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sábado, 13 de agosto de 2011

AC/DC - Live at River Plate [2011]


Não é à toa que esse DVD já ganhou disco de platina no Brasil, além de vendas superiores mundo afora, com direito a número um nas paradas de 17 países. Por isso, nada melhor que uma versão em áudio para conferir em momentos que a atenção no vídeo não é possível. Em sua essência, Live at River Plate não possui lá tantas diferenças em relação aos registros de turnês anteriores. Os mais fanáticos (ou seja, todas as pessoas de bom senso no Planeta Terra) dirão que é assim mesmo e sempre tem que ser. Mas a verdade é que há, sim, um fator diferencial: o enlouquecido público argentino, que transforma a apresentação no estádio Monumental de Nuñez em um verdadeiro ato de celebração religiosa. Uma prova da devoção genuinamente latina, que tanto conhecemos.

Em comparação, podemos dizer que o público argentino agita mais, enquanto os brasileiros gostam de cantar junto. As duas formas são maravilhosas. Em termos de loucura, a coisa se assemelha. Dois povos sofridos, que usam toda a energia acumulada em um show, extravasando da melhor maneira possível. Aí você que está lendo essa resenha vai se perguntar porque ainda não falei do show em si. Ora, ainda há algo que precise ser dito sobre uma apresentação dos irmãos Young? É um verdadeiro desfile sonoro do que o Rock and Roll possui de melhor em sua história, afirmado e reafirmado através de emblemáticos riffs e solos de um nanico que se transforma em algo maior que a vida.



As novas “Rock N’ Roll Train”, “Big Jack” (minha preferida entre as recentes), “Black Ice” e “War Machine” chegam a soar como velhas conhecidas, tamanha a facilidade com que se adaptaram ao repertório. Mas é claro que o que o mundo que ouvir é os velhos hinos de guerra. Esses são executados com a categoria fora de série, a mesma dos últimos 35 anos. E é impressionante como Brian Johnson, com seu estilo caminhoneiro, consegue ter qualquer multidão nas mãos. Da mesma forma, Phil Rudd mostra mais uma vez que a última coisa que o AC/DC precisa é de bateristas mais técnicos, pois ele dá conta, com direito a cigarrinho no canto da boca desde o início.

Para baixar o áudio, comprar o DVD e assistir com a televisão no último volume! Afinal de contas, onde mais o strip-tease de um velhote iria divertir tanto?

Brian Johnson (vocals)
Angus Young (guitars)
Malcolm Young (guitars)
Cliff Williams (bass)
Phil Rudd (drums)

01. Intro
02. Rock N' Roll Train
03. Hell Ain't A Bad Place To Be
04. Back In Black
05. Big Jack
06. Dirty Deeds Done Dirt Cheap
07. Shot Down In Flames
08. Thunderstruck
09. Black Ice
10. The Jack
11. Hells Bells
12. Shoot To Thrill
13. War Machine
14. Dog Eat Dog
15. You Shook Me All Night Long
16. T.N.T.
17. Whole Lotta Rosie
18. Let There Be Rock
19. Highway To Hell
20. For Those About To Rock (We Salute You)

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JAY

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

AC/DC – Bonfire Box Set [1997]


Como a discografia completa do AC/DC já foi postada aqui numa resenha fantástica do incansável Silver, e eu simplesmente sou fanático pelo som dos caras, resolvi postar uma antologia. Mais um Box Set. Atualmente, penso que os boxes são aqueles arquivos que devemos ter em casa. Geralmente são compostos por raridades que vêm em edições caprichadas, com belos encartes e livretos completos. E esse não é diferente.

Bonfire contém faixas raras, ao vivo, alternativas e inéditas típicas dos melhores boxes. São 4 CD’s que fazem uma leitura geral sobre a fase Bon Scott, preferida por muitos fãs da banda, em aproximadamente 3 horas e meia de muito rock’n’roll. A caixa traz também um quinto CD; uma edição remasterizada de Back in Black. Apesar de que penso não ter fundamento inserir aqui um disco sem Bon nos vocais. Exatamente por isso, na época do lançamento houve muitas críticas que chamaram esse Box de “caça níqueis”. Seja como for, vale a pena tê-lo.

Não preciso contar novamente a história da morte de Bon Scott, cercada de mistérios, aos 33 anos de idade e no auge da carreira. Sabe-se que ele morreu de hipotermia dentro de um carro estacionado nas ruas de Londres enquanto dormia absolutamente bêbado. O resto é teoria da conspiração. Mas o que realmente interessa é que, enquanto vivo, foi um frontman único, com um carisma inigualável. O nome Bonfire era estimado pelo falecido vocalista, que o queria para um eventual disco solo. Então, temos uma clara homenagem dos remanescentes da banda.

Cada CD vem dentro de uma caixa que parece de jóia. O livreto foi escrito por Murray Engleheart e traz uma grande quantidade de fotos maravilhosas. Também vem na caixa um pôster, um crachá de acesso ao backstage da época e mais um monte de bugigangas fantásticas, que enchem os olhos daqueles que, como eu, são órfãos da época das grandes capas dos LPs e precisam ver algo enquanto escutam o som.


O primeiro CD foi gravado ao vivo nos Atlantic Studios, em Nova York. É uma típica apresentação do AC/DC, com uma força que parece um soco no estômago, recheada de vocais agressivos e aqueles riffs marcantes que só os irmãos Young são capazes de fazer. A qualidade é impecável, tanto de gravação como de performance. Foi lançado originalmente como um LP promocional, não tem overdubs. É na veia. Destaco simplesmente tudo! Tem que ouvir da capo al fine e acabou a conversa.


O segundo e o terceiro CDs são versões estendidas da trilha sonora do filme Let There Be Rock, gravado ao vivo no Pavillon de Paris em 9 de dezembro de 1979. No Brasil, o filme saiu com o criativo título “Deixe o Rock Rolar”, repetindo a bela besteira que os produtores brasileiros já tinham feito com “Rock é rock mesmo”, do Zeppelin. Pra que isso, Senhor? É sempre bom ouvir Highway to Hell ao vivo com o vocalista original. As interações com a plateia francesa mostram que o som da banda não conhece barreiras.



O quarto CD, intitulado simplesmente Volts, é a cereja do bolo. Traz diversos takes com letras alternativas e gravações que não foram lançadas oficialmente. Touch Too Much e Get It Hot trazem letras diferentes das que aparecem nos discos oficiais. Ride On mostra uma outra face da banda, totalmente blues e lenta, em contraponto com as demais pedradas que compõem a caixa.


