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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Hanoi Rocks - Bangkok Shocks, Saigon Shakes, Hanoi Rocks [1981]



O Hard Rock oitentista é um dos estilos do Rock que menos ouço, por pura preferência. Quando resolvi checar qual era a do som do Hanoi Rocks (que a grande maioria dizia ser uma ótima banda), me impressionei. Não só por causa da qualidade da banda, mas por eu ter gostado (não logo de cara). Sendo assim, cá estou para trazer mais uma pepita de uma banda que já foi apresentada aos passageiros pelos companheiros Dragztripztar e Weschap Coverdale.

A formação da banda data do final dos anos 70, e o começo foi tão difícil que eles chegaram a esmolar. O primeiro single veio em 1980 e no ano de 1981 o debut Bangkok Shocks, Saigon Shakes, Hanoi Rocks veio à luz do dia, produzido pela dupla Michael Monroe e Andy McCoy e lançado pela Johanna Kustannus, um selo finlandês. Sim, a banda é da Finlândia! E é aí que está uma característica estranha. O som é aquele típico Hard Rock americano da Sunset Strip, com pitadas do Punk e do Glam. Não é à toa que eles influenciaram praticamente todas as bandas consagradas do Hard Rock depois, além de ser responsáveis pela criação do Sleaze.



Apesar de não ter saído por uma gravadora grande, o debut teve vendas satisfatórias, alçando-se para a quinta posição nos charts da terra natal dos caras. O que temos aqui, meu caro, é o Hard Rock oitentista na sua mais pura forma somado às influências Glam e Punk, como eu já disse. O resultado, se não foi genial, há de agradar os bons amantes dessas características. Riffs grudentos (assim como os refrões), bateria acelerada, enfim, algo de fácil digestão e que promete viciar na primeira audição.

Toda a banda é competente, apesar de não apresentarem fantásticas habilidades em seus respectivos instrumentos. Michael Monroe merece nota por tocar saxofone em algumas faixas (algo que se tornaria bem mais freqüente ao decorrer da carreira), e engana-se quem pensa que soa deslocado em meio às guitarras e à bateria acelerada. Muito pelo contrário, o clima festeiro parece ganhar mais intensidade. Por essas e por outras, o Hanoi Rocks foi e é admirado por sua originalidade. Não há superficialidade. Não há fabricação.



Hoje em dia, Hanoi Rocks é cult e continua influenciando músicos dessa geração, como Dave Grohl e Joey Jordison. Uma pena não ter conquistado o reconhecimento e a fama de seus influenciados. Se você duvida, basta apenas dar play. Destaques ficam com a abertura "Tragedy", a acelerada "Stop Cryin'", a belíssima "Don't Never Leave Me" (que ganhou uma releitura no já postado Two Steps From The Move intitulada "Don't Ever Leave Me"), "First Timer", uma das mais punks, e para a clássica "11th Street Kids".

Diversão garantida! Clássico!


Michael Monroe - vocais, saxofone
Nasty Suicide - guitarras, backing vocals
Andy McCoy - guitarras, backing vocals
Sam Yaffa - baixo
Gyp Casino - bateria

01. Tragedy
02. Village Girl
03. Stop Cryin'
04. Don't Never Leave Me
05. Lost in the City
06. First Timer
07. Cheyenne
08. 11th Street Kids
09. Walking With My Angel
10. Pretender

Por Gabriel

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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Hanoi Rocks - Two Steps from the Move [1984]


O que Guns N' Roses, Poison, L.A. Guns, Ratt, Warrant e muitas outras bandas que fizeram parte do hard rock americano no final dos anos 80 tem em comum? Além de terem participado dessa fase de ouro do hard, com certeza todas essas tem a influência de uns finlandeses loucos que apareceram no final dos anos 70, que misturava o visual de bandas como Slade e Sweet com o som cru e visceral do punk e uma dose generosa de hard e que atendiam pelo nome de Hanoi Rocks.

