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terça-feira, 31 de maio de 2011

Iron Maiden Tribute: Numbers From The Beast [2000]


O bem relacionado (apesar de Graham Bonnet pensar o contrário) Bob Kulick homenageou diversos artistas com seus tributos. Lógico que a Donzela de Ferro não poderia ficar de fora. Eis que surge Numbers From The Beast, álbum que reúne uma verdadeira constelação interpretando clássicos de Steve Harris e seus comparsas. Chega a ser curioso conferir alguns artistas totalmetificados com a cena Hard Rock norte-americana mandando ver em sons de uma das bandas mais identificados com o Reino Unido e seu estilo metálico. Por isso, fica evidente a diferença na pegada de algumas faixas, o que não significa que tenha ficado ruim, muito pelo contrário.

Obviamente, como em todos exemplares do gênero, existem as boas e más execuções. No primeiro time, temos a abertura com “Run To The Hills”, com Michael Schenker impondo sua característica como guitarrista, enquanto seu eterno parceiro Robin McAuley faz o serviço do seu jeito. Paul Di’Anno não perde chance de cantar Iron Maiden nem que seja para fazer uma auto-homenagem. Mas a verdade é que poucos conseguiriam interpretar “Wrathchild” com a mesma garra, mesmo apótanto tempo. Apoiado por uma banda de feras como Alex Skolnick, ao invés dos pistoleiros de aluguel de sempre, a coisa fica ainda melhor.



Por mais estranho que seja ouvir Lemmy cantando “The Trooper”, não dá para negar que chega a soar divertido. Mas quem se destaca de verdade nos vocais é o sempre eficiente Jeff Scott Soto, alcançando aquelas notas impossíveis e fazendo a gente deixar um pouco de lado a bizarrice que Nuno Bettencourt tenta fazer com os fraseados originais. Passível de uma surra de cinta em praça pública, para dizer o mínimo. Outro que honra a interpretação é Joe Lynn Turner em “2 Minutes To Midnight”, com um inspirado Richie Kotzen mostrando que passa por qualquer vertente do Rock com a categoria que já é conhecida.

Outro que se sai muito bem é Doug Aldrich, respeitando as partes de guitarra de “Flight Of Icarus” como elas merecem. Aliás, temos nessa faixa praticamente um Dio, sendo que até o vocalista faz parte da “família”, assumindo atualmente o microfone no Dio Disciples. Um destaque curioso vai para a faixa que encerra o play, “The Wickerman”, mostrando que o pessoal não se limitou apenas à fase de maior reconhecimento da banda. Um prato cheio para quem gosta desse tipo de trabalho, mesmo com as variações que já são de praxe. Mas uma bela homenagem a uma das maiores bandas de todos os tempos.



01. Run To The Hills
Robin McAuley (vocals)
Michael Schenker (guitars)
Pete Fletcher (guitars)
Tony Franklin (bass)
Brian Tichy (drums)

02. Wasted Years
Dee Snider (vocals)
George Lynch (guitars)
Bob Kulick (guitars)
Jeff Pilson (bass)
Jason Bonham (drums)

03. Wrathchild
Paul Di’Anno (vocals)
Alex Skolnick (guitars)
Chris Traynor (guitars)
Frank Bello (bass)
John Tempesta (drums)

04. Flight Of Icarus
Tim Ripper Owens (vocals)
Doug Aldrich (guitars)
Jimmy Bain (bass)
Simon Wright (drums)

05. Fear Of The Dark
Chuck Billy (vocals)
Craig Goldy (guitars)
Rickie Phillips (bass)
Mikkey Dee (drums)

06. The Trooper
Lemmy Kilmister (vocals)
Phil Campbell (guitars)
Rocky George (guitars)
Chuck Wright (bass)
Chris Slade (drums)

07. Aces High
Jeff Scott Soto (vocals)
Nuno Bettencourt (guitars)
Billy Sheehan (bass)
Vinny Appice (drums)

08. 2 Minutes To Midnight
Joe Lynn Turner (vocals)
Richie Kotzen (guitars)
Bob Kulick (guitars)
Tony Franklin (bass)
Chris Slade (drums)

09. Can I Play With Madness?
Mark Slaughter (vocals)
Bruce Kulick (guitars)
Marco Mendoza (bass)
Aynsley Dunbar (drums)

10. The Evil That Men Do
Chris Jericho (vocals)
Paul Gilbert (guitars)
Bob Kulick (guitars)
Mike Inez (bass)
Brent Fitz (drums)

11. The Wickerman
John Bush (vocals)
Scott Ian (guitars)
Jeff Duncan (guitars)
Blasko (bass)
Ben Graves (drums)
Jason Miller (backing vocals)

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JAY

terça-feira, 24 de maio de 2011

Iron Maiden – The Number Of The Beast [1982]




Woe to you, Oh Earth and Sea, for the Devil sends the beast with wrath, because he knows the time is short...
Let him who hath understanding reckon the number of the beast
for it is a human number, its number is Six hundred and
sixty six.



Nunca um texto lido constituiu a introdução de uma música com tamanho impacto.

Nunca a estreia de um vocalista em uma banda de metal teve a força de um furacão como foi a de Bruce Dickinson no Iron Maiden.

Com base em uma citação do Apocalipse 13:18 (Revelations, para o Inglês) e em concepções da numerologia que geraram os estudos contemporâneos da magika disseminada por Aleyster Crowley, Steve Harris e Cia. precisavam chegar destruindo tudo com a nova formação. Paul Di’Anno tinha seu fã clube, mas sua presença na banda havia se tornado insustentável em razão de vários motivos: de drogas a problemas com a sua voz que não durava até o final dos shows.

Bruce era absolutamente melhor, mas fugia do estilo que levou a primeira demo do Iron ao topo das rádios inglesas. O som original era cru e agressivo, o que não combinava com a nova sirene (Air Raid era o apelido de Bruce) contratada. Era o terceiro álbum de estúdio e a terceira formação diferente. A banda precisava se estabelecer. E precisava mostrar ao público que a formação era melhor que a anterior.




