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sábado, 22 de outubro de 2011

Van Halen - Fair Warning [1981]


Podem me chamar de herege ou o que for, mas descobri o Van Halen só agora. Obviamente eu ouvia falar (muito bem) da banda, mas acabava que o som não me pegava, digamos assim. O tempo passou, descobri várias coisas novas e diferentes de tudo o que eu estava acostumado a ouvir, e eis que resolvo dar uma nova chance a trupe do fritador Eddie Van Halen.

Me decidi por dar uma conferida em Fair Warning, um disco um pouco ofuscado da discografia deles. Lançado em 1981, foi o que teve menos vendagens de toda a fase Roth. Mas é o Van Halen em seu auge. Qualidada é o que não falta. Por isso, minha reação foi a melhor possível (cheguei a ouvir a pepita por quatro vezes seguidas).

Durante as sessões de gravação do álbum, as tensões entre os membros começaram a aparecer, principalmente entre Diamond Dave e Eddie. O desejo do frontman (e que frontman) era dar ênfase à influência pop, enquanto o guitarrista optava por uma sonoridade mais sombria, fazendo uso de sintetizadores e teclados. Como podemos ver, a vontade do último prevaleceu.


Outro problema eram as altas bebedeiras e o consumo por vezes abusivo de cocaína por parte de Eddie. Mesmo assim, ele se mostra tão bom como sempre foi nas cordas; o punch e o feeling estão intactos. Michael Anthony se supera a cada faixa, mandando linhas de baixo matadoras e incrementando peso à cozinha formada junto com o excepcional Alex Van Halen. Quanto a David, sua performance é perfeita.

A capa é uma obra de William Korelek chamada "O Labirinto" que foi pintada enquanto ele estava sendo tratado de esquizofrenia. Representa sua brutal infância vivida no Canadá durante A Grande Depressão. Curiosamente, o clima do disco é totalmente diferente, com andamentos acelerados: totalmente alto astral, mesmo com o uso por vezes sombrios dos teclados e sintetizadores (coisa que é maximizada na instrumental Sunday Afternoon in the Park).



O sucesso não foi possível por causa da ausência de um hit. O que mais chegou perto disso foi o single "So This Is Love?". No entanto, aqui está mais uma obra-prima do Van Halen que faltava na Combe. Destaques são impossíveis, já que o álbum possui nove faixas totalmente avassaladoras e de uma qualidade inegável. O único defeito é a duração, que não chega aos trinta e dois minutos. Uma pena, realmente, mas nada te impede de apertar play por uma segunda (ou terceira e quarta, como eu fiz) vez, não é?

Ouça no máximo, de preferência direto do vinil (para os privilegiados que têm essa maravilha) ou, então, com os headphones no talo. Foda! Ponto.


David Lee Roth - vocais
Eddie Van Halen - guitarras, sintetizadores, teclados, backing vocals
Alex Van Halen - bateria
Michael Anthony - baixo, backing vocals

01. Mean Street
02. Dirty Movies
03. Sinner's Swing!
04. Hear About It Later
05. Unchained
06. Push Comes to Shove
07. So This Is Love?
08. Sunday Afternoon in the Park
09. One Foot Out of the Door

Por Gabriel

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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Van Halen – Best Of Volume 1 [1996]


Enquanto o mundo aguarda novidades do Van Halen, que tal lembrarmos a última vez que David Lee Roth se uniu aos irmãos para lançar músicas inéditas? Considerando ainda que Michael Anthony foi sacado definitivamente, essa é efetivamente a única vez que a formação clássica esteve junta após os anos dourados. A curta primeira reunião foi muito bem escondida até o MTV Video Music Awards de 1996 e terminou em uma onda de rancor, quando os músicos quase chegaram às vias de fato. A coisa fica ainda mais nonsense quando lembramos que a banda, teoricamente, teria garantido a Mitch Malloy que o posto era dele. O próprio decidiu pular fora após as cenas ao vivo para todo o mundo, sabendo que seria engolido vivo pelos fãs, que não aceitariam qualquer outro vocalista.

Com Roth de volta, o grupo trabalhou em duas novas músicas. “Can’t Get This Stuff No More” já existia desde as sessões de Balance, último álbum com Sammy Hagar. À época, se chamava “Backdoor Shuffle”. Um fato curioso é que trata-se da única faixa de toda a discografia do grupo em que Eddie Van Halen usa um efeito de Talk Box. A outra é “Me Wise Magic”, primeira lançada como single e que chegou ao número um na parada Rock da Billboard, onde permaneceu por seis semanas. Mesma posição, diga-se de passagem, que a coletânea alcançou, não apenas no segmento roqueiro em específico, mas no Top 200 geral.



Outro fato interessante nessa compilação é a inclusão de “Humans Being”, que só havia saído oficialmente na trilha sonora do filme Twister. A canção acabou marcando a despedida de Hagar, que voltaria ao grupo brevemente em 2004 em uma turnê que não saiu da América do Norte. No mais, são alguns dos diversos clássicos da banda, que seriam realmente impossíveis de colocar em apenas um disco, portanto as ausências sentidas são várias. A primeira volta de David se resumiria a essas duas faixas e acabariam em mais uma troca de farpas, o que já era relativamente comum quando o vocalista entrava em rota de colisão com os irmãos VH.

Para este que vos escreve, trata-se de um álbum especial por ter sido comprado no auge dos treze anos e ter feito parte de toda uma época de descoberta do que era o maravilhoso mundo do Rock and Roll. Aliás, aí está uma lição obrigatória para qualquer jovem que comece a se aventurar pelo estilo. Até porque os “galos velhos” já conhecem de cor e salteado. Agora nos resta aguardar o que aprontará essa trupe reunida, já com o gordinho Cheetos Bola/Fanta Laranja no baixo.

David Lee Roth (vocals on 2-8, 16 & 17)
Sammy Hagar (vocals on 9-15)
Eddie Van Halen (guitars, keyboards)
Michael Anthony (bass)
Alex Van Halen (drums)

01. Eruption
02. Ain’t Talkin’ Bout Love
03. Runnin’ With the Devil
04. Dance the Night Away
05. …And the Cradle Will Rock
06. Unchained
07. Jump
08. Panama
09. Why Can’t This Be Love?
10. Dreams
11. When It’s Love
12. Poundcake
13. Right Now
14. Can’t Stop Lovin’ You
15. Humans Being
16. Can’t Get This Stuff No More
17. Me Wise Magic

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JAY

terça-feira, 12 de abril de 2011

Van Halen – Diver Down [1982]

Achei que já era hora de me dar o direito de postar um Van Halen, afinal, é um ponto a mais na carteira de motorista. Ou sete pontos na carteira, se pensarmos na penalidade máxima. Já tem um monte de postagens do Van Halen na Combe, o que me fez pensar: encontrarei algo que ainda falta? Achei! Diver Down, o disco.

Em 1982 o Van Halen já dominava o mundo como a melhor banda de hard rock. O guitarrista mais inovador desde Hendrix já mantinha seu status quo desde 1978 e reinava absoluto sem concorrentes à altura. Malmsteen e Vai ainda estavam tentando se firmar na cena, mas Eddie era o rockstar carismático que, no palco, parecia não se importar com os problemas da vida.


