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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Shaman - Origins [2010]

"This man behind the Ego will and must go."

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Diante de todo esse anseio pelo Aqua, novo disco do Angra, que sai ainda em agosto, surgiu a oportunidade de ouvir o Origins, do Shaman. Em maio, creio, a banda já havia disponibilizado o single Ego em seu MySpace, mas eu não havia dado a devida importância, de modo que todas as conclusões daqui são embasadas em dois dias ouvindo o disco.

O Shaman passou por períodos difíceis: Em 2006, três dos quatro integrantes originais deixam a banda: Andre Matos, ex-Angra/Viper, Luís Mariutti, ex-Angra, Henceforth, Hugo Mariutti, Henceforth e o tecladista contratado Fábio Ribeiro, que já vinha com Andre e companhia do Angra.

A formação antiga do Shaman: Ricardo Confessori, Hugo Mariutti,
Andre Matos e Luís Mariutti

Houve um boato desrespeitoso e ofensivo na época sobre Confessori. Reza a lenda de que na época em que os ex-integrantes do Shaman saíram do Angra, o baterista ficou responsável por toda a papelada, o que lhe dava direito ao nome da banda. Porém, devido ao seu péssimo desempenho na turnê do Reason (outros boatos dizem que Ricardo usava drogas com frequência) , em 2005, seus companheiros de banda, numa tentativa de dispensar ele, ouviram "Enganei o bobo na casca do ovo! A banda é minha e se alguém sair, serão vocês!". Pessoalmente, acho isso tudo uma mentira muito mal contada, mas é engraçada (rs) e ilustra mais ou menos o que houve. Eis um trecho de uma carta de esclarecimento de Ricardo Confessori, publicada no site do For Tomorrow Fan Club, em outubro de 2006:
"É difícil prever, mas o fato é que hoje Luis, Hugo e Andre não partilham mais os mesmos objetivos que outrora juntos dividimos. Isso torna o futuro incerto, mas não intransponível, e é com essa certeza que mais uma vez firmo meu compromisso como músico, com todos aqueles que acreditaram e me apoiaram, de seguir em frente!"
Juntam-se ao baterista, então, nomes não tão conhecidos como os anteriores. Thiago Bianchi assume a difícil tarefa de substituir Matos nos vocais. Bianchi já vinha experiente, com anos de Karma, uma das bandas nacionais mais respeitáveis da cena, que contava com Felipe Andreoli (Angra) e Chico Dehira. Bianchi também é produtor, tendo produzido discos como Aurora Consurgens (Angra), Brainworms I (Bittencourt Project), The Delirium Has Just Begun (Tuatha de Dannan), dentre vários outros. Nas guitarras, o selecionado é Léo Mancini, que já havia tocado ao lado de Billy Sheehan (Mr. Big), Jeff Scott Soto (ex-Yngwie Malmsteen), membro da Tempestt. Um músico até então desconhecido assume o baixo: Fernando Quesada, o "Fumaça", amigo e pupilo na arte de produção de Thiago Bianchi.

A nova formação, a princípio, não era impressionante, até porque a antiga carregara grande parte dos fãs com ela pro Andre Matos Solo, fãs fiéis que haviam sido conquistados desde a época do Angra. O Immortal foi lançado em 2007, muito diferente (como se esperava, rs) do antigo Shaman. Bianchi é muito diferente de Matos, e atrevo-me a dizer que nenhum é pior nem melhor do que o outro; são técnicas e objetivos musicais muito diferentes: Andre Matos era a voz do metal brasileiro há mais de uma década, mas Bianchi, além de possuir uma voz mais expressiva do que a de Matos, mostrou já nesse disco que a voz antiga do Shaman estava ficando enjoativa. Quesada, apesar da juventude e da (relativa) pequena experiência na cena de bandas maiores, também mostrou-se competente, acompanhando os companheiros sem a menor das dificuldades. Leo Mancini já dispensa comentários sobre sua técnica, com linhas de guitarras pesadas e melódicas à medida em que as composições pediam, se mostrando um músico extremamente conveniente: o guitarrista se encaixou com perfeição na banda. Confessori fez um bom trabalho reformulando a line-up.

O novo Shaman: Fernando Quesada, Ricardo Confessori, Léo Mancini e
Thiago Bianchi

Enfim, ontem peguei o Origins pra escutar. Botei no iPod minutos antes de ir dormir, deitei na cama e deixei rodar. O disco terminou com eu sentado, impressionado, sorrindo de felicidade por ter tido a oportunidade de ouvir tal obra-prima. Imediatamente tornou-se um de meus discos favoritos, se não o grande.