A banda teve seu início no final dos anos 70, quando Michael Monroe e seu amigo de longa data Andy McCoy decidem montar uma banda, mesmo com McCoy fazendo parte de outro grupo no momento e não poder entrar de imediato no Hanoi Rocks, mas com o compromisso de entrar no grupo após se desligar de seu atual grupo. Após algumas mudanças de formação, a banda começa a tocar em pequenos bares e clubes, até decidirem se mudar para Estocolmo em busca da fama. A banda passa a viver de pedir dinheiro nas ruas, com exceção de McCoy que morava com sua namorada rica (muy amigo não?). Mas tudo aos poucos deu certo, e o grupo fixou residência em Londres, fazendo turnês pela Europa e Ásia.

Após a gravação de três discos, vários singles, e turnês com locais entupidos de gente, até mesmo no Japão, que eles começam a realmente chamar a atenção. E foi em um destes locais, que em outubro de 1983, o já lendário produtor Bob Ezrin foi a um dos shows do Hanoi e foi escolhido para ser o produtor do próximo disco e o primeiro do Hanoi lançado por uma major, que era a CBS. E se a banda já se mostrava divertida em seus lançamentos anteriores, neste então o nível aumenta ainda mais, e apresenta um disco memorável, com melodias de fácil digestão, refrães assobiáveis para tudo que é lado e uma energia incomensurável, que faz deste um dos plays com um dos astrais mais incríveis que ouvi na minha vida.

Sim, isso mesmo, "Two Steps From The Move" é um dos discos mais alegres que já tive oportunidade de escutar em minha vida. E já para iniciar os trabalhos que tal um clássico do rock com uma roupagem glam irresistível? "Up Around The Bend" ganhou uma versão impagável e energética, o que deixou a mesma ainda mais legal que a também excelente versão do Creedence. A festeira e animada "High Scool" bota tudo abaixo e mostra como fazer um hard cheio de alegria de verdade. "I Can't Get It" é a canção mais soturna deste, mas ainda sim com um lado mais humorístico de como alguns tem tudo e outros nada, e o personagem da canção se questiona por que não tem jatos, Mercedes e tudo que o dinheiro pode dar.



"Boulevard Of Broken Dreams" é outra grande canção e dessa vez com uma letra mais séria, uma canção anti-drogas e que mostra como no começo tudo pode ser bom, mas que no final o leva apenas para o fundo do poço, para uma "praça de sonhos quebrados", ao ver para que lugar as drogas levam quem as usam. "Don't You Ever Leave Me" que originalmente foi lançada no disco de estréia do grupo, aqui ganhou uma versão digna de aplauso e que mostra a influência de Ezrin na gravação deste, transformando-a em uma balada de respeito. Mas "Million Miles Away" é a música deste registro. Sim, pois a emoção que a mesma transmite é algo fenomenal, desde seus solos guitarras cheios de feeling, no sax bem encaixado de Monroe e em suas linhas vocais, que transmitem emoção na medida certa. Um baita musicão!

Um disco que tem tudo e muito mais para agradar quem é chegado a um hard festeiro e cheio de energia. Sim, se você é amarrado por tudo o que as bandas que surgiram em Los Angeles no final da década de 80, esse registro é obrigatório, para mostrar de onde veio a inspiração e a cartilha para todas as bandas surgidas naquela época. Um disco recomendado, assim como praticamente toda a discografia desses finlandeses espetaculares.




1.Up Around the Bend
2.High School
3.I Can't Get It
4.Underwater World
5.Don't You Ever Leave Me
6.Million Miles Away
7.Boulevard of Broken Dreams
8.Boiler
9.Futurama
10.Cutting Corners

Michael Monroe – Vocais, Saxofone
Andy McCoy – Guitarra, Backing Vocals
Nasty Suicide – Guitarra, Backing Vocals
Sam Yaffa – Baixo, Backing Vocals
Razzle – Bateria, Backing Vocals


By Weschap Coverdale

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Hanoi Rocks - Twelve Shots On The Rocks [2003]


A banda seminal do Sleaze Rock teve uma vida curta no auge da agitação roqueira, muito embora tenha deixado um legado respeitoso que influenciou uma geração enorme devido a atitude despojada em misturar o glamour do Hard Rock com a pegada descompromissada do Punk. O que serviu de influência determinante para bandas consagradas como Poison, Guns 'n Roses & Cia.

