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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Ted Poley - Collateral Damage [2006]


A volta de Ted Poley para o Danger Danger só se efetivou em 2004, demorando mais 5 anos para lançar um álbum, o ótimo "Revolve". Mas o vocalista se manteve ativo durante a separação com o Bone Machine e o Melodica. Após voltar ao DD, apostou numa carreira solo que teve apenas dois, mas bons discos. Lançado no começo de 2006, "Collateral Damage" é o primeiro a carregar seu nome, apesar de ser fruto de uma parceria entre o próprio e Vic Rivera, a mente por trás do AdrianGale. Tem-se, ainda, convidados de peso como Bill Leverty (Firehouse), Pete Lesperance (Harem Scarem) e o ex-Danger Danger, Andy Timmons.

A participação de Rivera foi decisiva para o trabalho pois, se Poley já havia demonstrado simpatia pelo AOR em seus projetos anteriores, definitivamente aqui a simpatia pela vertente melódica do Hard Rock se torna latente e real. A maior presença da cama de teclados e a estrutura exaltadora das melodias e harmonias da vertente já conhecida por muitos distanciou o vocalista um pouco do som clássico do Danger Danger, até porque os tempos são outros.

Não há de se pensar, porém, que não há peso ou consistência em "Collateral Damage". A guitarra rouba a cena em inúmeros momentos, sejam pelas bases bem feitas ou pelos solos dos vários convidados. A cozinha, assumida integralmente por Vic Rivera, faz muito bem seu trabalho. Os já citados teclados de Alex Salzman, produtor que já foi indicado ao Grammy, são adequadíssimos e Ted Poley não deixa a desejar, com ótimos vocais.


O lado A do disco faz a diferença. A abertura "Yeah, U Want It" conta com o diferenciado Andy Timmons, enquanto "Breathing Doll" é um digno Hard anos 1980, ditado pela bateria de Rivera e pela guitarra de Lesperance. "Curtain Call" é uma balada morna, mas não compromete, e "Endgame" eleva o peso muito bem, com cozinha coesa e guitarras potentes. "Maybe", grudenta que só, é uma das melhores e fecha a primeira metade com uma ótima interpretação de Ted.

A segunda parte abre-se com a radiofônica "Good Enough" e seus fortes backing vocals, e a cativante "Hero Falling" mantém o nível em seguida. "Let Go" é outra fraca balada, mas o clima melhora com a animada "Heads Up (Look Out Below)". A semi-balada "Rise" fecha o disco com chave de ouro, sendo também uma das melhores da lista.

Após viciantes e constantes audições, a conclusão é una: "Collateral Damage" é um ótimo disco e merece um espaço nos mais tocados da prateleira de qualquer fã de Hard/AOR que se preze.


A qualidade não é das melhores, mas traz Ted
no Hard Rock Café do Rio de Janeiro, em 2007


01. Yeah, You Want It!
02. Breathing Doll
03. Curtain Call
04. Endgame
05. Maybe
06. Good Enough
07. Hero Falling
08. Let Go
09. (Heads Up!) Look Out Below!
10. Rise

Ted Poley - vocal
Vic Rivera - guitarra base (solo em 3, 7 e 9), baixo, bateria, backing vocals
Alex Salzman - teclados

Músicos adicionais:
Andy Timmons - guitarra solo em 1
Bill Leverty - guitarra solo em 5
Pete Lesperance - guitarra solo em 2 e 10
Kenneth E. Kristiansen - guitarra solo em 6
Xavier Paladian - guitarra solo em 4
Mike Ledesma - backing vocals em 6
Patrick Simonsen - backing vocals em 6

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by Silver

A dupla dinâmica, Ted Poley e Vic Rivera

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

The Tour Bus Road Trip [2001]


Post em homenagem ao anônimo “machão” que disse para maneirarmos no Hard no post do Europe porque está saturado.

Nos piores momentos do Hard Rock em solo norte-americano, o The Tour Bus foi um dos programas de rádio que segurou bravamente a bandeira do estilo. Exbido por emissoras menores de todo o país, o show trazia entrevistas e cobertura de eventos do gênero em uma época que ele estava condenado ao underground total. Tive a oportunidade de ouvir uma vez a atração – lá nos primórdios da internet, ainda à lenha – e rolava em um clima muito bacana, com descontração e informação na medida certa para o ouvinte. Também pesava o fato de ser uma das poucas fontes de novas descobertas.

Mas o ‘prato principal’ do programa era quando os artistas iam ao estúdio e mandavam ver um som acústico. Alguns dos melhores momentos estão compilados nesse álbum. Curioso notar que, no momento de ressaca do Hard Rock, várias figuras conhecidas da cena tocavam projetos paralelos. É o caso do Bar 7, que contava com Jeff Keith e Tommy Skeoch, do Tesla; o Iron Horse, de Ron Keel ou o Westworld, de Ronnie Le Tektro, ex-TNT. Da mesma forma, Mike Tramp, Mikey Steel (vulgo Michael Matijevic) e Ted Poley compareciam sem White Lion, Steelheart e Danger Danger (que participa da coletânea com o grande Paul Laine nos vocais) respectivamente.

Merecem destaque Joe Lynn Turner com a manjada “Stone Cold”, o Stryper, recém reunido, executando “You Won’t Be Lonely” e a bela Doro Pesch, que emociona em “Love Me In Black”. Mas a melhor versão, sem dúvida, é a de Danny Vaughn para “Soldiers and Sailors On the Riverside”, mostrando que sua história não se resumiu ao fantástico trabalho com o Tyketto. Tá aí um programa de rádio que jamais teremos aqui no Brasil. Quer dizer, isso até a Rádio Combe ir pro ar, é lógico!

01. Stone Cold (Joe Lynn Turner)
02. Lady Bug (Bar 7)
03. Better Off (Mike Tramp)
04. You Won’t Be Lonely (Stryper)
05. Soldiers and Sailors On the Riverside (Danny Vaughn)
06. So in Love With You (Mikey Steel)
07. Love Me in Black (Doro)
08. Naughty Naughty (Danger Danger)
09. Missing You (Ted Poley)
10. Tears of Fire (Ron Keel’s Iron Horse)
11. Suicide (Westworld)
12. As I Said Before (Zebra)

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JAY