Com a produção assinada pelo próprio Shaman, o Origins será lançado no Brasil apenas em setembro, mas já está disponível no mercado japonês. O disco será duplo: além do álbum, o pacote virá com o DVD "Shaman & Orchestra", gravado na República Tcheca onde foram co-headliners do festival Pragokoncert Masters Of Rock. A arte da capa leva a assinatura do designer Carlos Fides. A banda lançará um audiovisual da faixa "Finally Home", também produzido pela própria.

Enfim, o Origins é um álbum totalmente diferente do Immortal e de seus antecessores. Primeiro por ser um disco conceitual.

O disco relata a estória de um jovem chamado Amagat, membro de uma pequena tribo na Sibéria, lar dos primeiros xamãs de que se tem notícia. Ao alcançar a idade transitória de menino para homem, ou seja, guerreiro da tribo, Amagat não pretendia fazer parte daquilo; ele queria mais. Então, parte numa jornada rumo ao desconhecido, entrando em contato com os dez estágios que o levaria à iluminação. As dez faixas mostram desde o momento em que ele foge da tribo, na primeira, Origins, até o momento em que retorna a sua tribo, iluminado e desprovido do véu de ignorância e do mundo material, com a visão eterna: "aquele que enxerga no escuro: Shaman".

O segundo motivo está no estilo. Lembra vagamente o Shaman de Immortal, mantendo a proposta melódica da banda. Mas me surpreendi muito com o novo traço da banda: riffs, instrumentais e harmonias extremamente progressivas, e como eu disse, sem perder o ar melódico. Confessori, que sempre me desagradou como percussionista, mudou totalmente minha opinião sobre ele; Quesada provou de uma vez por todas que, mesmo ainda tendo muito o que aprender, é o baixista ideal para a banda.

Meu comentário sobre Mancini se inicia junto com o do disco. Cada solo é como se tudo parasse: cada nota muito bem escolhida; os riffs executados em perfeita sintonia com os companheiros, com o devido peso e velocidade. Nota-se muito já na segunda faixa do disco, Lethal Awakening, quando ocorre o despertar de Amagat diante uma grande fogueira no meio de uma floresta. Os shreds de Mancini tem o baixo de Quesada e a rápida bateria de Ricardo ao fundo, e momentos como esse vão se tornando comuns ao longo do disco. O solo de guitarra varia conforme sua base, que progride novamente pelo baixo e pela bateria: excelente.

A faixa que segue, Inferno Veil, é uma das mais progressivas e pesadas do disco. Aqui, Amagat desprende-se do "véu infernal" num turbilhão de emoções e imagens, livrando-se do medo, pai de todos os sentimentos ligados ao ódio. Com tempos quebrados e um riff que gruda, a faixa é seguida pela mais longa, dividida em duas partes: Ego. A primeira parte, acústica, é uma reflexão de Amagat, onde ele mergulha em sua própria escuridão para se descobrir, e é na segunda parte que ele se transforma no novo Amagat, maduro espiritualmente. O refrão é com certeza o mais marcante, com a letra poética e muito bonita, incentivanto uma auto-crítica.

A seguir, Finally Home é uma das mais energizadas, calma porém alegre. São as primeiras experiências do personagem com a liberdade. Seguem Rising Up To Life, uma balada que conta quando e como Amagat recebeu o "entendimento absoluto" e ascendido a vida. E assim segue-se o disco, com Amagat cego por sua própria luz, até retornar a seu povo.

A versão japonesa ainda conta com um cover de Kurenai, de X Japan. Fernando Quesada fez boas e rápidas linhas de baixo, e a voz de Bianchi se encaixou perfeitamente. Um belo instrumental ainda deixa a música melhor ainda, musicado por outro excelente solo de Léo Mancini. Definitivamente vale a pena ser ouvida, principalmente por ser uma faixa curiosa onde se vê como o Shaman trata os covers: o último, More, cover de The Sisters Of Mercy, fora gravado no Reason, de 2005, ainda com a antiga formação.

A versão japonesa do disco

O Shaman definitivamente superou-se nesse álbum que torna o rock brasileiro mais respeitável ainda, com ótimas bandas e obras. Quem tinha saudade do Karma ou até do Angra se sentirá agradado por esse disco que tanto merece elogios. Eis o grande lançamento do metal brasileiro de 2010: Origins.