O quinto CD dispensa apresentações. Segundo o autor do livro, ele está na caixa porque foi todo inspirado em Bon Scott tendo, inclusive, algumas composições da época em que o vocalista ainda vivia. Ademais, é o encerramento de uma fase considerada clássica e um requiem em homenagem àquele que foi um vocalista que tocou fogo no rock mundial!

Essa é mais uma daquelas caixinhas de surpresas. Afinal, o inferno não é um lugar ruim para se estar...

CD 1 - Live from the Atlantic Studios

1. Live Wire
2. Problem Child
3. High Voltage
4. Hell Ain't a Bad Place to Be
5. Dog Eat Dog
6. The Jack
7. Whole Lotta Rosie
8. Rocker

CD 2 - Let There Be Rock: The Movie CD 1

1. Live Wire
2. Shot Down in Flames
3. Hell Ain't a Bad Place to Be
4. Sin City
5. Walk All Over You
6. Bad Boy Boogie

CD 3 - Let There Be Rock: The Movie CD 2

1. The Jack
2. Highway to Hell
3. Girls Got Rhythm
4. High Voltage
5. Whole Lotta Rosie
6. Rocker
7. T.N.T.
8. Let There Be Rock

CD 4 - Volts

1. Dirty Eyes
2. Touch Too Much
3. If You Want Blood (You've Got It)
4. Back Seat Confidential
5. Get It Hot
6. Sin City
7. She's Got Balls
8. School Days
9. It's a Long Way to the Top (If You Wanna Rock 'n' Roll)
10. Ride On

CD 5 - Back in Black (Remastered)

1. Hells Bells
2. Shoot to Thrill
3. What Do You Do for Money Honey
4. Givin' the Dog a Bone
5. Let Me Put My Love into You
6. Back in Black
7. You Shook Me All Night Long
8. Have a Drink on Me
9. Shake a Leg
10. Rock and Roll Ain't Noise Pollution

Bon Scott (vocais)
Malcom Young (guitarra)
Angus Young (guitarra)
Cliff Williams (baixo)
Phil Rudd (bateria)
Brian Johnson (vocais em Back in Black remastered)


O grande Bon Scott em momento relax



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Por Zorreiro

sábado, 1 de janeiro de 2011

AC/DC - Tributos [1995-2007]


A importância do AC/DC já foi minuciosamente explorada no post especial de Natal, e agora no post de ano novo, poderemos constatar o resultado dessa influência. São inúmeras as homenagens destinadas ao grupo, o que compreende desde discos tributos convencionais até releituras em torno de um estilo específico, paródias, e coisas que não passariam nem na cabeça dos membros que fazem - ou fizeram - parte da banda, como versões em roupagens barroca e lounge.

Claro que, em meio a infinidade de tributos, vários são oportunistas, ou mesmo, são honestos mas não acrescentam muita coisa. Todavia, também devemos levar em consideração o respeito com que a obra do AC/DC é tratada, portanto, por mais excêntrico que seja um trabalho baseado nas composições da banda, deve ser, no mínimo, respeitado, pois mostra a preponderância e reconhecimento do grupo pelas mais diversas vertentes musicais, sendo perpetrado de acordo com a visão musical cabível ao estilo que se refere.

Thunderbolt - A Tribute to AC/DC [1996]


Esse é um dos tributos mais conhecidos ao AC/DC. Basta olhar os músicos que participam para entender. O objetivo desse tributo foi claramente prestar homenagem à fase Bon Scott, mas como o Back in Black se tornou um dos maiores marcos da história do Rock, a homenagem não pôde ser completamente destinada ao Bon Scott. O resultado disso são 10 composições da fase Scott e apenas duas da época com o Brian Johnson, naturalmente, ambas do Back in Black.

A maioria dos covers são versões fiéis e mais pesadas, onde se destacam, "Highway to Hell" executado brilhantemente pela formação clássica do Quiet Riot; "Shake a Leg" com John Corabi rasgando a voz até onde não consegue mais; e "Whole Lotta Rosie" com Stephen Pearcy mandando muito bem. Outra versão interessante é a de "Back in Black" que começa e finaliza com uma parte instrumental do meio da música. Muito bem sacado. Mas o destaque principal fica com a atuação de Joe Lynn Turner. As outras versões variam entre regulares e boas. De qualquer forma, o time de músicos participantes obriga qualquer fã de Hard/Heavy a conhecer esse tributo.

01 - Kevin Dubrow Vocals
Carlos Cavazo Guitar
Rudy Sarzo Bass
Frankie Banali Drums

02 - Sebastian Bach Vocals
Warren DeMartini Guitar
Billy Sherwood Bass
Bobby Blotzer Drums

03 - Joe Lynn Turner Vocals
Phil Collen Guitars
Jeff Pilson Bass
Simon Wright Drums

04 - Whitfield Crane Vocals
Klaus Eichstadt Guitar
Mike Combs Guitar
Brad Divens Bass
Shannon Larkin Drums

05 - Jack Russell Vocals
Mark Kendall Guitar
Bruce Gowdy Guitar
Sean Mcnabb Bass
Bobby Blotzer Drums

06 - Whitfield Crane Vocals
Klaus Eichstadt Guitar
Mike Combs Guitar
Brad Divens Bass
Shannon Larkin Drums

07 - John Corabi Vocals
Bob Kulick Guitar
Billy Sheehan Bass
Pat Torpey Drums

08 - Stephen Pearcy Vocals
Tracii Guns Guitar
Bruce Gowdy Guitar
John Alderete Bass
Jay Schellen Drums

09 - Dave Meniketti Vocals, Guitar
James Morley Guitar
Tony Franklin Bass
Simon Wright Drums

10 - Lemmy Kilmister Vocals, Guitar, Bass
Jake E. Lee Guitar
James Morley Guitar
Ricky Phillips Bass
Simon Wright Drums

11 - Dee Snider Vocals
Scott Ian Guitar
Frank Bello Bass
Charlie Benante Drums

12 - Sebastian Bach Vocals
Kelly Deal Guitar, Drums
Jimmy Flemion Bass

We Salute You - A Tribute to AC/DC [2004]


No mesmo esquema do anterior, a fase Brian Johnson aqui é lembrada com apenas duas músicas, e adivinha de qual disco são? (risos) Rejeições à parte, o tracklist do tributo aborda a fase do conjunto a partir do Dirty Deeds Done Dirt Cheap. Contando com a produção de Bob Bulick e Bruce Bouillet, o time de estrelas foi garantido, com a diferença que a cozinha é fixa, e os incumbidos para tal tarefa foram os consagrados Tony Franklin (baixo) e Aynsley Dunbar (bateria).