No final de 1984, o fatídico falecimento do baterista Razzle tirou as forças do conjunto, que ainda tentou continuar com um substituto, mas naquela época as bandas eram inerentes à amizade, grupos eram formados por grandes amigos de escola e bairro, fazendo com que tudo mudasse e fosse repensado depois de uma perda brusca como essa. Diferente da situação atual, onde bandas surgem em conservatórios, prezando somente pelo profissionalismo.

Depois de quase vinte anos desde o rompimento das atividades, as figuras principais do Hanoi Rocks, Michael Monroe e Andy McCoy decidiram retomar o trabalho. McCoy naturalmente se encarregou de compor quase a totalidade das novas composições, e Monroe cuidou muito da sua voz após a indolência acometida ao grupo. Logo, aquelas desafinadas escancaradas presente nos primeiros discos - em especial no debut, inexistem no álbum de retorno, até porque a tecnologia atual não permite esse tipo de descuido.

Sem mais loas, Twelve Shots on the Rocks é o melhor disco desses finlandeses desde o Bangkok Shocks, Saigon Shakes, Hanoi Rocks (1981). A energia transborda durante mais de uma hora de sons pesados, animados e requintados com o sax sempre presente do Monroe. Já o lado Punk surge com menos intensidade, dando mais espaço às melodias modernas mescladas ao Rock alvitrado no início da carreira.



Twelve Shots on the Rocks originalmente possuía doze canções e uma intro, o que explica o título. Porém, Monroe e McCoy ficaram desapontados com a mixagem e resolveram remixar as músicas para um breve relançamento. Como o momento era inspirado, havia sobrado algumas composições que não saíram na versão original, mas eram tão empolgantes quanto às demais, então por que não incluí-las no relançamento e foda-se o título?

O Hard Rock apresentado aqui é daqueles tão bacanas que agradam fãs de qualquer estilo, em maior ou menor grau. Não tem como torcer o nariz pra sons como "Obscured", "New York City", "Whatcha Want", "Moonlite Dance" e o single de maior destaque "A Day Late, A Dollar Short". Enquanto "Delirious" vai satisfazer quem curte o lado Punk da banda. McCoy mostra mais do que nunca que o Rock só pede dois pré-requisitos: feeling e atitude. Isso juntado à habilidade e talento de um músico experiente acarreta na criação de músicas dignas, honestas e cheias de garra. Predicados que se estendem a cada um dos músicos.

Uma exacerbação dos elementos mais cativantes do Rock é levado à cabo mais uma vez por esses representantes notáveis dos gloriosos anos 80. Twelve Shots on the Rocks é mais do que o próprio título tenta expressar, e mais do que qualquer redator possa tentar descrever. Definitivamente, esse álbum tem lugar garantido no topo dos melhores lançamentos de Hard Rock dos anos 2000. Depois de mais um anúncio de encerramento das atividades, só nos resta bradar ao som perpetrado por esses caras responsáveis pelo surgimento de tantas bandas que agitam igualmente seguindo o "manual Hanoi Rocks de se fazer Rock".



01-Intro
02-Obscured
03-Bad News
04-New York City
05-Delirious
06-A Day Late, A Dollar Short
07-In My Darkest Moment
08-People Like Me
09-Whatcha Want
10-Moonlite Dance
11-Gypsy Boots
12-Lucky
13-Watch This
14-Designs On You
15-L.A.C.U.
16-Are You Lonely Tonight
17-Winged Bull (Bonus)

Michael Monroe – Lead Vocals, Saxophone, Harp, Guitars, Keyboards, Percussion
Andy McCoy – Guitars & Backing Vocals
Costello Hautamäki – Guitars & Backing Vocals
Timpa – Bass & Backing Vocals
Lacu – Drums and Percussion

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Dragztripztar

Só na Finlândia mesmo pro cara se achar charmoso segurando um sorvete. Seduziu geral, Mr. Michael "Jagger Lee Roth" Monroe.