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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Slayer - Hell Awaits [1985]


Em 1985, o lançamento de Hell Awaits proporcionou ao Slayer uma visibilidade muito maior do que a que o debut Show No Mercy proporcionara, tanto que as diferenças entre os dois trabalhos chegam a ser extremas. E isso pode ser explicado por meio de como foi financiada a produção do primeiro registro dos californianos: eles mesmos pagaram o processo.

Em Show No Mercy (que é ótimo), o que se tem é uma banda ainda amadurecendo, destilando raiva em composições simples. Já Hell Awaits é muito mais complexo nesse sentido: mudanças de andamento, rifferama cruel e bem feita, e vocais menos esganiçados. Tudo isso contribuiu para que a turma do Death Metal fosse assumidamente influenciada pelo disco anos mais tarde, incluindo nomes como Phil Anselmo, Chuck Schuldiner e Gene Hoglan.


Abrindo os trabalhos, a sombria faixa-título, com sua intro emblemática que possui supostas "mensagens satânicas". Apresentando logo de cara as mudanças rítmicas, Dave Lombardo (monstro da bateria) abre caminho para que a dupla Hanneman e King despeje riffs atrás de riffs. "Kill Again" é bem mais direta e conta com a já tradicional temática de que tanto Tom Araya gosta: assassinos.



"At Dawn They Sleep" tem riffs que me lembram muito Death Metal (e não é pra menos). "Praise Of Death" é insana; linhas de baixo eficientíssimas. A repugnante "Necrophiliac" é a perfeita oportunidade para um headbanging desenfreado; o mesmo para o encerramento com "Hardening Of The Arteries", a mais simples de todo o álbum.

O sucesso de Hell Awaits abriu as portas para o Slayer chocar mais uma vez o mundo todo um ano depois com o lendário Reign In Blood, que não seguiu a receita de seu antecessor (vide as influências do Hardcore), mas que é tão brutal quanto.

Discão, da minha banda Thrash favorita. Ideal para quem está em busca de um pouco de violência sonora.



Tom Araya - baixo, vocais
Jeff Hanneman - guitarra
Kerry King - guitarra
Dave Lombardo - bateria


1. Hell Awaits

2. Kill Again

3. At Dawn They Sleep
4. Praise Of Death
5. Necrophiliac

6. Crypts Of Eternity

7. Hardening Of The Arteries


Por Gabriel


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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Slayer - Still Reigning [2004]


Em 7 de outubro de 1986, os portais do inferno se abriam, trazendo a obra definitiva da brutalidade sonora. Um álbum que mudou a história da música, estabeleceu novos parâmetros. E segue influenciando gerações.

Os mestres recriam a obra-prima da violência sonora. Quando Dave Lombardo retornou ao posto que é seu de direito, o Slayer resolveu executar aquele que é seu maior clássico na íntegra. Não apenas isso, mas também um trabalho seminal na história da música – veja bem, DA MÚSICA. Impossível falar em Heavy Metal e não citar Reign In Blood, o disco que mudou o mundo em 1986. Com a cumplicidade de Rick Rubin, Tom Araya e seus asseclas mostraram ao mundo como resumir todas as profanações sonoras em menos de meia hora. Foi como se uma banda conseguisse resumir tudo nesse intervalo de tempo. Sem contar o número de grupos que foram influenciados por esse play. O disco de ouro foi mera conseqüência.

Mas em 2004 era hora de realizar uma auto-homenagem. Exatamente isso que o Slayer fez, agredindo o mundo da mesma maneira. Impresisonante como eles ainda conseguem ser supremos na arte de aniquilar, destruir e conquistar. Sem deixar pedra sobre pedra, executam as dez faixas com a mesma gana de outrora. E que me perdoe Paul Bostaph, mas ninguém consegue fazer o que o mestre Lombardo faz. Pode até parecer que não é tão complicado, mas a sonoridade única do baterista original dá outro significado às coisas. Faz até com que Kerry King e Jeff Hanneman voltem a oferecer suas partes com a mesma insanidade dos velhos tempos.



Não há como destacar uma das dez porradas musicais, pois elas fazem parte de um contexto sonoro. Embora não dê para negar que ouvir a banda mandando ver em alguns sons que não eram mostrados ao vivo faz tempo – ou que sequer chegaram a ser tocados algum dia – seja pra lá de emocionante. Mesmo assim, fazer chover sangue ao início da última não é para qualquer um. Após esse massacre, quando o ouvinte pensa que vai ter descanso, o Slayer volta à carga e manda bala em seis de suas outras atrocidades. Categoria de quem conhece, já diria o outro. E por mais que tentem fazer mais rápido, mais agressivo ou algo que o valha, tudo foi definido nessa obra de arte. Vale o download!

