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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Unruly Child - Unruly Child [1992]


A história de Mark Free (agora Marcie Free), incluindo sua passagem no Unruly Child, pode ser conferida em seu Combest Of clicando aqui, mas vale a pena entrar em detalhes, ainda mais em uma ocasião como a dessa postagem, que é sobre um dos melhores discos de AOR/Hard melódico já lançados.

Logo após a sua saída do Signal, o cantor, que já vivia como uma mulher e cogitava a cirurgia de mudança de sexo que fez alguns anos depois, formou o Unruly Child com o guitarrista Bruce Gowdy (Stone Fury, World Trade), o baixista Larry Antonino, o tecladista Guy Allison (World Trade, The Doobie Brothers) e o baterista Jay Schellen (Hurricane, Asia).

Através da Interscope Records e com a produção de Beau Hill, experiente no ramo do Hard Rock por já ter trabalhado com gente do porte de Winger, Warrant, Alice Cooper e Europe, a estreia do quinteto chegou às lojas no começo de 1992. Como a grande maioria das bandas de Hard Rock e AOR que lançassem um disco durante tal época, a recepção foi fraca e se tornou um aparato cult na coleção dos mais fanáticos.


No entanto, o debut auto-intitulado do Unruly Child tem um diferencial de boa parte de seus contemporâneos de também pouco sucesso. Por passear tranquilamente entre o Hard e o AOR, a aceitação entre os fãs dos dois gêneros (acredite, não são os mesmos) é quase unânime. Além disso, transborda inspiração e musicalidade desde as composições mais animadas até as clássicas power-ballads. Mas uma inspiração verdadeira, principalmente por não se preocupar com o declínio de popularidade de tais estilos musicais.

Os músicos nunca chegaram ao pleno estrelato, mas são extremamente competentes. Bruce Gowdy manda muito bem nas guitarras e divide a atenção com Guy Allison, um tecladista de primeiríssima categoria. Larry Antonio segura bem e Jay Schellen, cuja folha corrida conta com inúmeros trabalhos de diferentes estilos, dá um toque adicional de criatividade com suas baquetas. A bola da vez, no entanto, só poderia ser Mark Free: canta muito. Performer de primeira, esbanja feeling e tem um fôlego danado. Não é a toa que é reconhecidíssimo principalmente pelos admiradores de um bom AOR.

Entre os destaques, é possível citar a animada dobradinha de abertura constituída pela imponente On The Rise e pela dignamente farofa Take Me Down Nasty, as semi-baladas Who Cries Now e When Love Is Gone, a última com um verdadeiro show de Mark, e a divertida Wind Me Up. Deve ser conferido por quem gosta de um "peso melódico" - e não me refiro à família do Stratovarius.



01. On The Rise
02. Take Me Down Nasty
03. Who Cries Now
04. To Be Your Everything
05. Tunnel Of Love
06. When Love Is Gone
07. Lay Down Your Arms
08. Is It Over
09. Wind Me Up
10. Let's Talk About Love
11. Criminal
12. Long Hair Woman

Mark Free - vocal
Bruce Gowdy - guitarra, violão, backing vocals
Larry Antonio - baixo, backing vocals
Jay Schellen - bateria, backing vocals
Guy Allison - teclados, guitarra adicional, backing vocals

(Links nos comentários - links on the comments)

by Silver

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Unruly Child - Worlds Collide [2010]


Disparado o melhor disco de AOR e a volta mais triunfal desse ano, sem sombras de dúvidas. Por aqui já poderia encerrar esta resenha e voltar para casa, pois será impossível alguém discordar dessa afirmação. Quando penso que tinha ouvido uma maravilha como o novo do Molly Hatchet e que seria impossível superar o mesmo, eis que Mark/Marcie Free chuta a bunda de todos, e que mesmo virando uma moça, é capaz de colocar muito machão pra chorar com seus vocais sensacionais.

Não entrarei em muitos detalhes sobre a história de Marcie, pois o Silver já fez isso de maneira magistral neste post. Após 16 anos de separação, eis que Bruce Gowdy entra em contatos e o (a) convida para a ressurreição do grupo, com os membros originais. Após duas semanas pensando, eis que Free aceita a empreitada. E tudo ainda ficou mais empolgante quando a banda entrou em estúdio. A química que existia entre eles não foi perdida, o que facilitou ainda mais o processo e acabou com a tensão que havia sobre como eles iriam soar após todo esse tempo separados.

E ao ouvir essa pérola, podemos dizer que a volta vou um tiro certeiro, um verdadeiro presente para quem gosta de rock com melodias memoráveis. E sim, Marcie continua a cantar de maneira divina, como sempre fez em toda sua carreira. E o trabalho do grupo todo é memorável, onde criam melodias marcantes, que ficarão durantes dias grudadas na cabeça.Sem falar no talento da dupla Allison/Gowdy, que fizeram quase todas as belas composições aqui presentes. Podemos dizer que esse é um disco que será lembrado posteriormente como uma das pérolas do estilo, pois não tem uma música ruim, ou que foi colocada para encher linguiça.


"Show Me The Money" abre o registro de maneira energética e onde Free canta demais, com uma letra que é uma crítica direta aos valores de nossa sociedade atual. "Insane" mantém o começo agitado do disco, música que não deixa a peteca cair, o que levará os fãs de hard rock ao deleite total, com sua linha de baixo matadora. "When We Were Young" é um AOR polido e trabalhado e um dos grandes destaques do registro, com sua melodia contagiante que irá te remeter diretamente ao que era feito na época clássica do estilo.

A linda balada "Tell Another Lie" é muito bem construída, apesar de sua letra triste, com uma atuação perfeita de toda a banda. "Love Is Blind" é a música mais intensa deste play, com vocais avassaladores, um baixo matador e guitarra cadenciada, sem falar nos refrães memoráveis e seu belo solo, onde o talento de todos os envolvidos é escancarado. "When Worlds Collide" é outro AOR extremamente melódico, ainda que mais calmo comparado a energia da maioria das canções aqui apresentadas. "Talk To Me" é mais uma balada, daquelas feitas para dedicar a pessoa amada, com uma letra muito bonita.

"Read My Mind" é outra baita canção, com mais uma belíssima atuação de Free, cheia de feeling e outro grande refrão. Mas os melhores momentos desse discasso ficaram guardados para seu final. O single desse disco, "Very First Time" é algo indescritível, fico sem definições para a mesma. Essa remete bastante a "Second Time Around", do segundo disco do King Kobra, com sua melodia grudenta, uma música mágica e que ficará durante dias na sua cabeça, com certeza uma das mais marcantes que já ouvi, com uma letra ainda mais bela. E para finalizar temos uma balada composta por Free, "You Don't Understand", que fecha esse disco com a emoção que ele conseguiu manter durante toda a sua execução.

Um registro memorável e que foi uma das maiores surpresas que tive na minha vida. E que divide de maneira honrosa com o Justice o título de melhor disco do ano em minha opinião. Sim, esse é obrigatório ter em sua coleção. Daqueles que terão um lugar especial em sua discografia.




01.Show Me The Money
02.Insane
03.When We Were Young
04.Tell Another Lie
05.Love Is Blind
06.When Worlds Collide
07.Talk To Me
08.Life Death
09.Read My Mind
10.Neverland
11.Very First Time
12.You Don't Understand


Marcie Michelle Free - Vocais
Bruce Gowdy - Guitarras
Guy Allison - Teclados
Larry Antonino - Baixo
Jay Schellen - Bateria


By Weschap Coverdale