The Number Of The Beast chegou simplesmente viciando todos os adeptos do metal, e não apenas aqueles fãs da NWOBHM. A capa chocou até mesmo os acostumados com os pôsters e capas do Iron. A banda tinha um mascote capaz de matar o próprio diabo e fazê-lo de marionete. Derek Riggs teve aqui o seu momento acima do estado de arte. A mensagem oculta é um soco na cara (diferente das milhões de mensagens subliminares das capas dos álbuns seguintes).

Invaders abre o play com Bruce mostrando seus agudos dilacerantes e Steve Harris fazendo seus malabarismos. As guitarras de Adrian Smith e Dave Murray, agora no segundo álbum consecutivo, mostram-se afiadas como nunca havia se visto antes. A seguir, Children of the Damned cria a falsa sensação de que estamos diante de uma balada. Quase, pois trata-se de um crescendo, que culmina com maravilhosas guitarras dobradas em solos e Bruce fazendo um OOooooo uooooo que seria a sua marca registrada nas espetaculares apresentações ao vivo.

The Prisoner e 22 Acacia Avenue lembram, ambas, a fase Killers. Se não fosse pelos vocais, eu poderia dizer que saíram de lá. A partir daí é só pedrada.

The Number of The Beast traz aquela introdução citada na postagem e um riff de guitarra matador, que culmina com um grito que até hoje nenhum outro vocalista conseguiu imitar. Run to the Hills mostra que o Iron tinha, aqui, sua melhor formação. Com todo respeito aos que não concordam, essa é a música que representa o Iron Maiden para mim, e seu destaque fica para Clive Burr, um dos melhores bateristas da história do rock. Nicko é bom, mas quem já o viu ao vivo sabe que ele não consegue segurar Run to the Hills. Clássico com uma introdução quase disco music.



Hallowed be Thy Name tem uma letra marcante. O condenado à forca em sua última noite na prisão. O padre vem lhe tomar a confissão. Parece que Steve Harris estava confessando algo para seu público. Guitarras mais uma vez matadoras e uma bateria que se enquadra com perfeição no que se espera de um clássico.

A versão que vos trago é a remasterizada, de 1998, com a faixa Total Eclipse acrescentada ao track list.

Obviamente você já conhece esse disco. Mas eu não pude deixar de resenhá-lo, afinal, lembro quando eu estava no colégio, no intervalo, e tinha apenas 7 anos. Vi um cara mais velho (de 9 anos) com o disco debaixo do braço (esse tipo de exibicionismo costumava funcionar naqueles longínquos anos 80). E não parei enquanto não conseguisse ouvir aquilo.

Sr. Harris, abençoado seja o seu nome.

Track List

1. "Invaders"
2. "Children of the Damned"
3. "The Prisoner"
4. "22 Acacia Avenue"
5. "The Number of the Beast"
6. "Run to the Hills"
7. "Gangland"
8. "Total Eclipse"
9. "Hallowed Be Thy Name"


Steve Harris (baixo)
Clive Burr (bacteria)
Bruce Dickinson (vocais)
Adrian Smith (guitarras)
Dave Murray (guitarras)

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Por Zorreiro

domingo, 22 de maio de 2011

Iron Maiden - Seventh Son Of A Seventh Son [1988]


Do período mais curioso do Iron Maiden (entre a metade da década de 1980 e os primeiros anos da década de 1990), com certeza o álbum mais curioso é o dessa postagem. E foi a partir dele que a casa começou a cair e os relacionamentos entre os integrantes começaram a se desgastar um pouco.

Não é à toa que "Seventh Son Of A Seventh Son", o sétimo da discografia do grupo, foi o último a contar com o guitarrista Adrian Smith até a reunião, em 2000. Ironicamente, Smith saiu principalmente por conta de diferenças musicais. Estava insatisfeito com o direcionamento musical que o Iron Maiden estava tomando desde o antecessor "Somewhere In Time".

Essa mudança sonora ainda gera algumas controvérsias entre os fãs, pois o motivo, apesar de ser desconhecido, tende para a comercialização das composições. A participação de teclados e sintetizadores nas músicas, tocados pelo ótimo Michael Kenney, se tornou constante, apesar de ser menor nesse disco em relação ao anterior. Consequentemente algumas faixas ficaram mais acessíveis. Os singles definitivamente estavam com cara de singles - vide Can I Play With Madness? -, pois os caras investiram muito bem nos refrães, e essa não era uma característica muito notável nos primeiros álbuns da donzela.



Mas nada disso tira o mérito de "Seventh Son Of A Seventh Son", que é um disco inspiradíssimo e mais honrável que os mais recentes, por ter o intuito de renovação. A essência do Maiden estava lá: guitarras cruzadas e endiabradas, baixo estalado e cavalgado ao estilo Steve Harris, bateria precisa e sem firulas desnecessárias, linhas vocais que só Bruce Dickinson sabe fazer e composições líricas inteligentíssimas que construíram um conceito por acaso, baseado na história fictícia do sétimo filho de um sétimo filho, detentor de poderes sobrenaturais que podem ser utilizados para o bem ou o mal.

Trata-se de um álbum sensacional que deve ser apreciado de forma devida, principalmente evitando comparações, para ser realmente compreendido. Entre os destaques, estão a sensacional abertura Moonchild, a já citada Can I Play With Madness? e a cativante The Clairvoyant, esta um verdadeiro "clássico póstumo".