O Van Halen era uma febre, e na turnê desse disco, em 1983, foram a atração principal do grande US Festival, que contou com nomes tão importantes como Ozzy Osbourne, Scorpions, Motley Crue, Judas Priest, Quiet Riot, Triumph e uma constelação que fica difícil superar. Mas eles superavam rindo. Parecia brincadeira.



Ainda na formação clássica com Dave Lee Roth, o Van Halen teve em Diver Down seu último momento de sossego. Depois vieram os egos inflados e as brigas internas. O multiplatinado 1984 estourou nas paradas trazendo uma porrada de sintetizadores e Roth salta fora para seguir carreira solo. Aquilo era bom, mas não era o mesmo Van Halen de guerra, que parecia fazer música para tocar nas festas de repúblicas dos campus universitários dos Estados Unidos.

Para onde foram os bons tempos?

Diver Down é Van Halen em sua melhor forma, com as velhas e boas pirotecnias de guitarra que, por mais que estejam presentes a todo momento, não enchem a nossa paciência. É bom ouvi-las. Não existem teclados se sobressaindo, e os riffs de guitarra soam fantásticos, ainda com o famoso Brown sound (ou woman tone) de Eddie.

As letras estão mais maduras, mas não fogem das velhas e consagradas temáticas. Me admira que a frase “rock’n’roll all night and party every day” não tenha sido deles. Esse é o disco que traz a música (Oh) Pretty Woman, de Roy Orbison, na sua versão mais maluca. Distorções estranhas abrem a faixa que engrena com todos acompanhando o já elogiado timbre de Eddie. Um riff simples que, nas suas mãos, virou coisa de outro mundo. E isso não é para qualquer um.




Cathedral é o solo de Eddie com efeitos de echo (ele ainda não usava digital delay) e volume (o botão da guitarra, e não um pedalzinho). Dez entre dez guitarristas tentam imitar isso em algum momento da carreira. Assista o solo de Reb Beach no vídeo ao vivo do Winger de 2007 que você perceberá o que quero dizer.

Jan Van Halen, pai da dupla, toca clarinete em Big Bad Bill (Is Sweet William Now). Esse é o disco do Van Halen que mais tem covers, desde Kinks até Marvin Gaye, bem como três músicas/ vinhetas instrumentais. Isso talvez demonstre que a turma não estava se encontrando muito para compor na época, e que o clima estava azedando nos bastidores.




A capa do play é uma bandeira utilizada para indicar aos barcos que um mergulhador está na área, muito utilizada nos Estados Unidos. Perguntado sobre ela, Dave respondeu: “there was something going on that's not apparent to your eyes. You put up the red flag with the white slash. Well, a lot of people approach Van Halen as sort of the abyss. It means, it's not immediately apparent to your eyes what is going on underneath the surface”.

Será que era um aviso dos conflitos que acabaram por destruir essa formação cerca de dois anos depois? O problema é que agora, já velhos, eles tentam em vão repetir a mágica. Timming é tudo nessa vida.

Track List

1. Where Have All the Good Times Gone! (Ray Davies)

2. Hang 'Em High

3. Cathedral (instrumental)

4. Secrets

5. Intruder (instrumental)

6. (Oh) Pretty Woman (William Dees, Roy Orbison)

7. Dancing in the Street (Marvin Gaye, Ivy Hunter, William Stevenson)

8. Little Guitars (Intro) (instrumental)

9. Little Guitars

10. Big Bad Bill (Is Sweet William Now) (Milton Ager, Jack Yellen)

11. The Full Bug

12. Happy Trails (Dale Evans)


Michael Anthony (baixo)

Eddie Van Halen (guitarras)

Alex Van Halen (bateria)

David Lee Roth (vocais)


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Por Zorreiro

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Van Halen - OU812 [1988]


Ao ver meus posts sobre o Van Halen, é fácil perceber que amo a fase David Lee Roth. Apesar disso, não ignoro nada feito com o Sammy Hagar, ao contrário de muitos fãs xiitas do grupo, que ao gostar de uma fase, ignoram a outra. São realmente duas bandas distintas, mas o talento de todo o grupo está sempre presente, e seria ignorância dizer que Hagar não é um grande vocalista. E mesmo que o clima cativante de festa não esteja presente e a temática seja mais séria, ainda temos canções maravilhosas nessa fase.

E um dos meus prediletos é o segundo com Hagar nos vocais, o diferente OU812. E esse só não é considerado um dos piores discos do Van Halen por alguns, pois acham que o Van Halen III é pior. E isso se dá com muitos devido ao aparecimento de sintetizadores como um instrumento de apoio, e que dá cara em algumas das canções do disco, que acabou por irritar alguns fãs do grupo, principalmente as viúvas de Roth. Mas isso não impediu o sucesso do disco, que alcançou o primeiro lugar na parada da Billboard, onde ficou por um mês até ser o clássico "Hysteria" aparecer.

Reparem na cara marota do Alex encerrando esse "trenzinho"! TENSO!

Apesar do uso de sintetizadores, ainda temos os hards agitados que sempre foram marcas registradas do grupo. Um ótimo exemplo disso é a animadíssima "A.F.U. (Naturally Wired)", que em sua letra narra os sentimentos do grupo quando em turnês, em um baita de um hard energético, como o Van Halen sempre soube fazer muito bem. Outra canção matadora é a vigorosa "Source of Infection", onde Eddie incendeia tudo com sua já conhecida técnica, e manda bala em um riff arrasador, como já era de esperar dele.

E ainda temos muitas canções com essa mesma pegada, como em "Sucker In A 3 Piece" e em "Cabo Wabo", com sua pegada zeppeliana, em que a banda exalta seu amor pela cidade mexicana Cabo San Lucas, em que posteriormente abririam a "Cabo Wabo Cantina" e que depois foi adquirida em sua totalidade por Hagar. "Mine All Mine" é a primeira incursão desse disco nos sintetizadores, em que eles estão bem presentes, em uma música frenética e com o astral lá em cima.



"Feels So Good" é novamente comandada pelos sintetizadores, no melhor estilo anos 80. Fora o pequeno solo que a mesma contém, as guitarras de Eddie são desprezadas, mas nem por isso deixa de ser legal. Porém a melhor canção desse disco e para mim uma das melhores da carreira do grupo é a maravilhosa "When It's Love". Essa foi o maior sucesso inclusive deste, e alcançou o top 5 das paradas americanas, sem falar que é considerada uma das maiores power ballads de todos os tempos. Eddie Van Halen comanda os teclados de maneira ímpar, Hagar canta demais e a cozinha segura bem seu papel, gerando assim uma canção única e digna do sucesso obtido.

Um disco com o selo Van Halen de qualidade, que sabemos que até em seu pior momento conforme alguns, consegue ainda ser muito acima da média. E um dos meus prediletos, tanto que ainda tenho o vinil, o qual eu guardo com um imenso carinho. Então deixe de frescura, se você for daqueles que torcem o nariz para este, pois não sabe o que está perdendo!





