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sábado, 28 de maio de 2011

Guns N' Roses - Chinese Democracy [2008]


Uma capa feia, simplória e até mesmo sem significado aparente dá início, de forma oficial, à nova fase do Guns N' Roses. Fase esta que teve início em meados de 1997, quando o grupo se reconstruiu - também aparentemente - por Axl Rose no vocal, Dizzy Reed nos teclados, Robin Finck e Paul Tobias respectivamente nas guitarras solo e base, Tommy Stinson no baixo e Chris Pitman nos teclados e programadores.

A partir daí, a vida de Axl se tornou uma verdadeira confusão. Aliás, antes disso, pois o vocalista se manteve recluso desde a crise que a banda sofreu em 1994. Durante mais de cinco anos, suas aparições públicas se limitaram a meia dúzia de entrevistas e sua prisão no aeroporto Sky Harbor Airport, de Phoenix, Arizona. O outro lado da personalidade do homem se revelava à medida que antigos integrantes da banda davam declarações sobre seu modo "controlador" e "obssessivo" de agir.

Foto "mug shot" de Axl Rose preso, em 1998. Decadência é pouco.

O Guns N' Roses começava a dar sinais de vida em 1999, com o lançamento da música Oh My God, para a trilha sonora do filme "Fim Dos Dias", e pouco tempo depois a gravadora Geffen colocou o álbum "Live Era" na praça. Dois anos depois, um Axl Rose fora de forma voltava a fazer shows com a formação acima listada, com a adição do guitarrista Buckethead e substituição de Josh Freese para a entrada do batera Brain Mantia. Algumas apresentações em Las Vegas, um show antológico e criticado no Rock In Rio III e uma turnê norte-americana vieram em seguida.

Os fãs alimentavam a esperança de que "Chinese Democracy" finalmente seria lançado, mas a turnê foi cancelada no meio de suas datas e o álbum, adiado. Mais substituições ocorreram: Paul Tobias deu lugar a Richard Fortus, Buckethead deu lugar a Ron "Bumblefoot" Thal e Brain Mantia deu lugar a Frank Ferrer. Dois anos depois, o Guns N' Roses estava em turnê de novo... até que Stinson machucou seu pulso e as datas finais da turnê não foram cumpridas.

Formação do Guns N' Roses em 2006.

Finalmente, em 23 de dezembro de 2008, exatamente quinze anos após o lançamento de "The Spaghetti Incident?!", a patifaria estava terminada, pois o álbum finalmente estava nas prateleiras do mundo todo. A sensação de estranhamento foi inevitável até mesmo para aqueles que já conheciam grande parte das músicas, cujas demos rodaram muito na Internet.

Todos os músicos acima listados que integraram a banda nessa "nova fase" participaram das gravações. Logo, teria de ser idiota demais para esperar um novo "Appetite For Destruction" por dois motivos simples: "Chinese Democracy" foi inicialmente planejado para ser um álbum solo de Axl e os músicos envolvidos nas gravações tinham experiência com bandas de vertentes alternativas do Rock e Metal. Logicamente seus estilos foram adequados às exigências de mr. Rose, mas a essência é sempre imutável, logo, a influência (desejada pelo vocalista, inclusive) dessas pitadas alternativas é notável.

Axl Rose e os clássicos pulinhos em 2009.

O registro é aberto com a pesada faixa-título, que já apresentava vocais diferentes de Axl, apoiados em grande parte por notas graves. Não tem nada a ver com o Guns antigo, desde a letra até o instrumental, mas nem por isso é ruim. Pelo contrário, é um baita tapa na cara de quem duvidou do talento de Rose durante esse hiato. Shackler's Revenge dá sequência com uma pegada pra lá de alternativa. O andamento lembra bandas de Rock Industrial e a composição do instrumental é assinada pelo excêntrico Buckethead. Faixa mediana.

Better dá um ar de velhos tempos pelo andamento mais Hard do que Heavy e traz várias camadas sonoras de instrumental. Canção muito boa e bem feita, não é à toa que virou single. Street Of Dreams, balada regida por um piano no maior estilo Queen/Elton John, vem a seguir, e a performance de Axl Rose é aplausível. If The World, composição de Axl com Chris Pitman, é a faixa mais fraca do disco de longe, com seu andamento médio-oriental dispensável.



Mas essa baixa é compensada por There Was A Time, a melhor faixa do play. Letra inteligente, grande performance de Axl, instrumental criativo e incríveis solos assinados por Buckethead e Robin Finck. O final da música leva qualquer boa alma à insanidade. A mediana Catcher In The Rye dá sequência, com um andamento sem pegada ou explosão como deve ter uma boa música do Guns N' Roses. Scraped segue a linha industrial e é uma boa canção, com boa letra, mas só. Destaque para o momento em que se canta "all things are possible / I am unstoppable" ("todas as coisas são possíveis / eu sou impossível de ser parado").

Riad N' The Bedouins tem sua letra baseada em um co-cunhado que foi cunhado de Erin Everly, ex-esposa de Rose, o mesmo que inspirou Civil War anos antes. E uma música com inspiração real sempre soa mais convincente. Além de um andamento grudento e vocais de sirene rachada que os fãs de Guns amam, a composição inteligente chama a atenção. Em seguida, tem-se a bela e sentimental balada Sorry, que muitos dizem ter sido escrita inspirada nos antigos colegas de banda de Axl (o mesmo nega). A letra, também muito bem feita, caso seja aos ex-companheiros, é uma baita de uma crítica. Os arranjos inseridos são perfeitos, a emoção e a angústia são prato cheio nessa faixa e há um cativante solo de guitarra ao meio da canção.



Temos, em seguida, duas velhas conhecidas dos fãs, graças às demos bem circuladas na rede: a pesada I.R.S. e a balada Madagascar. A primeira traz uma muralha de guitarras, sonzeira absurda, momentos calmos e frenéticos que oscilam ao seu desenrolar e mais uma grande performance de Rose. A segunda, apesar de uma das favoritas dos fãs, para mim fica aquém do esperado. Destaque para seu momento épico, com direito a uma orquestra no miolo da canção.

