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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Harem Scarem - Voice Of Reason [1995]


Após dois álbuns que figuram na lista de muitos fãs de Hard Rock (incluindo este que vos escreve) como os melhores do estilo na década de 1990, o Harem Scarem resolveu arriscar tudo. Uma atitude muito corajosa – ou burra, dependendo do ponto de vista – que acabou resultando em um suicídio comercial, para desespero de gravadora e empresários. Mas a verdade é que os canadenses liderados por Harry Hess e Pete Lesperance nunca quiseram prender a carreira a um modo específico de compor e divulgar sua arte. Sendo assim, não é surpresa que esse disco tenha caído como uma verdadeira bomba sobre a cabeça dos admiradores ao ser lançado.

Voice of Reason é o trabalho mais dark da história do quarteto, com músicas melancólicas e toques de um peso muito soturno. Para alguns, apenas o reflexo da cena à época. Mas claramente havia algo mais por trás, como os integrantes da banda deixariam claro em entrevistas posteriores. O álbum serviu como uma espécie de exorcismo para os músicos, desiludidos com a forçação de barra do show business. A melhor resposta que poderiam dar seria justamente fazendo aquilo que sabiam, mas explorando novos caminhos. Deram a cara a tapa sabendo que a probabilidade de um desastre era enorme.



O play foi um fracasso comercial, mas ainda conseguiu emplacar alguns sons, como o single “Blue” e a desesperadoramente bela “Warming A Frozen Rose”. Mas o grande momento vem em “Necessary Evil”, uma balada Hard/Blues que Harry canta com emoção inigualável, mostrando porque é uma das maiores vozes de sua geração. Aliás, chega a ser redundante elogiar o trabalho de vocais dos quatro, já que a competência se sobressai em todas as faixas, como de costume. O trabalho marcaria a despedida da formação clássica, já que o baixista Mike Gionet abandonou o barco.

Um álbum controverso, mas artisticamente falando, de qualidade indiscutível. O que justifica o status de ‘cult’ que ganhou com o passar do tempo. Recomendadíssimo para fossas e reflexões sobre a vida de modo geral. Não recomendado para quem é marinheiro de primeira viagem e não está familiarizado com o som da banda. Nesse caso, opte pelos dois primeiros.

Harold Hess (vocals, keyboards)
Pete Lesperance (guitars)
Mike Gionet (bass)
Darren Smith (drums)

01. Voice of Reason
02. Blue
03. Warming a Frozen Rose
04. Let It Go
05. And That's All
06. Breathing Sand
07. Candle
08. The Paint Thins
09. I'll Be Brief
10. Untouched
11. Necessary Evil

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JAY

domingo, 12 de junho de 2011

Harem Scarem - Ballads [1999]


For you, Cris...

Já é de praxe nessa data tão especial que é o Dia dos Namorados fazermos nossas coletâneas de baladas. Uma prática saudável, que com certeza já fez muita gente transar e tantos outros buscar o suicídio. Mas manter a Van do Halen como o melhor blog de informações sobre Rock do país tem seu preço. Sendo assim, esse ano nada de compilação organizada a partir de minha mente doentia (risos maléficos). O que não significa que deixaremos de ter um post para celebrar o momento.

Aqui está um lançamento originalmente desgtinado ao mercado japonês de um grupo de canadenses que sempre conseguem emprestar o romantismo e a dramaticidade necessários para a ocasião. Nessa coleção de baladas, o Harem Scarem mostra seu talento ímpar, transbordando emoção a cada acorde. E é nesses momentos que a interpretação de Harry Hess se sobressai com ainda mais força que o habitual, mostrando uma das vozes mais poderosas de sua geração. Falando nisso, poucos grupos de Hard Rock possuem uma sincronia de vozes tão perfeita, algo muito importante para situações como essa, o que fica ainda mais claro na espetacular “Just Like I Planned”, totalmente à capella.



A seleção de faixas reúne alguns clássicos da dor-de-cotovelo roqueira. Não são raras as histórias – algumas contadas aqui mesmo – de quem passou fossa ao som de “Honestly”. Mais duas do clássico debut marcam presença, as indefectíveis “Slowly Slipping Away” e “Something to Say”. Mood Swings comparece, entre outras, com a mais que verdadeira letra de “Stranger Than Love”, além do momento genial de Pete Lesperance em “Mandy”. O abandono musical de “Necessary Evil” traz um dos momentos mais emocionantes de todo o álbum, funcionando como um retrato de uma pessoa em desespero por não conseguir se libertar de outra.