01. Moonchild
02. Infinite Dreams
03. Can I Play With Madness?
04. The Evil That Men Do
05. Seventh Son Of A Seventh Son
06. The Prophecy
07. The Clairvoyant
08. Only The Good Die Young

Bruce Dickinson - vocal
Adrian Smith - guitarra, backing vocals
Dave Murray - guitarra
Steve Harris - baixo, backing vocals
Nicko McBrain - bateria
Michael Kenney - teclados

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by Silver

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Iron Maiden - A Real Live One/A Real Dead One [1993]


A seqüência de discos a seguir foi gravada entre os anos de 1992 e 1993, na turnê do clássico "Fear Of The Dark" que também foi anunciada como a turnê de despedida do vocalista Bruce Dickinson. E a patifaria é tão grande que cada disco merece um texto separado!

A Real Live One [1993]

Gravado em 9 shows diferentes no continente europeu e lançado em março de 1993, "A Real Live One" foi o primeiro dos "A Real One" a ser lançado. Para quem analisar o álbum separadamente, é inevitável achar que o repertório escolhido é estranho de primeira vista, mas a proposta deste foi compilar canções tocadas ao vivo que tivessem sido lançadas de 1986 para frente (ou seja, de "Somewhere In Time" em diante).

E a escolha do set-list foi excelente. Músicas que já nasceram clássicas aparecem por aqui, como "Can I Play With Madness?", "Be Quick Or Be Dead", "The Evil That Men Do" e "Fear Of The Dark", que teve essa versão lançada como single.

A banda dispensa apresentações, se mostra competente como sempre: Bruce Dickinson prova (pra variar) porque até hoje permanece como influência para os novos vocalistas do Heavy Metal, a dupla de guitarristas Dave Murray e Janick Gers quebrando tudo, o grande Steve Harris destruindo nas 4 cordas e Nicko McBrain moendo seu kit, além do excelente Michael Kenney assumindo os teclados ao fundo do palco.

"A Real Live One", além de ter sido muito bem recebido pelo público fiel do Iron Maiden, atingiu o 3° lugar nas paradas da terra natal da donzela e a 11ª colocação nas paradas australianas. Tem o selo Maiden de qualidade, então não deixe de conferir!



01. Be Quick Or Be Dead
02. From Here To Eternity
03. Can I Play With Madness?
04. Wasting Love
05. Tailgunner
06. The Evil That Men Do
07. Afraid To Shoot Strangers
08. Bring Your Daughter... To the Slaughter
09. Heaven Can Wait
10. The Clairvoyant
11. Fear Of The Dark

Bruce Dickinson - vocal
Dave Murray - guitarra
Janick Gers - guitarra
Steve Harris - baixo
Nicko McBrain - bateria

Músico adicional:
Michael Kenney - teclados


A Real Dead One [1993]

Gravado em 8 shows diferentes também no continente europeu e lançado em outubro de 1993 (Dickinson já havia saído da banda), "A Real Dead One" segue a mesma proposta do anterior, porém com músicas lançadas desde o primeiro trabalho, auto-intitulado, até "Powerslave", de 1984.

Novamente um ótimo repertório escolhido pela trupe: apenas clássicos dignos, e houve uma abordagem ao período com Paul Di'Anno como vocalista, resultando em um set-list diversificado e muito bom. Afinal, não dá pra reclamar de um disco ao vivo que traz "The Number Of The Beast", "Hallowed Be Thy Name", "Sanctuary", "2 Minutes To Midnight", "The Trooper" e outras.

A banda demonstra muita competência e o destaque fica para Janick Gers, pois aqui ele não toca nenhuma música de sua época no Iron Maiden e mesmo assim se sai bem, reproduzindo as linhas do grande Adrian Smith (com exceção dos solos, risos), além de sempre dar um show a parte de presença de palco. Não foi à toa que Smith fez questão que Gers permanecesse na banda quando a formação clássica se reuniu.

"A Real Dead One", como de praxe, também foi muito bem recebido pelos fãs e pela crítica. O single de "Halloweed Be Thy Name" foi lançado e o disco conseguiu 12° lugar nas paradas inglesas e 16° nas japonesas. Confira!



01. The Number Of The Beast
02. The Trooper
03. Prowler
04. Transylvania
05. Remember Tomorrow
06. Where Eagles Dare
07. Sanctuary
08. Running Free
09. Run To The Hills
10. 2 Minutes To Midnight
11. Iron Maiden
12. Hallowed Be Thy Name

Bruce Dickinson - vocal
Dave Murray - guitarra
Janick Gers - guitarra
Steve Harris - baixo
Nicko McBrain - bateria

Músico adicional:
Michael Kenney - teclados

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by Silver

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Iron Maiden - Somewhere In Time [1986]


O lançamento do clássico "Powerslave", formador de caráter de inúmeros fãs de metal, foi sucedido por um período certamente experimental na carreira do Iron Maiden. Em pleno auge comercial, o grupo decidiu desbravar novos horizontes através de suas composições, e o primeiro a fazer isso de fato foi o álbum dessa postagem.

Lançado em setembro de 1986 e mais uma vez sob a tutela do competente Martin Birch, "Somewhere In Time" traz um Maiden até certo ponto repaginado, com uma cara mais "anos 80" no que diz respeito a sonoridade: a presença de guitarras sintetizadas e uma produção levemente pasteurizada torna o registro atrativo para uns, descartável para outros.

Até certo ponto, foi o primeiro trabalho do conjunto a dividir opiniões entre os fãs, já que os cinco anteriores eram clássicos incontestáveis do gênero. Ao ver de quem vos escreve, a opção caiu como uma luva para a temática abordada no álbum, tendo em vista que não era conceitual mas retratava temas futuristas - como se pode perceber pela (excelente e muito bem trabalhada) capa e pelo título, que traduzido para o português significa "em algum lugar no tempo".