Quando eu fiz o post especial compilando os covers gravados pelo Mark Slaughter, acabei passando batido pelo cover que Mark gravou para esse tributo. Apenas aconselho a pegarem esse cover de "Dirty Deeds Done Dirt Cheap" e juntarem aos outros da coletânea, pois pra quem conferiu - ou quiser conferir -, fica claro que Slaughter manja muito dessa área, e aqui, não deixa mais dúvida quanto a essa sua capacidade. Diferente do Thunderbolt onde é possível notar uns 4 deslizes, no mínimo, desta feita a decepção só fica por conta de "You Shook Me All Night Long" que ficou muito fraca na voz inexpressiva de Doug Pinnick. Ou seja, Kulick e Bouillet mais uma vez acertaram em cheio na escolha dos músicos e do repertório - que superou com sobras o anterior. O melhor tributo ao AC/DC, sem dúvidas!

VOCAL / GUITAR / BASS / DRUMS
Track 01 : Joe Lynn Turner / Richie Kotzen / Tony Franklin / Aynsley Dunbar
Track 02 : Phil Lewis / Jeff "Skunk" Baxter / Tony Franklin / Aynsley Dunbar
Track 03 : Tommy Shaw / Albert Lee / Tony Franklin / Aynsley Dunbar
Track 04 : Robin McAuley / Bruce Kulick / Tony Franklin / Aynsley Dunbar
Track 05 : Mark Slaughter / Doug Aldrich / Tony Franklin / Aynsley Dunbar
Track 06 : Jeff Scott Soto / Reb Beach / Tony Franklin / Aynsley Dunbar
Track 07 : Doug Pinnick / Gilby Clarke / Tony Franklin / Aynsley Dunbar
Track 08 : Jizzy Pearl / Jennifer Batten / Tony Franklin / Aynsley Dunbar
Track 09 : John Corabi / Tracii Gunns / Tony Franklin / Aynsley Dunbar
Track 10 : Paul Shortino /Craig Goldy / Tony Franklin / Aynsley Dunbar
Track 11 : Stephen Pearcy / Page Hamilton / Tony Franklin / Aynsley Dunbar

AB/CD - Cut The Crap! [1995]


O AB/CD não chega a ser uma paródia do AC/DC, pois os caras compõem músicas próprias. O terceiro disco do grupo, que marca a estréia do vocalista Mats Levén, seria originalmente de ataques contra celebridades, cada letra ia ser um chute na bunda de determinado famoso. Devido às proporções que a banda havia tomado, a gravadora BMG visando represálias, impediu o disco de ser lançado. Dessa forma, os caras tiveram que refazer todas as letras. Outro fator interessante é que o AB/CD não sobrepuja os clichês e estereótipos do Rock para fazerem gracejos, como já ficou saturado nas mãos de Spinal Tap, Gwar, Nanowar, Massacration e afins.

A imitação de Brian Johnson feita por Mats Levén é hilária, e se não bastasse, as letras são pra rolar no chão, e não tratam das saturadas reverências ao Rock. Em nenhum momento soa ofensivo ou pejorativo, ficando evidente o desígnio humorístico sem cometer sacrilégio ao legado do AC/DC, tanto que o AB/CD faz questão de eliminar qualquer casual deturpação: "Nós não tentamos fazer o AC/DC parecer tolo ou ruim. Se alguém pensa assim, está muito errado. O maior amor que temos é pela melhor banda de Rock de todos os tempos - AC/DC!". Pra garantir as risadas, todas as letras do disco estão no arquivo para quem baixar.

01. White Moonshine Whiskey Maker
02. Mikey's Butt
03. Twelve Beers
04. Attack Of The Perfumed Turd
05. Too Short To Be The King
06. Six Feet Down Below
07. MTV Recipe
08. Face Lift Boogie
09. Bengus Handjob
10. Rock 'n' Rolex
11. Elvis, Bugs & Oldies

Mats Levén - Vocal
Bengt Ljungberger - Guitar
Björn Påhlsson - Guitar
Jim Gustavsson - Bass
Nicco Wallin - Drums



Covered In Black - An Industrial Tribute to the Kings of High Voltage [1997]


O AC/DC nunca ganhou um tributo decente feito por bandas de Metal. Como as homenagens nesse formato feitas por bandas de Heavy Metal são jogadas de gravadora pra promover seu cast, e os de Metal Extremo são verdadeiros insultos (Six Feet Under que o diga), trago a vocês o 'menos pior'. Assim como os outros tributos ao AC/DC feito por bandas de Metal, ninguém conhece a maior parte das bandas participantes aqui, mas é fácil notar que a maioria é partidária do Rock Industrial, e as exceções que incorrem ao Metal são justamente os únicos nomes conhecidos: Godflesh, pioneiro do Industrial Metal; e o polêmico The Electric Hellfire Club, liderado pelo 'reverendo' da Church of Satan, Thomas Thorn.

As versões em que a parte eletrônica é fortemente enfatizada são as mais interessantes, como as releituras para "Shot Down In Flames", "Thunderstruck" e "Hells Bells" - essa última ficou muito descaracterizada, assim como "The Furor" e "Who Made Who", onde o Rock cede ainda mais espaço pro Eletrônico. "Whole Lotta Rosie" e "TNT" ganharam versões competentes e são as que mais se aproximam dos registros originais. Outras causam muita estranheza, como "Back in Black" - disparada a pior versão, uma verdadeira piada! - e "Badlands" que ficou mais próxima do Metal Alternativo do que qualquer outra coisa. Em suma, vale por curiosidade.