Tracklist:
1. Origins (The Day I Died)
2. Lethal Awakening
3. Inferno Veil
4. Ego (Part I)
5. Ego (Part II)
6. Finnaly Home
7. Rising Up Your Life
8. No Mind
9. Blind Messiah
10. S.S.D. (Signed, Sealed & Delivered)
Bonus Track: 11. Kurenai (X Japan Cover)

Line-up:
Thiago Bianchi - vocal
Léo Mancini - guitarra
Fernando Quesada - baixo
Ricardo Confessori - bateria

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(ficadica: o novo single do Angra, "Arising Thunder", já está disponível no site oficial da banda. Clique aqui para ser redirecionado.)

domingo, 11 de abril de 2010

Shaman - Discografia [2003 - 2008]


Hoje, pra vocês, um dos ápices do metal brasileiro: SHAMAN!

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RITUAL [2003]

"Ritual", lançado em 2002, foi o ponto inicial para o Shaman, que contava com o grande Andre Matos, Ricardo Confessori e os irmãos Mariutti (Hugo entrou logo após da formação, enquanto Luís estava junto dos parceiros desde o Angra). Contando com a sempre competente produção de Sascha Paeth (produtor de trocentas bandas e guitarrista do Heaven's Gate) e as inúmeras participações ilutres de nomes como Derek Sherinian, Tobias Sammet e Miro; "Ritual" possui 10 excelentes faixas que se tornaram clássicos do Power Metal.
Desde a abertura épica com Ancient Winds, o disco não fraqueja, mostrando seu poderio. Here I Am, Distant Thunder, For Tomorrow, a power-ballad Fairy Tale e Pride são canções rápidas e pesadas que grudam na cabeça e simplesmente, não se esquece. No mais, o disco é inteiramente muito bom.



RITUALIVE [2003]

O disco de estréia do grupo, "Ritual", já dispensa apresentações por um genuíno disco de Heavy Metal com generosas pitadas melódicas. Mas a reprodução do disco inteiramente ao vivo, contando com participações especiais de Tobias Sammet (Edguy), Marcus Viana (Sagrado Coração da Terra), Andi Deris e Michael Weikath (Helloween), Sascha Paeth (Heaven's Gate, Aina) e George Mouzayek, consolida "RituAlive" não só como uma das maiores peças do Shaman como do metal brasileiro em si, ainda mais por ter sido realizado em pleno início de século XXI, mesmo com o metal já não brilhando mais como antigamente no mundo, e menos ainda em terras tupiniquins.
A gravação de "RituAlive" se deu no dia 5 de abril de 2003, num sábado, na casa de shows Credicard Hall, São Paulo. Percebe-se facilmente como os integrantes são competentes nas performances ao vivo, visto que as músicas foram executadas de forma impecável, sem firulas adicionais e improvisos desnecessários, com a energia que um show de metal proporciona ao público. Andre Matos simplesmente brilha com sua potente voz, enquanto os irmãos Mariutti dão uma pitada agressiva ao som e Ricardo Confessori proporciona uma percussão incrivelmente bem-trabalhada.
Destaco as maravilhosas For Tomorrow, Here I Am, Ritual, Blind Spell e Fairy Tale; as canções escolhidas do Angra (Carry On e Lisbon); além das faixas que contaram com participações especiais, como Sign Of The Cross, Pride e a clássicas das clássicas, Eagle Fly Free. Ao ouvir tal pérola, afirma-se com segurança que "RituAlive" é uma das melhores gravações ao vivo do metal brazuca!



REASON [2005]

O Reason é o segundo e último disco do Shaman. Agora, se declaram "Shaaman", pois já havia uma banda chamada Shaman e o "conselheiro espiritual" da banda aconselhou o outro A por motivos diversos.
Muito diferente do Ritual, o Reason é um álbum mais cru. Deixando de lado grande parte das influências powermetalísticas, o pau come solto em grande parte do disco. Turn Away e Born To Be são grandes exemplos de que o heavy metal se dá bem mesmo com a melodicidade característica dos sons de Andre Matos. Innocence dispensa comentários, sendo uma das grandes faixas do disco.
Apesar de não ter sido muito bem aceito pela crítica e pelos fãs, não é um trabalho entregue ao espectador "de mão beijada" como o ritual. Reason precisa de análise e paixão para ser apreciado. Não espere muita coisa se não estiver disposto a decrifrá-lo.