Perto do fim, tem-se aquela que, sem dúvidas, é a melhor balada do full-length: This I Love carrega tanta melancolia que faz até o mais durão cair em lágrimas. Axl Rose é um compositor diferenciado até pra falar do assunto mais clichê da história, que é o amor. Vale lembrar que é a composição mais antiga do disco. O fechamento fica por conta de Prostitute, que, de fato, tem um clima de encerramento. Refrão grudento, arranjos bem inseridos e composição lírica que soa tanto como uma despedida quanto um desabafo sobre todos esses anos que "Chinese Democracy" foi procrastinado. Profunda e cheia de significados e interpretações.



A repercussão de "Chinese Democracy" foi gigantesca, afinal, são quinze anos de espera. As músicas foram todas disponibilizadas no site MySpace e mais de três milhões de pessoas ouviram o play apenas no primeiro dia, estimando-se 25 visitas por segundo na página. Mas as vendas foram aquém do esperado, apesar de ficar no top 10 das paradas de 27 países, incluindo o norte-americano (3° lugar), britânico (2° lugar) e canadense (1° lugar). Esperava-se milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos, cujo mercado consumiu cerca de 600 mil cópias. A turnê de divulgação, no entanto, foi aclamadíssima e girou o globo para mostrar que Axl Rose estava de volta, com marcas da idade mas, ainda assim, de volta.

De fato, "Chinese Democracy" não é um álbum de fácil assimilação. Confesso que precisei escutá-lo várias vezes para entendê-lo. Não sou muito ligado em som alternativo, mas Rose não impôs nenhum limite por aqui, seja de estilo, assunto ou musicalidade. É difícil de ser digerido, mas após tal digestão, é possível entender a mensagem que o controverso vocalista deixou: "estou de volta".


01. Chinese Democracy
02. Shackler's Revenge
03. Better
04. Street Of Dreams
05. If The World
06. There Was A Time
07. Catcher In The Rye
08. Scraped
09. Riad N' The Bedouins
10. Sorry
11. I.R.S.
12. Madagascar
13. This I Love
14. Prostitute

Axl Rose - vocal, teclados, piano (em 7, 13 e 14)
Dizzy Reed - piano, teclados, sintetizadores, backing vocals
Buckethead - guitarra, violão (em 5)
Robin Finck - guitarra, violão (em 10), teclados (em 3)
Ron "Bumblefoot" Thal - guitarra
Paul Tobias - guitarra, piano (em 6)
Richard Fortus - guitarra
Tommy Stinson - baixo, backing vocals
Chris Pitman - teclados, programadores, violão de 12 cordas (em 5), backing vocals
Frank Ferrer - bateria, percussão
Bryan "Brain" Mantia - bateria, percussão

Músicos adicionais:
Josh Freese - arranjos de bateria (em 4, 6, 9 e 14)
Pete Scaturro - teclados (em 10)
Sebastian Bach - backing vocals (em 10)
Patti Hood - harpa (em 13)
Paul Buckmaster - condutor de orquestra, arranjos orquestrados (em 4, 6, 12 e 14)
Marco Beltrami - arranjos orquestrados (em 4, 6, 12, 13 e 14)

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by Silver

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Welcome to the Jungle - A Rock Tribute to Guns N' Roses [2002]


Vergonha na cara nem todo mundo tem. E dinheiro ninguém recusa. Sabendo disso, a gravadora Cleopatra Records foi atrás de Tracii Guns e Gilby Clarke para propor que gravassem um tributo ao Guns n' Roses (!), e os dois malandrecos aceitaram. Afinal, devem muito respeito e gratidão àqueles que lhes processaram, ou resumiram sua permanência na banda à meia dúzia de shows. E pra fechar com chave de bósnia o time daqueles que vivem na sombra do Guns, foi chamado o ex-Cinderella (huum...) Fred Coury, que quebrou um galho pros gunners na tour do debut.

Mas, pra não abusar demais, Fred cuidou somente da mixagem e cantou uma música, visto que este tributo representa um dos últimos registros do grande batera Randy Castillo (Ozzy Osbourne, Mötley Crüe), além de contar com o baixista Kyle Kyle (Bang Tango) completando a cozinha fixa do trabalho. Mesmo esta homenagem não tendo sido organizada pelos nomes conhecidos da área, a seleção de músicos representativos foi escolhida impecavelmente. Embora confesso que senti falta daqueles que já ganharam o título de arroz-de-festa, como Joe Lynn Turner, Jeff Scott Soto e Glenn Hughes.

No entanto, os arrozes presentes deixam suas marcas e são os responsáveis pela cara própria dada às canções, pois o instrumental segue rigorosamente o original, com diferenças apenas de timbres e a produção seca. Obviamente o repertório é focado, em sua maior parte, no Appetite for Destruction. Mais da metade do debut foi coverizado, e a prioridade aos clássicos foi certeira, entretanto acho que deveriam ter encaixado "November Rain", de preferência no lugar da "Used to Love Her".

Algumas roupagens ficaram assaz esquisitas, como "Civil War" cantada por uma mulher, e "Paradise City" com os vocais de Kory Clarke que definitivamente não combinaram. Outros vocalistas cantam sem alguma intensidade, dando a impressão que queriam apenas pegar o cachê e se mandar, como Mitch Malloy e Jizzy Pearl. Mas não é só de 'porém' que vive este tributo, algumas versões são matadoras, como a abertura com "You're Crazy" cantada por Stevie Rachelle e, a melhor versão de todas, "Welcome to the Jungle" com Kevin DuBrow.



"Mr. Brownstone" ficou muito próxima da original, e Joe Leste realizou um trabalho interessante, apesar de não ter colocado suas características. A voz ultra-rouca de Spike gera outro momento bem legal em "Don't Cry". E "My Michelle" cantada por Phil Lewis soa como uma música do L.A. Guns. Resumindo, este tributo configura na ala dos regulares, e é imprescindível para aqueles que não gostam do Guns especialmente por causa do Axl Rose. Além de conferir as atuações dos vocalistas convidados, também vale a pena prestigiar os últimos momentos de Randy Castillo.

