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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Helloween - Unarmed: Best of 25th Anniversary [2010]


Como diz o início de “Eagle Fly Free”: Bipolar in big confusion...

Por acaso me peguei reescutando esse álbum ontem e lembrei a polêmica causada quando o disponibilizamos durante a existência da velha Combe. E o que mais incomodou alguns foi justamente o conteúdo textual do post. Por isso, resolvi resgatá-lo sem alterações. E mantenho tudo que disse. Unarmed é um disco que tem um mérito inquestionável: irritou um monte de tr00s. Só por isso, já tem minha admiração eterna. Portanto, vamos ao texto.

Atenção: se você é do tipo que leva tudo a sério, vai achar isso aqui uma piada de extremo mau gosto. Portanto, passe longe, conselho de amigo com a melhor das intenções de poupar-lhe de momentos de mau humor.

Quando você faz uma festa de aniversário, a última coisa que seus amigos esperam é lhe encontrar azedo e rabugento, certo? Pensando nisso, o Helloween decidiu tirar um sarro da própria cara na comemoração de seus 25 anos. Unarmed traz clássicos de diferentes épocas da banda rearranjados de formas totalmente inusitadas, com instrumentos fora do usual para a carreira de um dos baluartes do Metal Melódico. Portanto, antes de clicar no link para download, tenha noção de que deve estar preparado para tudo. Especialmente para dar risada, pois a surpresa será inevitável.



Dito isso, ouvindo os sons com a mente aberta, podemos encontrar algumas passagens bem legais. “Dr. Stein” abre os trabalhos em um formato que fará o mais puritano dos troo deathbangers from hell espernear, fazer cara feia e puxar os cabelos de raiva, que nem a criança retardada que é e sempre foi. “Future World” vem na seqüência com uma levada acústica que dá até pra imaginar os caras na frente de uma fogueira em um acampamento (argh!). Vale citar também a “Keepers Trilogy”, que reúne “Halloween”, “Keeper of the Seven Keys” e “The King For 1.000 Years” na mesma música e o arranjo ainda mais soft para “Forever and One (Neverland)”, altamente propício para uns amassos na gata.

A única pisada no tomate (ou na abóbora, no caso em questão) feia MESMO foi em “I Want Out”. Mas ainda assim, um trabalho indicado para quem sabe que a vida não deve ser levada tão a sério, e que uma característica louvável do ser humano é ter a capacidade de rir de si mesmo. Coisa que, diga-se de passagem, está cada vez mais em falta nos tempos atuais. Talvez seja por isso que a nova geração tenha tantos emos chorões metidos a besta. Agora dá licença que vou escutar mais uma vez esse novo arranjo que transformou “Where the Rain Grows” em uma balada Hard Rock de primeira. Happy, Happy Helloween!!!

Andi Deris (vocals)
Michael Weikath (guitars)
Sascha Gerstner (guitars)
Markus Grosskopf (bass)
Dani Löble (drums)

Harriett Ohlson (Female vocals on “Eagle Fly Free”)

01. Dr. Stein
02. Future World
03. If I Could Fly
04. Where The Rain Grows
05. Keepers's Trilogy
06. Eagle Fly Free
07. Perfect Gentleman
08. Forever & One
09. I Want Out
10. Fallen To Pieces
11. A Tale That Wasn't Right

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JAY

terça-feira, 2 de agosto de 2011

V.A. - Death Metal [1984]


Apesar do nome altamente ‘from hell’, não há nada de extremo nessa coletânea – até porque, o estilo Death Metal nem existia oficialmente à época. Idealizada pela Noise Records, essa compilação apresentava quatro novas bandas ao mercado, três alemãs e uma suíça. Dessas, 75% tornaram-se referências para as gerações futuras. Apenas o Dark Avenger não vingou, embora sua presença nesse trabalho tenha lhes concedido o status de ‘cult’ na cena, justamente por terem sido os únicos que permaneceram no anonimato.

Quem abre os trabalhos é o Running Wild, com o ainda jovem Rock N’ Rolf dando uma prévia do poder de fogo que o grupo mostraria ao mundo nas décadas seguintes. As duas músicas aqui presentes faziam parte da primeiro Demo do conjunto e foram incluídas posteriormente como bônus no relançamento do álbum “The Masquerade”, ambas em versão regravada. A seguir, diretamente das profundezas do inferno, o Hellhammer despeja fúria e agressividade com as porradas “Revelations of Doom” e “Messiah” – essa regravada pelo Sepultura há alguns anos. Ambas foram registradas nas sessões do EP Apocalyptic Raids e saíram como bônus do mesmo exclusivamente para o Brasil (!!!).

Na seqüência, o Dark Avenger, com seu Power Metal bem interessante, embora o vocalista tenha uma voz que faz a gente lembrar aqueles tios gordos alemães de suspensório, chapeuzinho e caneca de chopp na mão (sim, aqueles que você vê nas Oktoberfests da vida). Para encerrar, o Helloween em sua fase mais Speed, com Ferrug... digo, Kai Hansen acumulando as funções de vocalista e guitarrista. As duas gravações, a exemplo do Running Wild, foram retiradas da primeira Demo da banda. Inclusive, “Metal Invaders” tem diferenças em relação à versão lançada no primeiro álbum, Walls of Jericho.

Atualmente, a versão original em vinil é raríssima, vendida a preços fora da realidade no mercado alternativo internetês. Pra quem não faz tanta questão do material em sua mais pura forma, pode conferir baixando o arquivo. Só não pode é ficar sem, até pela representatividade histórica do registro!