01. The Electric Hellfire Club - Highway To Hell
02. Genitorturers - Squealer
03. Die Krupps - It's A Long Way To The Top
04. Spahn Ranch - Shot Down In Flames
05. Godflesh - For Those About To Rock
06. Joined At The Head - Whole Lotta Rosie
07. Pigface vs. Sheep On Drugs - Back In Black
08. Birmingham 6 - Thunder Struck
09. Razed In Black - Hells Bells
10. Psychopomps - Badlands
11. Klute - The Furor
12. Terminal Sect with En Esch of KMFDM - Who Made Who
13. Sister Machine Gun - TNT
14. 16 Volt - Dirty Deeds Done Dirt Cheap

Come Back In Black - Punk Rock Tribute To AC/DC [2003]


Existem três tributos Punks principais destinados ao AC/DC, que na verdade são dois. Isso ocorre por que um desses foi relançado posteriormente com capa diferente e o tracklist numa outra ordem, tentando vender gato por lebre. Eu tenho esses dois, mas o meu critério para trazer o Come Back in Black foi que, primeiro, ele é isento dessa pilantragem, e segundo, o número de bandas participantes é mais que o dobro do outro registro. Das várias bandas que participam desse tributo, eu só conheço duas, uma de nome (Peter Pan Speedrock), e a outra eu curto mesmo (Frankestein Drag Queen from Planet 13).

O que encontramos aqui são releituras mais cruas, e por vezes, desleixadas, onde podemos apontar versões desenfreadas agressivas ("Shoot To Thrill", "Back In Black"), versões desenfreadas inofensivas ("You Shook Me All Night Long", "High Voltage"), algumas respeitando mais a cadência original dos sons ("Let Me Put My Love Into You", "Whole Lotta Rosie"), e até mesmo versões meio inusitadas, como a de "Hells Bells" com efeitos de metais, e a versão de "Highway to Hell" que mistura Punk e Reggae. Claro que também tem aqueles covers que chegam a irritar bastante, como os de "Sin City" e "Ain't No Fun". Material indicado mais para fãs do estilo.

01. Shandon – Hells Bells
02. Frankenstein Drag Queens – Shoot To Thrill
03. Twin Tornados – What Do You Do For Money Honey
04. Mantaray K-D – Givin The Dog A Bone
05. Derozer – Let Me Put My Love Into You
06. Thee S.T.P. – Back In Black
07. Crummy Stuff – You Shook Me All Night Long
08. Silver Tongued Devil – Have A Drink On Me
09. De Crew – Shake A Leg
10. C.S.C.H. – Rock’n’Roll Ain't Noise Pollution
11. Down By Law – Whole Lotta Rosie
12. She-Male Trouble – Girls Got Rhythm
13. Garadro – Highway To Hell
14. Attaque 77 – Can I Sit Next To You, Girl
15. Space Surfers – Sin City
16. Pseudo Heroes – Ain’t No Fun
17. Dead Kings – Problem Child
18. Ojorojo – Live Wire
19. Hellstomper – If You Want Blood
20. Peter Pan Speedrock – Let Me Put My Love Into You
21. The Jab – High Voltage

Dave Evans - A Hell Of A Night: The Historic Bon Scott 20th Anniversary Memorial Concert [2000]


No aniversário de 20 anos da morte de Bon Scott, o vocalista original do AC/DC, Dave Evans, se juntou ao grupo cover Thundestruck, e juntos fizeram um concerto em memória de Scott. O show foi realizado no Edwards Tavern em Melbourne, e Evans optou por lembrar a fase inicial com Bon, por ter mais ligação com o seu período no grupo, e não abordou discos como Powerage e Let There Be Rock. Portanto, a apresentação é relativamente curta e dura aproximadamente 40 minutos. Evans se mostra um vocalista muito competente durante todo o show, e disso ninguém duvida, até porque, sua saída não teve nada a ver com sua capacidade como cantor.

A abertura acontece com as únicas duas músicas que Evans gravou com os australianos e se encarregam de demonstrar o potencial desse 'azarado' músico. A primeira, "Can I Sit Next to You Girl", foi regravada com Bon, sofrendo alteração na letra e no instrumental. Em respeito ao Bon, Evans executou a música da forma que foi gravada no debut. A outra pérola que marca a fase Evans é "Rockin' In The Parlour", que só saiu no lado b do single da canção anterior e nunca foi regravada ou lançada internacionalmente. E o restante das composições recorda a passagem de Scott pelo AC/DC com louvor, agradando qualquer fã da banda.

01 - Can I Sit Next to You Girl
02 - Rockin' In The Parlour
03 - Rock 'n' Roll Singer
04 - Baby, Please Don't Go
05 - It's A Long Way To The Top (If You Wanna Rock 'n' Roll)
06 - T.N.T
07 - Ride On
08 - Highway To Hell



Back in Baroque - The String Tribute to AC/DC [2003]


Desde que Uli Jon Roth começou a mostrar a aproximação do Rock com a música clássica, centenas de músicos passaram a dedicar sua carreira em fazer adaptações no formato Rock para peças clássicas, ou fundir cortes clássicos com as distorções e o peso do Rock. Mas ainda são poucos os exemplares recorrendo ao contrário dessa proposta, e aqui temos o disco Back in Black executado por um quarteto de cordas, reforçando que o Rock é facilmente mutável para o clássico e vice-versa, como é provado por outros músicos.

A orquestração é guiada perfeitamente, e os violinos reproduzem as partes vocais de forma inacreditável, acompanhado por violoncelo, viola e outro violino harmonizando a reprodução da parte instrumental. Todas as músicas foram adaptadas perfeitamente, até mesmo as mais festeiras como "Have a Drink on Me" e "You Shook Me All Night Long". Os arranjos de corda fazem uma saudação sinfônica ousada e muito pertinente. Recomendado para qualquer pessoa que goste de boa música.

01 - Hells Bells
02 - Shoot To Thrill
03 - What Do You Do For Money Honey
04 - Givin The Dog A Bone
05 - Let Me Put My Love Into You
06 - Back In Black
07 - You Shook Me All Night Long
08 - Have A Drink On Me
09 - Shake A Leg
10 - Rock & Roll Ain't Noise Pollution

Buddha Lounge Renditions of AC/DC [2007]


Existe algo mais estranho do que músicas feitas para agitar serem transformadas em sons para relaxar? Pois é, o que era pra se escutar enchendo a cara e farreando, aqui ganha contornos para serem apreciados em momentos intrínsecos. Passando uma informação de leigo para leigos, a sonoridade apresentada aqui são versões instrumentais que soam como uma mistura de música oriental com ambient eletronic, embora essa não seja a definição de lounge music, é apenas o que eu sinto. Pelo fato de não haver muitas nuances, as músicas acabam ganhando releituras muito parecidas.

