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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Sepultura - Chaos A.D. [1993]


Na década de 90 o Sepultura havia ganhado o mundo com seu vigoroso "Arise", apresentando o já tradicional Thrash Metal porrada. E, diferentemente do esperado, no lançamento seguinte eles não mantiveram essa mesma receita. O que para alguns pode ser uma completa burrice, se revelou uma mudança muito boa e que só ajudou a atestar o talento do quarteto.

Essa mudança se concentrou na diminuição da velocidade, com o som pendendo para o Groove Metal (os riffs de Kisser ficaram ainda mais pesados), e a adição das influências tribais (que foram maximizadas no tão amado e odiado "Roots" de 1996). No que isso resultou? Em um dos discos mais poderosos do Metal Brasileiro.

A introdução de
Refuse/Resist já denuncia um novo direcionamento. Mas, ao contrário do que você, leitor, pode estar pensando, tal direcionamento não é extremo, e ainda temos o quarteto brindando a paulada ao longo das doze faixas do full. O segundo single Territory tem um Igor Cavalera sem dó nem piedade, e é um dos maiores clássicos da banda. Já Slave New World é direta e reta, tendo como principal ingrediente o entrosamento dos quatro.



O instrumental Kaiowas apresenta mais explicitamente o experimentalismo, enquanto Propaganda é um convite ao headbang. Biotech Is Godzilla foi feita em parceria com Jello Biafra e, particularmente, é a que mais gosto. Mais destaques para a cadenciada Nomad, a raivosa Manifest, a porrada técnica Clenched Fist e o cover para Polícia, dos Titãs.



Ao final, o que temos por aqui é um genuíno disco de Metal, sem tirar nem pôr; nada de experimentações exacerbadas e que não levam a lugar algum. Se paulada é o que você quer, aqui está o ideal. Bom download!

Max Cavalera - vocais, guitarra base, violões
Andreas Kisser - guitarra solo, violões
Paulo Jr. - baixo
Igor Cavalera - bateria e percussão

01. Refuse/Resist
02. Territory

03. Slave New World
04. Amen
05. Kaiowas
06. Propaganda
07. Biotech Is Godzilla
08. Nomad
09. We Who Are Not As Others
10. Manifest
11. The Hunt (New Model Army cover)
12. Clenched Fist
13. Polícia (Titãs cover)

Por Gabriel

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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Slayer - Hell Awaits [1985]


Em 1985, o lançamento de Hell Awaits proporcionou ao Slayer uma visibilidade muito maior do que a que o debut Show No Mercy proporcionara, tanto que as diferenças entre os dois trabalhos chegam a ser extremas. E isso pode ser explicado por meio de como foi financiada a produção do primeiro registro dos californianos: eles mesmos pagaram o processo.

Em Show No Mercy (que é ótimo), o que se tem é uma banda ainda amadurecendo, destilando raiva em composições simples. Já Hell Awaits é muito mais complexo nesse sentido: mudanças de andamento, rifferama cruel e bem feita, e vocais menos esganiçados. Tudo isso contribuiu para que a turma do Death Metal fosse assumidamente influenciada pelo disco anos mais tarde, incluindo nomes como Phil Anselmo, Chuck Schuldiner e Gene Hoglan.


Abrindo os trabalhos, a sombria faixa-título, com sua intro emblemática que possui supostas "mensagens satânicas". Apresentando logo de cara as mudanças rítmicas, Dave Lombardo (monstro da bateria) abre caminho para que a dupla Hanneman e King despeje riffs atrás de riffs. "Kill Again" é bem mais direta e conta com a já tradicional temática de que tanto Tom Araya gosta: assassinos.



"At Dawn They Sleep" tem riffs que me lembram muito Death Metal (e não é pra menos). "Praise Of Death" é insana; linhas de baixo eficientíssimas. A repugnante "Necrophiliac" é a perfeita oportunidade para um headbanging desenfreado; o mesmo para o encerramento com "Hardening Of The Arteries", a mais simples de todo o álbum.

O sucesso de Hell Awaits abriu as portas para o Slayer chocar mais uma vez o mundo todo um ano depois com o lendário Reign In Blood, que não seguiu a receita de seu antecessor (vide as influências do Hardcore), mas que é tão brutal quanto.

Discão, da minha banda Thrash favorita. Ideal para quem está em busca de um pouco de violência sonora.



Tom Araya - baixo, vocais
Jeff Hanneman - guitarra
Kerry King - guitarra
Dave Lombardo - bateria


1. Hell Awaits

2. Kill Again

3. At Dawn They Sleep
4. Praise Of Death
5. Necrophiliac

6. Crypts Of Eternity

7. Hardening Of The Arteries


Por Gabriel


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sábado, 17 de dezembro de 2011

Anthrax - The Greater Of Two Evils [2004]


Na virada da última década, o Anthrax voltou a ganhar grande exposição na mídia. Primeiramente, devido às ameaças de ataques com a doença (causada pela bactéria Bacillus anthracis) que dá nome à banda, após o 11 de setembro de 2001. Segundo, pelo excelente álbum We’ve Come For You All, o melhor em muito tempo, recolocando a turma de Scott Ian entre as grandes atrações do gênero. Sendo assim, o próximo passo foi estabelecer uma conexão da formação da época com o passado. E não tinha modo melhor do que regravando alguns clássicos, mostrando como a atualização sonora foi importante para a sequência do trabalho.

De cara, já sabemos que a grande comparação será nos vocais. Afinal de contas, John Bush conta com um estilo bem diferente de Joey Belladonna e Neil Turbin. Como um fã dessa fase, não vi problemas, embora saiba que muitos saudosistas jamais aceitaram o ex-Armored Saint na função. O fato é que, goste-se ou não, há de se reconhecer que ele faz o trabalho com total competência. Seguindo seu estilo, é claro, mas acima de tudo colocando grande potência nos registros. Quanto ao resto da banda, dispensa comentários maiores, exceto citar que Charlie Benante é um baterista acima da compreensão humana.



Inicialmente, o disco se chamaria Metallum Maximum Aeturnum. Mas como ninguém conseguia pronunciar direito, optou-se por uma simplificada, transformando o velho ditado “dos males o menor” em “dos males o maior”, no melhor estilo espirituoso que sempre esteve no DNA da banda. Poucas mudanças significativas foram feitas nos arranjos das faixas. A maior foi a citação a “Dethroned Emperor”, do Celtic Frost, em “Belly Of The Beast”. No mais, alguns tons diferentes e guitarras com sonoridade mais atual. Porém, nada de excessivamente descaracterizador.

Esse seria o último disco gravado com John Bush. Em seguida, começaria um troca-troca de vocalistas, com Joey Belladonna, Dan Nelson e até mesmo o próprio Bush assumindo o posto, até a volta definitiva de Belladonna. Com ele, o grupo lançaria o novo play, Worship Music, que foi alvo de piadas até mesmo entre os fãs antes de chegar ao mercado, tamanha a bagunça que tomou conta do cenário. Independente de qualquer coisa, The Greater Of Two Evils é digno de se arrastar a mobília da casa e sair chutando o ar sozinho, no melhor estilo Scott Ian de ser.