Como qualquer outro disco do Iron, o perfeccionismo toma conta das canções. Tudo parece ter sido metrificado e calculado com destreza. Nada parece ter sido inserido por acaso e isso reflete o comprometimento que a trupe sempre teve em dar o melhor de si em cada nova empreitada, mas principalmente aqui. Isso é comprovado ao analisar cada instrumento: o vocal de Bruce Dickinson se mostra poderoso como de praxe, as linhas de baixo de Steve Harris estão mais criativas do que nunca, o trabalho de Nicko McBrain com as baquetas é ótimo e as guitarras gêmeas de Dave Murray e Adrian Smith demonstram precisão cirúrgica e entrosamento jamais visto anteriormente no metal.

Além disso, a importância de Smith foi devidamente provada por aqui, pois compôs o álbum todo com Harris, fazendo com que todas as composições de Dickinson fossem rejeitadas, a respeito da temática. Inclusive, Smith foi o responsável por conceber as principais faixas: "Sea Of Madness" e os singles "Stranger In A Strange Land" e "Wasted Years", que chegaram às posições de número 22 e 18, respectivamente, nas paradas britânicas. As vendas gerais do álbum, diga-se de passagem, não desapontaram: disco de platina nos Estados Unidos e ouro tanto no Reino Unido quanto na Alemanha não é de se ficar triste, bem como uma turnê de circulação mundial.

Tamanha a perfeição de "Somewhere In Time", é impossível fazer destaques particulares. As canções se completam e formam, de longe, uma das obras mais inspiradas do metal. Goste ou não de Iron Maiden, trata-se de um fato incontestável.



01. Caught Somewhere In Time
02. Wasted Years
03. Sea Of Madness
04. Heaven Can Wait
05. The Loneliness Of The Long Distance Runner
06. Stranger In A Strange Land
07. Deja-Vu
08. Alexander The Great

Bruce Dickinson - vocal
Dave Murray - guitarra, guitarra sintetizada
Adrian Smith - guitarra, guitarra sintetizada, backing vocals
Steve Harris - baixo, baixo sintetizado, backing vocals
Nicko McBrain - bateria, percussão

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by Silver

Adrian Smith ou Joe Elliot (Def Leppard)?

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Iron Maiden - Raising Hell [1993]


Aproveitando que a Donzela de Ferro anunciou sua nova turnê essa semana, incluindo datas em seis cidades brasileiras – número recorde entre todas as suas passagens pelo país, como deixamos claro na Van do Halen, que acompanhou a divulgação em cima do lance – vamos trazer um dos momentos mais marcantes e tensos da história da banda. EDIT: Informação exclusiva da Van - sétima data anunciada!

Filmado no Pinewood Studios, em Londres, Raising Hell foi o ultimo show do Iron Maiden com Bruce Dickinson nos vocais até o seu retorno, seis anos mais tarde. A apresentação foi transmitida ao vivo em sistema pay-per-view para toda a América do Norte. Mais tarde, foi comprada pela britânica BBC e exibida de maneira editada em vários países, inclusive o Brasil, que assistiu na Rede Bandeirantes – que mostrou vários shows bacanas na primeira metade da década de 1990. Contando com a participação especial do ilusionista especializado em números de terror, Simon Drake, o concerto envolveu uma superprodução desenvolvida especialmente para a ocasião.


Entre os truques realizados por Drake com seus assistentes, estava Dave Murray tendo suas mãos decepadas e Bruce sendo assassinado no final do show – algo que os outros membros da banda gostariam de fazer de verdade naquele momento. Apesar de serem bem interessantes do ponto de vista dramático, as atrações do ilusionista acabavam quebrando demais o ritmo do concerto, tornando tudo um tanto quanto cansativo. É legal assistir uma, duas, quiçá três vezes. Mas depois vai ficando chato de rever – a não ser que você seja um fanático por esse tipo de truque. Portanto, aqui vai um arquivo de áudio apenas com o que realmente interessa, ou seja, as músicas executadas pelo quinteto.

De cara, podemos notar que uma acusação feita por Steve Harris à época era pra lá de verdadeira. Dickinson não estava se esforçando tanto quanto o resto do grupo, o que fica claro em algumas linhas vocais pra lá de desleixadas. Menos de um ano mais tarde ele estava soltando a garganta em sua carreira-solo como nos velhos tempos. Da mesma forma, ouvir Janick Gers reproduzindo alguns solos de Adrian Smith pode fazer com que os mais conservadores tenham vontade de largar de mão. Mas são pormenores para quem realmente tem a curiosidade de ouvir uma das maiores bandas da história em um momento que seria divisor de águas, encerrando sua fase mais gloriosa.



Destaques para a sempre espantosa “The Evil That Men Do” (com Simon Drake introduzindo) e “The Clairvoyant”, fazendo a dobradinha de Seventh Son logo de cara. “From Here to Eternity” teve sua parte pós-primeiro refrão até solo tocada apenas com Janick na guitarra, enquanto Dave era ‘mutilado’. A trinca que fecha o show, com “Sanctuary”, “Run to the Hills” e “Iron Maiden” deixa a platéia em êxtase. Nessa, o vocalista se despede de maneira diferente do usual, acrescentando um ‘from myself, Bruce Dickinson’ à tradicional saudação de encerramento. Na seqüência, foi morto – de brincadeirinha, é claro.

Bruce Dickinson (vocals)
Dave Murray (guitars)
Janick Gers (guitars)
Steve Harris (bass)
Nicko McBrain (drums)

01. Be Quick or Be Dead
02. The Trooper
03. The Evil That Men Do
04. The Clairvoyant
05. Hallowed Be Thy Name
06. Wrathchild
07. Transylvania
08. From Here to Eternity
09. Fear of the Dark
10. The Number of the Beast
11. Bring Your Daughter... to the Slaughter
12. 2 Minutes to Midnight
13. Afraid to Shoot Strangers
14. Heaven Can Wait
15. Sanctuary
16. Run to the Hills
17. Iron Maiden

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JAY

sábado, 9 de outubro de 2010

Iron Maiden - Brave New World [2000]


Para quem passa por aqui diariamente e nem presta muita atenção no que escrevemos, pode parecer algo fútil, vazio. Mas confesso que ao pegar um disco que fez parte da minha vida, imediatamente as memórias surgem. Então não teve como não lembrar do ano 2000, último no segundo grau, muita farra com a parceria, indo pra aula direto do bar depois de passar a madrugada jogando sinuca e tomando cerveja – já levávamos as pastas porque sabíamos que dali era pro colégio sem pit-stop. Loucura, é verdade. Mas nos divertimos demais e, o principal, as amizades permanecem até hoje. Não tem coisa melhor que reencontrar a galera e dar umas boas risadas dessa época.