Diante da analogia que percorre o trabalho inteiro, também é difícil assimilar os riffs, melodias e linhas vocais na roupagem lounge. Como eu não entendo de lounge, é impossível apontar se o resultado é satisfatório ou deixa a desejar dentro desses padrões. Talvez quem já seja habituado com esse tipo de música possa responder e apreciar essa homenagem. Interessante também salientar que essa mesma 'marca' fez um tributo ao AC/DC com releituras em formato de canções de ninar. Mas isso não é forma de educar uma criança, pois desde cedo o guri tem que escutar os riffs do irmãos Young e o peso real do som, pra poder ter algum tipo de dignidade no futuro.

01 Hell's Bells
02 Back in Black
03 Dirty Deeds Done Dirt Cheap
04 Rock & Roll Ain't Noise Pollution
05 Have a Drink on Me
06 Highway to Hell
07 What Do You Do for Money, Honey
08 You Shook Me All Night Long
09 Sin City
10 Thunderstruck
11 T.N.T
12 Who Made Who

(Links nos comentários - links on the comments)

Dragztripztar

sábado, 25 de dezembro de 2010

AC/DC - Discografia [1976-2008]


Postagem mais do que especial para todos os visitantes. Com vocês, a discografia do AC/DC!
E tenham todos um FELIZ NATAL!

(Todos os links nos comentários - all links on the comments)

PS: os links repetidos já foram consertados e todos estão disponíveis a partir do 10° comentário.


O AC/DC é uma banda que pode ser resumida por números. Não descrita, mas resumida: 37 anos em atividade, mais de 200 milhões de álbuns vendidos, sendo quase 50 milhões delas correspondente ao álbum "Back In Black", de 1980. Aliás, "Back In Black" é o segundo disco mais vendido da história da música, ficando para trás apenas de "Thriller", de Michael Jackson. 91 discos de platina vindos apenas dos Estados Unidos e oriundos de registros de estúdio, álbuns ao vivo ou lançamentos em vídeo, entre outros, e mais uma porção de discos de ouro e platina por todo o mundo. Mais de 440 milhões de dólares arrecadados só com a última turnê, para divulgação do álbum "Black Ice". E por aí vai...

Sem dúvidas, o AC/DC é a banda mais importante da Austrália e uma das mais importantes do mundo. O quinteto exerceu forte influência em inúmeros gêneros do Rock e sua longa carreira impressiona pela consistência de seus trabalhos, que nunca foram movimentados pela "onda do momento" ou por modismos. Aproveitem essa postagem especialíssima da Combe do Iommi!

High Voltage [1976]

A discografia do AC/DC abre com "High Voltage" em dois sentidos. A verdadeira estreia dos caras foi apenas em âmbito australiano, em 1975 e com uma lista de faixas bem diferente. A versão aqui postada é de um ano seguinte, compilando canções dos dois lançamentos australianos. Tem-se aqui um Rock n' Roll simplório e básico, bem influenciado pelo Blues e com duração mais longa. Alguns elementos se modificaram ao longo do tempo (música do AC/DC com mais de 5 minutos se tornou uma injúria no futuro), mas a simplicidade e a influência blueseira persistiu. Não é nem de longe o melhor, mas marca o começo de tudo - com direito à algumas canções hoje clássicas como "T.N.T." e "It's A Long Way To The Top".

01. It's A Long Way To The Top (If You Wanna Rock N' Roll)
02. Rock N' Roll Singer
03. The Jack
04. Live Wire
05. T.N.T.
06. Can I Sit Next To You Girl?
07. Little Lover
08. She's Got Balls
09. High Voltage

Bon Scott - vocal, gaita de foles em 1
Angus Young - guitarra solo, guitarra base em 6
Malcolm Young - guitarra base, guitarra solo em 6, backing vocals
Mark Evans - baixo, backing vocals
Phil Rudd - bateria

Músicos adicionais:
Tony Currenti - bateria em 7 e 8
George Young - baixo e backing vocals em 7 e 8


Dirty Deeds Done Dirt Cheap [1976]

Mais uma vez o AC/DC passou por lançamentos australianos e não-australianos. Dessa vez, poucas divergências na sequência de músicas. No entanto, com "Dirty Deeds Done Dirt Cheap", nota-se um amadurecimento na forma de composição. Uma visão mais comercial era abordada, tendo-se principalmente em vista o fato de que a duração da maioria das músicas passou a ser menor. O estilo começava a se consolidar e a trupe dos Young começava a ter identidade e uniformidade. As composições, sólidas, garantiram mais clássicos para a carreira do AC/DC, como "Rocker", "Problem Child" e a faixa-título. Curiosamente "Dirty Deeds" é o terceiro álbum mais vendido da discografia do grupo nos Estados Unidos, mas a bolacha só vendeu mesmo após o sucesso de "Back In Black" - atingiu a 3ª posição das paradas norte-americanas, mas em 1981! (risos)

01. Dirty Deeds Done Dirt Cheap
02. Love At First Feel
03. Big Balls
04. Rocker
05. Problem Child
06. There's Gonna Be Some Rockin'
07. Ain't No Fun (Waiting Round To Be A Millionaire)
08. Ride On
09. Squealer

Bon Scott - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Mark Evans - baixo, backing vocals
Phil Rudd - bateria


Let There Be Rock [1977]

"Let There Be Rock" chegou às prateleiras australianas com alguns meses de antecedência, com apenas uma diferença: a versão da terra do canguru contém "Crabsody In Blue" ao invés de "Problem Child" - esta marcou presença no álbum anterior, além de uma pequena inversão de faixas. É o último lançamento com Mark Evans e um dos principais expoentes da sonoridade do AC/DC. O quinteto já começava a ter seu espaço nos Estados Unidos, mesmo que no underground, e em algumas regiões da Europa. Contém petardos do nível de "Whole Lotta Rosie", "Hell Ain't A Bad Place To Be" e a canção homônima ao play.

01. Go Down
02. Dog Eat Dog
03. Let There Be Rock
04. Bad Boy Boogie
05. Problem Child
06. Overdose
07. Hell Ain't A Bad Place To Be
08. Whole Lotta Rosie

Bon Scott - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Mark Evans - baixo, backing vocals
Phil Rudd - bateria


Powerage [1978]

Lançado em maio de 1978, "Powerage" é o primeiro álbum a não ter divergências entre datas de lançamento em regiões diferentes - apesar da versão europeia ter "Cold Hearted Man" como adicional. Marcou a estreia de Cliff Williams, baixista que não abandonou o grupo desde então. Tem-se forte influência do Blues neste play e, com exceção de "Sin City", a maioria das faixas permaneceu ignorada em repertórios posteriores. Mas pepitas como "Riff Raff", "Rock 'N' Roll Damnation", "Gone Shootin'" e a própria "Sin City", merecem atenção dobrada.