01.You're Crazy - Stevie Rachelle of Tuff
02.It's So Easy - Fred Coury of Cinderella
03.Welcome To The Jungle - Kevin DuBrow of Quiet Riot
04.My Michelle - Phil Lewis of L.A. Guns
05.Sweet Child O'Mine - Jizzy Pearl of Love/Hate
06.Paradise City - Kory Clarke of Warrior Soul
07.Mr. Brownstone - Joe Leste of Bang Tango
08.You Could Be Mine - Mitch Malloy of Van Halen (rizus)
09.Used To Love Her - John Corabi of Union
10.Don't Cry - Spike of Quireboys
11.Patience - John Corabi of Union
12.Civil War - Christina Kartsonakis

Tracii Guns - guitar
Gilby Clarke - guitar
Kyle Kyle - bass
Randy Castillo - drums

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Dragztripztar

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Guns N' Roses - Live From The Jungle EP [1988]


"Appetite For Destruction" é um dos álbuns mais vendidos da história do Rock, além de ter revelado uma das maiores sensações dos anos posteriores: o Guns N' Roses. Mas o sucesso não veio à galope: o lançamento ficou quase um ano sem ter repercussão e por pouco o quinteto não caiu no esquecimento. O estouro só começou quando, no meio de 1988, a MTV transmitiu o clipe de "Welcome To The Jungle", apenas uma vez numa madrugada, de domingo para segunda. A partir daí, pedidos em massa, maior espaço nas rádios e na própria emissora, vendas e mais vendas, e o monstro estava criado.

Durante esse período de quase um ano sem a devida atenção para "Appetite For Destruction", o GN'R continuou tocando em locais de pequeno e médio porte, dentro e fora dos Estados Unidos. Como uma nova tentativa de aquecer as vendas, os engravatados da Geffen tiveram a ideia de lançar um EP ao vivo, inicialmente de tiragem limitada, apenas no Japão - prolífica consumidora de Hard Rock até os dias de hoje.

Da esquerda pra direita: Axl Rose,
Duff McKagan, Slash, Izzy Stradlin, Steven Adler

Apesar de não estar em sua capa, "Live From The Jungle" acabou se tornando o título do registro porque na obi (tira lateral com escritos em japonês) da capa, há a mesma frase, que faz referência à já citada canção "Welcome To The Jungle", que, entretanto, não está na tracklist. A capa, inclusive, traz a imagem que também foi para a frente de "Appetite", mas foi banida e substituída pela cruz com as cinco caveiras.

As três únicas faixas gravadas ao vivo, que são "It's So Easy" e os dois covers de "Knockin' On Heaven's Door" (Bob Dylan) e "Whole Lotta Rosie" (AC/DC), foram registradas em 28 de junho de 1987, num show no Marquee Club de Londres. Em contrapartida, "Shadow Of Your Love" e "Move To The City" são gravações de estúdio que receberam os devidos overdubs de plateia - a última, inclusive, é a que entrou para o "Live ?!*@ Like a Suicide" e posteriormente para o "Lies". "Sweet Child O'Mine" é a própria versão de estúdio.

Da performance, já se sabe o que esperar, ainda mais se tratando do ótimo período pré-sucesso do Guns. Vale a pena conferir essa raridade.



01. It's So Easy
02. Shadow Of Your Love
03. Move To The City
04. Knockin' On Heaven's Door (Bob Dylan cover)
05. Whole Lotta Rosie (AC/DC cover)
06. Sweet Child O'Mine (Studio)

Axl Rose - vocal
Slash - guitarra solo
Izzy Stradlin - guitarra base, backing vocals
Duff McKagan - baixo, backing vocals
Steven Adler - bateria

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by Silver

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Guns N' Roses - Lies [1988]


Bastou um álbum e pronto: o Guns N' Roses havia se tornado a maior banda de Rock do mundo naqueles dias. "Appetite For Destruction" pode ser considerado como o começo da banda (como o óbvio permite concluir), mas também pode ser tratado como o começo do fim. Foi o início da construção de um monstro - nos dois sentidos - chamado Axl Rose. Mas não estou aqui para discutir conduta moral, nem falar sobre o que ocorreu após o contexto dessa postagem.

"GN'R Lies", ou simplesmente "Lies", deu as caras no fim de 1988 após a Geffen Records vir a mina de ouro que o Guns N' Roses representava e, consequentemente, fechar contrato para mais discos. As quatro primeiras faixas não são inéditas, pois são as mesmas que constituem o EP "Live ?!*@ Like a Suicide", primeiro lançamento oficial do grupo. Em seguida, quatro outras novas e acústicas. Vale lembrar que este é o último registro que conta com a presença de Steven Adler nas baquetas, pois algum tempo depois foi demitido por conta das drogas.


É interessante observar como "Lies" representa extremos e, mesmo assim, soa homogêneo e com muita qualidade. A primeira metade do álbum traz a crueza da banda que foi considerada "a mais perigosa do mundo". Tem-se duas composições próprias que nunca foram relançadas nos full-length ("Reckless Life" e "Move To The City") e duas versões para pedradas do Aerosmith e Rose Tattoo: "Mama Kin" e "Nice Boys", respectivamente. O instrumental visceral e roqueiro, "melhorado" pelo orçamento limitado para os caras, que não faziam parte do cast da poderosa Geffen e tinham que se virar; aliados aos vocais agudos e berrados de Rose, que recitava palavras não muito conservadoras, marca os primeiros 14 minutos de duração da bolacha.

