
Quero fazer, aqui, uma enquete.
Jane’s Addiction surgiu juntamente com a cena grunge, mas não tem nada a ver com o som de Seattle. Lembrava um então emergente Red Hot Chilli Peppers, que estouraria um ano depois na cena mundial com seu multiplatinado Blood Sugar Sex Magic, mas não era bem esse o tipo de som.
Se é pra qualificar, coloco a banda no mesmo patamar de Rage Against The Machine. Pirei? Se sim, foi pouco. Surgiram mais ou menos na mesma época e trouxeram ao mundo sons absurdamente criativos e, sob certo ponto de vista, inéditos. Nossos ouvidos não estavam acostumados àquele tipo de som esquisito, com vocais sem timbres fortes, cozinhas de ritmos quentes e guitarras fazendo barulhos estranhos. Sob esses aspectos, ambos estão no mesmo patamar. Quem estava lá, confirma.
Se é pra qualificar, coloco a banda no mesmo patamar de Rage Against The Machine. Pirei? Se sim, foi pouco. Surgiram mais ou menos na mesma época e trouxeram ao mundo sons absurdamente criativos e, sob certo ponto de vista, inéditos. Nossos ouvidos não estavam acostumados àquele tipo de som esquisito, com vocais sem timbres fortes, cozinhas de ritmos quentes e guitarras fazendo barulhos estranhos. Sob esses aspectos, ambos estão no mesmo patamar. Quem estava lá, confirma.
A banda foi criada em 1985 pelo vocalista Perry Farrel, o baixista Eric Avery e o batera Matt Caikin. Vários guitarristas passaram pelo cast até que Dave Navarro foi recrutado para o posto. Caikin foi chutado em razão do seu vício com metanfetamina e Stephen Perkins assumiu as baquetas.

Depois do debut Nothing’s Shoking, que teve pouca repercussão fora dos EUA quando do seu lançamento, este Ritual De Lo Habitual jogou a banda em uma fogueira de vaidades chamada MTv com a força de um furacão cubano. Com execuções massivas do clip Been Caught Stealing, o disco vendeu platina dupla. A droga, que está presente até no nome da banda, então comeu solta e a situação entre os músicos ficou insustentável. Adivinhe o que veio a seguir? O fim.
A capa do disco é um tanto quanto estranha, assim como o som dos caras. Algo como uma pintura mexicana estilo “dia de los muertos”. Traz três figuras nuas e uma porrada de mensagens subliminares, de autoria do vocalista e compositor Perry Farrell.
As primeiras cinco músicas são uma mistura de hard rock com funk metal que fica difícil definir. Stop! e a já mencionada Been Caught Stealing mostram que existe um apuro técnico excelente nas execuções da banda. O vocal de Farrell nunca me agradou, mas a banda que o acompanha aqui é genial. A cozinha é perfeitamente sincronizada, e Navarro sabe como ninguém dosar violões com guitarras limpas e distorcidas sem que sejamos bombardeados com excesso de informação. E sola de maneira fantástica.
As primeiras cinco músicas são uma mistura de hard rock com funk metal que fica difícil definir. Stop! e a já mencionada Been Caught Stealing mostram que existe um apuro técnico excelente nas execuções da banda. O vocal de Farrell nunca me agradou, mas a banda que o acompanha aqui é genial. A cozinha é perfeitamente sincronizada, e Navarro sabe como ninguém dosar violões com guitarras limpas e distorcidas sem que sejamos bombardeados com excesso de informação. E sola de maneira fantástica.
Da faixa 6 ao final temos uma homenagem ao amigo pessoal de Farrel, Xiola Blue, que falecera em razão de uma overdose de heroína tempos antes do lançamento do disco. Não menos brilhante que a primeira metade, destaco a balada Classic Girl, que realmente destoa da quebradeira geral que é o disco. Three Days também entra nessa onda.
Mas, afinal, e a enquete?
Como eu sei que muita gente vai escrever dizendo que o som dos caras é uma merda, e outro tanto vai dizer que é fantástico, eu peço aos amigos passageiros que não se limitem a isso. Já que vai se dar ao trabalho de escrever, me diga o porque da sua opinião.
Eu demorei aproximadamente dez anos para entender esse disco. E mudei minha opinião. Hoje ele está, para mim, entre as maiores manifestações da música popular do século passado. Sem esquecer a regra acima, porque trouxe novos padrões aos ouvidos preguiçosos que ficam contentes e satisfeitos ouvindo variações medíocres da mesma coisa, sempre.
Eu demorei aproximadamente dez anos para entender esse disco. E mudei minha opinião. Hoje ele está, para mim, entre as maiores manifestações da música popular do século passado. Sem esquecer a regra acima, porque trouxe novos padrões aos ouvidos preguiçosos que ficam contentes e satisfeitos ouvindo variações medíocres da mesma coisa, sempre.
Era isso.
Track List
1. "Stop!"
2. "No One's Leaving"
3. "Ain't No Right"
4. "Obvious"
5. "Been Caught Stealing"
6. "Three Days"
7. "Then She Did..."
8. "Of Course"
9. "Classic Girl"
Perry Farrell (vocais)
Dave Navarro (guitarras)
Eric Avery (baixo)
Stephen Perkins (bateria)
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Por Zorreiro