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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Silverchair – Freak Show [1997]


O sucesso prematuro do Silverchair trouxe consequências positivas e negativas para seus integrantes. Obviamente, a fama e o dinheiro contam positivamente, mas o deslumbramento com todo esse novo mundo nem sempre é uma boa para jovens de 16 anos. Até processo os rapazes sofreram, por supostamente induzir dois jovens a assassinarem os pais de um deles, bem como seu irmão mais novo, através da letra de Israel's Son, do debut “Frogstomp”.

Esse deslumbramento inspirou o título do próximo trabalho dos australianos, que acreditavam vivenciar um “show de aberrações” após o estouro comercial. Musicalmente, “Freak Show” começa a trilhar o caminho que seria seguido nos trabalhos posteriores. O peso de seu antecessor está presente na maioria das canções, bem como o clima tenso e até depravado do play, mas o experimental e a acessibilidade melódica ganham maior espaço no geral.



A evolução natural do trio como musicistas e compositores se mostra parcial em “Freak Show” porque, além das raízes Heavy nunca terem ficado de lado, várias canções antigas existiam no passado, nos tempos de “Frogstomp”, como as faixas de abertura Slave e Freak, a visceral No Association e a densa Nobody Came, que parece ser uma faixa perdida do sucessor “Neon Ballroom”.

Mas há músicas que o lado Pop envereda, como na orquestrada Cemetery, na quase acessível Abuse Me e em Pop Song For Us Rejects, com previsão no título. A balada Petrol & Chlorine merece destaque no aspecto experimental, principalmente pelo uso de instrumentos pouco usuais, como violoncelo e sitar. Vale lembrar, inclusive, que o fator lírico se aprimorou e permaneceu abordando temáticas obscuras como morte, abuso de drogas e suicídio.



Apesar de seu cunho transitório, “Freak Show” é linear e transmite a mesma ideia de seu antecessor: três moleques depravados e esquisitos fazendo som. As vendas foram um pouco menores, mas o êxito comercial foi mantido e o Silverchair continuava uma promessa para o Rock. Não é pra menos, pois trata-se de um álbum poderoso e fantástico. Basta o ouvinte esquecer que “é a banda da balada Miss You Love” que haverá um consenso sobre esse discão.

01. Slave
02. Freak
03. Abuse Me
04. Lie To Me
05. No Association
06. Cemetery
07. The Door
08. Pop Song For Us Rejects
09. Learn to Hate
10. Petrol & Chlorine
11. Roses
12. Nobody Came
13. The Closing



Daniel Johns – vocal, guitarra, violão
Chris Joannou – baixo
Ben Gillies – bateria

Músicos adicionais:
Jane Scarpantoni – violoncelo em 6
Margaret Lindsay – violoncelo em 10
Amanda Brown e Ian Cooper – violino em 8
Lorenza Ponce, Elizabeth Knowles, Todd Reynolds and David Mansfield – violino em 6
Ravi Kutilak – violino em 10
Matthew Pierce – viola em 6
Rudi Crivici – viola em 10
Pandit Ran Chander Suman – tampura e tabla em 10
Ruk Mali – sitar em 10

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by Silver

segunda-feira, 7 de março de 2011

Silverchair - Diorama [2002]


Se houve uma banda que realmente evoluiu através dos anos de experiência, podemos afirmar sem medo alguma que esta foi o Silverchair. Após surgirem no meio musical como garotos prodígios aos 15 anos de idade apostando no grunge, mudaram a direção de seu som ao passar do tempo. Mesmo nessa fase, percebemos a direção que a banda poderia tomar com o tempo, sendo um belo exemplo disso a belíssima "Cemetery", algo muito fora do padrão grunge. "Neon Ballroom" veio e passou ainda mais a explorar de orquestrações e climas mais sombrios.

Toda essa evolução atingiu o seu ápice no quarto disco do grupo, o grandioso "Diorama". Mas no momento nem tudo eram flores para o grupo. Alguns meses após a uma apresentação explosiva no Rock In Rio III, Daniel Johns foi diagnosticado com um tipo raro de artrite, que acabou por interroper a turnê do grupo durante o processo de recuperação. Mas para aproveitar esse momento parado, a banda entra em estúdio com o produtor David Bottrill para a gravação de seu novo disco.


E o mesmo desde seu início se mostrou um disco ousado. Definido por Johns como "um mundo dentro do outro", surgiu de sua maneira de compor músicas ao piano. E para captar a grandiosidade que ele desejava, foram convidados vários músicos para as gravações, para inserções de mais orquestrações nas canções que estavam sendo trabalhadas naqueles momento. A ambição de Johns era tão grandiosa, que dentro do estúdio ele se definia como um artista, ao invés de um rockstar já consagrado naquela altura do campeonato. Sem falar que seu trabalho vocal aqui está impecável, onde ele realmente parece ter encontrado a melhor maneira de usar sua voz.

E o resultado é deveras surpreendente, pois temos em mãos o disco mais grandioso da carreira do grupo. As orquestrações permeiam praticamente todo este, climas bem construídos e envolventes e canções grandiosas e que mostram que realmente esse era um trabalho artístico e carregado de emoções vindas da mente de Johns, que inclusive foi co-produtor deste. "Across The Night" abre o disco mostrando o quão grandioso o som do grupo havia se tornado, em uma junção poderosa de uma banda de rock com orquestra, o que seria uma constante durante todo este.