A segunda metade é marcada pela presença de violões e até mesmo ausência de bateria em algumas músicas. Mesmo assim, nota-se facilmente que são os caras tocando, principalmente pela pegada inconfundível de Slash, pelas habilidades compositivas líricas e melódicas de Izzy Stradlin, pela sólida cozinha (quando aparece) de Duff McKagan e Steven Adler e pelas vozes de Axl Rose, agora mais calmas porém sempre cheias de personalidade. Além das conhecidas "Patience" e "Used To Love Her", desse lado tem-se a regravação de "You're Crazy", anteriormente lançada no "Appetite" numa versão bem mais rápida, e a polêmica "One In A Million", que gerou alvoroço pelo uso dos termos "niggers" e "faggots" em sua letra, se referindo à negros e homossexuais de forma pejorativa.



Mesmo com essa controvérsia, "Lies" vendeu bastante. Conquistou a segunda posição das paradas norte-americanas e hoje já coleciona 5 milhões de cópias vendidas por lá, além de 11 milhões por outros cantos do mundo. O single de "Patience" atingiu o 4° lugar dos charts da terra do Tio Sam e o top 10 de vários países, incluindo o Reino Unido e a Holanda.

Além disso, "Lies" teve uma clara função: manter o Guns N' Roses no topo. Ainda mais se for considerado que, das oito, apenas três são canções realmente novas ("You're Crazy" é uma versão de uma canção já lançada por eles mesmos). Tiveram êxito nisso, tanto que alavancou novamente as vendas de "Appetite For Destruction", que atingiu novamente ao primeiro lugar nos Estados Unidos e não permitiu que o novo lançamento chegasse ao topo. Independente disso, vale a pena conferir mais esse petardo da turma do William.

01. Reckless Life (Live)
02. Nice Boys (Live - Rose Tattoo cover)
03. Move To The City (Live)
04. Mama Kin (Live - Aerosmith cover)
05. Patience
06. Used To Love Her
07. You're Crazy (Acoustic version)
08. One In A Million

Axl Rose - vocal, percussão
Slash - guitarra, violão
Izzy Stradlin - guitarra, violão, backing vocals
Duff McKagan - baixo, violão em 5 e 8, backing vocals
Steven Adler - bateria, percussão, backing vocals

Músicos adicionais:
Howard Teman - percussão
Rick Richards - percussão

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by Silver

sábado, 28 de agosto de 2010

Guns n' Roses - Use Your Illusion I e II [1991]



Existem discos que já nascem clássicos e que rotulam definitivamente uma banda como lendária. E a última das bandas que adquiriu este status, pelo menos para mim, foi o Guns n' Roses com os estupendos "Use Your Illusion". Se anteriormente eles já haviam abalado o mundo com seu excelente disco de estréia, em que a mistura de atitude punk com hard rock casou de maneira perfeita, soando de maneira selvagem, podemos dizer que com estes dois registros (que alguns consideram um disco duplo) eles definitivamente se consagraram e se tornaram as lendas que hoje são, e até não fãs, assim como eu, somos obrigados a reconhecer que o trabalho feito aqui beira a perfeição.

Em "Use your Illusion" a banda passa a incrementar o som, colocando teclados com a entrada de Dizzy Reed no grupo assumindo os teclados, e abusa de metais, adicionam música clássica, country e blues ao hard rock praticado anteriormente, mostrando uma evolução notável no som sujo praticado por eles anteriormente. Enquanto no primeiro disco ainda temos alguns traços de sua fase anterior, o segundo é um disco é extremamente épico, sendo que outra coisa legal é ver a participação de Izzy e Duff fazendo vocais de canções, que em discos anteriores se limitavam apenas aos backing vocals.

Sanfona hero? (rs, cortesia do nosso amigo Silver!)

Uma amostra da sofisticação aqui já pode ser vista por sua capa, sendo uma parte da pintura "scuola di atene" do pintor renascentista italiano Rafael, e nas capas dos dois discos o que muda são as cores utilizadas, enquanto no primeiro são utilizados tons vermelhos e amarelos (que ressalta agressividade, por serem cores fortes), no segundo são utilizados tons azuis e roxos (cores suaves que transmitem suavidade) e que se refletem no som, uma curiosidade interessante e que mostra o quanto esses discos foram pensados em todos os seus conceitos.

E podemos dizer que realmente isso deu certo, pois em apenas uma semana após o seu lançamento, que ocorreu a meia-noite do dia 17 de setembro de 1991, foram vendidas mais de 1,5 milhões de cópias em sua primeira semana apenas nos Estados Unidos, com o primeiro atingindo o número #2 e o segundo o número #1 na parada da Billboard, sendo que alem de sucesso de público, também ganhou a crítica mundial, além de seus excelentes clipes, produções muito bem trabalhadas

Duas obras primas que são extremamente essenciais na discografia de qualquer roqueiro que se preze, se ainda não os possui, corrija esse sacrilégio nesse momento.



Use Your Illusion I

Neste primeiro disco, o que temos é o Guns n' Roses mais próximo do início de sua carreira, sendo que muitas dessas músicas foram compostas antes da gravação de Apettite, como "Don't Cry" (que Axl inclusive citava na turnê como sendo a primeira canção que eles compuseram juntos), "Bad Obesession" e "The Garden", só para citar algumas destas. Mas temos algumas nuances de mudança, com músicas mais longas e progressivas já começando a dar sinais por aqui.

Abrindo os trabalhos temos a violenta e agressiva "Right Next Door to Hell", que poderia estar facilmente no disco de estréia da banda, devido ao clima da mesma, uma paulada respeitável . O cover “Live and Let Die" não pode ser considerado menos que excelente, inclusive superando na minha opinião superando a versão original , que ficou com a cara do grupo. A clássica balada "Don't Cry" foi um dos grandes sucessos desse disco.

"Bad Obsession" com sua pegada southern é contagiante e faz ter a certeza de que se eles investissem nesse estilo, não decepcionariam. “November Rain" é o primeiro grande épico, grandiosa no sentido absoluto da palavra em que vemos o feeling de todos os integrantes serem expostos de maneira absurda, se tornando um dos grandes clássicos da banda e da história do rock. "The Garden" tem a participação do rei do shock rock, Alice Cooper, com um andamento feito sob medida para ele, em uma canção lenta e até um certo ponto sombria, perfeita para interpretação dele.

