
Para muitos – e às vezes penso que até para o próprio – a carreira solo de David Lee Roth se resume aos dois primeiros álbuns, Eat’Em and Smile e Skyscraper. Mas isso depende muito do que o ouvinte procura. É sabido que o showman sempre teve mente aberta a tudo que o envolvia no mundo Pop. E foi assim que levou boa parte de sua história como um dos maiores frontmen da história. E uma coisa ninguém pode discordar: ele sempre se cercou de alguns dos melhores músicos da cena. Afinal, poucos poderiam perder Steve Vai e substituir com ninguém menos que o garoto prodígio Jason Becker. Some a isso a cozinha formada pelos irmãos Bissonette e temos uma senhora banda.
Produzido por Bob Rock (ao mesmo tempo em que este trabalhava com o Metallica no multiplatinado Black Album), A Lil Ain’t Enough traz o David festeiro de sempre, com os pés fincados no Hard Rock, mas sem deixar de incorporar diferentes elementos. O que não soa como algo tão descrepante para aqueles que já estão acostumados a escutar o que Diamond Dave faz. Mas o Rock and Roll dita o ritmo pra valer em ótimos momentos, como a faixa-título, que acabou ganhando maior notoriedade graças ao videoclipe, que foi censurado pela MTV após poucas exibições por mostrar moças voluptuosas e anões. Moralismo puro, mas avaliando a situação em termos de repercussão, não poderia ter sido melhor. E apesar de sua letra parecer apenas outra coleção de clichês, preste atenção na mensagem que ela traz, é de grande valor.
Produzido por Bob Rock (ao mesmo tempo em que este trabalhava com o Metallica no multiplatinado Black Album), A Lil Ain’t Enough traz o David festeiro de sempre, com os pés fincados no Hard Rock, mas sem deixar de incorporar diferentes elementos. O que não soa como algo tão descrepante para aqueles que já estão acostumados a escutar o que Diamond Dave faz. Mas o Rock and Roll dita o ritmo pra valer em ótimos momentos, como a faixa-título, que acabou ganhando maior notoriedade graças ao videoclipe, que foi censurado pela MTV após poucas exibições por mostrar moças voluptuosas e anões. Moralismo puro, mas avaliando a situação em termos de repercussão, não poderia ter sido melhor. E apesar de sua letra parecer apenas outra coleção de clichês, preste atenção na mensagem que ela traz, é de grande valor.
O clima segue lá em cima com “Shoot It”, que traz metais e piano, dando um clima vintage dos bons. “Tell The Truth” foi o segundo single e traz um clima blueseiro excelente, com Roth exercitando seu estilo canastrão com maestria e mostrando todo aquele humor que caracteriza sua fase no Van Halen. E a capacidade de criar belas e fáceis melodias não se perdeu com o tempo, como fica claro em “40 Below”, “Sensible Shoes” (o começo com a gaita e os rosnados valem a faixa, que foi o terceiro e último single do play) e o rockão à la Aerosmith “Last Call”, que traz grandes semelhanças com o clássico “Walk This Way”. E Jason Becker tem a chance de mostrar toda sua categoria na acelerada “It’s Showtime!”, som que casa perfeitamente com seu nome.
Infelizmente, a lembrança que a maioria sempre terá de A Lil’ Ain’t Enough será a de que foi durante suas gravações que o guitarrista começou a sentir os problemas que acabariam tirando todos os movimentos de seu corpo com o passar do tempo – a Síndrome de Lou Gherig. Ao menos ele teve forças para completar o trabalho, deixando uma grande lição de perseverança, que faz com que, mesmo impossibilitado de levar uma vida normal atualmente, siga compondo, lançando discos (gravados por outros músicos) e sendo admirado pelos maiores instrumentistas do mundo. Uma prova de que devemos encarar as adversidades e aproveitar nosso tempo como pudermos, valorizando cada momento.
Infelizmente, a lembrança que a maioria sempre terá de A Lil’ Ain’t Enough será a de que foi durante suas gravações que o guitarrista começou a sentir os problemas que acabariam tirando todos os movimentos de seu corpo com o passar do tempo – a Síndrome de Lou Gherig. Ao menos ele teve forças para completar o trabalho, deixando uma grande lição de perseverança, que faz com que, mesmo impossibilitado de levar uma vida normal atualmente, siga compondo, lançando discos (gravados por outros músicos) e sendo admirado pelos maiores instrumentistas do mundo. Uma prova de que devemos encarar as adversidades e aproveitar nosso tempo como pudermos, valorizando cada momento.
O álbum vendeu mais de 400 mil cópias apenas na época de seu lançamento, alcançando a posição de número 18 no Top 200 da Billboard. A turnê foi de sucesso apenas mediano, com o guitarrista Joe Holmes (Ozzy Osbourne) assumindo o lugar de Jason – além de Todd Jensen (Hardline, Alice Cooper) no baixo, em substituição a Matt Bissonette. Apesar de não ter atingido o status de seus antecessores, é um disco que merece ser conferido pelos admiradores do estilo único e impagável do grande David Lee Roth.
David Lee Roth (vocals)
Jason Becker (guitars)
Steve Hunter (guitars)
Matt Bissonette (bass)
Brett Tuggle (keyboards)
Gregg Bissonette (drums)
01. A Lil' Ain't Enough
02. Shoot It
03. Lady Luck
04. Hammerhead Shark
05. Tell The Truth
06. Baby's On Fire
07. 40 Below
08. Sensible Shoes
09. Last Call
10. The Dogtown Shuffle
11. It's Showtime!
12. Drop In The Bucket
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