1.Mine All Mine
2.When It's Love
3.A.F.U. (Naturally Wired)
4.Cabo Wabo
5.Source of Infection
6.Feels So Good
7.Finish What Ya Started
8.Black and Blue
9.Sucker in a 3 Piece
10.A Apolitical Blues

Sammy Hagar - Vocal, Guitarra Rítmica
Eddie Van Halen - Guitarra, Teclados, Backing Vocals
Michael Anthony - Baixo, Backing Vocals
Alex Van Halen - Bateria, Percussão


By Weschap Coverdale

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Van Halen - Live Without A Net [1987]


O álbum "5150" foi um tapa na cara de muitos que desacreditaram do poder de fogo do Van Halen. Obviamente a saída de David Lee Roth implicou na formação de uma nova banda (carinhosamente ou não apelidada de "Van Hagar"), mas há muito de se apreciar do que é novo - especialmente do disco anteriormente citado.

A banda ganhou sangue novo com a entrada de Sammy Hagar, que, querendo ou não, deixou sua marca na história do Van Halen. Isso é muito bem representado no ao vivo "Live Without A Net", gravado em uma performance do quarteto no Veterans Memorial Coliseum da cidade norte-americana de New Haven, no dia 27 de agosto de 1986. O registro só foi lançado no ano seguinte e em vídeo, então está aí uma oportunidade única para conferir a pedrada apenas em áudio, pra tocar no carro, na festinha ou qualquer coisa do tipo.

Com a casa cheia, os caras não fizeram feio. A performance poderosa e imponente do quarteto é digna de rockstar. Enquanto Hagar se mostra um frontman envolvente e um ótimo vocalista, os outros fazem muito bem o de sempre: Eddie Van Halen debulha as seis cordas como ninguém, Alex Van Halen apresenta destreza e habilidade em seu kit de bateria, e Michael Anthony manda bala no baixo e nos seus característicos backing vocals.

O repertório reflete o que se extenderia no futuro e desapontaria os fãs da primeira fase da banda: apenas duas músicas desse período foram acrescentadas, e foram elas "Ain't Talkin' 'Bout Love" e "Panama". Outras duas, "You Really Got Me" e "Jump", foram tocadas na noite mas ficaram de fora da edição final, juntamente de "Good Enough" e do cover "Wild Thing", de Jimi Hendrix. Em contrapartida, há a presença de três canções da carreira solo de Sammy, várias do disco "5150" e uma excelente versão para "Rock And Roll", do Led Zeppelin.

Além do ótimo cover do Led, já enfatizado anteriormente, cabem destaques para as excelentes execuções de "Summer Nights", "Love Walks In" e "Best Of Both Worlds". Vale a pena conferir!



01. Introduction
02. There's Only One Way to Rock
03. Summer Nights
04. Get Up
05. Alex Van Halen Drum Solo
06. 5150
07. Best Of Both Worlds
08. Michael Anthony Bass Solo
09. Panama
10. Love Walks In
11. Eddie Van Halen Guitar Solo
12. I Can't Drive 55
13. Ain't Talkin' 'Bout Love
14. Why Can't This Be Love
15. Rock And Roll

Sammy Hagar - vocal, guitarra base
Eddie Van Halen - guitarra solo, backing vocals
Michael Anhony - baixo, backing vocals
Alex Van Halen - bateria, percussão

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by Silver

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Van Halen - Van Halen II [1979]


Todos sabemos que quando o assunto é diversão e festa, uma das bandas imbatíveis nesse assunto é o Van Halen, principalmente em sua primeira fase. É inegável que Dave Lee Roth seja um dos maiores showmem da história do rock e que no começo de sua história, a banda investisse de maneira maciça na descontração em suas músicas. Sem falar que nesse momento era que Eddie Van Halen mostrava o grande guitarrista que era, com suas técnicas inovadoras para a época.

Após o seu arrebatador disco de estréia, em que ganharam o reconhecimento e venderam milhares de discos, poderia ter surgido a dúvidas de que caminho a banda seguiria dali para frente. Mas ao invés de inovar, aderiram à conhecida máxima de que "em time que está ganhando não se mexe", o que não necessariamente é ruim. Aqui temos aquela mesma pegada contagiante, em que Eddie incendeia as guitarras, Anthony coloca seu baixo para gritar, Alex desce o braço sem dó e Roth dá seu show à parte nas interpretações.

E para iniciar a festa, temos a cadenciada "You're No Good", um cover da cantora Linda Ronstadt, que havia ficado conhecido cinco anos antes, mas que ganhou uma linha de baixo pesada e empolgante, que dá um charme a mais a esta canção. Após este bom começo, que tal se encantar com os mais belos vocais gravados pelo Van Halen e o clima inocente de "Dance The Night Away"? É impossível não se entregar a esta pequena maravilha. Quando você menos se der conta, estará contagiado com o grudento coro criado pelo grupo, e cantando o mesmo o mais alto possível.


A paulada "Somebody Get Me A Doctor" levanta até defunto, em que não existe a possibilidade de escolher algum destaque individual, pois todos aqui incendeiam tudo, em um hard barulhento, vigoroso e matador. Sem falar na performance vocal de Roth, que praticamente implora pelo bendito médico. O descontraído boogie rock "Bottoms Up!" segura bem a peteca até aqui, em que a banda parece apenas se divertir. O hardão cheio de swing e energia "Outta Love Again" te fará querer simular um air guitar ou mesmo tocando bateria de maneira imaginária, pois conquista sem pedir licença nenhuma.

E até o seu final, a banda continua na sua tarefa bem sucedida de entreter o ouvinte da melhor maneira possível, com as aceleradas e barulhentas " Light Up The Sky" e "D.O.A.". Em "Spanish Fly", Eddie agora exibe seu habitual virtuosismo em um violão, com seu solos ignorantes cheios de velocidade e técnica, em que não precisa de mais de um minuto para convencer a qualquer um de que é um monstro nas seis cordas. "Women In Love" é uma legal tentativa de balada, mas como essa não era uma especialidade da casa, temos mais um momento divertido. "Beautiful Girl" encerra este trabalho com bastante barulho e de maneira alegre como é de se esperar.


Um disco que só comprova que por mais que a fase Sammy Hagar seja legal, com David Lee Roth não existia espaço para outra coisa senão a alegria. Talvez seja por isso que muitos aclamem a formação original do Van Halen. Mas como não estou nem aí pra essa discussão, vou mais é ouvir de novo e dar um sorriso de orelha a orelha.




1.You're No Good
2.Dance the Night Away
3.Somebody Get Me a Doctor
4.Bottoms Up!
5.Outta Love Again
6.Light Up the Sky
7.Spanish Fly
8.D.O.A.
9.Women in Love...
10.Beautiful Girls


David Lee Roth - Vocais
Eddie Van Halen - Guitarras, Violões, Backing Vocals
Michael Anthony - Baixo, Backing Vocals
Alex Van Halen - Bateria


By Weschap Coverdale

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Van Halen - Van Halen III [1998]


Há mais de um ano, meu caro amigo Jay soltou a máxima "dar pau em quem odeia é moleza" em um artigo sobre a banda dessa mesma postagem num blog que tem seu título em homenagem à mesma: Van do Halen. Foram poucas os reviews realmente abalizadas sobre o trabalho que está sendo trazido nesse post, porque muitos se fecharam ao preconceito e às críticas negativas que, com uma certa coesão, o play recebeu. Cá estou, dando minha cara à tapa, pra falar logo da ovelha-negra de uma discografia invejável, onde até o "pior" é muito bom.