"Garden Of Eden" é a canção mais punk desse disco, com pouco mais de dois minutos de duração, energética e empolgante, soando como uma boa banda de garagem. "Bad Apples" mistura pitadas do soul e black music dos anos 70 e é uma canção no mínimo agradável de se ouvir e interessante a mistura feita aqui. "Dead Horse" começa calma, com apenas um violão para se tornar uma música com solos cativantes e que ganham o ouvinte em sua audição. Um disco que definitivamente tem a cara do Guns n' Roses.

1.Right Next Door to Hell
2.Dust N' Bones
3.Live and Let Die
4.Don't Cry
5.Perfect Crime
6.You Ain't the First
7.Bad Obsession
8.Back Off Bitch
9.Double Talkin' Jive
10.November Rain
11.The Garden
12.Garden of Eden
13.Don't Damn Me
14.Bad Apples
15.Dead Horse
16.Coma


Use Your Illusion II

Se o primeiro disco era mais parecido com tudo o que já havia sido feito pelo Guns, a história muda completamente de figura com o segundo. O que temos aqui são grandes épicos e as músicas mais inspiradas desse lançamento. Uma prova disso já é dada na excelente faixa de abertura "Civil War", com sua letra inteligente questionando a guerra e linda melodia, o que é outra característica aqui encontrada, um a banda proporcionando belas passagens instrumentais a todo momento e letras cativantes.

"Yesterdays" é uma bela balada, em que acertam em cheio mais uma vez na execução e mostra o quanto Axl evoluiu como compositor, com letras intimistas e sentimentais e que podem fazer qualquer um se identificar prontamente com algumas canções. O cover desse disco, "Knockin' on Heaven's Door" ficou grandioso e se tornou um grande sucesso, soando quase como uma grande homenagem ao mestre Bob Dylan. "Get in the Ring" com seu começo meio bluseiro, se transforma em um hard que gruda em sua primeira audição, dando aquela vontade de repetir novamente após a sua primeira execução.

"Breakdown" também é outro destaque, mesmo tendo sete minutos, acaba prendendo o ouvinte para toda sua execução, com várias mudanças de andamento e o piano de Axl ao fundo presente em vários momentos durante sua execução. "Pretty Tied Up" é uma boa composição de Izzy, e que também segura o ouvinte para toda a sua execução. "So Fine" é o momento mais calmo desse disco e que a participação de Duff com mais destaque dividindo os vocais com Axl é bem interessante, cantando de maneira tão displicente que acaba se tornando envolvente.

"Estranged" é o ponto máximo desse disco na minha opinião, uma balada com letra envolvente e muito intimista, talvez uma das melhores composições de Axl Rose, é difícil não se identificar com esta canção, sendo para mim uma das mais belas letras que já ouvi, sem falar em seu clipe, que é uma grande produção. "You Could Be Mine" fez muito sucesso também por ter feito parte da trilha sonora do filme Exterminador do futuro é a canção mais pesada deste e ainda temos uma versão de "Don't Cry" com uma letra diferente da versão original. Um disco épico e que com certeza deve ser apreciado sem moderação.


1. Civil War
2.14 Years
3.Yesterdays
4.Knockin' on Heaven's Door
5.Get in the Ring
6.Shotgun Blues
7.Breakdown
8.Pretty Tied Up
9.Locomotive
10.So Fine
11.Estranged
12.You Could Be Mine
13.Don't Cry [Alternate lyrics]
14.My World


Axl Rose - Vocais, Backing Vocals, Piano, Sintetizadores, Percussion, Violões
Slash - Guitarra Solo, Guitarra Base, Violões, Six String Bass, Backing Vocals
Izzy Stradlin - Guitarra Base, Guitarra solo, Violões, Backing Vocals, Vocais em "14 Years", "Dust N' Bones", "You Ain't The First" e "Double Talkin' Jive"
Duff McKagan - Baixo, Backing Vocals, Vocais em "So Fine"
Matt Sorum - Bateria, Percussão, Backing Vocals
Dizzy Reed - Piano, Teclados, Sintetizadores, Backing Vocals

Músicos convidados:
Alice Cooper - Vocais em "The Garden"
Shannon Hoon - Backing Vocals em "Don't Cry"



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By Weschap Coverdale

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Guns N' Roses - Live At KNAC [1986]


Não há muito o que falar sobre umas das bandas de mais sucesso do cenário Hard Rock dos anos 80. Eu poderia contar como os integrantes chegaram ao Guns N' Roses, mas creio que todos já estão cansados de saber, ainda mais com posts presentes aqui mesmo na Combe sobre os dias dificeís que a banda passou antes de gravarem seu primeiro disco, o clássico 'Appetite for Destruction' de 1987.

Mas uma coisa é fato: apesar de todos já estarem cansados de lerem sobre a banda, é indiscutível que nunca é cansativo ouvir o material da banda, ainda mais quando se trata de raridades como a que estou trazendo aqui para vocês. Essa gravação data de 1986, onde antes de se tornarem mundialmente conhecidos, incendiavam muitas casas de shows ao redor dos Estados Unidos com apresentações sempre muito poderosas.

Aqui a banda apresenta 4 faixas, sendo que 2 delas marcam presença no debut da banda, uma delas aparece no segundo disco, de 1988, e só no quarto disco que a balada 'Don't Cry' viu a luz do sol. Aqui a banda toca ao vivo numa rádio local da época, a KNAC, que além do Guns N' Roses, chamava vários grupos sem contrato na época que estavam agitando a cena dos bares na Sunset Strip, como Warrant, Animal, Girl Shy, St. Valentine, Guy Mann-Dude, L.A. Guns e muitas outras.

Tem-se clássicos como 'Welcome To The Jungle' e 'Don't Cry' em versões mais cruas, com destaque para Axl Rose que esbanja sua voz, dando agudos fortes que não se ouve com frequencia nos discos oficiais da banda.