IMMORTAL [2008]

Há algum tempo, rodou por aí a história de que Ricardo Confessori, baterista da banda e colega de Luís Mariutti (baixo) e Andre Matos (vocal) desde os tempos do velho Angra, estava abusando de drogas na turnê do Reason, por volta de 2005, pois suas performances estavam deficientes. Por isso, depois de várias reuniões da banda, decidiu-se por demitir Confessori. Porém, no início da banda, foi o próprio quem ficou responsável pela papelada... e pelo nome da banda. Quem demitiu foi ele, ficando único na banda, e contratando em seguida os músicos Thiago Bianchi (Karma) nos vocais, Léo Mancini (ex-Tempest) nas guitarras e Fernando Quesada no baixo.
Confessori, em entrevistas antes do lançamento, disse que o Immortal resgataria o antigo Shaman do Ritual. Mero engano. Não há nenhuma música daquelas que faz você cantarolar no banho ou no ônibus de tão melosas. Mesmo assim, é um trabalho bom. Finalmente uma canção totalmente acústica como The Yellow Brick Road, um dos pontos altos do disco, com uma percussão marcante e os belos vocais de Bianchi, que apesar de variar muito seu estilo, faz um bom trabalho ao longo do disco inteiro. Músicas como Strengh, com um riff violentíssimo, e Tribal By Blood, muito pesada, mostram a técnica de Léo Mancini, que veio de um cenário hard rock e trouxe muita criatividade para a banda. Immortal mostra que o estilo de Confessori foi reinventado, agora mais maduro. One Life, além de uma puta introdução, deu espaço para que Quesada mostrasse que a nova geração também sabe fazer um som de boa qualidade. As linhas de baixo da música são excelentes!
O velho Shaman morreu, mas o novo nasceu e não é nada mal. ;)


Por Alvye, Silvye e Lovye :D

Shaman - RituAlive [2003]


Formado no ano de 2000, o Shaman já nasceu clássico e super-estimado, por contar com 3 ex-integrantes de uma das bandas de metal mais conceituadas do Brasil: o Angra. A formação se deu pelo baterista Ricardo Confessori, pelo baixista Luís Mariutti e pelo regente, compositor, arranjador, orquestrador, cantor lírico e popular, multi-instrumentista, letrista e professor de técnica/interpretação vocal (ufa!) Andre Matos. Para completar a formação, o irmão de Luís, Hugo Mariutti, foi convocado para ser o guitarrista.

Nessa postagem, trago-vos o melhor lançamento da banda, até então. O disco de estréia do grupo, "Ritual", já dispensa apresentações por um genuíno disco de Heavy Metal com pitadas melódicas. Mas a reprodução do disco inteiramente ao vivo, contando com participações especiais de Tobias Sammet (Edguy), Marcus Viana (Sagrado Coração da Terra), Andi Deris e Michael Weikath (Helloween), Sascha Paeth (Heaven's Gate, Aina) e George Mouzayek, consolida "RituAlive" não só como uma das maiores peças do Shaman como do metal brasileiro em si, ainda mais por ter sido realizado em pleno início de século XXI, mesmo com o metal já não brilhando mais como antigamente no mundo, e menos ainda em terras tupiniquins.

A gravação de "RituAlive" se deu no dia 5 de abril de 2003, num sábado, na casa de shows Credicard Hall, São Paulo. E, ao ouvir esse magnífico CD que, obviamente, também foi lançado em DVD, concluímos facilmente que era bem melhor que os integrantes continuassem com o projeto do que se separassem para que Confessori reformulasse toda a formação do Shaman e que Andre Matos com os irmãos Mariutti iniciasse uma carreira-solo, com um estilo entediante e excessivamente influenciado pelo metal melódico.

Percebe-se facilmente como os integrantes são competentes nas performances ao vivo, visto que as músicas foram executadas de forma impecável, sem firulas adicionais e improvisos desnecessários e com a energia que um show de metal proporciona ao público. Não era de se esperar menos de um time competente como o do Shaman, mas chega a ser impressionante a competência e a fidelidade que as músicas são executadas, em comparação às versões de estúdio. Andre Matos simplesmente brilha com sua potente voz e virtuosidade, enquanto os irmãos Mariutti dão uma pitada agressiva ao som e Ricardo Confessori proporciona uma percussão incrivelmente bem-trabalhada.