John Bush (vocals)
Scott Ian (guitars)
Rob Caggiano (guitars)
Frank Bello (bass)
Charlie Benante (drums)

01. Deathrider
02. Metal Thrashing Mad
03. Caught In A Mosh
04. A.I.R.
05. Among The Living
06. Keep It In The Family
07. Indians
08. Madhouse
09. Panic
10. I Am The Law
11. Belly Of The Beast
12. N.F.L.
13. Be All End All
14. Gung-Ho

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JAY

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Fight - War Of Words [1993]


Em 1992, depois do lançamento e promoção do excepcional "Painkiller", Rob Halford pulou fora do Judas Priest a fim de chutar o pau da barraca. E o Fight parece representar exatamente isso. Com um time de instrumentistas relativamente jovens (entre eles o baterista de sua então ex-banda, Scott Travis), o quarteto vinha com a proposta de um Metal puxado mais para o lado Thrash e Groove da coisa. O resultado não poderia ser melhor.

É importante dizer que o registro vocal de Halford dá lugar a algo diferente dos tradicionais agudos na grande maioria dos momentos, portanto, não espere por algo semelhante ao Priest, já que a veia Thrash é que comanda por aqui. Resumindo a bagaça, o Fight praticava um som aos moldes de bandas como Pantera.

"War Of Words", a estreia do quinteto, foi um tiro certeiro, conquistando uma satisfatória posição nas paradas. Com uma receita potente, o grupo mostrou grande potencial e poder de fogo. Sonzeira.
A abertura Into The Pit pode resumir muito bem a bolacha inteira: entrosamento, coesão e refrões fortes.



Outro aspecto interessante é o conteúdo lírico das composições, por vezes abordando a ambição humana, a censura e a destruição. No mais, um discão que agradará os admiradores da porradaria sonora. Destaques com a já citada Into The Pit, a faixa-título, a potente Nailed To The Gun, o single Little Crazy, a direta Contortion, a cadenciada Life In Black e a balada For All Eternity.



Rob Halford - vocais
Jack "Jay Jay" Brown - baixo, backing vocals
Brian Tilse - guitarras, backing vocals
Russ Parrish - guitarras, backing vocals
Scott Travis - bateria

01. Into The Pit
02. Nailed To The Gun
03. Life In Black
04. Immortal Sin
05. War Of Words
06. Laid To Rest
07. For All Eternity
08. Little Crazy
09. Contortion
10. Kill It
11. Vicious
12. Reality (A New Beginning)

Por Gabriel

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sábado, 26 de novembro de 2011

Carnivore - Discografia [1986-1987]


O Carnivore foi uma das primeiras bandas do finado Peter Thomas Ratajczyk, mais conhecido por Peter Steele. A formação data do início da década de 1980, e se você espera por algo semelhante ao Type O Negative, que foi onde o mesmo fez fama, se enganou: a proposta do trio era um Metal bem mais cru, com influências do Heavy, Thrash e Crossover. As letras também merecem nota por tratar de forma muitas vezes politicamente incorreta temas como a guerra, a religião e misoginia.

O projeto teve vida curta e apenas dois álbuns registrados. Porém, eles viriam a se reunir em 2006, fazendo até mesmo um show no festival europeu Wacken Open Air. Steele faleceu em 14 de Abril de 2010, encerrando a reunião.

Carnivore [1986]


O debut auto-intitulado é, sob diversos aspectos, o mais direto e cru. A começar pela produção (que não é das melhores, realmente) e o vocal de Peter, totalmente diferente do que pode ser conferido no seu trabalho com o Type O Negative. As influências do Crossover ainda não aparecem, privilegiando o lado porrada da coisa, com uma ótima junção do Metal mais tradicional com a velocidade do Thrash (e até mesmo umas passagens que remetem ao Doom).

Ainda que eu ache o álbum seguinte superior, este também é uma ótima pedida para quem está atrás da paulada característica dos anos 80. Destaques para a abertura "Predator", a faixa-título, "Male Supremacy", "God Is Dead" e "Thermo-Nuclear Warrior".



Peter Steele - vocais, baixo
Keith Alexander - guitarras
Louie Beato - bateria

01. Predator
02. Carnivore
03. Male Supremacy
04. Armageddon
05. Legion of Doom
06. God Is Dead
07. Thermo-Nuclear Warrior
08. World Wars III and IV

Retaliation [1987]


O segundo e último registro "Retaliation" é inteiramente Crossover/Thrash e justamente pela produção bem mais trabalhada foi o que mais gostei. A temática lírica continua a mesma, com Steele metendo o pau em tudo o que ele acreditasse ser ruim e não se importando em chocar (afinal, "Jesus Hitler" é um título, no mínimo, polêmico).

Logo depois do lançamento de "Retaliation", a banda seria desmantelada. O baixista e vocalista formaria o embrião do que viria a ser o Type O Negative, cujo primeiro disco teria várias composições ainda da época do Carnivore. Destaques ficam para "Angry Neurothic Catholics", "Suck My Dick", "Ground Zero Brooklyn", a já citada "Jesus Hitler" e "Sex And Violence", todas com títulos que falam por si só.



Não vale apenas pela curiosidade, já que o som é de qualidade e com certeza agradará a muitos ouvidos. Com toda a certeza, paulada própria para o mosh!

Peter Steele - vocais, baixo
Marc Piovanetti - guitarras
Louie Beato - bateria

01. Jack Daniel's And Pizza
02. Angry Neurothic Catholics
03. Suck My Dick
04. Ground Zero Brooklyn
05. Race War
06. Inner Conflict
07. Jesus Hitler
08. Technophobia
09. Manic Depression (Jimi Hendrix cover)
10. USA For USA
11. Five Billion Dead
12. Sex And Violence

Por Gabriel

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R.I.P Peter Steele

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Pantera – Far Beyond Driven [1994]


A evolução da discografia do Pantera é muito interessante. Os três primeiros discos dos caras, ainda com o vocalista Terry Glaze, apresentavam uma sonoridade completamente genérica. A coisa começou a mudar com a entrada de Phil Anselmo no lugar de Glaze, mas ainda estavam na farofeira no álbum “Power Metal”. O sucessor, “Cowboys From Hell”, apresentou uma mudança drástica, porém incompleta, de sonoridade. Agora o quarteto fazia Heavy Metal, que ficou mais pesado e grooveado em “Vulgar Display Of Power”. O álbum dessa postagem apresenta, finalmente, um ponto final nessa transição.

Antes mesmo do lançamento de “Far Beyond Driven”, a carreira do Pantera poderia ser representada em uma reta ascendente. Mesmo com as crises pessoais, principalmente de Anselmo, a popularidade dos caras só crescia devido ao sucesso de seu disco antecessor. Não era pra menos, pois em tempos de pouca originalidade, os sulistas apresentavam metal agressivo, de qualidade e com identidade.



Com esse registro, que chegou às prateleiras em março de 1994, a situação melhorou em diversos aspectos. “Far Beyond Driven” firmou a criação do chamado Groove Metal, que estava sendo desenvolvido em “Vulgar Display Of Power”. A partir desse novo play, as músicas do quarteto passavam a ter ainda mais foco no ritmo e no peso do que na complexidade e na velocidade. O som único aqui apresentado só endossa a genialidade dos envolvidos, desde o "berreiro" de Phil Anselmo, passando pela criatividade do guitarrista Dimebag Darrell, até chegar na rítmica incrível da cozinha comandada pelo baixista Rex Brown e pelo baterista Vinnie Paul.