E algo que monopolizava as atenções da turma era a expectativa pelo primeiro álbum de inéditas do Iron Maiden após o retorno de Bruce Dickinson e Adrian Smith. Foram dias e mais dias de passadas na loja para ver se já tinha chegado. Mesmo antes da data oficial do lançamento. Ué, vai que acontecia um milagre e o disco aterrisava lá (risos)? Tínhamos que ser os primeiros a conferir. A insistência foi tanta que um dia acabei chegando no exato momento em que ele chegava. Só deu tempo de correr pra casa, pegar a grana e telefonar para meu melhor amigo, avisando. Quando voltei, ele já estava lá. Ansiedade extrema dá nisso.


“The Wicker Man” já era conhecida de todos à época. Seu clipe foi exibido semanas antes e só serviu para deixar os fãs ainda mais malucos. É a típica música de abertura de um álbum da Donzela, com um riff que vem diretamente de “Running Wild”, do Judas Priest, mas tudo bem. Uma intro marcante e que todo mundo já tentou tocar na guitarra dá início a “Ghost of the Navigator”, que dava a certeza a todos que o velho Maiden estava de volta – mal sabíamos o que o futuro nos reservava... A faixa-título mantém o nível lá em cima, com aquela pegada característica da banda, especialmente no refrão. O momento mais emocionante surge em “Blood Brothers”, composta por Steve Harris em homenagem a seu falecido pai. Uma letra verdadeiramente saída do fundo da alma de quem lamenta esse tipo de situação.

O Heavy Metal direto, com guitarras em ebulição, retoma a linha de frente em “The Mercenary”. Mas logo a climática “Dream of Mirrors” transporta o ouvinte para uma espécie de mundo paralelo. Talvez a melhor tentativa do Maiden nos últimos anos em fazer uma música longa sem soar pedante. “The Fallen Angel” é um presente aos fãs de um som com melodia, peso e refrão marcante. Poderia estar até mesmo em um dos últimos álbuns solo de Bruce Dickinson. A aproximação com a veia mais progressiva reaparece em “The Nomad”, com seu clima de batalha sangrenta com Eddie nas areias do deserto. A experiência é tão maluca (no bom sentido) que do nada, você já se encontra no espaço sideral em “Out of the Silent Planet”.

Para encerrar a viagem, vocais dobrados em “The Thin Line Between Love & Hate”, que passou um pouco despercebida por muitos, mas, em minha opinião, conta com a melhor e mais reflexiva letra de todo o play. E a cada dia posso notar com mais precisão que realmente há uma fina linha entre o amor e o ódio. Basta pender para um lado ou outro que as coisas mudam de perspectiva de forma assustadora. Quem você amava, lhe deixa tão puto da vida que passar a odiá-lo é a saída. E quem você via com restrições e mantinha distância, se torna seu melhor amigo. Dave Murray não compõe tanto quanto Harris, Smith ou Dickinson, mas surge com inspirações divinas como essa, de vez em quando.


O sucesso era esperado, mas Brave New World ainda conseguiu fazer com que toda uma nova geração demonstrasse interesse pelo trabalho do Iron Maiden, que resgatou o trono de maior banda de Heavy Metal do mundo. A turnê, com Queensrÿche e Halford como atrações de abertura, foi um enorme sucesso. O clímax aconteceu no Brasil, quando se apresentaram para 150 mil pessoas (por questões de segurança – leia-se preconceito – a organização limitou o número de entradas para que “os malvados metaleiros não se matassem”) na terceira edição do Rock In Rio. Um CD e DVD foram lançados para celebrar o acontecimento histórico. E também para mostrar que Kevin Shirley e Steve Harris conseguem avacalhar algo legal como poucos.

Mas é isso, desculpem se me alonguei – e acredito que muitos nem chegaram até aqui. É que ao colocar esse disco para tocar, pensei em muita coisa que não necessariamente tem a ver com o conteúdo, mas para as quais ele serviu de trilha sonora. Bons tempos que sempre vale a pena lembrar.

Bruce Dickinson (vocals)
Steve Harris (bass)
Dave Murray (guitars)
Adrian Smith (guitars)
Janick Gers (guitars)
Nicko McBrain (drums)

01. The Wickerman
02. Ghost of the Navigator
03. Brave New World
04. Blood Brothers
05. The Mercenary
06. Dream of Mirrors
07. Fallen Angel
08. The Nomad
09. Out of Silent Planet
10. The Thin Line Between Love & Hate

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JAY

sábado, 14 de agosto de 2010

Iron Maiden - Edward the Great [2002]

Iron. Quando pequeno, quem aqui não curtiu e matava e morria por? É normal na puberdade e até pós-puberdade ficarmos encucados com uma banda que temos como divina. Esse era o Iron pra mim. Contudo, a gente vai conhecendo o mundo e todos os meandros da música e vê que este grupo ainda o é.

Fico achando engraçado quem critica a postura do Maiden. ("Eles estão chatos!") E também gargalho quando vejo um fã esquizofrênico. ("Maiden! Maiden! 666!!!") Então prefiro ficar no meio termo. Não, não quero ser o crítico musical que come pelas beiradas. Não fujo da responsabilidade.