Pretendo postar todas as raridades que tocaram nessa rádio na época, e para começar essa série de posts, nada melhor que começar com um conjunto que realmente vingou e continua grande mesmo depois de quase 25 anos da gravação em questão. Espero que gostem.

E me perdoem pela primeira faixa que vem 2 músicas, a gravação é impossível de se achar em outro lugar, e não manjo como se separa. Se alguém souber é só avisar, boa parte das outras gravações da KNAC apresentam 2 faixas grudadas.

01. Welcome To The Jungle / Don't Cry
02. Anything Goes
03. Mama Kin

Axl Rose - vocal
Slash - guitarra
Izzy Stradlin - guitarra
Steven Adler - bateria
Duff McKagan - baixo

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Hairbanger

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Guns N' Roses - Appetite For Destruction [1987]


Não é uma mistura recomendada, mas a fusão entre drogas, mau comportamento, Punk e Hard Rock pode gerar um grande álbum. E gerou, simplesmente, o disco de estreia mais vendido da história da música.

O Guns N' Roses foi formado em meados de 1985 na cidade californiana de Los Angeles. Axl Rose, decidido a montar uma banda que tivesse futuro, uniu forças com o guitarrista e amigo de infância Izzy Stradlin. Após o projeto Hollywood Rose não ter dado muito certo, Rose e Stradlin se juntaram com os ex-integrantes do até então dissolvido L.A. Guns (o guitarrista Tracii Guns, o baixista Ole Beich e o baterista Robbie Gardner), surgindo, assim, o Guns N' Roses. Tal formação fez apenas um show, com Duff McKagan substituindo Beich. Pouco tempo depois, os outros integrantes do L.A. Guns também deram no pé, permitindo que Slash e Steven Adler, ex-integrantes do Hollywood Rose, ocupassem o posto.

A primeira turnê da nova banda foi marcada pelo uso abusivo de drogas e pelos empecilhos que surgiam com o passar do tempo. A van que transportava os músicos quebrou e tiveram que pedir carona. Dois dias depois conseguiram, acarretando em um atraso de compromissos com empresários e em cancelamento da turnê que estava marcada para o grupo. Mesmo assim, os jovens drogados não desistiram e investiram tudo que tinham em "Live ?!*@ Like a Suicide", um EP independente que teve tiragem limitada. Uma das cópias chegou aos chefões da Geffen Records, que se interessaram rapidamente pelo som e contrataram a trupe.

Prontos para estourar no mundo inteiro, gravaram um dos grandes clássicos do Rock N' Roll, sem exageros. "Appetite For Destruction" chegou às prateleiras numa época em que Poison, Bon Jovi e Europe, bandas de "Pop Metal" com sonoridade adversa ao Guns N' Roses, faziam sucesso no meio Rock. Também vale lembrar que, no geral, grupos Pop como U2 e Prince dominavam as paradas. O disco foi necessário para a época e, como o próprio nome diz, o play tem apetite pela destruição, permitindo que a agressividade e a selvageria tomassem conta dos seus aproximados 53 minutos de duração.

Tal agressividade já é saliente pela capa original, inspirada na ilustração de Robert Williams que leva o nome do álbum, retratando uma jovem com a roupa íntima nos joelhos, vítima de abuso sexual, em frente a um robô estuprador que seria punido por uma máquina "vingadora" logo acima. Mas a capa, rapidamente censurada, deu lugar à uma cruz com as caricaturas dos integrantes em forma de caveira.

Capa original e futuramente censurada

A patifaria continua pelos caras terem feito algo novo até então ao aliar Hard Rock e Heavy Metal clássico ao Punk Rock, descambando em uma acentuada evolução da proposta que o Hanoi Rocks apresentou enquanto existiu e que o Mötley Crüe apresentou em seus dois primeiros lançamentos. O instrumental se caracteriza por guitarras pesadas, baixo sólido e bem criativo, bateria marcante e solos repletos de feeling, enquanto a voz de Axl Rose dá um show à parte. As letras e o visual, também agressivos, impressionaram o público da época e atraíram mais fãs ainda. E tudo isso só podia resultar em sucesso inquestionável, visto que até hoje "Appetite For Destruction" é aclamado por fãs de Rock de toda a parte do mundo.

Já se nota que há algo de diferente ao começar da primeira canção, "Welcome To The Jungle", pesada e agressiva como um bom hino do Rock deve ser. A mesma ganhou o primeiro vídeo-clipe da banda, responsável por atrair o interesse dos telespectadores da MTV, mesmo sendo transmitido durante a madrugada. "It's So Easy", com uma letra excelente sobre putaria e uma cozinha de destaque, cai de vez para o Punk Rock, até por ser uma composição de Duff McKagan, fortemente influenciado por bandas como Sex Pistols e The Clash.

"Nightrain" segue com um riff poderoso de guitarra, solos que dispensam comentários e um vocal inspiradíssimo de Axl, abordando álcool em sua temática. "Out Ta Get Me" mantém o peso e a selvageria com, novamente, menções honrosas às vozes de Rose, mas agora falando sobre os conflitos que o frontman tinha com a polícia. "Mr. Brownstone", lançada como single apenas na Inglaterra, volta a falar de drogas, mas com uma pegada mais calcada no Blues e no Hard clássico de bandas como Aerosmith e The Rolling Stones - claro, com mais peso.

Em seguida, chega uma das músicas mais conhecidas do grupo: a ótima "Paradise City" começa calma, tem seu miolo pesado e, por fim, um fechamento apoteótico, rápido e berrado. A frenética sétima faixa do play, "My Michelle", é uma canção auto-biográfica de Michelle Young, amiga de Slash e Axl Rose, que pediu para que Rose fizesse uma música sobre ela. Axl, sem medo de ser sincero, apresentou à Young a letra e a mesma aprovou, saindo da vida auto-destrutiva que vivia pouco depois.