A progressão da identidade musical do Pantera finalmente chegava a um estágio máximo e isso se refletiu na repercussão do álbum. “Far Beyond Driven” é considerado o primeiro disco de uma banda de Heavy Metal a estrear em primeiro lugar nas paradas norte-americanas. A popularidade chegou ao ponto de músicas do grupo rolarem com frequência na MTV e em rádios do mundo todo. Um grande feito para esses metaleiros competentes, perdidos no meio grunge/alternativo. Prepare a bateção de cabeça e confira!



01. Strength Beyond Strength
02. Becoming
03. 5 Minutes Alone
04. I'm Broken
05. Good Friends And A Bottle Of Pills
06. Hard Lines, Sunken Cheeks
07. Slaughtered
08. 25 Years
09. Shedding Skin
10. Use My Third Arm
11. Throes Of Rejection
12. Planet Caravan (Black Sabbath cover)
13. The Badge (Poison Idea cover • Japanese bonustrack)

Phil Anselmo – vocal
Dimebag Darrell – guitarra, backing vocals
Rex Brown – baixo, backing vocals
Vinnie Paul – bateria

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by Silver

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Sodom - Persecution Mania [1987]


A postagem do Jay me inspirou a trazer mais um clássico pra cá.

Sodom é um nome frequente quando se fala em Thrash Metal alemão. Uma das mais poderosas de todo o gênero, esmagando ossos e tr
iturando ouvidos desde a década de 80 com seu Thrash de arrancar vísceras. Tem uma vasta discografia e experiência, o que proporciona muito respeito e prestígio internacional, principalmente. O trabalho do trio é de uma competência enorme.

Como aconteceu com várias outras bandas do Metal, os alemães começaram praticando uma espécie de Black Metal mais rápido do que o normal. As temáticas eram as clichês do estilo e Hellhammer, V
enom e Motörhead eram as principais influências. Alguns EPs depois, a banda (formada, até então, por Angelripper, Witchhunter e Aggressor) registra seu primeiro full, pela Steamhammer, que foi batizado de Obsessed by Cruelty. A sonoridade do disco é crua e parece ter tido uma produção mal-acabada, mas isso seria resolvido no ano seguinte.

O ritmo de trabalho era incessante, com lançamento atrás de lançamento. 1987 foi um ano crucial não só por ter trazido dois ótimos lançamentos, como também marcar a mudança definitiva da banda, sonoramente dizendo. Persecution Mania marca a entrada do guitarrista Frank Blackfire e é totalmente voltado ao Thrash.


Esqueça as produções precárias porque, embora eu goste de Black Metal, muitas vezes a podrução podre irrita e prejudica em muito a audição. Por isso, a evolução do Sodom como banda é facilmente perceptível em Persecution Mania. Uma banda mais madura e técnica, com um estilo definido e tendo chances de mostrar toda a capacidade dos três membros, algo, ao meu ver, essencial.

A violência gratuita é onipresente durantes quase uma hora de audição, audição essa que sem dúvida será caótica e própria para você destruir sua casa. A cozinha eficiente de Angelripper e Witchhunter dão uma base ideal para que Blackfire mande suas riffeiras mais cruéis. Trabalho de gênio!



Essa versão que disponibilizo é a europeia, que traz o EP Expurse of Sodomy (também de 1987) como bônus. Esse disco abriria as portas para o Sodom revelar-se ao mundo, algo que aconteceu no lançamento do ultra-clássico Agent Orange (1989). Destaques para a furiosa abertura "Nuclear Winter", a faixa-título, "Enchanted Land", "Electrocution", "Outbreak of Evil" e "Sodomy and Lust".

Thrasheira da mais fina! Imperdível!


Tom Angelripper - vocais, baixo
Frank Blackfire - guitarras
Chris Witchhunter - bateria

01. Nuclear Winter
02. Electrocution
03. Iron Fist (Motörhead cover)
04. Persecution Mania
05. Enchanted Land
06. Procession to Golgotha
07. Christ Passion
08. Conjuration
09. Bombenhagel
Bônus:
10. Outbreak of Evil
11. Sodomy and Lust
12. The Conqueror
13. My Atonement

Por Gabriel

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domingo, 30 de outubro de 2011

Destruction - Alive Devastation [2003]


Poucas bandas do Thrash oitentista conseguiram envelhecer e retomar a mesma dignidade de outrora como os alemães do Destruction. Com a dupla Schmier e Mike sempre à frente, o grupo reergueu seu nome com um sequência de álbuns fulminantes, além da conhecida disposição de fazer um dos maiores arregaços já conhecidos em cima de um palco. E para provar isso, temos esse CD, que veio como bônus no DVD Live Discharge e registra a apresentação da banda no Wacken Open Air, de 2002. Alguns problemas aconteceram na filmagem do show, mas o áudio ficou intacto, possibilitando ser oferecido aos fãs.

Temos aqui não apenas os clássicos imortais de outrora, mas também músicas dos então recentes All Hell Breaks Loose e The Antichrist, discos que marcaram a volta do trio à ativa. Como resultado dessa mistura, podemos notar que o pique não foi perdido com o passar dos anos. Schmier segue vociferando como nos bons tempos e sefurando as bases para Mike, ainda um dos maiores riffeiros da história do Thrash. O baterista da época, Sven Voorman – já substituído há um bom tempo, completa a formação espancando seu kit sem dó nem piedade, como manda o figurino.



Junto a hinos de várias gerações, como “Curse The Gods”, que abre o show, temos uma série de novos clássicos. O maior destaque sempre será “Nailed To The Cross”, simplesmente uma das melhores músicas dos últimos anos. Mas podemos citar as empolgantes “Bullets From Hell”, “Thrash Till Death” (quer nome mais apropriado?) e o retorno do açougueiro em “The Butcher Strikes Back”, sabiamente emendada a “Mad Butcher”, recentemente tocada por Schmier com o Korzus no Punk Metal All-Stars, que abalou as estruturas do Rock In Rio.

Nem mesmo a tentativa desastrosa de começar “Bestial Invasion” por duas vezes tira o brilho do play. Ao contrário, chega a ser tragicômico ouvir o grupo tendo que lidar com os problemas de som abertamente. Atitude bacana deixar isso registrado, mostrando que os percalços enfrentados aquele dia foram enormes. Mesmo assim, na raça, com cara e coragem, o Destruction mostrou mais uma vez porque é uma das atrações indispensáveis do gênero. Para ouvir no último volume e bangear sem parar!

Schmier (vocals, bass)
Mike Sifringer (guitars)
Sven Voorman (drums)

01. Intro/Curse The Gods
02. Nailed To The Cross
03. Eternal Ban
04. Machinery Of Lies
05. Bullets From Hell
06. Tears Of Blood
07. Life Without Sense
08. Thrash Till Death
09. Mad Butcher
10. The Butcher Strikes Back
11. Intro/Total Desaster
12. Invincible Force
13. Bestial Invasion

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JAY

domingo, 23 de outubro de 2011

Megadeth – TH1RT3EN [2011]


O primeiro álbum com o baixista David Ellefson desde “The World Needs A Hero”, lançado há 10 anos. A line-up responsável por “TH1RT3EN” tem demonstrado grande eficácia no palco e no estúdio – o guitarrista Chris Broderick e o baterista Shawn Drover registraram o antecessor “Endgame”, tendo Drover marcado presença também em “United Abominations”. Mas principalmente as filmagens de concertos mostravam que esse quarteto unido faria bonito. E fez.