A história do Van Halen após o período "Balance" é bem complicada. O disco foi bem recebido, apesar de sua conduta mais séria, e a turnê fluiu bem, mas o vocalista Sammy Hagar abandonou o barco em 1996, o que deu palco para uma reunião da formação clássica, com a lenda David Lee Roth, anunciada no MTV Video Music Awards de 1996. No entanto Diamond Dave não durou mais do que algumas semanas e uma situação nebulosa o colocou para fora.

A conturbada reunião de poucos dias. Esquerda pra direita:
Eddie Van Halen, Alex Van Halen, Michael Anthony, David Lee Roth

As audições para vocalistas incluíram o quase-Hagar (só de visual) Mitch Malloy e a ótima moça Sass Jordan - ambos podem ter seus trabalhos conferidos aqui na Combe -, mas o escolhido foi Gary Cherone, vocalista do recém-acabado Extreme e sugerido pelo empresário do VH, Ray Danniels. Com a formação consolidada e ânimo de sobra para novas composições, eis que o trabalho, composto e gravado em 1997, chegou às prateleiras em março de 1998.

"Van Halen III" é taxado por muitos como um trabalho solo do guitarrista Eddie Van Halen que simplesmente levou o nome do conjunto. A proposta pouco tem a ver com qualquer das facetas apresentadas nos álbuns anteriores. Em qualquer aspecto. Mas apenas por ter Van Halen no título, a audição se torna desagradável? Particularmente, gosto de apreciar a música, não a nomenclatura ou o rótulo a ela atribuído. Exemplos se dão por "The Final Cut" do Pink Floyd e "Chinese Democracy" do Guns N' Roses, álbuns mais "solo" julgados sem nem mesmo serem devidamente ouvidos por se distanciarem de sonoridades clássicas desses nomes.

Enfim, o que pode caracterizar tamanha mudança? Pra começar, os tempos mudam e não dá pra falar de festa o tempo todo, até porque o mundo não é só isso. Ora, nem o Kiss e o Slade, duas das maiores "party bands" do Rock, abordaram apenas as temáticas festeiras ao longo de suas carreiras. Aqui as letras refletem, em primeira instância, propostas mais engajadas e assuntos ligados à política e problemas sociais. De forma inteligente, as composições de Cherone (quem liderou a parte das letras) tocam nesse ponto, apesar dos altos e baixos.

Nos palcos. Da esquerda pra direita:
Michael Anthony, Gary Cherone, Eddie Van Halen


Musicalmente falando, tem-se elementos de todas as fases do Van Halen aliados à contemporaneidade que assolava a música na mídia e a "funkeada" que já era característica no Extreme de Gary. Havia a necessidade de se reinventar. Melodias densas, riffs mais complexos e cozinha mais bem trabalhada do que o habitual dão o subsídio necessário para que o brilho da guitarra de Eddie Van Halen dê alguns de seus mais inspirados solos até então - sem exageros. Aliás, Eddie cuidou até dos baixos por aqui, dando início à polêmica entre o baixista Michael Anthony (que só tocou em três músicas) e os irmãos VH, que dura até hoje. Vale lembrar, também, que a duração de cada faixa é maior que o normal e a presença de baladas é mais acentuada, sendo que uma foi cantada por Ed: "How Many Say I", de longe a pior do disco.

A voz de Gary Cherone, todavia, não parece se enquadrar bem no geral. O vocalista não conseguiu soar original em sua performance pois, em vários momentos, se mostrou disposto a permanecer na sombra do imponente Sammy Hagar. Ato falho que, apesar de não permear em todas as canções, chega a ser irritante em algumas.



No geral, "Van Halen III" não foi sucesso de vendas. Passou longe, diga-se de passagem. Apesar de atingir a 4ª posição das paradas norte-americanas, os caras estavam acostumados a abocanhar a primeiríssima e assolar os charts de outros pontos do mundo - o que não ocorreu de forma efetiva. Nada de disco de platina em mais de um país: disco de ouro pelas 500 mil cópias vendidas nos Estados Unidos e só. O single de "Without You" colaborou, com vídeo-clipe rolando na MTV e generosas tocadas nas rádios roqueiras.

A turnê passou por cantos que nunca haviam passado anteriormente, como a Austrália e a Nova Zelândia - inclusive, uma ótima bootleg dessa tour pode ser encontrada clicando AQUI. O quarteto, após o fim da mesma, até se preparava para gravar um disco novo, mas Gary Cherone pulou fora em meados de 1999 por conta das famosas "diferenças musicais", intensificadas pela nada calorosa recepção de "Van Halen III".

Destaques podem ser muito bem feitos para a paulada "Without You", que conta com ótimos backing vocals ao longo de sua duração; para a quase-Hagar (agora não de visual) "Fire In The Hole" e seu andamento característico, recheado de bons riffs; a densa "Ballot Or The Bullet", que carrega uma crítica aos Estados Unidos; a ótima roqueira "One I Want"; e a bela balada "Josephina".

Em suma, "Van Halen III" é o pior disco da trajetória do Van Halen. Mas o nível do grupo é tão alto que até seu pior disco consegue ser bom. Não integralmente bom, por isso é o pior. Mas tem ótimos momentos e merece atenção redobrada, pois é difícil de ser digerido. E então, caro leitor? Decidiu dar uma nova chance? Já gosta? Não desce de forma alguma? Não deixe de comentar!

01. Neworld
02. Without You
03. One I Want
04. From Afar
05. Dirty Water Dog
06. Once
07. Fire In The Hole
08. Josephina
09. Year To The Day
10. Primary
11. Ballot Or The Bullet
12. How Many Say I?

Gary Cherone - vocal
Eddie Van Halen - guitarra, violão, baixo, teclados, piano, backing vocals, vocal em 12
Michael Anthony - baixo em 2, 3 e 7; backing vocals
Alex Van Halen - bateria, percussão

Músicos adicionais:
Matthew Bruck - guitarra adicional
Mike Post - piano em 1

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by Silver


sábado, 18 de setembro de 2010

Van Halen - Balance [1995]


Após a bem sucedida turnê do álbum F.U.C.K., que rendeu o ao vivo Live: Right Here, Right Now, o Van Halen deu uma rápida parada para recarregar as baterias. Nesse meio tempo, Sammy Hagar lançou uma Box-set de sua carreira-solo, enquanto Eddie internou-se pela primeira vez em uma clínica, para combater seu alcoolismo – o que não conseguiu sustentar por muito tempo. Simbolizando essa nova fase de sua vida, o guitarrista promoveu uma repaginada no visual, cortando os cabelos e deixando crescer um cavanhaque. A mudança gerou até mesmo um irônico comentário de Beavis & Butt-Head, em seu desenho na MTV. Ao assistirem o clipe de “Can’t Stop Lovin’ You” e não reconhecerem o músico, a dupla disparou: “Onde está o Eddie? Como podem tirar o Van Halen do Van Halen?”.