Portanto, se ainda procurava trilha sonora ideal para esse dia, fica aqui a dica. Só não se esqueça de armar aquele clima todo especial, com direito a velas, rosas e preservativos – ué, nesses momentos tem que ter consciência também, meus caros. Anyway, feliz dia dos namorados para quem tem companhia. E para os solitários, fica a dica que tem circulado pela rede nos últimos dias. Você não passa o Dia do Índio com um índio, não passa o Dia da Árvore com uma árvore nem o Dia de Finados com um defunto. Portanto, não há nada de errado com sua individualidade.



Harry Hess (vocals, guitars)
Pete Lesperance (guitars)
Mike Gionet (bass)
Barry Donaghy (bass)
Darren Smith (drums)

01. Honestly
02. Slowly Slipping Away
03. Something To Say
04. Stranger Than Love
05. If There Was a Time
06. Just Like I Planned
07. Mandy
08. Let it Go
09. Necessary Evil
10. Rain
11. Hail, Hail
12. The Mirror
13. In My State Of Mind
14. Without You
15. Rememeber
16. Why?

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JAY

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Harem Scarem - Mood Swings [1993]


Com o lançamento de seu primeiro álbum – uma verdadeira pérola do Hard/Melodic Rock, indispensável em qualquer coleção – o Harem Scarem estava em alta, especialmente em seu país, o Canadá. Embora Mood Swings não tenha alcançado o mesmo êxito em termos de vendas, é um disco tão bom quanto. Tanto que até hoje há uma discussão entre os fãs sobre qual do dois é o melhor da carreira do grupo liderado por Harry Hess e Pete Lesperance. Mas o fato é que ambos são mais que dignos de nota dez. Nesse aqui, a banda acrescentou um pouco mais de peso, mas sem se descuidar das melodias impecáveis. O entrosamento do quarteto era evidente, com sincronia vocal e instrumental simplesmente absurda.

Para mostrar qual seria a tônica, o disco já começa metendo o pé na porta com as sensacionais “Saviors Never Cry” e “No Justice” (primeiro single). Uma bela amostra do que viria pela frente. “Stranger Than Love” retoma a linha do primeiro álbum, carregada de emoção, especialmente na letra, que diz muita coisa. O ritmo acelerado volta em “Change Comes Around”, talvez a música mais próxima do Heavy metal que os caras fizeram em toda a carreira. Em seguida, a fenomenal “Jealousy”, onde Harry Hess oferece uma de suas melhores performances em todos os tempos, mostrando porque é uma das grandes vozes do gênero. De emocionar.Uma novidade acontece em “Sentimental Blvd.”. Trata-se da primeira música do Harem Scarem cantada pelo baterista Darren Smith, fato que se repetiria em ocasiões posteriores.



A curta instrumental “Mandy” traz uma exibição pra lá de inspirada de Pete Lesperance, mostrando tudo que sabe nas seis cordas. Feeling de causar inveja a muitos bululuzentos por aí. A suingada “Empty Promises” faz um filme rolar na cabeça com sua melodia fora de série, enquanto “If There Was A Time” oferece um momento de calmaria muito bem-vindo, com teclados muito bem colocados. Como talento pouco é bobagem, prepare-se para uma queda de queixo em “Just Like I Planned”, momento a capella de arrepiar e encher os olhos de lágrimas. Para fechar em alta potência, “Had Enough” é um Hard Rock dos bons, perfeito para acompanhar o ritmo batendo o pé e balançando no ritmo.

Apesar de toda a qualidade, o álbum nem de perto repetiu o sucesso de seu antecessor, chegando apenas ao número 83 da parada canadense. Curiosamente, foi o primeiro disco da banda a ser lançado no Japão, único lugar onde seu nome realmente cresceu, fazendo com que o debut fosse finalmente lançado por lá, junto com o EP Acoustic and Live. Várias mudanças de direcionamento fizeram com que o grupo não colhesse os frutos que merecia. Mas independente do que tenha acontecido, Mood Swings colocou o Harem Scarem definitivamente entre os maiores nomes do Rock melódico mundial. Sem dúvida, um dos melhores trabalhos do gênero na década de 1990. Download obrigatório!