Como dito em entrevistas, “TH1RT3EN” apresenta uma verdadeira retrospectiva de todo o material da banda – a velocidade dos primeiros álbuns, a complexidade melódica dos discos noventistas, o peso elementar dos mais recentes. Não é à toa que muitas composições antigas e engavetadas finalmente viram a luz do dia. A banda apresenta um Thrash de extrema qualidade, com a assinatura do Megadeth e principalmente do estilo de composição de Dave Mustaine, tanto lírico quanto melódico. Vale ressaltar que, especialmente aqui, as letras estão melhores do que nunca.

A abertura Sudden Death traz aquele tipo clássico de introdução instrumental que costuma abrir os álbuns do Megadeth. Excelentes riffs de guitarra, vocal esganiçado, baixo presencial, bateria habilidosa, solos alternados entre o truncudo Mustaine e o técnico Broderick. A canção traz todos os elementos que irão se repetir ao decorrer do disco, mas esta é essencialmente Thrash. As seguintes Public Enemy No. 1 e Whose Life (Is It Anyways) são menos uptempo, mas ainda pesadas, pois contam com um grude de grupos do típico Heavy clássico.


We The People, mais arrastada, dá sequência com uma levada ideal para o headbanging. Destaca-se o entrosamento entre Dave e Chris. Guns, Drugs & Money soa como uma demo perdida do clássico “Countdown To Extinction”. A música é conduzida por um riff de guitarra hipnotizante e tem um bom refrão. Never Dead, lançada anteriormente ao disco para integrar o jogo NeverDead, é uma das melhores da tracklist. Pesada, visceral, matadora e mais Megadeth do que qualquer outra.

Para os saudosistas, temos New World Order, composta em 1991 por Mustaine, Ellefson e os ex-integrantes Marty Friedman e Nick Menza para “Countdown To Extinction”. A canção acabou não entrando para o play mas integrou a trilha sonora do jogo Duke Nukem. Segue, assim como Guns, Drugs & Money, o padrão do disco anteriormente citado, com um andamento tipicamente Heavy mas um trecho instrumental Thrash. Fast Lane, pesadíssima, traz um desfile de riffs e solos poderosos bem como uma cozinha incrível, com destaque ao grande Shawn Drover.



Black Swan, essencialmente conduzida por apenas um riff e uma variação deste, tem uma boa letra, um refrão grudento e bons solos de guitarra. A faixa já foi lançada como bônus de pré-venda do disco “United Abominations”. Wrecker segue com sede de pauleira e boa performance vocal de Mustaine – é impossível imaginar o Megadeth sem sua voz de pato rouco. A balada Millennium Of The Blind, co-escrita com Marty Friedman, alterna entre momentos limpos e pesados com a maestria de uma digna metallic ballad. O fechamento fica por conta da pesada Deadly Nightshade e da quase épica 13, que tem tudo para ser a favorita de grande parte dos fãs.

Mais uma vez, o Megadeth não decepcionou. Pelo contrário: juntamente de “Endgame”, “TH1RT3EN” é um dos melhores discos da banda desde os clássicos que ficaram pra lá da primeira metade dos anos 1990. Confira sem medo de bater cabeça. Afinal, sempre vale a pena conferir quando há consenso entre minha opinião e a do Jay.

01. Sudden Death
02. Public Enemy No. 1
03. Whose Life (Is It Anyways)
04. We The People
05. Guns, Drugs, & Money
06. Never Dead
07. New World Order
08. Fast Lane
09. Black Swan
10. Wrecker
11. Millennium Of The Blind
12. Deadly Nightshade
13. 13

Dave Mustaine – vocal, guitarra
Chris Broderick – guitarra, backing vocals
David Ellefson – baixo, backing vocals
Shawn Drover – bateria

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by Silver


domingo, 16 de outubro de 2011

Ratos de Porão - Cada Dia Mais Sujo e Agressivo [1987]



Aproveitando a postagem do meu amigo Lucas, resolvi que hoje seria dia de Ratos de Porão, uma das bandas mais importantes do cenário brasileiro (e uma das mais injustiçadas também), que ao lado do Sepultura é um dos nomes mais valorizados no exterior. Formada pelo guitarrista Jão, desde 1984 eles vêm nos presenteando com o melhor do Punk/Hardcore/Crossover, brutal como deve ser.

A estreia com Crucificados Pelo Sistema mostrava um Hardcore Punk direto e agressivo, que só não é perfeito por causa da produção extremamente mal trabalhada. Esse problema seria resolvido aos poucos, e a evolução total veio apenas em 1987, com o lançamento de Cada Dia Mais Sujo e Agressivo que foi o primeiro disco da banda a sair no exterior, sob o nome Dirty And Aggressive.

Essa evolução não se limitou apenas a produção. O som passou a se aproximar cada vez mais ao Crossover/Thrash, deixando um pouco para trás o Hardcore primitivo de antes. Parecia a coisa certa a se fazer, mas mesmo assim uma parcela dos antigos fãs acusou o RDP de "ter traído o movimento"; pura balela (como Gordo faz questão de afirmar, sempre da forma mais sutil o possível, rs).



A patifaria continua a mesma, mas aqui temos riffs bem mais definidos, assim como as próprias composições; e, obviamente, a produção bem mais cristalina. O resultado foi um Ratos de Porão diferente, mais pesado, coeso e com a paulada de sempre, contando com várias passagens totalmente Thrash. O álbum foi o grande responsável por trás do novo público que eles conquistaram, acabando (mas não de vez) com a richa entre punks e metalheads.

Na minha opinião, um de seus melhores trabalhos. A banda do atual "legendário" pode não ser unanimidade, mas merece o respeito que tem hoje. Destaques para "Plano Furado", "Crise Geral", "Morte e Desespero", "Peste Sexual" e "Vivendo Cada Dia Mais Sujo e Agressivo". Clássico.




João Gordo - vocais
Jão - guitarras
Jabá - baixo
Spaghetti - bateria

01. Tattoo Maniac
02. Plano Furado
03. Ignorância
04. Crise Geral
05. Morte e Desespero
06. Pensamentos de Trincheira
07. Peste Sexual
08. Sentir Ódio e Nada Mais
09. Assalto Na Esquina
10. Não Há/Outras Vidas
11. V.C.D.M.S.A
12. Untitled

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Testament – Practice What You Preach [1989]



Nunca entendi ou aceitei um Big 4 sem Testament.

A Bay Area foi o nicho do surgimento do thrash metal norte americano. Os californianos deram uma resposta à altura quando o assunto era a questão paz e amor do flower power sessentista. L.A., Frisco e todas as cidades que serviram de palco para a criação de comunidades alternativas baseadas na cultura lisérgica do paz e amor agora queriam que tudo fosse pro espaço. A nova geração era raivosa.