Mas, pra entender essa banda, há a necessidade de se viver a aura dela; sentir a música em cada acorde e letra. Eu sou de uma geração - tenho somente 20 anos - dos que pegaram o Maiden voltando "às origens". Bruce Dickinson retornou em 1999 e já foi emplacando o ótimo "Brave New World" no ano seguinte. Depois disso, veio o Rock in Rio III.

Parecia que o novo milênio era um novo começo para uma banda renovada. Tudo novo; até a formação, com três exímios guitarristas. O Iron virou febre novamente. No entanto, o que viria a seguir seria uma banda calcada no metal progressivo - o que causou/causa muita, mas muita estranheza para os fãs das diretas "The trooper", "Can I play with madness", Aces high" e "Run to the hills".

É saudável frisar que a 'mudança' da banda não é de agora. No álbum "Fear of the dark" (1992), é evidente o flerte com o hard rock - só para dar um exemplo. Às vezes ouço: "O Iron tem medo de arriscar". Como assim?! Ele praticamente tá batendo de frente com o desejo de inúmeros fãs sem-noção que querem outras thenumberofthebeasts. Um radialista americano, após ouvir o novo CD do sexteto, disse: "Eles não sabem mais fazer hits".

É bem verdade que uma banda precisa disso pra se tornar pop. Prova disso foi a turnê última que a banda fez aqui no Brasil, só com canções antigas - claramente para o agrado dos fãs. E que necessidade é essa de fazer hit? Ao pensarmos assim, estamos querendo músicas que vendam e não que sejam músicas. Por isso que aprecio o circuito underground. Fazem a música pela música, em troca de algumas boas cervejas geladas nos fins de show.

Para não parecer mais chato, que quero dizer é: o Maiden não errou, por mais que eu ouça as pessoas dizendo que sim. A exemplo deles, temos os Rolling Stones, com mais de 45 anos na ativa, e não lançam hits desde... desde, sei lá, a década de 1990. E essa é a graça. Eles já são o hit! Ver os Stones no palco é um prazer incomensurável, bem como o Maiden.

E para rememorar todos os anos de críticas de jornalistas empenhados em difamar (ou não) a carreira da banda, aqui vai um dos greatest hits dos ingleses. "Edward the Great" foi lançado em 5 de novembro de 2002, pela gravadora EMI. Em seus 74 minutos, mostra todo o poder e a precisão de uma das bandas mais importantes do rock. E reúne os sucessos não muito comuns em coletâneas "Flight of Icarus", "Holy smoke", "Infinite dreams" e "Futureal".

Pra quem não está inteirado, a turnê mais nova do Iron Maiden começou dia 9 de junho e denomina-se "The Final Frontier World Tour". Os integrantes da banda, na verdade, dizem que esta não é a última empreitada deles - pelo menos trabalhando juntos. O lançamento do novo trabalho, que dá nome à turnê, está previsto pra dia 16 desse mês.

PS - Uma coisa é certa: eu não serei um adulto normal sem ir pra um show deles. Ponto.


1. Run to the hills
2. The number of the beast
3. Flight of Icarus
4. The trooper
5. 2 Minutes to midnight
6. Wasted years
7. Can I play with Madness
8. The evil that men do
9. The clairvoyant
10. Infinite dreams
11. Holy smoke
12. Bring your daughter... to the slaughter
13. Man on the Edge
14. Futureal
15. The Wicker Man
16. Fear of the Dark (live at Rock in Rio)

Bruce Dickinson -vocais
Steve Harris - baixo
Dave Murray - guitarra
Adrian Smith - guitarra
Janick Gers - guitarra
Nicko McBrain - bateira

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Por Breno Airan Meiden


terça-feira, 29 de junho de 2010

Iron Maiden - Powerslave [1984]


Há quem diga que, juntamente de "The Number Of The Beast" e "Piece Of Me", "Powerslave" constitui a trinca dos álbuns de ouro do Iron Maiden. Por um lado é verdade, pois o trio é clássico. Por outro, não se deve ignorar outras pedradas que o grupo lançou nos anos 1980. Mas vamos ao que interessa.

Em 1984, muitos grupos estavam se consolidando cada vez mais no mundo do som pesado e o movimento da MPB (Música Pesada Britânica) estava em alta principalmente nos Estados Unidos. E a trupe de Steve Harris liderava os "emergentes". A expectativa aumentava a cada lançamento e os fãs não se decepcionavam.

Lançado em 3 de setembro de 1984, "Powerslave" definitivamente é um hors concours na escola do Heavy Metal. O quinteto conseguiu superar tudo o que já havia feito por aqui e impressionam desde o primeiro ao último minuto de duração do play. A inspiração transborda em todos os quesitos: riffs, solos, melodias, linhas de baixo, bateria, vocalizações e principalmente as letras, que contam com uma temática mais épica, que abordam guerras, batalhas, histórias de faraós e tudo o mais.

A abertura já se dá com a pedrada "Aces High", clássico indiscutível da carreira do Maiden, com guitarras poderosas, cozinha rápida e um show à parte do vocalista Bruce Dickinson. "Two Minutes To Midnight", repleta de ótimos riffs e com um refrão que levanta até defunto, mantém o nível com classe e constitui um dos maiores sucessos particulares da donzela, chegando ao 11° lugar das paradas inglesas.


Em seguida tem-se a instrumental "Losfer Words (Big ’Orra)", com um clima caracteristicamente egípcio e instrumentos acasalados perfeitamente e três injustiçadas que mereciam ser tocadas ao vivo: a ótima "Flash Of The Blade", onde Adrian Smith e Dave Murray mostram bastante eficiência nas seis cordas e Dickinson bota o pulmão pra funcionar nos refrães, a pesada "The Duellists", que apresenta um Nicko McBrain bastante habilidoso e criativo e "Back In The Village", pedrada que contém ligação direta com "The Prisoner" (do álbum "The Number Of The Beast").