Essa nova fase pessoal do líder, fez com que a banda lançasse aquele que é, liricamente, seu trabalho mais sério. Balance traz composições com críticas sociais e políticas, algumas em forma de metáfora, além de várias reflexões sobre sentimentos de maneira bem mais profunda em relação ao que faziam até ali. Para comandar as máquinas, foi chamado o experiente (e já falecido) produtor Bruce Fairbairn, que ofereceu uma das sonoridades mais cruas já mostradas pelo grupo a seus adeptos. Foram suprimidos alguns excessos de detalhes, trabalhados exaustivamente nos discos anteriores. A idéia era fazer com que as músicas soassem quase com uma cara de gravação ao vivo. Tanto que contando todo o processo de gravação, masterização e mixagem não levou mais que três meses.


O álbum obteve grande sucesso comercial, vendendo em torno de cinco milhões de cópias mundo afora, impulsionado especialmente pelo apelo popular da já citada “Can’t Stop Lovin’ You”, que no Brasil entrou até em trilha sonora de novela. Outra que conseguiu divulgação forte na mídia, graças a seu estilo mais acessível, foi a linda balada “Not Enough”. Mas os fãs de guitarras pesadas e espancamento de bateria também tiveram seus anseios atendidos em faixas como “The Seventh Seal”, “Don’t Tell Me (What Love Can Do)” (música cuja letra teve inspiração no suicídio de Kurt Cobain), “Amsterdam” e “Big Fat Money”. Com ou sem a manguaça, Eddie continuava sendo um monstro, criando melodias geniais e extraindo sons inimagináveis a nós, meros mortais, das seis cordas de seu instrumento.

Balance marcou o fim da era conhecida entre os fiéis admiradores como Van Hagar. O quarteto ainda lançaria uma música inédita na trilha sonora do filme Twister (“Humans Being”), além de um breve retorno com três novas faixas para a coletânea Best Of Both Worlds. Mas essa foi, efetivamente, a última vez que Sammy Hagar cantou em um trabalho completo da banda. Diferenças internas, que nunca foram muito bem explicadas por nenhum dos lados, causaram o rompimento. Ao menos, ainda tiveram tempo de registrar essa pérola. A edição que aqui disponibilizamos é a japonesa, que conta com a faixa-bônus “Crossing Over”. Mais uma excelente pedida.


Sammy Hagar (vocals)
Eddie Van Halen (guitars, keyboards)
Michael Anthony (bass)
Alex Van Halen (drums)

01. The Seventh Seal
02. Can’t Stop Lovin’ You
03. Don’t Tell Me (What Love Can Do)
04. Amsterdam
05. Big Fat Money
06. Strung Out
07. Not Enough
08. Aftershock
09. Doin’ Time
10. Baluchiterium
11. Take Me Back (Déjà vu)
12. Feelin’
13. Crossing Over

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Capa da versão japonesa, onde os gêmeos siameses foram censurados


JAY

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Van Halen - Van Halen [1978]


Um vocalista performático e um dos maiores frontmans da história do rock. Um guitarrista que é aclamado como um dos melhores de todos os tempos, que popularizou várias técnicas no instrumento, sendo a mais conhecida delas o two hands (ou tapping, como você preferir chamar). Um baixista que além de tocar muito, tem excelentes vocais de apoio e um baterista que faz seu trabalho com extrema competência. Essa união resultou na formação de uma das maiores bandas de todos os tempos, o Van Halen.

Banda que primeiramente foi descoberta por ninguem menos que Gene Simmons, que ao vê-los tocando em um bar, ficou impressionado com o som e com o que viu, e financiou a gravação de uma demo, mas que não teve logo de cara uma boa recepção por parte das gravadoras, por acharem que deveriam investir no disco no que no rock n'roll. Mas isso mudaria um ano mais tarde, quando o produtor Ted Templeman ouviu eles novamente tocando no mesmo bar que Simmons os ouviu tocando um ano antes, e sem titubear assinou um contrato com eles, para a gravação de seu primeiro disco, que se tornaria uma das grandes influências para as bandas de Hard Rock americanas que surgiriam na década seguinte.

E abrindo este discaço, temos "Runnin' With the Devil", que já dá uma pequena amostra do que viria daqui para a frente: guitarras cheias de distorção, um vocalista cantando muito,linha de baixo hipnotizante, um baterista descendo o braço e refrães grudentos e pegajosos. Sim amigo, rock em seu estado bruto e daqueles que fazem se apaixonar na primeira audição. E sem tempo de respirar somos presenteados com um pequeno show nas guitarras de Eddie Van Halen, assombrando todo o mundo com "Eruption", onde houve a popularização do tapping e mostrando a sua condição de guitar hero. Quando o mundo pensava que não existiria nenhum outro como Jimi Hendrix ou alguém que revolucionasse o jeito de tocar guitarra, aparece essa pequena obra prima. Incrível, tanto que para se ter idéia, na época a mesma foi criticada por acharem que havia sido gravada por uma máquina.


E mantendo o nível lá em cima, vem o cover da clássica "You Really Got Me", originalmente gravada pelo Kinks e que foi superada facilmente pela excelente e empolgante versão feita pela banda aqui, mostrando o talento dos envolvidos, sendo difícil de se destacar quem se sai melhor. "Ain't Talk About Love" é daqueles rocks para serem cantados a plenos pulmões, um verdadeiro hino rocker, tendo como seus principais destaques os riffs marcantes e solo matador apresentado por Eddie, baixo pulsante de Anthony e refrão divertido e empolgante da mesma.

Outro grande momento desse disco é "Jamie's Crying" onde apareceria pela primeira vez de maneira mais latente uma das características do Van Halen, os potentes backing vocals a cargo de Michael Anthony, além de ter um dos refrães mais tocantes da carreira da banda, e ainda assim mantendo o nível de diversão lá em cima. E Anthony ainda brilharia em "Atomic Punk", cavalgando de maneira desenfreada em seu baixo na música mais densa desse brilhante registro. E não destacarei as outras para não aumentar um texto já grande, mas tudo respira a diversão e genialidade destes dinossauros do rock.

Um disco de estréia brilhante de uma banda que influenciaria toda uma geração. Essencial na discografia de qualquer amante do estilo. Clássico no sentido amplo da palavra.

1.Runnin' With the Devil
2.Eruption
3.You Really Got Me
4.Ain't Talkin' 'Bout Love
5.I'm the One
6.Jamie's Cryin
7.Atomic Punk
8.Feel Your Love Tonight
9.Little Dreamer
10.Ice Cream Man
11.On Fire

David Lee Roth - vocal e violão
Eddie Van Halen - guitarra, guitarra elétrica, vocal de apoio
Michael Anthony - baixo, vocal de apoio
Alex Van Halen - bateria


By Weschap Coverdale

terça-feira, 25 de maio de 2010

Van Halen - 1984 [1984]


O Van Halen cresceu rapidamente com o lançamento de seus primeiros discos. Apesar de "Fair Warning" não ter sido um sucesso de vendas e ter colaborado para aumentar a tensão entre Eddie Van Halen e David Lee Roth, "Diver Down" recuperou tanto a boa situação entre os dois quanto o número de cópias que o grupo californiano conseguia vender. Mas o lançamento seguinte, definitivamente, foi o divisor de águas da carreira da banda, em todos os sentidos.

"1984" aterrissou às prateleiras logo em janeiro do ano de seu título. Foi o primeiro disco a ser gravado no 5150 Studios, recém-construído, e pra variar contou com a produção do excelente Ted Templeman. Até aí tudo bem, mas quando se aperta o play... pera aí... um riff de teclado? Por incrível que pareça, o álbum foi o primeiro a ter maior emprego dos teclados genuinamente "oitentistas", e pior: o resultado ficou magnífico.