Guitarras afiadas como navalhas e baterias velozes, vocais urrados e contrabaixo na cara, o thrash impede qualquer definição genérica. E, nessa cena, o Testament se destacava tanto quanto o Metallica, o Megadeth e o Slayer naqueles longínquos anos 80. Acrescente-se que surgiu em 1983, ou seja, no mesmíssimo período do Genesis da bateção de cabeça.

Chuck Billy entrou somente em 1986, substituindo Steve Souza nos vocais e já para a gravação do debut, The Legacy, que sairia no ano seguinte. Com um vocalista que parece mais um índio gigante (Chuck Billy), um grande compositor (Eric Peterson) e um dos melhores e mais técnicos guitarristas do metal (Alex Skolnick), os caras estavam muito acima da média.



Inicialmente, suas músicas traziam temáticas embasadas no ocultismo e religião (The Legacy e The New Order), mas, com o tempo, o amadurecimento trouxe os inevitáveis protestos de cunho político e social. E esse amadurecimento aparece latente no post de hoje: Practice What You Preach.

Terceiro full lenght de estúdio da banda, Practice What You Preach traz um Testament no auge do seu apuro técnico e com letras fortes. Bem produzido, foi a catapulta que lançou o grupo ao primeiro escalão do thrash metal mundial.

A faixa título abre o play com riffs diretos e guitarras bem trabalhadas, solando na medida certa e demonstrando um entrosamento sem igual para a época. Sou suspeito para falar porque, desde esse disco, Alex Skolnick passou a figurar entre meus guitarristas favoritos de todos os tempos. E ele divide muito bem os holofotes com Peterson.



Perilious Nation mostra um elemento que difere o Testament das outras bandas do estilo: baixo bem mixado e na cara, limpo, mas com muito peso. E isso é muito bom! Se compararmos (e comparações sempre são mal vistas), Araya não sabe tocar, Burton não sabia timbrar (essa vai feder). Temos, então, um elemento que os torna um destaque na cena.

Envy Life sempre me pareceu a música que inspirou o Pantera a tomar a direção que tomou a partir de Cowboys From Hell, apesar de os discos terem saído quase que simultaneamente. Time is Comming é apocalíptica, inclusive na letra.

Não vou comentar faixa por faixa, mas é interessante ver que The Ballad traz um Testament de olho na então super mainstream MTv. Com direito a clip e tudo, a música destoa do conjunto da obra. Para mim, é a pior do disco, mas foi a que estourou naquele canalzinho de televisão que era tudo o que tínhamos antes da internet. Já diz o dito popular que a ocasião faz o ladrão.



Um play de uma época em que era caro e complicado conseguir bons discos. Um divisor de águas na carreira de uma das bandas mais queridas da cena. Um grande disco.

Muito thrash! Muito bom.

Track List

1. "Practice What You Preach" – 4:54
2. "Perilous Nation" – 5:50
3. "Envy Life" – 4:16
4. "Time Is Coming" – 5:26
5. "Blessed in Contempt" – 4:12
6. "Greenhouse Effect" – 4:52
7. "Sins of Omission" – 5:00
8. "The Ballad" – 6:09
9. "Nightmare (Coming Back to You)" – 2:20
10. "Confusion Fusion" (instrumental) – 3:07

Chuck Billy (vocais)
Alex Skolnick (guitarras)
Eric Peterson (guitarras)
Greg Christian (baixo)
Louis Clemente (bateria)

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Por ZOrreiro

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Slayer - Still Reigning [2004]


Em 7 de outubro de 1986, os portais do inferno se abriam, trazendo a obra definitiva da brutalidade sonora. Um álbum que mudou a história da música, estabeleceu novos parâmetros. E segue influenciando gerações.

Os mestres recriam a obra-prima da violência sonora. Quando Dave Lombardo retornou ao posto que é seu de direito, o Slayer resolveu executar aquele que é seu maior clássico na íntegra. Não apenas isso, mas também um trabalho seminal na história da música – veja bem, DA MÚSICA. Impossível falar em Heavy Metal e não citar Reign In Blood, o disco que mudou o mundo em 1986. Com a cumplicidade de Rick Rubin, Tom Araya e seus asseclas mostraram ao mundo como resumir todas as profanações sonoras em menos de meia hora. Foi como se uma banda conseguisse resumir tudo nesse intervalo de tempo. Sem contar o número de grupos que foram influenciados por esse play. O disco de ouro foi mera conseqüência.

Mas em 2004 era hora de realizar uma auto-homenagem. Exatamente isso que o Slayer fez, agredindo o mundo da mesma maneira. Impresisonante como eles ainda conseguem ser supremos na arte de aniquilar, destruir e conquistar. Sem deixar pedra sobre pedra, executam as dez faixas com a mesma gana de outrora. E que me perdoe Paul Bostaph, mas ninguém consegue fazer o que o mestre Lombardo faz. Pode até parecer que não é tão complicado, mas a sonoridade única do baterista original dá outro significado às coisas. Faz até com que Kerry King e Jeff Hanneman voltem a oferecer suas partes com a mesma insanidade dos velhos tempos.



Não há como destacar uma das dez porradas musicais, pois elas fazem parte de um contexto sonoro. Embora não dê para negar que ouvir a banda mandando ver em alguns sons que não eram mostrados ao vivo faz tempo – ou que sequer chegaram a ser tocados algum dia – seja pra lá de emocionante. Mesmo assim, fazer chover sangue ao início da última não é para qualquer um. Após esse massacre, quando o ouvinte pensa que vai ter descanso, o Slayer volta à carga e manda bala em seis de suas outras atrocidades. Categoria de quem conhece, já diria o outro. E por mais que tentem fazer mais rápido, mais agressivo ou algo que o valha, tudo foi definido nessa obra de arte. Vale o download!

Tom Araya (vocals, bass)
Kerry King (guitars)
Jeff Hanneman (guitars)
Dave Lombardo (drums)

01. Angel of Death
02. Piece by Piece
03. Necrophobic
04. Altar of Sacrifice
05. Jesus Saves
06. Criminally Insane
07. Reborn
08. Epidemic
09. Postmortem
10. Raining Blood
11. War Ensemble
12. Hallowed Point
13. Necrophiliac
14. Mandatory Suicide
15. Spill the Blood
16. South of Heaven

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JAY

sábado, 1 de outubro de 2011

Overkill - Feel The Fire [1985]



Paulada! Quer coisa melhor para um sabadão do que isso?

Conforme foi contado na resenha de "Taking Over", de meu companheiro Jay, as histórias do Anthrax e do Overkill se entrelaçam, principalmente por conta da passagem do guitarrista Dan Spitz pelas duas bandas. Dessas duas, apenas uma alcançou o status de estrela mundial do Thrash (o Anthrax), e até hoje o Overkill permanece batalhando, possuindo uma base fiel de fãs.

"Feel The Fire" é o debut dos nova-iorquinos, lançado logo depois da saída de Spitz (que havia sido chamado a integrar o Anthrax) e da entrada de Bobby Gustafson, e apresenta aquela clássica receita do bom e velho Thrash Metal: bateria acelerada, guitarras rápidas e vocais ensandecidos. Aliás, o vocalista Bobby Ellsworth se mostra muito competente por aqui, e o som da banda está bem mais sutil se comparado aos outros discos, em parte por conta da produção menos lapidada.