Harry Hess (vocals, guitars)
Pete Lesperance (guitars, keyboards)
Mike Gionet (bass)
Darren Smith (drums, vocals on 6)

01. Saviors Never Cry
02. No Justice
03. Stranger Than Love
04. Change Comes Around
05. Jealousy
06. Sentimental Blvd.
07. Mandy
08. Empty Promises
09. If There Was A Time
10. Just Like I Planned
11. Had Enough

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JAY

domingo, 16 de janeiro de 2011

Harem Scarem – Overload [2005]

Depois do sucesso fugaz obtido com seus dois primeiros trabalhos, deu a louca no Harem Scarem. De Voice of Reason (1995) em diante o grupo perdeu o foco; atirou para todos os lados e poucos tiros foram certeiros. Em Overload a bala passou raspando. Lançado em 2005, o décimo álbum do Harem Scarem traz bases pesadas e ótimos refrões, mas peca por tentar soar moderno demais.

Cá entre nós, não tinha porque Harry Hess ter cedido ao uso de tantos efeitos para voz. O mesmo vale para Pete Lesperance e seu apreço por inovações em termos de pedais e pedaleiras. Mas a despeito disso, Overload traz algumas das melhores letras já escritas pela dupla. De cabo a rabo, um mar revolto de decepção, insatisfação, questionamentos pessoais e a sempre presente idéia do “onde foi que eu errei?” conferindo aquela melancolia até mesmo nos momentos mais “pauleira”.



Diretamente do fundo do poço, aponto como destaque a faixa bônus Wishing – cuja letra segue no fim desta postagem –, Can’t Live With You (melhor refrão do play) e tudo que é dito em Forgive & Forget, que, dependendo das circunstâncias, pode ser tomado como grande “moral da história” em Overload.

01. Dagger
02. Afterglow
03. Rise and Fall
04. Don't Come Easy
05. Can't Live With You
06. Forgive & Forget
07. All You're Getting
08. Leading Me On
09. Understand You
10. Same Mistakes
11. Wishing (European Bonus Track)

Harry Hess – vocais, teclados e guitarras
Pete Lesperance – guitarras, teclados e vocais
Barry Donaghy – baixo e vocais
Creighton Doane – bateria

Músicos adicionais:
Darren Smith – backing vocals

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Wishing
(Hess/Lesperance)

I taste words that fell
Out of your mouth
Believing heart and head that I'd be the one

Wishing for so long
On wells run dry and burned out stars
We may be over
Love is gone
I will live on

Shades of discontent
Eye of the storm
Killing all what's left
Right has gone wrong

Wishing for so long
On wells run dry and burned out stars
We may be over
Love is gone
I will live on

@mvmeanstreet

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Harem Scarem - Live and Acoustic [1994]


Podemos dizer que esse EP encerra uma fase na carreira do Harem Scarem. Afinal de contas, os fãs mais conservadores nunca engoliram as mudanças propostas por Harry Hess e companhia após seus dois primeiros trabalhos. A queda comercial foi latente, com o grupo canadense nunca mais emplacando um real sucesso fora da cena. Sendo assim, temos aqui versões acústicas, ao vivo e editadas de músicas dessa era. Do primeiro grupo, a melancólica “Honestly” ganha um clima mais obscuro, porém menos triste, muito graças à ausência do piano. Já “Jealousy” surge com uma levada muito bacana, acrescentando um balanço todo especial.



Entre as ao vivo, destaque para a fantástica “Hard to Love”, na versão que aparece no clipe desse post, mostrando toda a técnica e sincronia vocal do quarteto. As também maravilhosas “No Justice” e “Mandy” (show particular de Pete Lesperance!) aparecem em versões bootleg, tirando um pouco da qualidade. Nas faixas editadas, nada demais, embora cortar a intro de violão em “Something to Say” seja um crime em potencial. Download obrigatório para os fãs dessa grande banda de Melodic Rock, fechando com chave de ouro esse momento da história.

Harry Hess (vocals, guitars)
Pete Lesperance (guitars)
Mike Gionet (bass)
Darren Smith (drums)

01. Honestly (acoustic)
02. If There Was a Time (edit)
03. No Justice (live)
04. Mandy (live)
05. Hard to Love (live)
06. Jealousy (acoustic)
07. Something to Say (edit)

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JAY

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Harem Scarem – Live at The Gods [2002]


O festival The Gods of AOR de 2002, realizado na Inglaterra, ficou na memória dos fãs por ser palco para a gravação de três CD’s/DVD’s lançados via Frontiers Records. O mais famoso registro foi o de Jeff Scott Soto (disponbilizado aqui na Combe by Silver), com um breve resumo de sua carreira multifacetada. O do Hardline marcou a reunião da banda em palcos, já sem Neal Schon. E, por último, esse que trazemos aqui, dos canadenses do Harem Scarem. Sabendo que o evento tem como público prioritário a galera saudosista, os músicos prepararam um set list especial para a ocasião, resgatando alguns sons dos primeiros trabalhos que há muito não eram tocados.