A hardeira "Think About You", composta por Izzy Stradlin, nunca recebeu a atenção que merecia nos concertos, tocada em poucos shows até hoje. Mas se é pra falar de músicas muito tocadas, a faixa seguinte, "Sweet Child O'Mine", compensou a anterior por seus extensivos plays pelas rádios e MTV. O inconfundível riff eternizou a canção, que atingiu o primeiro lugar das paradas americanas e até hoje faz muito sucesso, sendo reconhecida até por quem não aprecia o bom e velho Rock N' Roll.


"You're Crazy", originalmente acústica, ganhou uma versão pesada para o álbum, contém ótima letra e cozinha de destaque. Com o fim do play tem-se as sexuais "Anything Goes", antiga canção do grupo calcada num Hard clássico de primeira, e "Rocket Queen", que tem instrumental inspirado, próximo ao Heavy Metal, e é uma das prediletas da maioria dos fãs (inclusive eu). Vale destacar que esta tem uma parte com gemidos gravados durante uma tarde de sexo de Axl Rose com a "namorada" de Steven Adler, Adriana Smith, que se afundou nas drogas após ter sido revelada para a mídia como "a mulher dos gemidos de "Rocket Queen'".

"Appetite For Destruction", como já dito anteriormente e já era de se esperar, foi um grande sucesso. Além de chegar ao topo das paradas americanas três vezes, alternadamente, à medida que seus singles arrebentavam e divulgavam mais ainda o grupo, estima-se que o álbum já tenha passado das 28 milhões de vendas por todo o mundo, sendo mais de 18 milhões dessas apenas na terra do Tio Sam, faturando disco de diamante por lá e no Canadá, e 6 milhões só na Argentina (risos).

As vendas demoraram para se acelerar, até que o vídeo de "Welcome To The Jungle" fosse exibido na MTV (como retratado acima). A partir daí, caros amigos, todos já sabem da história de altos e baixos da banda mais perigosa do mundo. Com vocês, o ápice da história do Guns N' Roses!

01. Welcome To The Jungle
02. It's So Easy
03. Nightrain
04. Out Ta Get Me
05. Mr. Brownstone
06. Paradise City
07. My Michelle
08. Think About You
09. Sweet Child O'Mine
10. You're Crazy
11. Anything Goes
12. Rocket Queen

Axl Rose - vocal, sintetizadores em 6, percussão adicional
Slash - guitarra solo e base, violão
Izzy Stradlin - guitarra base, guitarra solo em 8, backing vocals
Duff McKagan - baixo, backing vocals
Steven Adler - bateria, percussão

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by Silver

terça-feira, 20 de abril de 2010

Guns N' Roses - I Don't Care About Time: Live At Tokyo Dome [2009]


Esse registro é um lindo tabefe na cara dos críticos de plantão e das viuvinhas de Slash e Duff McKagan. Gravado em 19 de dezembro de 2009 (há pouquinho tempo) no Tokyo Dome da capital japonesa, Tóquio, essa bootleg é uma prova de que o Guns N' Roses, bem ou mal falado, permanece falado e arrastando multidões em todo o mundo.

Há quem prefira afirmar que o novo Guns N' Roses é uma carreira solo de Axl Rose só porque o som nada se assemelha com o feito pelo mesmo nome cerca de 20 anos atrás, além do "chefe" também não ter a mesma disposição (parece ser difícil para esses indivíduos compreenderem que o tempo passa e as modas também).

Sendo uma carreira solo de Axl Rose, é inegável que os integrantes de sua "banda solo" conseguem deixar suas personalidades e fazer com que tudo funcione como um grupo, e não apenas uma banda de apoio. De fato, Axl fez uma boa escolha, pois os instrumentos fazem seu papel de forma maestral e a execução tanto das canções antigas quanto das recentes estão excelentes.

Apesar de todos os problemas, Axl Rose merece os parabéns por ter se reerguido quando muitos desacreditavam de seu potencial. Nunca mais será o mesmo, pois muito tempo se passou, mas a sua voz está muito boa (como podem conferir nesse registro), bem diferente dos shows de 2006, por exemplo, onde até eu admito que não estava cantando bem. Seus gritos estão agudos e repletos de drive como nos bons tempos e o fôlego não é facilmente perdido, mesmo com as 3 horas e 37 minutos de duração de show.


Aliás, o registro foi informalmente batizado de "I Don't Care About Time" por este ser o show mais longo da carreira do Guns N' Roses: 30 músicas, além dos solos de cada instrumentista e do improviso sob "Don't Cry", constam no repertório. Este, uma baita retrospectiva da carreira da banda, não só agrupa clássicos com novas pepitas do "Chinese Democracy", mas adiciona faixas inusitadas, a exemplo dos covers "My Generation" (The Who), "Nice Boys" (Rose Tattoo) e "Whole Lotta Rosie" (AC/DC) - a primeira tocada há pouco tempo, desde o começo da turnê, e cantada pelo baixista Tommy Stinson; as outras, de volta ao repertório depois de mais de 20 anos sem serem executadas pela trupe de Axl. Nem preciso dizer que o set-list está do caralho, né?

A gravação foi realizada pela audiência mas está com qualidade excelente. Conferi vários outros registros e este foi o melhor que encontrei. Vale muito a "baixada"!