01. Rock 'N' Roll Damnation
02. Down Payment Blues
03. Gimme A Bullet
04. Riff Raff
05. Sin City
06. What's Next To The Moon
07. Gone Shootin'
08. Up To My Neck In You
09. Kicked In The Teeth

Bon Scott - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Phil Rudd - bateria


If You Want Blood, You've Got It [1978]

A intenção com o lançamento de "If You Want Blood, You've Got It" era retratar a energia que o AC/DC tanto transbordava nos palcos. A performance insana, os improvisos e o sentimento nunca poderiam ter espaço em gravações enfurnadas em estúdios. O concerto gravado foi o ocorrido no teatro Apollo de Glasgow, na Escócia, em 30 de abril de 1978. Em outubro foi lançado no Reino Unido e em dezembro, nos Estados Unidos. Infelizmente, é notável que "If You Want Blood" não conseguiu absorver essa energia - provavelmente um pecado da produção, assinada por Harry Vanda e o irmão dos guitarristas Young, George Young. Mas vale a conferida.

01. Riff Raff
02. Hell Ain't A Bad Place to Be
03. Bad Boy Boogie
04. The Jack
05. Problem Child
06. Whole Lotta Rosie
07. Rock N' Roll Damnation
08. High Voltage
09. Let There Be Rock
10. Rocker

Bon Scott - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Phil Rudd - bateria


Highway To Hell [1979]

"Highway To Hell" carrega uma atmosfera diferenciada. Além de ser, disparadamente, o melhor da primeira fase da banda, é o último desta, já que, no ano seguinte, o vocalista Bon Scott viria a falecer. Tornou-se um clássico instantâneo e sucesso de vendas logo ao seu lançamento, atingindo altas posições nas paradas de vários países - incluindo os Estados Unidos. A inspiração é grande e não há um filler sequer: todas as faixas são aproveitáveis. A clássica faixa-título é conhecida por todos, mas vale destacar a sensual "Touch Too Much" e a frenética "Shot Down In Flames".

01. Highway To Hell
02. Girls Got Rhythm
03. Walk All Over You
04. Touch Too Much
05. Beating Around The Bush
06. Shot Down In Flames
07. Get It Hot
08. If You Want Blood (You've Got It)
09. Love Hungry Man
10. Night Prowler

Bon Scott - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Phil Rudd - bateria


Back In Black [1980]

O divisor de águas da carreira do AC/DC. Após a morte de Bon Scott, no começo do mesmo ano, os próprios integrantes remanescentes queriam acabar com a banda. Mas conseguiram achar o substituto perfeito: Brian Johnson, ex-vocalista do Geordie. "Back In Black", a estreia de Brian, conseguiu ter o que um disco com substituições deve ter: a essência do grupo sem copiar o passado. Era outra banda, com outro vocalista e compositor. Mas era a mesma, com o mesmo Rockão de sempre. Além disso, o êxito comercial ultrapassou tudo o que já havia sido conquistado. Hoje, o álbum é o segundo mais vendido de toda a história da música - ficando atrás apenas de "Thriller", do Michael Jackson.

01. Hells Bells
02. Shoot To Thrill
03. What Do You Do For Money Honey
04. Givin' The Dog A Bone
05. Let Me Put My Love Into You
06. Back In Black
07. You Shook Me All Night Long
08. Have A Drink On Me
09. Shake A Leg
10. Rock And Roll Ain't Noise Pollution

Brian Johnson - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Phil Rudd - bateria


For Those About To Rock [1982]

Apesar de "Back In Black" ser o mais vendido, apenas seu sucessor (além do mais recente, "Black Ice") conquistou a primeira posição das paradas norte-americanas. "For Those About To Rock" é, de fato, uma continuação do clássico antecessor. Segue a mesma linha de composição, apesar de não ter tantas canções marcantes como outrora. Além do clássico "For Those About To Rock (We Salute You)", que desde então fecha os shows do AC/DC, devem-se destaques à "Let's Get It Up" e "Inject The Venom".

01. For Those About To Rock (We Salute You)
02. Put The Finger On You
03. Let's Get It Up
04. Inject The Venom
05. Snowballed
06. Evil Walks
07. C.O.D.
08. Breaking The Rules
09. Night Of The Long Knives
10. Spellbound

Brian Johnson - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Phil Rudd - bateria

Flick Of The Switch [1983]

"Flick Of The Switch" é o álbum mais subestimado da carreira do AC/DC. Tem tanta qualidade quanto os clássicos anteriormente lançados, mas a sua produção simples não agrada os que esperavam por mais um disco refinado e sofisticado. Além disso, não tem um single em potencial, apesar de todas as músicas serem boas. O play tenta voltar às raízes no que tange a sonoridade dos tempos iniciais da banda, adotando mais simplicidade do que já era implicada nas composições. O resultado foi satisfatório, mas os empecilhos acima citados contribuíram para que "Flick Of The Switch" não obtivesse o sucesso almejado. Também é o último disco a ser gravado com Phil Rudd por mais de 10 anos. Destaques para "Rising Power", "Guns For Hire" e a faixa-título.

01. Rising Power
02. This House Is On Fire
03. Flick Of The Switch
04. Nervous Shakedown
05. Landslide
06. Guns For Hire
07. Deep In The Hole
08. Bedlam In Belgium
09. Badlands
10. Brain Shake

Brian Johnson - vocal
Angus Young - guitarra solo, slide guitar em 9
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Phil Rudd - bateria


'74 Jailbreak [1984]

"'74 Jailbreak" foi lançado em outubro de 1984 para comemorar o aniversário de 10 anos do AC/DC. Traz cinco faixas que só foram lançadas nas versões australianas dos discos "High Voltage" e "Dirty Deeds Done Dirt Cheap". O EP teve boas vendas, inclusive em território brasileiro, pois no ano seguinte o grupo faria sua lendária performance no Rock In Rio. Percebe-se maior orientação ao Blues Rock, mas com toda aquela diversão que o AC/DC até hoje proporciona aos fãs. Destaques para a poderosa "Soul Stripper" e o hino "Jailbreak".