Os destaques são até previsíveis: as maravilhosas For Tomorrow, Here I Am, Ritual, Blind Spell e Fairy Tale; as canções escolhidas do Angra (Carry On e Lisbon); além das faixas que contaram com participações especiais, como Sign Of The Cross, Pride e a clássicas das clássicas, Eagle Fly Free. Infelizmente, músicas fantásticas tocadas nesse show ficaram de fora, como Crazy Me? (Virgo), Inside (Avantasia) e a inusitada Breaking The Law (Judas Priest) com todos os músicos juntos. Mas afirmo com segurança que, juntamente de "Rebirth World Tour" do Angra e "Maniacs In Japan" do Viper, "RituAlive" é uma das melhores gravações ao vivo do metal brasileiro!

NOTA: a Combe do Iommi ® recomenda a visita de todos ao blog oficial do Ricardo Confessori!

01. Ancient Winds
02. Here I Am
03. Distand Thunder
04. For Tomorrow
05. Time Will Come
06. Lisbon (Bonustrack)
07. Hugo Mariutti Guitar Solo
08. Ricardo Confessori Drum Solo
09. Over Your Head
10. Andre Matos Piano Solo
11. Fairy Tale
12. Blind Spell
13. Ritual
14. Sign Of The Cross
15. Pride
16. Eagle Fly Free
17. Carry On (Bonustrack)

Andre Matos - vocal, piano e teclado
Hugo Mariutti - guitarra, backing-vocals
Luis Mariutti - baixo, backing-vocals
Ricardo Confessori - bateria
Fábio Ribeiro - teclado

Músicos adicionais:
Tobias Sammet - vocal em 14 e 15
Sascha Paeth - vocal em 14 e 15
Marcus Viana - violino em 9 e 11
George Mouzaiek - derbak em 9
Andi Deris - vocal em 16
Michael Weikath - guitarra em 16

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by Silver

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Shaman - Reason [2005]

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O Reason é o segundo e último disco do Shaman. Agora, se declaram "Shaaman", pois já havia uma banda chamada Shaman e o "conselheiro espiritual" da banda aconselhou o outro A por motivos diversos.
Muito diferente do Ritual, o Reason é um álbum mais cru. Deixando de lado grande parte das influências powermetalísticas, o pau come solto em grande parte do disco. Turn Away e Born To Be são grandes exemplos de que o heavy metal se dá bem mesmo com a melodicidade característica dos sons de Andre Matos. Innocence dispensa comentários, sendo uma das grandes faixas do disco.
Apesar de não ter sido muito bem aceito pela crítica e pelos fãs, não é um trabalho entregue ao espectador "de mão beijada" como o ritual. Reason precisa de análise e paixão para ser apreciado.

Setlist:
01. "Turn Away" – 04:21
02. "Reason" – 04:40
03. "More" (cover de The Sisters Of Mercy) – 04:02
04. "Innocence" – 04:37
05. "Scarred Forever" – 05:20
06. "In The Night" – 05:54
07. "Rough Stone" – 05:56
08. "Iron Soul" – 05:24
09. "Trail Of Tears" – 03:47
10. "Born To Be" – 06:00


Formação:
André Matos - Vocal
Hugo Mariutti - Guitarra
Luís Mariutti - Baixo
Ricardo Confessori - Bateria


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Shaman - Ritual [2003]

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"Ritual", lançado em 2002, foi o ponto inicial para o Shaman, que contava com o grande Andre Matos, Ricardo Confessori e os irmãos Mariutti (Hugo entrou logo após da formação, enquanto Luís estava junto dos parceiros desde o Angra). Contando com a sempre competente produção de Sascha Paeth (produtor de trocentas bandas e guitarrista do Heaven's Gate) e as inúmeras participações ilutres de nomes como Derek Sherinian, Tobias Sammet e Miro; "Ritual" possui 10 excelentes faixas que se tornaram clássicos do Power Metal.
Desde a abertura épica com Ancient Winds, o disco não fraqueja, mostrando seu poderio. Here I Am, Distant Thunder, For Tomorrow, a power-ballad Fairy Tale e Pride são canções rápidas e pesadas que grudam na cabeça e simplesmente não saem. No mais, o disco é inteiramente muito bom.

Setlist:
01. "Ancient Winds"
02. "Here I Am"
03. "Distant Thunder"
04. "For Tomorrow"
05. "Time Will Come"
06. "Over Your Head"
07. "Fairy Tale"
08. "Blind Spell"
09. "Ritual"
10. "Pride"


Integrantes:
Andre Matos - Vocais
Hugo Mariutti - Guitarra
Luís Mariutti - Baixo
Ricardo Confessori - Bateria


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