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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Blindman – Turning Back [2002]


Atendendo nenhum pedido – até porque não fazemos isso mesmo – vamos a mais um exemplar japonês dos bons sons. Essa banda foi protagonista de um dos primeiros posts que fiz como colaborador da Combe, em tempos remotos da história humana. Naquela época ainda estava entusiasmado com “Subconscious in Xperience”, fantástico álbum que lançaram em 2008, mostrando um Hard/Heavy de primeiríssima, lembrando grandes momentos de lendas como Black Sabbath, Deep Purple e Whitesnake. Claro que tive que correr atrás de outros discos dos figuras. E aqui está um deles, trazendo o mesmo nível de qualidade, para alegria dos fãs do bom e velho “Rock pauleira” das antigas.

Turning Back é o terceiro trabalho de estúdio do Blindman. A produção desse trabalho é muito superior à do mais recente, que contava com uma sonoridade propositalmente mais suja e direta – o que, devo confessar, me agrada mais na proposta. Nesse aqui, os caras investem mais em teclados e músicas mais trabalhadas. Mas nada que comprometa, pois há grandes momentos, como a faixa-título, que abre o play com toda potência, a bordoada na orelha em "The Bed of Nails" (a melhor de todas, com um refrão empolgante) e a mais Hard “Losing My Sanity”.



Momentos mais climáticos também marcam presença, como em “In The Wind To Flow”, com uma bonita atmosfera desde sua introdução, seguindo em uma cadência Heavy de primeira. Mesmo esquema é utilizado na bela “The Ocean”, outro grande momento. Os destaques individuais ficam novamente por conta do vocal de Manabu Tayaka, que consegue misturar agressividade e feeling como poucos e o guitarrista Tatsuya Nakamura, que parece ter tido algumas aulas com figuras como John Sykes. Merece ser conferido!

Manabu Tayaka (vocals)
Tatsuya Nakamura (guitars)
Masayuki "Az" Higashi (bass)
Katsutoshi Murakami (drums)
Kennosuke Inoue (keyboards)

01. Turning Back
02. Without a Word
03. Stay...
04. In the Wind to Flow
05. Play the Game
06. The Bed of Nails
07. Starting to be Over
08. Losing My Sanity
09. Don't Tell Lies
10. The Ocean
11. Searching for What

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JAY

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Blindman - Re-Rise [2010]


O excelente Subconscious in Xperience, lançado dois anos atrás, elevou o som do Blindman a outro patamar. Após vários bons trabalhos, o grupo alcançou o nível de composições que buscava desde o início. Melodias fortes, que remetiam a seus heróis, como Whitesnake, Black Sabbath, Rainbow, Deep Purple e afins, juntavam-se a uma incrível performance individual dos músicos. O destaque principal ficava por conta do guitarrista Tatsuya Nakamura, com influências latentes de John Sykes, Tony Iommi e Ritchie Blackmore, entre outros. E a polêmica foi toda destinada ao registro vocal de Manabu Takaya. Alguém consegue imaginar uma mistura de David Coverdale com Lemmy Kilmister? Sei que é estranho, mas segue mais ou menos esse caminho.

Dois anos mais tarde, a banda está de volta com Re-rise. A expectativa era imensa por parte de quem tinha conferido o lançamento anterior. E mais uma vez os caras acertaram em cheio, empolgando do início ao fim com um Hard/Heavy onde o peso é componente principal. Em comparação com o disco de 2008, podemos notar que esse aqui conta com ênfase maior nos teclados. E é justamente no encaixe desse instrumento que reside o grande mérito do Blindman, já que sua presença não tirou a pegada das músicas. Ao contrário, ele funciona como um complemento perfeito às guitarras.

Os riffs de “Running Wild” já abrem o play com força total, em uma composição com total cara setentista. Mantendo o clima vintage, “In the Pain of Love” seria algo parecido com uma junção de Whitesnake a um instrumental do Black Sabbath fases Dio/Tony Martin. Uma introdução matadora convida o ouvinte a bater cabeça desenfreadamente em “Never Coming Again”, faixa com alma britânica, lembrando as mais aceleradas dos grupos de Ritchie Blackmore. “A Foolish Clown on the Mess” traz um groove sensacional, com ecos mais atuais, embora sua estrutura mantenha o padrão da proposta da banda. O começo de “High-Handed Mask” chega a lembrar de longe “Avantasia”. Mas fica por aí mesmo, já que o negócio aqui é bem puxado pro retrô.