01. Jailbreak
02. You Ain't Got A Hold On Me
03. Show Business
04. Soul Stripper
05. Baby, Please Don't Go (Big Joe Williams cover)

Bon Scott - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, guitarra solo em 4, backing vocals
George Young - baixo e backing vocals em 2, 3, 4 e 5
Mark Evans - baixo e backing vocals em 1
Peter Clack - bateria
Tony Currenti - bateria
Phil Rudd - bateria em 1


Fly On The Wall [1985]

"Fly On The Wall" é um "Flick Of The Switch" piorado. Apesar de Simon Wright, o novo baterista, ter feito a diferença - o cara não fica no tum-pá o tempo todo -, a produção assinada pelos dois Young ferrou com o trabalho. Para atrapalhar, a boa era ouvir as bandas de Hair Metal, tais como Def Leppard e Mötley Crüe, e o AC/DC não tinha nada de semelhante com esses grupos, só resgatavam mais ainda a simplicidade de outrora. Os mesmos problemas de seu antecessor marcam presença aqui, principalmente a presença de um single de impacto: os dois que foram lançados, "Sink The Pink" e "Shake Your Foundations", com certeza não eram as melhores opções.

01. Fly On The Wall
02. Shake Your Foundations
03. First Blood
04. Danger
05. Sink The Pink
06. Playing With Girls
07. Stand Up
08. Hell Or High Water
09. Back In Business
10. Send For The Man

Brian Johnson - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Simon Wright - bateria


Who Made Who [1986]

"Who Made Who" ajudou a levantar o AC/DC das "crises" sofridas com seus últimos discos. A intenção não era lançar uma coletânea, mas acabou sendo feita para ser utilizada como trilha sonora do filme "Comboio do Terror", de Stephen King. O filme foi um fiasco, mas o álbum merece atenção principalmente pelas três inéditas: a faixa-título, responsável pelo sucesso do play, e as instrumentais "D.T." e "Chase The Ace".

01. Who Made Who
02. You Shook Me All Night Long
03. D.T.
04. Sink The Pink
05. Ride On
06. Hells Bells
07. Shake Your Foundations
08. Chase The Ace
09. For Those About To Rock (We Salute You)

Brian Johnson - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Simon Wright - bateria

Músicos adicionais:
Phil Rudd - bateria em 2, 5, 6 e 8
Bon Scott - vocal em 5
Mark Evans - baixo em 5

Blow Up Your Video [1988]

"Blow Up Your Video" é o último a ter Simon Wright como baterista e a ter composições do vocalista Brian Johnson (que por aqui preparou todas as letras). Este álbum, especial nessa discografia, representa a verdadeira volta dos caras à mídia, já que estavam apagados nos últimos anos. Como o quinteto nunca teve mudanças bruscas em sua sonoridade, a alta dos caras pode ser justificada pela boa produção assinada por Harry Vanda e George Young, maior inspiração nas composições e a presença de um bom single: "Heatseeker". Outros destaques ficam para "Kissin' Dynamite" e "That's The Way I Wanna Rock N' Roll", esta também lançada como single.

01. Heatseeker
02. That's The Way I Wanna Rock N' Roll
03. Meanstreak
04. Go Zone
05. Kissin' Dynamite
06. Nick Of Time
07. Some Sin For Nuthin'
08. Ruff Stuff
09. Two's Up
10. This Means War

Brian Johnson - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Simon Wright - bateria, percussão


The Razors Edge [1990]

Se "Blow Up Your Video" marcou a volta do AC/DC para o patamar que estava, "The Razors Edge" consolidou e eternizou os australianos mais ainda como verdadeiros monstros do Rock. A inspiração aqui aumentou consideravelmente e a produção, assumida por Bruce Fairbairn, foi decisiva. A bateria, aqui assumida pelo ótimo Chris Slade, também colaborou e deu vida nova às composições - estas, assumidas pelos irmãos Young, assim como em todos os álbuns pela frente. O resto está como um bom disco do AC/DC deve estar, com a agressividade que não pode faltar. A repercussão foi boa e já vendeu 10 milhões de cópias por todo o mundo até hoje. Destaques para "Thunderstruck", "Moneytalks", "Got You By The Balls" e "Fire Your Guns".

01. Thunderstruck
02. Fire Your Guns
03. Moneytalks
04. The Razors Edge
05. Mistress For Christmas
06. Rock Your Heart Out
07. Are You Ready
08. Got You By The Balls
09. Shot Of Love
10. Let's Make It
11. Goodbye & Good Riddance to Bad Luck
12. If You Dare

Brian Johnson - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Chris Slade - bateria, percussão


Live: 2 CD Collector's Edition [1992]

Aproveitando o bom momento que passavam com o lançamento do incrível "The Razors Edge", o quinteto decidiu gravar algumas performances da turnê de divulgação do disco para o lançamento de um ao vivo. Apesar de "If You Want Blood" ser um bom live, há de se convir que "Live" é o registro definitivo do AC/DC em palco, compilando muito bem a energia de um show digno da trupe - mesmo com Chris Slade, o homem que utiliza quatro bumbos em suas performances. A versão aqui trazida é o lançamento duplo que surgiu nas prateleiras ao mesmo tempo do cd único. Logicamente, a versão dupla é a melhor, pois contém mais músicas e, obviamente, mais clássicos. Para muitos fãs do AC/DC, não há necessidade de um "greatest hits" com um ao vivo desses. Diversão pra lá de garantida!

CD 1:
01. Thunderstruck
02. Shoot To Thrill
03. Back In Black
04. Sin City
05. Who Made Who
06. Heatseeker
07. Fire Your Guns
08. Jailbreak
09. The Jack
10. The Razors Edge
11. Dirty Deeds Done Dirt Cheap
12. Moneytalks

CD 2:
01. Hells Bells
02. Are You Ready
03. That's The Way I Wanna Rock N' Roll
04. High Voltage
05. You Shook Me All Night Long
06. Whole Lotta Rosie
07. Let There Be Rock
08. Bonny
09. Highway To Hell
10. T.N.T.
11. For Those About to Rock (We Salute You)

Brian Johnson - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Chris Slade - bateria


Ballbreaker [1995]

Após uma grande turnê para divulgação de "The Razors Edge", a volta de Phil Rudd é negociada e "Ballbreaker", que conta com a produção do genial Rick Rubin, é finalmente lançado. O álbum remete à sonoridade grandiosa e até mesmo teatral dos clássicos "Back In Black" e "For Those About To Rock", com músicas de forte presença e pegada do início ao fim. Tudo às ordens! Destaques para "Hard As A Rock", "Burnin' Alive" e "Hail Caesar".