Desde a abertura com a direta "Raise The Dead", Ellsworth e seus comparsas não economizam força e quebram ossos, com composições muitíssimo bem elaboradas, propícias para aquele bom headbang. A turnê de divulgação do álbum contou com eles abrindo para o Megadeth e para o Anthrax, durando de 1985 a 1986. Uma banda no mínimo injustiçada, e que continua com o bom trabalho.

Destaques ficam para as porradas "Rotten To The Core", "Overkill", "There's No Tomorrow", "Hammerhead", "Blood And Iron", e para a faixa-título. MOSH!


Bobby "Blitz" Ellsworth - vocais
Rat Skates - bateria
D.D. Verni - baixo
Bobby Gustafson - guitarra

01. Raise The Dead
02. Rotten To The Core
03. There's No Tomorrow
04. Second Son
05. Hammerhead
06. Feel The Fire
07. Blood and Iron
08. Kill At Command
09. Overkill
10. Sonic Reducer

Por Gabriel

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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Megadeth – Youthanasia [1994]



Esse disco forma a santíssima trindade do auge da popularidade do Megadeth, juntamente com Rust In Peace e Countdown To Extinction. E é puro hard rock.

Marty Friedman estava mais entrosado que nunca, David Ellefson, membro fundador da banda, e Nick Menza estavam efetivados havia alguns anos. A formação do Megadeth era incrivelmente estável e aparentemente definitiva. O resultado não poderia ser outro: mortal!
Em 1994 o Metallica amargava um inexplicável ostracismo, provavelmente decorrente da ressaca do sucesso do Black Album, e sua trajetória foi descendente na década (apesar de que eu gosto de Load, mas isso é outra história). Slayer parecia fazer mais do mesmo e isso estava enjoando. Anthrax estava num vai/ não vai, mesmo depois do fantástico Sound of White Noise. Sobrava só o Megadeth para empunhar o estandarte.

O som fugia um pouco do thrash metal tradicional, dando continuidade ao que foi feito em Countdown. Mas ainda tínhamos o bom e velho Megadeth de guerra desfilando petardos violentos com letras sobre política, crimes e problemas em geral (Family Tree é sobre incesto).

A abertura, com Reckoning Day, nos faz pensar que estamos diante do velho e bom thrash metal da Bay area, apesar de a cadência parecer um pouco lenta para os padrões. O ritmo é quase dançante, e isso é uma heresia em se tratando de Megadeth.



Acha que estou exagerando? O hard rock glam havia acabado e as bandas thrash estavam rumando para esse nicho? Claro! Vou repetir: quem gostava de hard farofa não curtiu grunge. Foi buscar em outras fontes, como... Megadeth e Metallica. Duvida? Ouça Elysian Fields e me responda: isso é thrash?

Train of Consequences abre com um daqueles riffs que lembram o que Mustaine fez em Kill ‘Em All, debut do Metallica. As vocalizações estão um pouco mais melódicas do que o usual, e a veia hard rock de Mustaine se apresenta pela primeira vez juntamente com o solo de Friedman, que parece sair daquelas escalas exóticas que fizeram a sua fama em Rust In Peace.



A Tout Le Monde foi o hit do disco, tendo sido regravada posteriormente pela própria banda com a adição de vocais femininos. Mas aqui está a original e, por ser a versão remasterizada, a demo original. Solos dobrados são a cereja do bolo.

Depois desse disco a banda pareceu não mais se entender. Os rumos musicais ficaram confusos e Marty Friedman cada vez mais distante. A sua saída tornou-se, então, inevitável.

Muitos dizem gostar dos discos do Megadeth depois desse, como Risk e Cryptic Writings. Mas o fato é que aqui está o último grande registro com Friedman.

É interessante ver como uma banda que finalmente consegue ser a número 1 deixa a história escorrer por entre seus dedos como se fosse areia.

Track List

1. "Reckoning Day"
2. "Train of Consequences"
3. "Addicted to Chaos"
4. "À Tout le Monde"
5. "Elysian Fields"
6. "The Killing Road"
7. "Blood of Heroes"
8. "Family Tree"
9. "Youthanasia"
10. "I Thought I Knew It All"
11. "Black Curtains"
12. "Victory"
13. "Millenium of the Blind"
14. "New World Order" (demo)
15. "Absolution"
16. "A Tout le Monde" (demo)


Dave Mustaine (vocais, guitarra)
David Ellefson (baixo e vocais)
Marty Friedman (guitarras)
Nick Menza (bateria)

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Por Zorreiro

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Sepultura - Arise [1991]



O legado do Sepultura é tão grande e importante que até mesmo quem não gosta da fase atual sem os Cavalera respeita a banda, e muito. Afinal, eles fizeram algo inédito na história da música pesada brasileira: tiveram projeção internacional com um gênero primeiro-mundista (e chegam a ter mais admiradores lá fora do que aqui em nossas terras).

Quem tem certa noção do começo da carreira do Sepultura, sabe que foram muitos anos para que eles conquistassem o espaço que hoje têm, e essa conquista se deve principalmente a "Beneath The Remains" (já postado pelo meu amigo Zorreiro), que mostrou ao mundo uma banda madura e competente, que sabia o que estava fazendo e sabia o que queria.

O sucesso foi enorme e estrondoso pelos quatro cantos do mundo. Tocaram com o Sodom na Áustria, fizeram shows pelo México e se apresentaram no Dynamo Open Air Festival, com uma plateia de mais de 20 mil pessoas. Era a carreira deslanchando como nunca.

Depois de um ano em turnê, decidiram entrar em estúdio novamente com o renomado Scott Burns (que havia produzido também "Beneath The Remains"). O resultado pôde ser conferido em 1991 quando "Arise" caiu como uma bomba nas prateleiras.


Da esquerda para a direita: Max e Igor Cavalera, Andreas Kisser e Paulo Jr.

"Arise" é o quarto disco da banda e marca uma evolução ainda maior, sonoramente falando. Se em seu antecessor os arranjos ficaram mais definidos, os riffs idem, o vocal melhorou e a bateria foi bem dosada, aqui o nível é mantido, mas com uma diferença: a influência dos sons brasileiros em algumas composições. E isso pode ser verificado em Altered State e Under Siege, por exemplo.

Outra diferença que podemos perceber entre esse e "Beneath" é a desaceleração das músicas. A paulada ficou bem mais técnica e menos frenética, os arranjos bem mais refinados, e Max vocifera com ainda mais fúrias aos microfones. Sem esquecer, é claro, de Kisser, que é um dos guitarristas mais conceituados do Brasil; substituir Scott Ian não é pouca coisa.



Os destaques ficam por conta das clássicas Dead Embryonic Cells, Subtraction e Under Siege, além da já citadas Altered State. Detalhe também para o cover poderoso de Orgasmatron, que foi incluído na versão brasileira do álbum. Clássico para botar a casa abaixo!