O play vai chegando ao fim e, apesar de ter apenas oito faixas, a duração das canções aumenta no fim. A faixa-título, clássico incontestável de 7 minutos composto por Bruce, inicia-se com uma incrível introdução de baixo de Steve Harris, que logo é tomada pelo peso das guitarras gêmeas de Murray e Smith e da bateria categória de McBrain. Os vocais levemente sombrios de Dickinson dão o ar que pedia a letra, que fala sobre um faraó que passa a se sentir um deus após a morte de seu pai mas ao mesmo tempo é refém do próprio poder.

A épica "The Rime Of The Ancient Marineer", incontestavelmente uma das prediletas dos fãs, mesmo com seus mais de 13 minutos de duração, cativa qualquer fã de Heavy Metal. A canção conta com inúmeras variações rítmicas, instrumental rebuscado, composição lírica invejável e mais um show à parte de Bruce. Um petardo, garantidamente será apreciado até mesmo por quem não gosta de música progressiva.

Era inevitável ter-se uma boa repercussão: se os caras já estavam em alta antes, com um disco como esses seria impossível não fazer sucesso. Nas paradas gerais, "Powerslave" chegou ao 2° lugar no Reino Unido, à 21ª posição na terra do Tio Sam e atingiu o top 20 em outros quatro países. Os singles de "Aces High" e "Two Minutes To Midnight" colaboraram para que as vendas alavancassem e hoje o álbum já conquistou disco de ouro na Alemanha e no Reino Unido, disco de platina nos Estados Unidos e platina dupla no Canadá.

Além disso, o Maiden embarcou para a World Slavery Tour, ficando na estrada por mais de um ano e registrando alguns concertos no "Live After Death", um dos lives mais bem-sucedidos da história do metal.

No mais, o termo "clássico" é pouco para esse discão. Vale conferir e ouvir no último volume.

01. Aces High
02. 2 Minutes To Midnight
03. Losfer Words (Big ’Orra)
04. Flash Of The Blade
05. The Duellists
06. Back In The Village
07. Powerslave
08. Rime Of The Ancient Mariner

Bruce Dickinson - vocal
Dave Murray - guitarra
Adrian Smith - guitarra, backing vocals
Steve Harris - baixo, backing vocals
Nicko McBrain - bateria

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by Silver

domingo, 18 de abril de 2010

Iron Maiden - Beast Over Hammersmith [1982]


Apesar de ter sido lançado como parte do box set "Eddie's Archive" vinte anos após o acontecimento do concerto aqui presente, "Beast Over Hammersmith" já era figurinha carimbada para os bootleggers e colecionadores de artigos do Iron Maiden. Mas isso não deixou de ser uma ótima notícia para os fãs da banda pois era complicado arrumar registros não-oficiais naqueles tempos.

"Beast Over Hammersmith" aconteceu em 20 de março de 1982 no Hammersmith Odeon e se deu ainda no começo da histórica turnê Beast On The Road, em suporte para o clássico álbum "The Number Of The Beast", lançado nove dias após esse concerto. Essa turnê foi a única que começou e terminou com a formação que gravou o disco anteriormente citado, com Bruce Dickinson, ainda novato, nos vocais e Clive Burr, que saiu da banda ao fim da turnê, na bateria. Além dos dois, são dignos de menções a dupla Dave Murray e Adrian Smith nas guitarras e, claro, Steve Harris nas quatro cordas mais aniquiladoras do mundo. Pelo momento e pela line-up, já se tem noção do tamanho do estrago...

O repertório mescla pérolas da fase Paul Di'Anno com mais pérolas do "The Number Of The Beast", além de um outtake deste tocado poucas vezes ao vivo: "Total Eclipse". Muitas músicas nessa set-list não seriam tão abordadas em shows após a entrada de Nicko McBrain ao grupo, como "The Prisoner" (perfeita!), "Another Life", "Murders In The Rue Morgue" e a já óbvia "Total Eclipse", o que deixa essa seleção mais especial ainda.

Vale lembrar que, mesmo com apenas três discos no curriculum, o Iron Maiden já colecionava clássicos e muitos deles, obviamente, marcam presença por aqui, como "Run To The Hills", "Wrathchild", "Sanctuary" e a eterna "The Number Of The Beast", canção que deu palco para muitas discussões acerca da proposta da banda, entre muitas outras.

Tá esperando o que pra conferir essa verdadeira jóia?

CD 1:
01. Murders In The Rue Morgue
02. Wrathchild
03. Run To The Hills
04. Children Of The Damned
05. The Number Of The Beast
06. Another Life
07. Killers
08. 22 Acacia Avenue
09. Total Eclipse

CD 2:
01. Transylvania
02. The Prisoner
03. Hallowed Be Thy Name
04. Phantom Of The Opera
05. Iron Maiden
06. Sanctuary
07. Drifter
08. Running Free
09. Prowler

Bruce Dickinson - vocal
Dave Murray - guitarra
Adrian Smith - guitarra, backing vocals
Steve Harris - baixo, backing vocals
Clive Burr - bateria

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by Silver

terça-feira, 13 de abril de 2010

Iron Maiden - Rock In Rio [2002]


"Rock In Rio" é o 5° disco ao vivo do Iron Maiden, gravado no festival carioca de mesmo nome, no dia 19 de janeiro de 2001. Com um ânimo e um fôlego de se dar inveja, o grupo comemorava a volta dos veteranos Bruce Dickinson e Adrian Smith com uma performance fantástica para 250 mil fanáticos pela banda, que cantavam todos os versos juntos do vocal de Dickinson.

Destaca-se, juntamente da performance da banda, o repertório vasto e abrangente no que diz respeito às diversas fases do Iron Maiden. Não só músicas da fase clássica com Bruce Dickinson nos vocais foram tocadas, como também clássicos da fase Paul Di'Anno, como "Sanctuary" e "Wrathchild", músicas relativamente recentes do disco "Brave New World", como "The Wicker Man" e "Ghost Of The Navigator" e versões de músicas gravadas originalmente com Blaze Bayley nos vocais, como "Sign Of The Cross" e "The Clansman".