O resultado da nova investida foi monstruoso: "1984" atingiu a 2ª colocação das paradas estadunienses apenas porque "Thriller", de Michael Jackson, estava morando no topo desde o ano anterior. Os singles deram conta do recado: o carro-chefe "Jump" atingiu o primeiro lugar das paradas gerais e conseguiu chegar ao top 20 das paradas de Dance Music (!!), enquanto "I'll Wait" e "Panama" chegaram ao 13° lugar (obviamente em datas diferentes) e "Hot For Teacher", à 56ª posição. Em um ano, já havia vendido 5 mihões de cópias só na terra do Tio Sam, e nos dias de hoje já ultrapassou as 10 milhões, sendo certificado como disco de diamante por lá.

No aspecto musical, a mudança é refletida em algumas canções que o uso dos teclados foi maior, mas nada que retirasse a fórmula mágica do Van Halen. Tudo estava lá, como sempre: os vocais divertidos de David Lee Roth, as guitarras fabulosas de Eddie Van Halen, o baixo bem tocado e os backing vocals cavalares de Michael Anthony, e a bateria espetacular de Alex Van Halen, além dos ótimos teclados e das maravilhosas composições.


Pode-se notar maior uso de teclados e sintetizadores na festeira "Jump", na semi-balada "I'll Wait" e na introdução que dá nome ao álbum. De resto, o Van Halen festeiro e roqueiro com uma leve pitada do Pop marca presença, como na farofa "Panama", nas rápidas "Hot For Teacher" e "Top Jimmy", nas hardíssimas "Girl Gone Bad" e "Drop Dead Legs" e na pesada "House Of Pain".

Infelizmente, a maioria já sabe o que aconteceu: durante a bem-sucedida "1984 Tour", as tensões entre David Lee Roth e Eddie Van Halen voltaram à tona. Lee Roth dizia estar chateado pelo fato de Eddie ter gravado fora da banda sem ter avisado os outros integrantes (como o solo da canção "Beat It" de Michael Jackson), além do abuso de álcool e drogas, enquanto Eddie queria deixar o som da banda mais complexo e já dizia estar de "saco cheio" da performance aparecida de Lee Roth. O fato é que ambos queriam assumir o controle completo do grupo, mas infelizmente essa briga para ver "quem aparece mais" acabou com uma das formações mais habilidosas e talentosas do Rock.

Enfim, mesmo com a péssima separação de David Lee Roth, o quarteto presenteou os fãs com essa jóia e tanto. Não é a toa que "1984" se mantém como um disco definitivo no que diz respeito à longa carreira do Van Halen: é fantástico do começo ao fim, sem nenhuma faixa dispensável. Seu único defeito é ser curto demais, pois os 33 minutos deixam aquele gostinho de "quero mais". Meus destaques particulares vão para "Hot For Teacher", "Panama", "Top Jimmy" e "I'll Wait", sendo esta, para mim, uma das melhores baladas do gênero. C-l-á-s-s-i-c-o!!

01. 1984
02. Jump
03. Panama
04. Top Jimmy
05. Drop Dead Legs
06. Hot For Teacher
07. I'll Wait
08. Girl Gone Bad
09. House Of Pain

David Lee Roth - vocal
Eddie Van Halen - guitarra, teclados, backing vocals
Michael Anthony - baixo, backing vocals
Alex Van Halen - bateria, percussão, backing vocals

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by Silver

terça-feira, 20 de abril de 2010

Van Halen - Got The Miracle Fingers: Live On Tokyo Dome [1989]


Gravado no Tokyo Dome em 1° de fevereiro de 1989, "Got The Miracle Fingers" é uma excelente bootleg do Van Halen durante a turnê do "OU812". Não é exagero quando digo que esse é o registro ao vivo definitivo do Van Halen com Sammy Hagar - vulgo Van Hagar - pois aqui tudo está ao favor do grupo californiano.

O repertório é um dos melhores que já vi de toda essa época. Ao meu ver, não é o que tem as melhores músicas, mas as mais adequadas para um show. Se fosse mantido com a adição de algumas faixas do "F.U.C.K.", seria definitivamente o melhor.

Tem-se aqui verdadeiros clássicos atemporais como "Panama" (sem aquela costumeira enrolação de 10 minutos de Sammy), "You Really Got Me" e "Why Can't This Be Love" unidos com pérolas que acabaram sendo esquecidas em repertórios futuros como "Summer Nights" (!) e "5150" (!!).

Além disso, no andamento do show figuram canções da carreira solo de Hagar como "Eagles Fly", "There's Only One Way To Rock" e "I Can't Drive 55" e músicas de "OU812", contemporâneo ao concerto, como "Black And Blue" e "A.F.U.". Com exceção de "When It's Love", o show inteiro é animado (risos)! Brincadeira, até essa ficou legal, com uma parte final matadora conduzida pelo brilhante Alex Van Halen.


Os músicos dispensam comentários mas a impressão que eu tive ao ouvir o registro é que eles estão mais afiados do que nunca. Não há uma nota tocada em falso sequer, nem uma nuance desperdiçada, nem um errinho sequer de Sammy Hagar, que está cantando melhor do que nunca aqui.

Os outros também arregaçam, como de praxe - a perfeita percussão de Alex Van Halen, a habilidade do aniversariante de hoje, Eddie Van Halen, e tanto as precisas linhas de baixo quanto os backing vocals de Michael Anthony fazem a diferença e ganham a platéia, junto de Sammy.

Pra finalizar, só há de se garantir que a gravação foi extraída da mesa de som, ou seja, sonzeira cristalina e supimpa. Se é Van Halen, é essencial!

01. There's Only One Way To Rock
02. Summer Nights
03. Panama
04. A.F.U.
05. Why Can't This Be Love
06. Mine All Mine
07. Alex Van Halen Drum Solo
08. 5150
09. When It's Love
10. Eagles Fly
11. I Can't Drive 55
12. Best Of Both Worlds
13. Eddie Van Halen Guitar Solo
14. Black And Blue
15. You Really Got Me

Sammy Hagar - vocal, violão, guitarra base
Eddie Van Halen - guitarra solo, teclados, backing vocals
Michael Anthony - baixo, backing vocals
Alex Van Halen - bateria, percussão

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by Silver


sábado, 17 de abril de 2010

Van Halen - For Unlawful Carnal Knowledge [1991]


"For Unlawful Carnal Knowledge" é o nono álbum do Van Halen e o terceiro com Sammy Hagar no posto de vocalista da banda. Apesar do sucesso comercial de seu antecessor, "OU812", os fãs mais antigos da banda criticaram muito a sonoridade do mesmo, pela produção deixar as guitarras em segundo plano e dar mais ênfase ao uso dos sintetizadores.

Para o trabalho de deixar as músicas com a pegada roqueira característica do Van Halen, ficaram encarregados da produção os grandes Andy Johns (já havia trabalhado com The Rolling Stones e Led Zeppelin) e Ted Templeman (produtor de todos os álbuns da banda de 1978 a 1984). Dessa forma, "For Unlawful Carnal Knowledge" retoma as raízes roqueiras e cruas do grupo, mais presentes durante a época em que David Lee Roth assumia os vocais.