Max Cavalera - vocal, guitarra base
Paulo Jr. - baixo
Andreas Kisser - guitarra solo
Igor Cavalera - baquetas e percussão

1. Arise
2. Dead Embryonic Cells
3. Desperate Cry
4. Murder
5. Subtraction
6. Altered State
7. Under Siege (Regnum Irae)
8. Meaningless Movements
9. Infected Voice
10. Orgasmatron

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Por Gabriel


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sepultura – Beneath The Remains [1989]



Esse não foi o disco mais vendido do Sepultura, e nem o que mais influenciou milhares de novas bandas européias que surgiram a partir dos anos 90. Mas é o portal que permitiu aos mineiros a entrada no mercado internacional.

Quando vi a capa pela primeira vez, fiquei chocado. Aquilo era mais dark, mais malévolo que The Number Of The Beast. O fundo preto, a silhueta do cachorro com olhos brilhantes, o cemitério. Tudo dentro de um crânio. Eram muitas mensagens a decifrar e, com elas, a trilha sonora do caos.

Os irmãos Cavalera estavam perfeitamente entrosados com Andreas Kisser, que sempre se mostrou um dos guitarristas mais criativos do mundo e que havia entrado no grupo em 1987 para a gravação do álbum Schizofrenia. Onde todos veem ruído, ele vê riffs. Trabalha-os e joga para a música, fazendo com que tudo encaixe de maneira tão perfeita, que chego a pensar se a sinapse dele é diferente da dos demais humanos.

Igor estava mais preciso, mais cuidadoso com o resultado de seus grooves em relação aos discos anteriores. Max já era identificado por seu estilo próprio, que influenciou grandes nomes, como Morbid Angel (alguns vão contestar) e Canibal Corpse (alguns vão me esconjurar).

A banda atingia o status de profissional. E colhia os louros disso.

1989 foi o ano deles. Com turnês pela Europa, Estados Unidos e México, e milhares de discos vendidos, a gravadora abriu todas as comportas para que os próximos trabalhos conseguissem resultados cada vez melhores. Mas em Beneath The Remains temos a dose exata de profissionalismo misturada com fúria juvenil, característica esta se perderia nas próximas etapas da carreira dos caras. Produzido por Scott Burns (Morbid Angel, Obituary, Death) e gravado na Flórida e no Rio de Janeiro, foi o primeiro pela Roadrunner Records, e ajudou a cimentar de vez o nome da empresa junto ao público metal.



Beneath The remains abre o front na base da pedrada. Quem conheceu os dois primeiros discos do Sepultura notou que aqui havia algo diferenciado, e o dedilhado com teclado fantasmagórico da introdução já entregava. Inner Self foi o hit do disco, se é que podemos chamar assim, juntamente com Mass Hypnosis. Pela primeira vez as músicas apresentam refrões para sacudir a galera e dinâmicas que intercalam peso e fúria com calmaria e levadas diferenciadas. A influência de Dave Lombardo em Igor é latente, mas ele tem um groove brazuca que os gringos nunca vão conseguir.

A versão postada é a reedição em cd, com cover dos Mutantes (A Hora e Vez do Cabelo Nascer) e a versão drum tracks de Inner Self e Mass Hypnisis, essas duas últimas absolutamente dispensáveis, mas que valem pela curiosidade.



Depois desse disco teve Arise, Chaos A.D. e Roots, que tornaram o Sepultura a banda brasileira mais influente da história do metal. Mas aqui está o filezinho. Sem meter Carlinhos Brown na parada, eles firmaram a identidade brasileira num estilo tão primeiromundista como o metal.

Se você tem um skate, bote isso pra rolar no IPod e faça um downhill, por mim.

Ah! Se sobreviver, me conte, ok? Boa sorte.

Track List

1. Beneath the Remains
2. Inner Self
3. Stronger Than Hate
4. Mass Hypnosis
5. Sarcastic Existence
6. Slaves of Pain
7. Lobotomy
8. Hungry
9. Primitive Future
10. A Hora e a Vez do Cabelo Nascer (cover dos Mutantes)
11. Inner Self (drum track)
12. Mass Hypnosis (drum track)



Max Cavalera (guitarra e vocais)
Andreas Kisser (guitarras)
Igor Cavalera (bateria)
Paulo Xisto Pinto Jr. (baixo)

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Por Zorreiro

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Overkill - Taking Over [1987]


Enquanto a turma da Bay Area carregava a tocha do Thrash Metal com sua cena, do outro lado do mapa norte-americano, algumas bandas batalhavam pelo seu espaço. O caso mais famoso é o Anthrax, seguido pelo Overkill. Inclusive, os grupos possuem histórias muito próximas, tendo como fato mais famoso o guitarrista Dan Spitz ter feito parte de ambos. Mas apesar de não ter alcançado o mesmo status de Scott Ian e seus comparsas, os comandados de Bobby “Blitz” Ellsworth e D.D. Verni mantiveram uma carreira constante, com fãs fiéis espalhados pelo planeta.

Taking Over é o segundo capítulo da história do até então quarteto, além de ser o primeiro álbum da Megaforce Records a contar com suporte de distribuição de uma major, a Atlantic. Aqui a sonoridade e a produção foram melhoradas em relação a Feel the Fire, estréia em full-lenght. Bobby se mostrava um dos vocalistas mais versáteis de sua geração, alternando registros com maestria, enquanto os músicos se esmeravam para oferecer agressividade e pegada na medida certa. O lado épico da sonoridade foi evidenciado em sons como “Fear His Name” e o clássico “In Union We Stand”, usada como single e hoje considerada um dos grandes clássicos da carreira do grupo.



O bicho pega para valer na rifferama da dobradinha de abertura, “Deny the Cross” e “Wrecking Crew”, mais duas indispensáveis nos setlists de shows até os dias de hoje. E a ‘correria’ está garantida em “Fatal if Swallowed” e na alucinante “Electro-Violence”, capaz de fazer cabeças voar. O hino “Powersurge” conta com ótimos backing vocals, além de sua introdução simplesmente matadora. Para encerrar, a mais longa de todas, “Overkill II (The Nightmare Continues)”, com sua entrada climática, desembocando em um verdadeiro massacre sonoro, cheio de variações.

Taking Over chegou a um modesto 191º lugar na parada da Billboard. Mas o suficiente para o Overkill conseguir uma turnê em conjunto com o Helloween, que divulgava o clássico Keeper Of the Seven Keys. Esse seria o último trabalho com o baterista Rat Skates. Um clássico do estilo feito por uma banda que, apesar de não ter alçado grandes vôos, segue lançando ótimos discos até hoje e excursionando pelo mundo, com direito a abrir show da Ivete Sangalo.

Bobby "Blitz" Ellsworth (vocals)
Bobby Gustafson (guitars)
D.D. Verni (bass)
Rat Skates (drums)

01. Deny the Cross
02. Wrecking Crew
03. Fear His Name
04. Use Your Head
05. Fatal if Swallowed
06. Powersurge
07. In Union We Stand
08. Electro-Violence
09. Overkill II (The Nightmare Continues)

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JAY

terça-feira, 14 de junho de 2011

Megadeth - So Far, So Good... So What! [1988]


Pouco mais de 34 minutos. Pode parecer pouco para um disco, mas não foi necessário mais que isso para que esse se tornasse o disco mais vendido em nível mundial pelo Megadeth. "So Far, So Good...So What!" pode não ser o melhor disco da carreira da banda (o seu sucessor para mim ostenta este título), mas a velocidade em que a banda trabalha as canções é algo de fazer qualquer headbanger quebrar a espinha de tanto bater cabeça e é um dos meus prediletos da carreira do grupo.