01. Hard As A Rock
02. Cover You In Oil
03. The Furor
04. Boogie Man
05. The Honey Roll
06. Burnin' Alive
07. Hail Caesar
08. Love Bomb
09. Caught With Your Pants Down
10. Whisky On The Rocks
11. Ballbreaker

Brian Johnson - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Phil Rudd - bateria


Stiff Upper Lip [2000]

Após um hiato de cinco anos, o AC/DC, já com status de "dinossauros do Rock", lançam o ótimo "Stiff Upper Lip", novamente com a produção de George Young. Tudo o que se pode esperar do AC/DC está aqui, e não há nenhuma decepção com qualquer aspecto do álbum. A repercussão na mídia foi satisfatória, com direito à disco de platina nos Estados Unidos, no Canadá e no Reino Unido. Destaques para "Meltdown", "Safe In New York City", "House Of Jazz" e a faixa-título.

01. Stiff Upper Lip
02. Meltdown
03. House Of Jazz
04. Hold Me Back
05. Safe In New York City
06. Can't Stand Still
07. Can't Stop Rock N' Roll
08. Satellite Blues
09. Damned
10. Come And Get It
11. All Screwed Up
12. Give It Up

Brian Johnson - vocal
Angus Young - guitarra solo
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Phil Rudd - bateria


Black Ice [2008]

O hiato dessa vez foi maior, logo, a expectativa cresceu mais ainda. "Black Ice" começou a ser trabalhado em meados de 2006 e o álbum estava previsto para sair ao fim do mesmo ano, mas Cliff Williams sofreu uma lesão e o grupo trocou de gravadora - da Epic para a Columbia Records. A produção foi assumida por Brendan O'Brien, pela primeira vez, e o resultado foi satisfatório. De tão satisfatório, atingiu a primeira posição das paradas norte-americanas (feito conquistado apenas por "For Those About To Rock") e sua turnê teve a segunda maior arrecadação da história, ultrapassando os 440 milhões de dólares. e só perdendo para "A Bigger Bang Tour", do The Rolling Stones. Destaques para "Rock N' Roll Train", "Big Jack" e "War Machine".

01. Rock N' Roll Train
02. Skies On Fire
03. Big Jack
04. Anything Goes
05. War Machine
06. Smash N' Grab
07. Spoilin’ For A Fight
08. Wheels
09. Decibel
10. Stormy May Day
11. She Likes Rock N' Roll
12. Money Made
13. Rock N' Roll Dream
14. Rocking All The Way
15. Black Ice

Brian Johnson - vocal
Angus Young - guitarra solo, slide guitar em 10
Malcolm Young - guitarra base, backing vocals
Cliff Williams - baixo, backing vocals
Phil Rudd - bateria

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by Silver

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

AC/DC - Let There Be Rock [1977]


Todos sabemos que dentro do mundo rocker há desavenças entre seguidores dos mais variados estilos, que não suportam o estilo musical alheio e que sempre entram em discussões intermináveis sobre qual deles é o melhor. Mas mesmo entre essas desavenças, os sensacionais australianos do AC/DC conseguiram estabelecer uma unanimidade incrível, que não importa quem escute seja punk, poser, troo ou headbanger, todos estes concordam que esta é uma das bandas mais importantes (senão a maior) que estão em atividade até os dias de hoje.

Influência garantida de quase todas as bandas de hard que surgiram após eles, conseguem com o passar dos anos e mesmo lançando discos que seguem a mesma linha desde seu início de carreira, conquistar novas gerações de roqueiros. É só aparecer uma nova banda que dê primazia ao riffs marcantes e gritantes que já os descrevem como um "novo AC/DC". Mas tudo isso realmente é mais que merecido, pois não existe banda alguma que vista a camisa do rock n' roll como eles.

Apesar de assim como todo grupo eles terem seus momentos menos inspirados, fica difícil escolher qual disco deles é melhor, mais animal, que mais chuta traseiros e assim por diante. Como é praticamente impossível se definir nisso, irei postar o disco que na minha opinião tem as músicas mais empolgantes apresentadas por este brilhante quinteto. Contendo em sua formação o saudoso Bon Scott nos vocais e o baixista que foi o membro da primeira formação estável do grupo Mark Evans, "Let There Be Rock" é uma aula de rock n' roll, aonde em apenas quarenta minutos tudo vai literalmente ao chão, com o som poderoso apresentado aqui.


Com Bon Scott inspiradíssimo e Angus Young incendiário, é impossível que se faça algo ruim. E nesse disco não há a possibilidade de se dar destaques ou cometer o sacrilégio de dizer que há uma canção ruim. Não meu amigo, aqui temos rock n' roll em seu estado bruto e no que melhor pode ser apresentado, onde as influências dos blues são latentes e os solos e riffs memoráveis que o grupo sempre apresentam estão aqui, para arrancar um sorriso de orelha a orelha de qualquer um que se julgue roqueiro.

Como já dito, não existem destaques a serem dados, mas irei citar as canções que mais gosto para não me alongar ainda mais nesse texto. A trinca inicial é algo que não é recomendável para quem seja cardíaco. "Go Down" e "Dog Eat Dog" tem energia de sobra e mostram que se você gosta de rock calminho ou música para acalmar, esse disco não é para você amigão. O hino "Let There Be Rock" com sua pegada nervosa é uma celebração ao rock e sugere como foi a criação do mesmo, música em que fica improvável não quebrar o pescoço em sua execução.

Se a trinca inicial é de dar taquicardia, a dobradinha que finaliza esse disco é para matar nego do coração. "Hell Ain't a Bad Place" com seus riffs cortantes e refrão que está entre os mais sensacionais da carreira do grupo é a predileta desse que vos escreve e devia ser ensinada na escola, e essa geração zuada de coloridos ia pro espaço! "Whole Lotta Rosie" finaliza com maestria, com uma letra engraçada e baseada em fatos reais que o vocalista Bon Scott viveu e que vai arrancar boas risadas.

Um disco indicado para quem quer rock de verdade e quer animar dias em que tudo está errado. Essencial, assim como qualquer disco do AC/DC.




1.Go Down
2.Dog Eat Dog
3.Let There Be Rock
4.Bad Boy Boogie
5.Problem Child
6.Overdose
7.Hell Ain't a Bad Place to Be
8.Whole Lotta Rosie

Bon Scott - Vocais
Angus Young - Guitarra Solo
Malcolm Young - Guitarra Base, Backing Vocals
Mark Evans - Baixo, Backing Vocals
Phil Rudd - Bateria, Percussão


By Weschap Coverdale