Pra variar, tem-se aqui um resultado fantástico em todos os sentidos possíveis, desde as composições até pela produção e execução das canções. Cada integrante aqui faz o que sabe de melhor e principalmente as guitarras excêntricas e criativas de Eddie Van Halen brilham muito por aqui. Vale lembrar que a cozinha de Michael Anthony e Alex Van Halen soam mais pesadas por aqui e Sammy Hagar está cantando muito como sempre nesse registro.

Também conhecido como "F.U.C.K.", "For Unlawful Carnal Knowledge" estreou em 1° lugar nas paradas americanas e por lá ficou por três semanas consecutivas, além de ter faturado um Grammy em 1991 na categoria "melhor performance de Hard Rock" e ter vendido, até hoje, cerca de seis milhões de cópias só na terra do Obama (3 vezes multi-platinado). Isso só nos States, porque o disco chegou ao quarto e ao sexto lugares das paradas canadenses e australianas, respectivamente.

Destaques? Nem se eu quisesse. Pérola máxima do início ao fim!

01. Poundcake
02. Judgement Day
03. Spanked
04. Runaround
05. Pleasure Dome
06. In 'n' Out
07. Man On A Mission
08. The Dream Is Over
09. Right Now
10. 316
11. Top Of The World

Sammy Hagar - vocal, guitarra base
Eddie Van Halen - guitarra solo, teclados, backing vocals
Michael Anthony - baixo, backing vocals
Alex Van Halen - bateria, percussão
Steve Lukather - backing vocals em 11

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by Silver

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Van Halen - South American Assault [1983]


Aqueles que tiveram a oportunidade de acompanhar os shows do Van Halen pela América do Sul, em janeiro e fevereiro de 1983 foram realmente sortudos. Mais especificamente: Brasil, Argentina, Venezuela e Uruguai. Mas como a tecnologia é uma beleza, trago-vos, na minha opinião, uma das minhas postagens mais especiais, uma das performances mais memoráveis do Van Halen.

"South American Assault" foi gravado em 5 de fevereiro de 1983 na capital do Uruguai, Montevidéu e nada mais é do que um genuíno show de Rock. Com um repertório montruoso, a banda consegue captar a energia dos seus primeiros lançamentos com ótimas faixas representando cada um. Destacam-se as performances apoteóticas de "Unchained", "Ain't Talkin' 'bout Love", "Dancin' In The Streets" e "Summertime Blues", esta um cover de Eddie Cochran com um belíssimo solo de Eddie Van Halen no melhor estilo Blues Rock.

Como sempre, os integrantes são um show à parte. David Lee Roth, esbanjando pique e voz, chuta a bunda da cidade toda e se mostra muito feliz com o show, elogiando e agradecendo várias vezes a platéia e chegando a dizer "Montevideo es numero uno en futbol!" antes do fim do cover "Summertime Blues". Eddie Van Halen dispensa comentários: mesmo bêbado, o gênio não atropela uma nota sequer, com uma precisão absurda e uma tocabilidade imensa. Michael Anthony, energético como de costume, demonstra presença de palco e dá a prova de sua poderosa voz nos backing vocals, cantando até algumas linhas de "Runnin' With The Devil". Alex Van Halen, também como de praxe, trucida e espanca a bateria, mostrando técnica ímpar com as baquetas.

As faixas 21, 22, 23 e 24 foram extraídas de um show nos Estados Unidos, porém o resto das faixas é do concerto em Montevidéu. A gravação é muito boa, apesar de não ser extraída da mesa de som e possuir algumas (poucas) falhas. Para os fãs de Van Halen, principalmente da fase com David Lee Roth, um prato cheíssimo de energia e Rock n' Roll!

01. Romeo Delight
02. Unchained
03. The Full Bug
04. Runnin' With The Devil
05. Jamie's Cryin'
06. Little Guitars
07. Michael Anthony Bass Solo
08. Where Have All The Good Times Gone
09. Dancin' In The Streets
10. Little Dreamer
11. So This Is Love
12. Secrets
13. Alex Van Halen Drum Solo / Everybody Wants Some
14. Dance The Night Away
15. Somebody Get Me A Doctor
16. Summertime Blues
17. Ice Cream Man
18. Heartbreak Hotel
19. Intruder / Eddie Van Halen Guitar Solo
20. Ain't Talkin' 'bout Love

Bônus - retiradas de um show nos Estados Unidos:
21. Runnin' With The Devil
22. Pretty Woman
23. You Really Got Me
24. Happy Trails

David Lee Roth - vocal
Eddie Van Halen - guitarra, backing-vocals
Michael Anthony - baixo, backing-vocals
Alex Van Halen - bateria

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by Silver

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Van Halen - 5150 [1986]


"5150" é o 7° disco do Van Halen e o primeiro da banda com Sammy Hagar nos vocais. O disco comprova uma mudança histórica em uma das bandas mais influentes dos anos 80, visto que a sonoridade do Van Halen ficou um pouco mais melódica do que antes. Tal mudança já havia sido trabalhada no antecessor "1984", com a pesada inserção de teclados, mas aqui foi além e se consolidou.

A inserção de Sammy Hagar à line-up deu uma cara nova e tornou o Van Halen mais contemporâneo no que diz respeito à mídia. E deu certo, visto que o play vendeu muitíssimo bem e o Van Halen embarcou para uma longa turnê, fazendo com que os caras passassem mais de um ano na estrada. Uma grande conquista também foi, finalmente, o disco "5150" obter o primeiro lugar das paradas norte-americanas, superando até mesmo o também clássico "1984".

Sobre o disco, podemos destacar que Eddie Van Halen ainda estava literalmente batendo na guitarra, com solos e riffs fantásticos. Michael Anthony, sempre com backing-vocals altos e baixo coeso, também continuou tão bem como antes. Alex Van Halen, ainda tocando muito também, merece menções honrosas pelo riff de bateria extraordinário em "Get Up" - aliás, nessa música não teve pra ninguém, só deu o Alex! Sammy Hagar, que deu uma melodia nova à banda, não deixou a desejar - o cara canta demais. Sua extensão vocal vai além do que David Lee Roth conseguia, conferindo mais versatilidade ao grupo.

Destaques particulares para "Why Can't This Be Love", "Summer Nights", "Best Of Both Worlds", "Dreams" e a faixa-título. Com vocês, um dos maiores clássicos do hard rock: "5150"!

NOTA: Muitos, como eu, já devem ter se perguntado o significado de "5150". Pois bem, "5150" é um termo utilizado, mais especificamente na Califórnia e sua respectiva polícia, para designar pessoas com distúrbios mentais. "5150" também é o nome do estúdio caseiro de Eddie Van Halen, o nome de uma guitarra Kramer Frankenstein de Eddie e um modelo de amplificadores produzidos pela Peavey. Infame, não?!

