Quando digo que o Death Metal é um estilo maravilhoso de música, as pessoas costumam torcer o nariz pra mim, dizendo que não passa de barulheira sem coordenação e sem técnica. Aí, eu SEMPRE coloco este disco para calar a boca do indivíduo em questão, e acaba que o cara, se não gostar, ao menos ganha um enorme respeito pelo estilo. E aqui estamos, a "obra definitiva" do Death Metal, na minha opinião, um dos melhores discos que eu já ouvi na minha vida, que tenho em vinil e tenho um carinho especialíssimo: o clássico "Heartwork".
Quem conhece a carreira do Carcass, tem ideia de como eles mudaram de estilo, já que começaram num Grindcore totalmente insano, com passagens sobre mortes bizarras e coisas parecidas, que ficou conhecido como "Goregrind", no disco "Reek Of Putrefaction", passaram pelo Grindcore, de fato, no álbum "Symphonies Of Sickness", migraram para o Death Metal no álbum "Necroticism: Descanting The Insalubrious", até chegarem ao que conhecemos hoje em dia como "Death Metal Melódico", nesta obra de arte chamada "Heartwork". Aqui temos uma banda inspiradíssima, no auge das composições e das técnicas em seus instrumentos, com riffs de guitarra brutais dos grandes Bill Steer e Michael Amott, nos guturais vociferados com muita garra de Jeff Walker, assim como suas linhas de baixo matadoras, e na bateria insana de Ken Owen, alternando entre metrancas (ou blast-beats, técnica que tem suas origens no Jazz) e batidas mais lentas, mas sempre cheias de habilidade e precisão. No fim das contas, a música se tornou mais acessível e o número de fãs da banda chegou ao máximo.
E, temos um trabalho de primeiríssima qualidade não apenas por parte dos músicos, já que a produção de Colin Richardson (que já trabalhou com bandas como Cannibal Corpse, Machine Head e Napalm Death) está ótima, com um som extremamente limpo e bem equalizado, fazendo algo totalmente diferente para uma banda de música extrema, já que, normalmente, a produção dos discos é bem mais decadente. A capa também é belíssima, feita pelo lendário escultor e designer H.R. Giger, que, dentre outros feitos, trabalhou no pedestal de Jonathan Davis (Korn), e ela mostra uma atualização de uma escultura chamada "Life Support", feita por ele nos anos 60.
Após o lançamento desta obra de arte, Michael Amott saiu do grupo para montar seu próprio projeto, chamado "Spiritual Beggars" (banda excelentíssima de Stoner Rock, futuramente trago para vocês), sendo substituído por Carlo Regadas, para a gravação do posterior "Swansong", e, logo após, o infeliz fim da banda, que veio a se reunir em 2007, depois do guitarrista Michael Amott praticamente implorar para os outros integrantes voltarem. Ken Owen não fez parte da reunião, pois estava com problemas de saúde, mas não se opôs à volta. Hoje, eles contam com o baterista do Arch Enemy, Daniel Erlandsson.
Hoje não destacarei nada, pois o álbum, na minha concepção, tem que ser ouvido na íntegra, sem prestar mais atenção em certas faixas.
Enfim galerinha, se vocês querem um disco maravilhoso de Death Metal, aqui está um dos melhores da história do estilo!
Jeff Walker - Vocals, bass
Bill Steer - Lead and rhythm guitar
Michael Amott - Lead guitar
Ken Owen - Drums
1. Buried Dreams
2. Carnal Forge
3. No Love Lost
4. Heartwork
5. Embodiment
6. This Mortal Coil
7. Arbeit Macht Fleisch
8. Blind Bleeding The Blind
9. Doctrinal Expletives
10. Death Certificate
11. This Is Your Life (Bonus track)
Link nos comentários / Link on the comments
Bruno Gonzalez