Mas este talvez seja o disco mais conturbado da já conturbada história do Megadeth. Mustaine estava mais do que nunca enfiado em seu vício de drogas, e pra piorar, Gar Samuelson e Chris Poland tinham sido expulsos do grupo, por estarem com tantos problemas com drogas quanto Mustaine, sendo o ápice a afirmação de Mustaine de que Poland havia vendido instrumentos para continuar a sustentar a sua cada vez mais crescente dependência. Para não bastar isso, a produção do disco foi afetada pelo ego de Mustaine, que devido a algumas exigências de como a bateria deveria soar, expulsou o produtor Paul Lani durante o processo de gravação.

Da esquerda para direita: Jeff Young, Dave Mustaine, Chuck Behler e David Ellefson

Sim, mas nem estes problemas derrubaram o genial Mustaine. As letras pessoais que sempre são um destaque na carreira do Megadeth continuam aparecendo aqui, e neste foi gerada a melhor letra que Mustaine fez, a qual citarei mais a frente. E o instrumental aqui é tão furioso, que em alguns momentos mais parece um disco de Speed ao invés Thrash que o Megadeth sempre fez tão bem. Porém infelizmente muitos não dão muita atenção a este, até por muitos clássicos os quais Mustaine fez, como seu destruidor sucessor "Rust In Peace". Porém para mim "So Far, So What... So Good" tem um valor inestimável.

E logo de cara temos um ótimo trabalho na instrumental "Into The Lungs Of Hell", que começa sem querer nada e vira uma música envolvente até para aqueles que não são muito chegados em música instrumental assim como eu e é um ótimo abre-alas para a porrada que come solto em "Set The World Afire" uma pancada magistral aos ouvidos com velocidade e peso adicionados sem dó alguma e que realmente nos fará sentir no holocausto nuclear sugerido na letra da música e faz qualquer headbanger se alegrar com o excelente trabalho apresentado. Após o cover de "Anarchy In The U.K" com adaptações na letra, temos uma rifferama sensacional em "Mary Jane" que mostra que realmente o homem é diferenciado e um gênio dentro do estilo, com um trabalho guitarrístico impecável.




E tome mais porrada em "502" que é um convite para realmente "namorar uma estrada", conforme Mustaine sugere na letra da música. Mas o grande momento é na clássica e espetacular "In My Darkest Hour". Com seu instrumental dedicado a Cliff Burton, essa é uma das músicas que Mustaine dedica a Diana, uma namorada de longo tempo de Mustaine e com a qual podemos pereceber na letra desta que o relacionamento não era lá tudo isso, e é uma baita canção, onde podemos sentir o sofrimento de Dave com aquele relacionamento desgastado e destrutivo que ele passou, com uma letra intimista e que para mim é uma das melhores letras de toda a carreira do grupo, sem falar no desempenho acima da média de todo o grupo aqui. "Liar" é uma "afável declaração de amor" para Chris Poland, pelo ato já citado anteriormente neste texto.

Para finalizar temos a excelente "Hook In Mouth", que fecha este petardo da mesma maneira que foi iniciado, com peso e velocidade descomunais. Se mais uma vez como sempre vamos entrar nos méritos se o Megadeth é melhor que Metallica nos comentários eu não sei (apesar de achar isso quase certo), mas que se comparado os discos da mesma época, o Megadeth é definitivamente mais pesado, isso não há dúvidas. E esta é mais um prova real disso, pois aqui a banda desce o braço com gosto e sem poupar energia. E mais uma vez sou obrigado a reconhecer que mesmo na pior, Mustaine e sua trupe consegue gerar discos de qualidade inquestionável.




1.Into the Lungs of Hell
2.Set the World Afire
3.Anarchy in the U.K.
4.Mary Jane
5.502
6.In My Darkest Hour
7.Liar
8.Hook In Mouth

Dave Mustaine - Vocal, Guitarra
Jeff Young - Guitarra
David Ellefson - Baixo
Chuck Behler - Bateria


By Weschap Coverdale

sábado, 11 de junho de 2011

Metallica - Ride The Lightning [1984]


Recentemente a questão sobre quem é melhor - Metallica ou Iron Maiden - foi lançada após uma declaração pra lá de contestável do vocalista do Maiden, Bruce Dickinson. Nunca saberemos quem é o melhor, mas apesar do Iron Maiden manter o mesmo padrão de qualidade em vários álbuns, principalmente os oitentistas, o Metallica perambula entre o "pouco inspirado" e o "genial". E todos sabem que o "genial" pode simplesmente revolucionar gerações.

Um dos momentos mais geniais do quarteto californiano foi registrado no álbum dessa postagem. A banda já havia conquistado um certo reconhecimento com "Kill 'Em All", mas ainda não tinham um contrato com uma grande gravadora. Continuaram brigando por um lugar ao sol, mas agora com mais experiência, maior orçamento e uma legião de fãs em formação tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, o Metallica poderia explodir de vez.

Da esquerda pra direita: Cliff Burton,
Lars Ulrich, Kirk Hammett, James Hetfield

"Ride The Lightning" foi gravado em menos de um mês e lançado em julho de 1984 pelo selo independente Megaforce Records, mas relançado quatro meses depois pela Elektra Records para maior exposição dos meninos recém-contratados. O momento era tão genial (faço questão de repetir), que este disco não é apenas um magnum opus do Heavy Metal, como também trata-se de um dos principais álbuns na construção do gênero Thrash Metal.

Enquanto o antecessor "Kill 'Em All" trazia quatro rapazes cheios de raiva e energia para descontar em seus instrumentos, "Ride The Lightning" é rico e complexo da cabeça aos pés. As letras abordavam temas como problemas sociais, guerra - mas não de um modo superficial -, suicídio, entre outros; já o instrumental se mostrou muito bem estruturado e sofisticado mas sem perder o peso, até porque o álbum é um dos mais pesados do próprio Metallica.



As linhas de guitarras cruzadas geniais, o baixo incrivelmente pesado, a bateria técnica e habilidosa, os solos magníficos e o característico vocal de James Hetfield, ainda rasgado e pouco grave, são cortesia deste baita disco. O conjunto da obra alterna entre momentos freneticamente rápidos, como em Trapped Under Ice e Creeping Death; magnificamente bem compostos e pesados mas não tão rápidos, como na faixa-título, em For Whom The Bell Tolls e na instrumental The Call Of Ktulu; e até arrastados, como na semi-balada Fade To Black.

"Ride The Lightning" traz 47 minutos de criatividade e agressividade inéditas até o ano de seu lançamento. Clássico incontestável do início ao fim. Se é melhor que Iron Maiden, aí é outra história.



01. Fight Fire With Fire
02. Ride the Lightning
03. For Whom The Bell Tolls
04. Fade To Black
05. Trapped Under Ice
06. Escape
07. Creeping Death
08. The Call of Ktulu (Instrumental)

James Hetfield - vocal, guitarra
Kirk Hammett - guitarra
Cliff Burton - baixo, backing vocals
Lars Ulrich - bateria

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by Silver