E este é um disco carregado de baladas, mas nem esse excesso incomoda, pois as canções são tão bem construídas que vão agradar até quem não é chegado em baladas. "Without You", "World Upon Your Shoulders" e "Tuna in The Bride" são deveras cativantes e todas agradam com suas melodias agradáveis. Mas a minha predileta nesse quesito é a linda "Luv Your Life", feita para ser memorável em cada detalhe e a cada audição se torna ainda mais apaixonante. Mas eles não se esqueceram de fazer aqueles rockões pesados do início de carreira, que se fazem presentes na cadenciada e pesada "One Way Mule" e na porrada "The Lever" que relembra os primeiros discos do grupos e mostra que não esqueceram a fórmula de como fazer músicas mais pesadas.


"After All These Years" finaliza esse disco de maneira belíssima, cheia de orquestrações e com Johns com belas linhas vocais, sendo que ao final dela existe uma pequena faixa instrumental no piano escondida. Um disco grandioso, e que mostra que é possível uma banda evoluir e experimentar novos ares de maneira inteligente e audaciosa. Mesmo que você torça o nariz para estes australianos, esta é uma boa chance para ouvir o som de qualidade que eles sempre apresentaram.





1.Across the Night
2.The Greatest View
3.Without You
4.World Upon Your Shoulders
5.One Way Mule
6.Tuna in the Brine
7.Too Much of Not Enough
8.Luv Your Life
9.The Lever
10.My Favourite Thing
11.After All These Years / Outro (hidden track)

Daniel Johns – Vocais, Guitarras, Piano, Arranjos Orquestrais (Faixas 2, 4, 10)
Chris Joannou – Baixo
Ben Gillies – Bateria, Percussão


Músicos Convidados:
Van Dyke Parks – Arranjos Orquestrais (faixas 1, 6, 8)
Larry Muhoberac – Arranjos Orquestrais (faixas 2, 4, 10)
Rob Woolf – Órgão (faixas 3, 10)
Michele Rose – Pedal Steel (faixa 7)
Paul Mac – Piano (faixas 1, 4, 6, 7, 8, 10)
Jim Moginie – Teclados (faixas 2, 5), Piano (faixa 5)


By Weschap Coverdale

sábado, 24 de julho de 2010

Silverchair - Frogstomp [1995]


O Silverchair foi formado em 1992 na cidade de Newcastle, Austrália, por colegas de escola. Inicialmente sob o nome Innocent Criminals, a formação consistia em Daniel Johns (vocal e guitarra), Tobin Finnane (guitarra), Chris Joannou (baixo) e Ben Gillies (bateria), mas Finnane logo saiu para morar na Inglaterra.

O trio continuou tocando covers até terem músicas próprias e encontrarem a sorte grande ao vencerem, em abril de 1994, a competição Pick Me, que tinha âmbito nacional. Mudaram o nome, finalmente, para Silverchair, inspirados na obra "The Chronicles Of Narnia: The Silver Chair", de C.S. Lewis (apesar de mentirem a origem do nome por muitos anos), e foram contratados pela Sony Music no mesmo ano. A estreia dos rapazes, que tinham apenas 15 anos quando aconteceu, foi em grande estilo.

Gravado em menos de um mês e lançado em março de 1995, "Frogstomp" surpreende até o mais experiente ouvinte de música, seja lá qual for seu gênero preferido. A molecada ainda insistia em estudar até terminarem o segundo grau e é incrível pensar que fizeram tamanha obra-prima com essa idade e dividindo compromissos. Só há uma resposta compreensível pra isso: talento nato. São uma das únicas bandas de escola que realmente vingaram.

Passados vários anos que conheci esse disco e viciei em seu conteúdo, ainda me dá um arrepio na espinha quando coloco-o pra tocar. Rótulos à parte, "Frogstomp" é pesado, coeso e potente. Traz toda aquela energia colegial aliada à composições maduras e que realmente tinham sentido, guitarras cruas, baixo presente e bateria avassaladora. Funciona até hoje como uma pedrada na janela do vizinho.


A influência Grunge é latente, principalmente do Pearl Jam, mas havia algo de diferente. Havia uma pitada de Black Sabbath e Metallica, notável em vários riffs ("Leave Me Out" é quase uma "Sweet Leaf") e decisiva para diferenciá-los, por exemplo, do Nirvana e do Stone Temple Pilots. Ainda havia espaço para uma visibilidade Pop mais saliente nas canções, que garantiu o sucesso estrondoso da bolacha. E outra distinção interessante é que Daniel Johns cantava de forma mais limpa e tinha um alcance vocal interessante, além de um timbre vocal característico e competência rara em sua idade.

"Frogstomp" permaneceu em um mês no topo das paradas australianas e chegou ao segundo e nono lugares na Nova Zelândia e nos Estados Unidos, respectivamente. Conquistaram disco de platina em menos de um ano na terra do Tio Sam, já acumulando duplo de platina por lá e nove (!) em sua terra natal. De quebra, o Silverchair viajou o mundo com o Red Hot Chili Peppers e tocaram até no teto do Radio City Music Hall, teatro de Nova Iorque. (risos)

Os destaques da pepita ficam para as conscientes pauladas "Israel's Son" e "Pure Massacre", para as semi-baladas "Shade" e "Suicidal Dream" e para o mega-hit "Tomorrow", que atingiu o topo das paradas australianas e neo-zelandesas e foi a canção responsável pela vitória no Pick Me - ou seja, a responsável por isso tudo.

Vale a pena conferir, sem lembrar da banda que fez canções melosas anos depois e sim do Silverchair roqueiro e pesado dos "dias de luta".

01. Israel's Son
02. Tomorrow
03. Faultline
04. Pure Massacre
05. Shade
06. Leave Me Out
07. Suicidal Dream
08. Madman
09. Undecided
10. Cicada
11. Findaway

Daniel Johns - vocal, guitarras
Chris Joannou - baixo
Ben Gillies - bateria

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by Silver