
Eis aqui mais uma grande banda que não teve a atenção merecida devido a época em que surgiu. O Blue Murder pode ser facilmente rotulado como um super-grupo, com músicos consagrados, e que pratica um hard rock pesado e melódico, e que vai agradar em cheio aos fãs da fase de mais sucesso do Whitesnake. E esta semelhança tem um motivo válido, visto que a banda foi formada pelo guitarrista John Sykes, recém-saído do grupo de David Coverdale e aclamado pelo belo trabalho apresentado nos dois discos em que participou.
Aproveitando que a gravadora gostaria de ainda ter um contrato com ele, convidou Ray Gillen e Cozy Powell para participarem nos demos. Mas após a gravação desta demo e de uma com os vocais de Sykes, este foi encorajado a continuar nos vocais, sendo que a banda se complementou com o conhecido Carmine Appice nas baquetas e Tony Franklin no baixo, que ganhou fama com seu trabalho no The Firm.

Como já citado anteriormente, este play fará a festa daqueles que gostam dos trabalhos do Whitesnake em que Sykes participou, o que indica que teremos refrães grudentos e solos pra tudo quanto é lado, melodias pesadas e baladas cheias de emoção, daquelas que fazem até um ogro desmanchar o coração. "Riot" já inicia este registro com peso e muita melodia, e com Sykes mostrando que não decepcionaria nos vocais e com sua competência característica na guitarra, e uma cozinha precisa e pesada, que continuaria assim até o fim do disco.
"Sex Child" repete o peso da primeira música, com um baita solo e bons vocais de Sykes, o que confirma que foi uma boa escolha colocar Sykes para fazer os vocais do grupo. "Valley of the Kings" é bem soturna e arrastada, em que os teclados climáticos de Nik Green marcam presença e tornam a música um épico de quase oito minutos, com uma intensidade que chega a assustar. A espetacular "Jelly Roll" empolga inicialmente com seus violões bem tocados e uma letra inicialmente feliz celebrando o amor e que em seu final transforma em uma power ballad triste e chorosa, daquelas que fazem corações sangrando caírem no chão e com um clipe que foi bem executado na época.
"Blue Murder" é outra músicas em que eles descem o braço e não economizam no peso, e sem falar nos solos frenéticos que Sykes nos dá e o belo trabalho da cozinha, com as linhas de baixo precisas de Franklin e a bateria furiosa de Appice. A triste "Out Of Love" é uma baita power ballad e um dos grandes destaques do disco, em que mais uma vez Sykes nos presenteia com solos carregados de emoção e canta com gosto.
Em "Billy" as guitarras gritam com força e os riffs apresentados são bem legais. "Ptolemy" é outra música pesada e arrastada, recheada de solos rápidos, o que é uma especialidade de Sykes e vai fazer a festa dos que gostam de Heavy, pois essa é um pouco mais pesada que as anteriores e "Black-Hearted Woman" encerra os trabalhos com um hard rápido e frenético, e que finaliza o disco da melhor maneira possível. Essencial para quem gosta de hard melódico e cheio de peso, garantia de quase uma hora de pura diversão.
Em "Billy" as guitarras gritam com força e os riffs apresentados são bem legais. "Ptolemy" é outra música pesada e arrastada, recheada de solos rápidos, o que é uma especialidade de Sykes e vai fazer a festa dos que gostam de Heavy, pois essa é um pouco mais pesada que as anteriores e "Black-Hearted Woman" encerra os trabalhos com um hard rápido e frenético, e que finaliza o disco da melhor maneira possível. Essencial para quem gosta de hard melódico e cheio de peso, garantia de quase uma hora de pura diversão.
1.Riot
2.Sex Child
3.Valley of the Kings
4.Jelly Roll
5.Blue Murder
6.Out of Love
7.Billy
8.Ptolemy
9.Black-Hearted Woman
John Sykes - Vocais, Guitarras
Tony Franklin - Baixo, Backing Vocals
Carmine Appice - Bateria, Backing Vocals
LINK NOS COMENTÁRIOS
LINK ON THE COMMENTS

By Weschap Coverdale