Obviamente um trabalho tão influenciado pelo passado não poderia deixar de ter uma balada com guitarra dedilhado e teclados que imitam orquestrações. A novidade em “Alone With Sorrow” fica no fato de não ser uma música lenta clichê. Ela conta com um ritmo menos ‘meloso’, trazendo até umas interessantes viradas de bateria. Lá pela metade ela cresce, com um refrão impactante e um solo na melhor escola Iommi. A pesada “I Need You Too Bad” fica marcada pela excelente performance do baixista convidado Tatsuya Toda. “Holding Your Heart” é praticamente um AOR, remetendo ao Rainbow fase Joe Lynn Turner. A agitada “Leave Me Alone” dá uma reanimada, com seu estilo bem Rock and Roll. Para encerrar a bela acústica “Healer Says...”, deixando no ar aquele clima típico de despedida.

Por não contar com grande suporte no ocidente, o Blindman passará despercebido por muitos fãs do gênero. O que é uma pena, já que possuem grande talento, sendo uma das melhores bandas da atualidade naquilo que carinhosamente apelidamos de Clone Metal. Mas quando é feito com garra e competência, até mesmo o que não possui originalidade pode ter qualidade acima da média. Ao ouvir Re-rise, você lembrará diversos grupos clássicos. Ao menos só virá à sua cabeça aquilo que é realmente bom.

Manabu Takaya (vocals)
Tatsuya Nakamura (guitars)
Katsutoshi Murakami (drums)
Hiroki Matsui (keyboards)

Special Guest
Tatsuya Toda (bass)

01. Running Wild
02. In the Pain of Love
03. Never Coming Again
04. A Foolish Clown on the Mess
05. High-Handed Mask
06. Alone With Sorrow
07. I Need You Too Bad
08. Holding Your Heart
09. Leave Me Alone
10. Healer Says...

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JAY

domingo, 24 de outubro de 2010

Blindman – Subconscious in Xperience [2008]


Saudades dos tempos de “Rock pauleira”? De uma época dominada por guitarras nervosas e melodias densas? Pois aqui vai um antídoto japonês para sua angústia, chamado Blindman. O grupo revive os melhores momentos de bandas como Rainbow, Deep Purple, Whitesnake e Black Sabbath sem perder a identidade própria. O guitarrista Tatsuya Nakamura é uma espécie de filho artístico de John Sykes e Zakk Wylde, disparando riffs e solos totalmente old school em sua Les Paul. A grande polêmica fica por conta do registro vocal de Manabu Takaya. Imagine uma mistura de Lemmy com David Coverdale. Meio inconcebível, não? Mas casa perfeitamente com a proposta, que é buscar o lado mais Heavy do gênero.


Os primeiros segundos da faixa de abertura, “To the End”, são suficientes para enlouquecer o ouvinte e dar uma idéia do massacre que vem pela frente. Para não deixar o pique cair, “Desperate Heart” vai fazer aquele rocker mais convicto bater cabeça e empunhar a air-guitar com vontade. Uma cadência simplesmente espetacular surge em “Let Me Down”. Outro destaque inevitável vai para a baladaça “Caged Bird”, outra com aquele feeling totalmente vintage, lembrando bastante o estilo Blackmore de compor músicas lentas. O clima agitado retorna em “Right Now”, com um refrão muito agradável e que fica na cabeça.



Apesar de não ser muito conhecido no Ocidente, o Blindman possui grande reputação na terra do sol nascente, o que já garante uma boa agenda, pois é sabido que o povo de lá possui verdadeira adoração pelo Rock pesado. De qualquer modo, todos que têm a oportunidade de conhecer a banda, devem fazê-lo. Especialmente a galera mais saudosista, que acha que Rock bom é o das antigas. Por isso devemos agradecer à internet. Sem ela, uma sonzeira maravilhosa dessas passaria totalmente despercebida pelos ouvidos de muita gente que tem tudo para aprovar.

Manabu Takaya (vocals)
Tatsuya Nakamura (guitars)
Katsutoshi Murakami (drums)
Hiroki Matsui (keyboards)

Special Guest
Tatsuya Toda (bass)

01. To the End
02. Desperate Heart
03. Let Me Down
04. Looking for Your Heart
05. Caged Bird
06. Right Now
07. Take Me Your Answer
08. Heavier than the Earth
09. Tears in Flames
10. Turn Around on the Heat

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JAY