't You Do It
12. Naked Eye
13. Water
14. Too Much Of Anything
15. I Don't Even Know Myself
16. Behind Blue Eyes (Alternative Version)

Roger Daltrey - vocal, gaita
Pete Townshend - guitarra, órgão, sintetizadores, piano em 1, vocal em 5 e 7, backing vocals
John Entwistle - baixo, piano, vocal em 4, backing vocals
Keith Moon - bateria, percussão

Músicos adicionais:
Dave Arbus - violino em 1
Nicky Hopkins - piano em 5 e 7
Leslie West - guitarra-solo em 3 e 11

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by Silver

quarta-feira, 7 de abril de 2010

The Who - Live In Houston [1975]


Gravado em 20 de novembro de 1975 no The Summit, quadra de basquete recém-inaugurada na cidade texana de Houston, esse registro do The Who corresponde ao primeiro concerto realizado pela banda na parte norte-americana da turnê de divulgação do álbum "By Numbers", lançado no mesmo ano. A gravação foi captada na mesa de som, ou seja, som cristalino e de primeira qualidade.

O grupo, sempre incrível, se mostra algo de outro mundo por aqui. Não é exagero quando é dito que a banda ultrapassou todas as barreiras do imaginável, pois incorporou complexidade sem deixar o ócio imperar nas canções e energia sem permitir que o calor do momento comprometesse a performance. O conjunto, como poucos, não permite destaques individuais, já que todos encontram uma forma de brilhar.

A voz excêntrica de Roger Daltrey, as composições, guitarras e presença de palco históricas de Pete Townshend, o baixo fluente e chamativo de John Entwistle e a bateria furiosa de Keith Moon são os ingredientes para este bootleg de uma hora e quinze minutos de pura viagem com o selo The Who de garantia.


Como de praxe, o repertório está incrível, com clássicos do começo ao fim - afinal, tudo o que foi feito pelo The Who é clássico. Lendas sonoras como "Baba O'Riley", "Won't Get Fooled Again", "Squeeze Box" (single da época) e "My Generation" dividem espaço com canções um pouco lado B porém fantásticas como "Boris The Spider", "Roadrunner" e "However Much I Booze", deixando o show interessantíssimo. Destaques também devem constar para as fantásticas versões para "Substitute" e "Behind Blue Eyes".

Diante disso tudo, caros leitores, hesitarão em baixar essa verdadeira pérola de um dos nomes mais importantes não apenas do Rock N' Roll mas da música em geral? Confiram já!

CD 1:
01. Substitute
02. I Can't Explain
03. Squeeze Box
04. Baba O'Riley
05. Boris The Spider
06. Drowned
07. However Much I Booze
08. Dreaming From The Waist

CD 2:
01. Behind Blue Eyes
02. My Generation
03. Join Together
04. Naked Eye
05. Roadrunner
06. Won't Get Fooled Again
07. Magic Bus
08. My Generation Blues

Roger Daltrey - vocal, gaita
Pete Townshend - guitarra, violão, backing vocals
John Entwistle - baixo
Keith Moon - bateria

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by Silver