CD 1:
01. Introduction
02. Chinese Democracy
03. Welcome To The Jungle
04. It's So Easy
05. Mr. Brownstone
06. Catcher In The Rye
07. Sorry
08. Jam (Jackson 5 - I Want You Back)
09. If The World
10. Richard Fortus Guitar Solo (James Bond Theme)
11. Live And Let Die
12. Dizzy Reed Piano Solo (Ziggy Stardust)
13. Street Of Dreams
14. You Could Be Mine
15. Rocket Queen

CD 2:
01. My Michelle
02. DJ Ashba Guitar Solo
03. Sweet Child O' Mine
04. Shackler's Revenge
05. I.R.S. + Jam
06. Axl Rose Piano Solo
07. November Rain + Jam
08. Whole Lotta Rosie
09. Knockin' On Heaven's Door
10. Scraped
11. Prostitute

CD 3:
01. This I Love
02. Frank Ferrer Drum Solo (We Will Rock You)
03. Out Ta Get Me
04. Ron "Bumblefoot" Thal Guitar Solo (Pink Panther Theme)
05. Don't Cry (Ron, Axl & DJ)
06. Nightrain
- Encore -
07. Madagascar
08. There Was A Time
09. My Generation (Tommy Stinson vocals)
10. Better
11. Rhinestone Cowboy + Patience
12. Nice Boys
13. Paradise City

Axl Rose - vocal, piano
DJ Ashba - guitarra solo
Ron "Bumblefoot" Thal - guitarra solo, backing vocals
Richard Fortus - guitarra base, backing vocals
Tommy Stinson - vocal em "My Generation", baixo, backing vocals
Frank Ferrer - bateria, percussão
Dizzy Reed - teclados, piano, sintetizadores, percussão, backing vocals
Chris Pitman - teclados, sintetizadores, programadores, backing vocals

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by Silver

Para as viúvas, a imagem acima.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Guns N' Roses - Covering 'Em [1993]


Mesmo não sendo um lançamento oficial, "Covering 'Em" facilmente supera "The Spaghetti Incident?". Caso fosse lançado oficialmente, seria melhor aprovado pelo repertório ser mais condizente com o gosto da maioria dos fãs do Guns N' Rosese.

O repertório desse apanhado de covers contém clássicos e aparições históricas do Guns N' Roses ao vivo, como as faixas 6 e 7, extraídas do tributo ao Freddie Mercury e as faixas 3 e 4, extraídas de um show em Paris que teve a participação de Steven Tyler e Joe Perry do Aerosmith, entre outros.

Recomendado até para quem não gosta do Guns N' Roses, visto que a gravação é genial e os covers foram muito bem executados.

01. Salt Of The Earth
02. Live And Let Die
03. Mama Kin
04. Train Kept A Rollin'
05. Wild Horses
06. Bohemian Rhapsody
07. We Will Rock You
08. Godfather Theme
09. Always On The Run
10. Whole Lotta Rosie
11. Only Women Bleed
12. Knockin' On Heaven's Door
13. Attitude
14. Down On The Farm
15. Jumpin' Jack Flash
16. Crash Diet
17. Bring It Back Home
18. Just Another Sunday

Origem das faixas:
Faixa 1: Atlantic City, EUA, 19/12/1989, Axl & Izzy com os Rolling Stones
Faixas 2, 5, 11, 12 e 13: Tóquio, Japão, 22/02/1992
Faixas 3 e 4: Paris, França, 06/06/1992, com Steven Tyler e Joe Perry (Aerosmith)
Faixa 6: Londres, Inglaterra, 20/04/1992, Axl com Elton John & Queen
Faixa 7: Londres, Inglaterra, 20/04/1992, Axl com Queen
Faixa 8: Paris, França, 06/06/1992
Faixa 9: Paris, França, 06/06/1992, com Lenny Kravitz
Faixa 10: Nova Iorque, EUA, 02/02/88
Faixa 14: Indianápolis, EUA 07/04/1990
Faixas 15-18: Demos de estúdio

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by Silver

Da esquerda para a direita: Slash, Duff McKagan, Lars Ulrich [Metallica], Sebastian Bach [Skid Row] e Axl Rose

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Guns N' Roses - Rumbo Tapes [1990]


Sem dúvidas, o Guns N' Roses é uma das maiores bandas do rock. Quem nunca viu Axl Rose, a maior "chiliquenta" do rock, com seus shortinhos agarrados cantando agudamente? Ou Slash, com sua cartola e cigarrinho na boca, empunhando sua Les Paul? Ou Duff McKagan, provavelmente com um copo de bebida na mão ou socando seu baixo? Por trás desse choque visual, estão compositores de primeira e instrumentistas habilidosos - e "Rumbo Tapes" está aí para provar isso.

"Rumbo Tapes" é uma gravação bootleg, porém com boa qualidade, gravada nos estúdios Rumbo, em Canoga Park, Califórnia. Esse apanhado de demos é excelente por ser abrangente e por conter músicas de variadas épocas da banda, desde as antigas "Move To The City" e "Welcome To The Jungle" às mais recentes (em termos de formação clássica) "Bad Obsession" e "The Garden". Também estão aqui desde músicas já conhecidas por todos, como "Don't Cry" e "Yesterdays", como músicas nunca realizadas anteriormente, como "Sentimental Movie", "Crash Diet" e "Bad Obsession" com Izzy Stradlin nos vocais.

As versões de todas as músicas estão bem diferentes das que conhecemos: tem-se "Bad Obsession" mais Blues, "The Garden" mais beira-de-estrada e "Don't Cry" mais melancólica. Algumas faixas também estão com bateria eletrônica ao invés da bateria normal, mas nada que prejudique a sonoridade.

Enfim, se você é fã de Guns N' Roses, esse é um excelente apanhado que qualquer fã adoraria ouvir. Se você não é fã, já está mais do que na hora de curtir uma das bandas mais bem-sucedidas de Rock até hoje.

NOTA: Na pasta, está como se o disco fosse de 1995. Mas não é de 1995, as gravações foram feitas entre 1989 e 1990, são sessões do disco "Use Your Illusion", ainda com Steven Adler na bateria.

01. The Garden
02. Don't Cry
03. Yesterdays
04. Sentimental Movie (Duff & Slash vocals)
05. Bad Obsession (Izzy vocals)
06. Crash Diet
07. Anything Goes (Alt. version)
08. Bring It Back Home
09. Back Off Bitch
10. Heartbreaker Hotel
11. Move To The City [Acoustic]
12. Too Much Too Soon
13. Just Another Sunday
14. Welcome To The Jungle

Axl Rose - vocais
Slash - guitarra-solo, vocais em 4
Izzy Stradlin - guitarra-base, vocais em 5
Duff McKagan - baixo, vocais em 4
Steven Adler - bateria

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by Silver