Além do repertório diferenciado, as versões ganharam melhor execução, pois temos 3 guitarristas à bordo. O resultado esplendoroso pode ser encontrado em canções como "Dream Of Mirrors" e "The Trooper", que apresentaram complexidade e trabalho bem-feito sem perder o foco principal.

Saudações à uma das maiores bandas do Heavy Metal!

CD 1:
01. Intro (Arthur's Farewell)
02. The Wicker Man
03. Ghost Of The Navigator
04. Brave New World
05. Wrathchild
06. 2 Minutes To Midnight
07. Blood Brothers
08. Sign Of The Cross
09. The Mercenary
10. The Trooper

CD 2:
01. Dream Of Mirrors
02. The Clansman
03. The Evil That Man Do
04. Fear Of The Dark
05. Iron Maiden
06. The Number Of The Beast
07. Hallowed Be Thy Name
08. Sanctuary
09. Run To The Hills

Bruce Dickinson - vocal
Dave Murray - guitarra
Janick Gers - guitarra
Adrian Smith - guitarra
Steve Harris - baixo
Nicko McBrain - bateria

Músico adicional:
Michael Kenney - teclado

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by Silver

Iron Maiden - Piece Of Mind [1983]


O ano de 1983 foi crucial para o Iron Maiden pois houveram mudanças no grupo. Já começando pelos integrantes: o baterista Clive Burr saiu da banda por conta de problemas pessoais e pelo cansaço das turnês para a entrada do carismático Nicko McBrain, que permanece na line-up até hoje. Apesar de Clive ter sido um excelente baterista, Nicko adicionou mais técnica ao peso do Iron Maiden e sua bateria foi essencial para a mudança sonora pela qual a donzela de ferro passou.

Em termos de som, "Piece Of Mind" é o primeiro a aderir mais complexidade à fórmula do Maiden. As composições, tanto líricas (que tiveram muita abordagem de livros e filmes) quanto melódicas (que contaram com mais técnica, dobras de guitarra, compassos quebrados e afins), são mais rebuscadas do que nos antecessores. E ainda assim não deixou de esbanjar o brilho e a energia característica dos ingleses. Além do mais, Bruce Dickinson está cantando como nunca neste play e participou mais das composições, o que é um ponto positivo para a banda.

Ao meu ver, "Piece Of Mind" foi crucial para a carreira do Iron Maiden pois demonstrou que os caras já tinham muito arroz e feijão pra fazer som pesado de qualidade. Os destaques ficam por conta de "Flight Of Icarus", "Revelations", "Still Life" e a eternamente clássica "The Trooper". Com vocês, uma grande aula de Heavy Metal!

01. Where Eagles Dare
02. Revelations
03. Flight of Icarus
04. Die With Your Boots On
05. The Trooper
06. Still Life
07. Quest For Fire
08. Sun And Steel
09. To Tame A Land

Bruce Dickinson - vocal
Dave Murray - guitarra
Adrian Smith - guitarra
Steve Harris - baixo
Nicko McBrain - bateria

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by Silver

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Iron Maiden - Discografia com Paul Di'Anno [1979 - 1981]


Certas coisas duram pouco, porém o tempo suficiente para se tornarem inesquecíveis. Foi o caso das formações com o primeiro vocalista do Iron Maiden, o lendário Paul Di'Anno. Na verdade, a história do Iron Maiden começa bem antes de 1979 [para ser mais exato, em 1975], quando o baixista Steve Harris tenta montar uma banda e conhece, alguns meses depois, o guitarrista Dave Murray. O baterista Doug Sampson e o vocalista Paul Di'Anno são recrutados e no Ano Novo de 1978~1979, a banda grava "The Soundhouse Tapes", 3 demos de canções que viriam a aparecer no 1° play da banda [exceto "Invasion", que seria o lado B do single "Women In Uniform"], só que em versões mais cruas e sem guitarra-base. "Prowler" viria a ter destaque sendo tocada pelo Neal Key, o DJ do clube de metal mais famoso de Londres, o que seria uma divulgação e tanto para a banda.

Agora com grana e contrato com a gravadora EMI, o Iron Maiden lançaria dois dos maiores clássicos do heavy metal. "Iron Maiden" e "Killers", aclamados até hoje pelos fãs do Iron Maiden, fizeram um enorme sucesso no país de origem da banda, a Inglaterra. "Killers" chegou até a fazer sucesso internacional, principalmente nos EUA que estava na onda de "invasão britânica". Um single entre esses dois discos seria lançado, juntamente de um vídeo clipe, e seria o único single lançado de algum cover pelo Iron Maiden. "Women In Uniform", um cover da banda de glam rock Skyhooks.

Graças à vontade dos japoneses, "Maiden Japan" seria lançado. À vontade dos japoneses porque o Iron Maiden não tinha a intenção de lançar nenhum disco ao vivo no momento, mas os japoneses queriam um disco ao vivo de algum show realizado durante a turnê do "Killers" no Japão. Gravado entre março e julho de 1981 no Nakano Sun Plaza [Tóquio] e Kosei Nenkin Hall [Nagoya], o "Maiden Japan" postado aqui é a versão digipack do disco, ou seja, contém 17 faixas, e não 5 como o EP original.

Infelizmente, a fase com Paul Di'Anno duraria pouco porque era auto-destrutivo demais, comprometia a performance do Maiden no palco e utilizava cocaína, sendo que nenhum outro membro utilizava drogas. Ainda bem que o Iron Maiden conseguiu o também excelente vocalista Bruce Dickinson, o que é raro em uma banda conseguir um vocalista tão bom quanto o outro para substituir. Porém, aproveite nesse post, talvez, a fase mais criativa do Iron Maiden em termos musicais e líricos. UP THE IRONS!

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by Silver