Tom Araya (vocals, bass)
Kerry King (guitars)
Jeff Hanneman (guitars)
Dave Lombardo (drums)

01. Angel of Death
02. Piece by Piece
03. Necrophobic
04. Altar of Sacrifice
05. Jesus Saves
06. Criminally Insane
07. Reborn
08. Epidemic
09. Postmortem
10. Raining Blood
11. War Ensemble
12. Hallowed Point
13. Necrophiliac
14. Mandatory Suicide
15. Spill the Blood
16. South of Heaven

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JAY

domingo, 12 de setembro de 2010

Slayer - Reign In Blood [1986]

E aqui estão os "Reservas Morais do Thrash Metal", segundo o lendário Alborghetti (R.I.P.), uma das maiores bandas da história não apenas do Metal e do Rock, mas de toda a música, e também uma das mais polêmicas, com religiosos e outros grupos pegando sempre nos pés, mas, nada que diminua a importância que eles têm para qualquer fã do estilo que se preze.

Creio que todos aqui estão carecas de saber da história do Slayer e de sua ascenção, que veio com o álbum "Hell Awaits", anterior à este que lhes trago hoje, mas com uma diferença não só para ele, mas também para os anteriores, que é a aceleração e diminuição da duração das músicas, com muita influência do Hardcore, tendo instrumentos afinados em tons mais elevados, se tornando um pouco mais limpos que anteriormente. Mas, não se engane, pois limpo não quer dizer que o álbum seja o menos brutal, pois o que temos aqui, é uma das maiores demonstrações de brutalidade e inconsequência da história da música, com riffs e solos de guitarra extremamente rápidos e bateria e baixo extremamente demolidores, sem, praticamente, existir um intervalo entre as músicas. Sim, a brutalidade aqui é contínua.

"Reign In Blood" é um dos discos mais controversos da banda, e um dos mais ousados também, já que, inicialmente, seria lançado pela Def Jam Recordings, de Rick Rubin (que mais tarde trabalhou com Red Hot Chili Peppers, ZZ Top, Metallica, System Of A Down, Johnny Cash, dentre outros), que, inicialmente, dedicava-se apenas ao Rap. A controvérsia veio a partir do momento em que a Columbia Records se recusou a lançar o álbum, sob alegações de que ele não era acessível ao grande público, graças à sua arte gráfica e conteúdo das letras. Conteúdo este, que foi severamente criticado e pôs uma imagem de nazista aos caras, graças à faixa "Angel Of Death", que relata momentos dos campos de concentração nazistas, e as várias experiências do médico Josef Mengele. Sobrou para a Geffen Records soltar o álbum, mas, mesmo assim, excluindo-o de sua agenda de lançamentos. Curiosamente, ele apareceu na 94ª posição no Top 200 da Billboard e ganhou disco de ouro nos Estados Unidos, sendo o primeiro a conseguir tal feito.

Como já falei, a música é demolidora, não é pra qualquer ouvidinho. A velocidade é insana, as letras detonam religiões, os solos de guitarra são extremamente técnicos e rápidos, cortesia da dupla Kerry King e Jeff Hanneman, a melhor dupla de guitarras do Thrash Metal, diga-se de passagem, os vocais de Tom Araya com muita força e raiva, assim como seu baixo, que marca bastante presença ao seguir a tamanha velocidade da bateria de Dave Lombardo, que detona no pedal duplo, faz viradas extremamente insanas e demonstra muita técnica e versatilidade, ao mudar de velocidade por várias vezes durante as músicas.

Chegando aos destaques, é mais que óbvio citar as revolucionárias "Angel Of Death" e "Raining Blood", que abre e fecha o álbum, respectivamente, e se tornaram dois dos maiores clássicos da história do Metal, além de poder falar de músicas como "Piece By Piece", "Jesus Saves", "Criminally Insane", "Reborn" e "Postmortem", todas insanas, rápidas e extremamente técnicas, que com certeza levarão o jantar chato da sua família de sábado à noite à loucura extrema.

Enfim galerinha, se tem alguém aqui que não conhece um dos discos mais clássicos e revolucionários da história do Metal, tá mais do que na hora de conhecer, não acham?

Tom Araya - Vocals, bass
Jeff Hanneman - Lead and rhythm guitar
Kerry King - Lead and rhythm guitar
Dave Lombardo - Drums

1. Angel Of Death
2. Piece By Piece
3. Necrophobic
4. Altar Of Sacrifice
5. Jesus Saves
6. Criminally Insane
7. Reborn
8. Epidemic
9. Postmortem
10. Raining Blood

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Bruno Gonzalez