Mas o clima não era apenas de nostalgia. O grupo havia lançado o bom disco Weight of the World aquele ano, se reaproximando de suas raízes Hard após alguns trabalhos bem distantes – em um deles até mudando o nome para Rubber. Aproveitaram o momento e ofereceram um belo espetáculo aos presentes, embora a frieza da platéia britânica tenha ficado clara, não apenas aqui, mas em todas as gravações desse dia. Mesmo assim, Harry Hess e Pete Lesperance deram tudo de si junto aos mais recentes integrantes da trupe. E embora sejam inferiores aos inesquecíveis Mike Gionet e Darren Smith, Barry Donaghy e Creighton Doane dão conta do recado.



Para os fãs das antigas, sempre é um prazer relembrar sonzeiras como “Hard to Love”, “How Long”, “Honestly” (única que contou com alguma reação mais destacável dos presentes) e, respectivamente, início e fim do concerto com “Change Comes Around” e “No Justice”. Das recentes, a ótima “Killing Me”, “You Ruined Everything” e “So Blind” se encaixaram muito bem no contexto. Faltou alguma música do Believe/Karma Cleansing, mas enfim, não se pode agradar todo mundo. De qualquer modo, mais uma grande oportunidade de conferir uma das melhores bandas de Melodic Rock de todos os tempos, mesmo com as escorregadas.

Para mim, há um significado especial nesse play, pois foi através dele que tive alguma noção do reconhecimento da Combe. Aconteceu durante minha ida para o show do KISS em São Paulo ano passado. Uma garota (do Sul do Sul e isso é tudo que darei de informação, pois sei que ela sabe quem é) que foi na mesma excursão começou a falar sobre ele, que tinha baixado em um blog na internet, enquanto “Hard to Love” rodava no seu mp4. Eu sabia que tinha sido aqui, pois só a antiga Combe tinha ele à época – peguei inicialmente em um fórum. Foi a primeira situação de reconhecimento pessoal do nosso trabalho, coisa que a galera de um modo geral, especialmente Silver e Meanstreet, já experimentou mais.

Harry Hess (vocals)
Pete Lesparance (guitars)
Barry Donaghy (bass)
Creighton Doane (drums)

01. Change Comes Around
02. Killing Me
03. Stuck With You
04. Hard to Love
05. Who-Buddy
06. You Ruined Everything
07. This Ain't Over
08. See Saw
09. If You
10. Warming a Frozen Rose
11. How Long
12. Honestly
13. Outside Your Window
14. So Blind
15. The Paint Thins
16. No Justice

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JAY

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Harem Scarem - Believe [1997]


Após dois clássicos absolutos do Hard/Melodic Rock, os canadenses do Harem Scarem lançaram o obscuro Voice of Reason, rompendo quase que de forma total com o passado que lhes consagrou. A mudança radical assustou boa parte dos fãs, fazendo com que os músicos pegassem mais leve na ousadia quando resolveram preparar o trabalho seguinte. Believe (lançado na terra natal do grupo como Karma Cleansing e com algumas mudanças no tracklist) aponta novos caminhos na sonoridade da banda, mas resgata o senso melódico que fez a diferença na carreira de Harry Hess e companhia. O disco marca a estréia do baixista Barry Donaghy, que substitui Mike Gionet.

O álbum emplacou o sucesso “Die Off Hard”, que teve boa execução em rádios especializadas e poderia muito bem estar presente em algum dos primeiros lançamentos. Outro destaque vai para a faixa-título, que abre o trabalho com peso e vibração que chegam até mesmo a surpreender, além do belíssimo trabalho de vozes no refrão. A acústica “Rain” e a pegada extremamente roqueira de “Staying Away” (minha preferida), cantada pelo baterista Darren Smith, também merecem ser citadas. O guitarrista Pete Lesperance também tem o seu momento de brilho individual na divertida instrumental “Baby With a Nail Gun”.



Após Believe/Karma Cleansing, o Harem Scarem daria uma guinada em sua carreira, partindo para um lado mais alternativo que, no fim das contas, seria uma forma de atirar para todos os lados e não acertar em nenhum. Houve até um determinado momento em que a banda mudou o nome para Rubber, uma maneira de se desvencilhar de algo que não mais faziam. Mas acabaram retornando à alcunha original e até conseguiram dar uma encorpada no som novamente. Alguns resquícios do passado eram encontrados aqui e acolá, mas o fato é que nunca mais foi a mesma coisa. Os próprios acusaram o golpe e terminaram o grupo em 2008. Mas esse álbum aqui disponibilizado ainda merece a atenção de todos.