01. Good Enough
02. Why Can't This Be Love
03. Get Up
04. Dreams
05. Summer Nights
06. Best Of Both Worlds
07. Love Walks In
08. 5150
09. Inside

Sammy Hagar - vocal, guitarra-base
Eddie Van Halen - guitarra-solo, violão, teclado, backing-vocals
Michael Anthony - baixo, backing-vocals
Alex Van Halen - bateria, percussão

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by Silver

sábado, 10 de abril de 2010

Van Halen - Happy Birthday Gary! Live In Hersheys, Pennsylvania [1998]


Já que Sammy Hagar saiu da banda e a tentativa de voltar com David Lee Roth foi pelo ralo, por que não tentar um novo vocalista? Assim pensou o Van Halen em 1996 e após ensaios com o recentemente postado por aqui Mitch Malloy, o mais cogitado para o posto foi o até então ex-vocalista do Extreme, Gary Cherone. Daí lançaram o disco menos apreciado pelos fãs do Van Halen, "III": o único a vender menos de um milhão de cópias nos Estados Unidos e também o único que está fora de catálogo, apesar de ser um bom disco na minha opinião (as mãos dos irmãos Van Halen e de Mad Anthony são realmente mágicas).

Mas uma coisa os fãs devem admitir: a turnê com Cherone foi ótima, principalmente para os fãs da fase com Diamond Dave. Então, como sempre, trago-vos uma pepita com qualidade soundboard: um registro dessa turnê gravado no dia 26 de julho de 1998 (aniversário do Gary Cherone) na região censo-designada de Hershey, na Pensilvânia.

A banda dispensa comentários, como sempre: todos os integrantes são renomadíssimos pelo trabalho que fazem/fizeram no Van Halen. O destaque fica por conta do repertório, pois músicas que praticamente não eram tocadas pelo grupo desde o começo dos anos 1980 como "Dance The Night Away", "Romeo Delight", "Somebody Get Me A Doctor" e outras da fase Lee Roth voltam a integrar a setlist e, é claro, com uma execução muito boa. Apenas três da fase Van Hagar estão presentes: "Why Can't This Be Love", "Right Now" e a imprevisível "Humans Being", talvez porque Cherone não manda muito bem nas músicas da fase Van Hagar. E como poderíamos esperar, algumas músicas do até então novo disco, que ficaram até melhores ao vivo, como "Josephina", "Fire In The Hole" e "Without You", marcam presença nesse ótimo concerto que merece sua atenção, caro leitor.

CD 1:
01. Unchained
02. Without You
03. One I Want
04. Mean Street
05. Fire In The Hole
06. Why Can't This Be Love
07. Romeo Delight
08. Dance The Night Away - Feel Your Love Tonight
09. Humans Being
10. Somebody Get Me A Doctor

CD 2:
01. Year To The Day
02. Right Now
03. Ain't Talkin' 'Bout Love
04. Josephina
05. Panama
06. Jump

Gary Cherone - vocal
Eddie Van Halen - guitarra, backing vocals
Michael Anthony - baixo, backing vocals
Alex Van Halen - bateria, percussão

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by Silver

Van Halen - Random Shot [1995]


Gravado em 11 de março de 1995 na cidade estaduniense de Pensacola, Flórida, durante a turnê do disco "Balance", "Random Shot" é uma das melhores bootlegs da fase Van Hagar do Van Halen, sem dúvidas. A começar pela gravação, que foi retirada de uma exibição feita pela MTV - ou seja, qualidade máxima. O repertório também não é um dos mais costumeiros da banda, contendo muitas músicas do próprio disco "Balance" (como poderíamos suspeitar, pois era a turnê do mesmo). Infelizmente muitas dessas músicas não seriam tocadas em outras oportunidades, visto que o Sammy Hagar voltou e saiu da banda mais uma porrada de vezes após sua primeira saída, ao fim dessa turnê.

Mas o que chama a atenção é o fato de que toda a história envolvida no álbum também se reflete em sua turnê. Principalmente em termos de Eddie Van Halen, que havia gravado o disco totalmente sóbrio e continuou a turnê sóbrio - ao menos é o que diz. Mas podemos perceber um Eddie renovado, tocando muito melhor, com uma eficiência tremenda e todas as características que tornaram dele um dos melhores guitarristas da história - só que de uma forma maior.

O resto da banda, como sempre, está muito bem: Sammy Hagar está cantando bem melhor pelas músicas terem abaixado meio tom, Alex Van Halen quebrando tudo pra variar e Michael Anthony com suas linhas de baixo sólidas e backing vocals escabrosamente altos.

De um concerto do Van Halen é complicado destacar algo, mas as execuções de Take Me Back (Deja-vu), Right Now, Eagles Fly, Amsterdam e Runaround realmente me chamaram a atenção. Umas por terem sido poucas vezes tocadas ao vivo pela banda, outras pela performance melhor que a de outros shows.

Diversão garantidíssima!

01. Intro
02. The Seventh Seal
03. Big Fat Money
04. Runaround
05. Don't Tell Me (What Love Can Do)
06. Amsterdam
07. When It's Love
08. Can't Stop Lovin' You
09. Aftershock
10. Alex's Drum Solo
11. Best Of Both Worlds
12. Feelin'
13. Eagles Fly
14. Take Me Back (Deja-vu)
15. 316 - Eddie's Guitar Solo
16. Why Can't This Be Love
17. Finish What Ya Started
18. Right Now
19. Panama
20. Dreams

Sammy Hagar - vocal, violão, guitarra
Eddie Van Halen - guitarra, teclado, backing vocals
Micahel Anthony - baixo, backing vocals
Alex Van Halen - bateria, percussão

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by Silver

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Van Halen - Ipswich 1978 [1978]


Dizem que as maiores bandas do mundo eram maiores ainda enquanto não eram famosas, ou quando sua fama era restrita à apenas um local. Isso nem sempre acontece, mas se dizem isso, o Van Halen deve ser uma das bandas que mais foram levadas em consideração. Duvida? Quer prova melhor do que o registro dessa postagem?

Gravado em 28 de maio de 1978 no teatro Gaumont de Ipswich, Inglaterra (como diz o próprio nome da bootleg), "Ipswich 1978" é uma aula de como se fazer Hard Rock da melhor qualidade. Afinal, o próprio Van Halen deu o pontapé inicial no que chamaríamos de Hair Metal, Glam Metal, 80's Hard Rock, entre outros termos que nos remetem à mesma patifaria. O repertório é um dos melhores que já vi, só com músicas do primeiro play (exceto por D.O.A., do álbum "Van Halen II") - ou seja, apenas pérolas do gênero!

Apesar dos apesares, a formação que consolidou o Van Halen como um dos pilares do rock n' roll é a mesma dessa gravação: David Lee Roth com suas performances mirabolantes e vocais característicos, Michael Anthony com seu baixo criativo e backing vocals altíssimos, Alex Van Halen com sua bateria pesada e técnica precisa e, obviamente, Eddie Van Halen com os malabarismos e habilidade nas 6 cordas nunca antes vistos.

E só pra constar: a qualidade de áudio é ótima!

01. On Fire
02. I'm The One
03. Michael Anthony Bass Solo
04. Runnin' With The Devil
05. Atomic Punk
06. Little Dreamer
07. Feel Your Love Tonight
08. Ain't Talkin' 'Bout Love
09. Eruption
10. You Really Got Me
11. D.O.A.

David Lee Roth - vocais
Eddie Van Halen - guitarra, backing-vocals
Michael Anthony - baixo, backing-vocals
Alex Van Halen - bateria

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by Silver