Harry Hess (vocals, guitars)
Pete Lesperance (guitars, keyboards)
Barry Donaghy (bass)
Darren Smith (drums, vocals on 4)

01. Believe
02. Die Off Hard
03. Hail, Hail
04. Staying Away
05. Baby With a Nail Gun
06. Morning Grey
07. Victim of Fate
08. Rain
09. I Won't Be There
10. Karma Cleansing

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JAY

sábado, 11 de setembro de 2010

Harem Scarem - Harem Scarem [1991]


Alguns trabalhos tornam-se referência não apenas de uma banda, mas do estilo como um todo. Para mim, pensar em Melodic Rock e não lembrar a estréia do Harem Scarem é praticamente impossível. Embora alguns fãs prefiram o trabalho seguinte, Mood Swings, foi com seu primeiro disco que o quarteto canadense pavimentou o caminho para o sucesso, atingindo um êxito comercial que jamais seria alcançado novamente até o encerramento de suas atividades. Muito desse êxito aconteceu graças a uma série de TV local, chamada Degrassi Junior High, que utilizou oito das dez músicas do álbum em sua trilha sonora e no longa metragem que marcou seu final.



Humildemente, devo dizer que oito em dez para essa obra-prima é pouco, muito pouco. Aliás, até gostaria de saber quais as duas que ficaram de fora para poder destratar os produtores por tamanho pecado. Temos um trabalho que empolga os adeptos do estilo, sem deixar muito tempo para respirar. Desde a abertura com a clássica “Hard To Love”, já podemos notar que estamos diante de algo diferenciado. Seguem a sutil “Distant Memory” e a agitada “With A Little Love”, antes de chegarmos em um momento realmente emocionante. Poucas baladas têm o poder de tocar a alma como “Honestly”, um dos exemplares mais bonitos da espécie. Daquelas músicas que fazem o cidadão acompanhado puxar a moça para mais perto e aqueles que sofrem se desmanchar em lágrimas e abrir mais uma garrafa (aliás, é o que vou fazer agora, com licença).



Para dar uma aliviada, surge “Love Reaction”, com sua melodia facilmente decorável. Ela abre espaço para aquela que se tornou o grande hit-single do disco, a lindíssima “Slowly Slipping Away”, que foi longe nas paradas e ganhou um clipe simplesmente maravilhoso. Logo depois, uma de minhas favoritas. “All Over Again” traz uma mensagem muito bacana e um ritmo contagiante. Ainda hoje quando a ouço, cerro os punhos e acompanho o ritmo com os pés. “Don’t Give Your Heart Away” tem mais um daqueles refrãos que é um pênalti sem goleiro. Só rolar e correr pro abraço. Na seqüência, uma das músicas definitivas da carreira do Harem Scarem, “How Long”. Ela meio que resume a perfeição que é todo o álbum, unindo todos os elementos em uma faixa. Para fechar, “Something To Say” é outra baladaça, com uma intro de Pete Lesperance no violão de deixar o queixo caído.



Momento pessoal do post: gostaria de dizer que enquanto escutava novamente o álbum para fazer essa resenha, pensei o tempo todo na garota que amo. Obrigado por ter me tirado da escuridão que foram os últimos quatro anos da minha vida. Saiba que você é a pessoa mais importante do mundo para mim e farei o que for preciso para ficarmos juntos para sempre, mesmo que tenha que passar por cima de várias coisas e abrir mão de tantas outras. Sei que, às vezes, uso mais o coração que a razão e acabo te confundindo. Mas meus sentimentos são verdadeiros. Não consigo mais imaginar minha vida sem a sua presença. Te amo muito!

Harry Hess (vocals, guitars)
Pete Lesperance (guitars)
Mike Gionet (bass)
Darren Smith (drums)

Special Guest
Ray Coburn (keyboards)

01. Hard To Love
02. Distant Memory
03. With A Little Love
04. Honestly
05. Love Reaction
06. Slowly Slipping Away
07. All Over Again
08. Don’t Give Your Heart Away
09. How Long
10. Something To Say
11. Slowly Slipping Away (acoustic)
12. How Long (acoustic)
13. Hard To Love (acoustic)

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JAY