Running Wild Line-up :
Rock´n´Rolf Kasparek (vocals, guitars)
Gerald "Preacher" Warnecke (guitars)
Stephan Boriss (bass)
Wolfgang "Hasche" Hagemann (drums)

Hellhammer Line-up :
Tom "Satanic Slaughter" Warrior (vocals, guitars)
Martin "Slayed Necros" Ain (bass)
Bruce "Denial Fiend" Day (drums)

Dark Avenger Line-up :
Siegfried Kohmann (vocals)
Bernd Piontek (guitars)
Claus Johannson (guitars)
Uwe Neff (bass)
Andreas Breindl (drums)

Helloween Line-up :
Kai Hansen (vocals, guitars)
Michael Weikath (guitars)
Markus Grosskopf (bass)
Ingo Schwichtenberg (drums)

Running Wild
01. Iron Heads
02. Bone to Ashes
Hellhammer
03. Revelations of Doom
04. Messiah
Dark Avenger
05. Black Fairies
06. Lords of the Night
Helloween
07. Oernst of Life
08. Metal Invaders

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Helloween em 1984

JAY

terça-feira, 5 de julho de 2011

Helloween - The Dark Ride [2000]


A segunda grande crise do Helloween levou a banda ao lado mais obscuro de sua sonoridade. Aliás, tal qual Chameleon, The Dark Ride possui um título de acordo com seu conteúdo. Desavenças internas refletiram nas músicas, muitas delas com um clima bem sombrio, contrastando com a sonoridade positivista que caracterizou a história da banda. A participação do líder do grupo, Michael Weikath, foi diminuta até mesmo no processo de gravação, com Andi Deris e Roland Grapow assumindo a linha de frente nas composições – separados, obviamente, já que o ambiente em conjunto não era nem um pouco agradável.

Apesar de tudo, devo dizer que considero The Dark Ride um disco muito bom, com algumas faixas memoráveis, embora nenhuma possa realmente ser considerada um clássico da banda. E, para ser honesto, hoje essas diferenças musicais em comparação com o passado, nem soam mais tão fortes como na época de seu lançamento. A produção de Roy Z, indicado pela Sanctuary Mangement, acabou não agradando os músicos, que não se sentiram confortáveis com sua metodologia de trabalho. Anos mais tarde, o próprio admitiria que não conhecia a banda como imaginava e isso pesou. Charlie Bauerfiend ainda marcaria presença para dar uma consertada.



Após a intro, “Mr. Torture” é uma música que conserva uma das características primordiais: a capacidade de criar melodias pegajosas e um refrão apoteótico. Foi uma das que sobreviveu ao teste do tempo. As duas faixas escritas por Weikath, “All Over the Nations” e “Salvation” conservavam o lado “Happy, Happy Helloween”, enquanto “Escalation 666” e “Mirror, Mirror” mostravam novas possibilidades para o grupo caso o trabalho tivesse vingado. Mesmo as faixas com pegada mais próximas do Hard Rock, como “The Departed (Sun Is Going Down)” – minha preferida – ofereciam uma amostra do aspecto mais sério das composições.

Dois singles foram lançados, para a dramática “If I Could Fly” e a já citada “Mr. Torture”. The Dark Ride foi o último trabalho do Helloween com Roland Grapow e Uli Kusch, que sairiam para formar o Masterplan (não sem antes uma lavação de roupa suja em público tendo Grapow de um lado, Deris e Weikath do outro, que o Brasil pôde conferir de camarote via Rock Brigade). Até hoje seu estilo divide opiniões junto aos fanáticos pelas abóboras germânicas. Então, o melhor a fazer é conferir e formar a sua. Eu fico do lado de quem vê coisas positivas nele.



Andi Deris (vocals)
Michael Weikath (guitars)
Roland Grapow (guitars)
Markus Grosskopf (bass)
Uli Kusch (drums)

01. Behind The Portal
02. Mr. Torture
03. All Over The Nations
04. Escalation 666
05. Mirror Mirror
06. If I Could Fly
07. Salvation
08. The Departed (Sun Is Going Down)
09. I Live For Your Pain
10. We Damn The Night
11. Immortal
12. The Dark Ride
13. The Madness Of The Crowds (Japanese bonus)

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JAY

terça-feira, 17 de maio de 2011

Helloween - Live In The U.K. [1989]


Bandas no auge de sua criatividade e até de seu sucesso refletem isso de forma incrível nos palcos. Veja o AC/DC no fim da década de 1970 e início da década de 1980, o Kiss na turnê do "Love Gun", o Black Sabbath e o Deep Purple no início da década de 1970, ou até mesmo o Iron Maiden no meio da década de 1980.

Com o Helloween a regra é a mesma. O quinteto desfrutava de reconhecimento internacional graças às aclamadíssimas duas partes do Keepers. Não houve muito tempo para aproveitar esse momento, porque as crises estouraram logo em 1989, com a saída do guitarrista Kai Hansen. Mas "Live In The UK" registrou essa ótima fase a tempo.


O álbum foi registrado em dois concertos, na cidade escocesa de Edimburgo e na inglesa de Manchester, em novembro de 1988. O conjunto atravessava a Europa ocidental com shows energéticos e casas de shows lotadas com a turnê de "Keepers Of The Seven Keys Part II", logo, era um momento perfeito para gravar um disco ao vivo.

Apesar de curto, o repertório é certeiro pois traz as preferidas dos fãs quando o assunto é a década de 1980 do Helloween - com a perdoável porém incompreensível exceção de Eagle Fly Free. Pedradas como I Want Out, Future World (cantada em uníssono com a plateia), Dr. Stein e A Little Time mostram todo o brilho do conjunto, que estava com um instrumental entrosado e competente e trazia um endiabrado vocal de Michael Kiske, um dos melhores tocadores de microfone do Heavy Metal.



Infelizmente, a crise bateu na porta do Helloween, que se reergueu no futuro mas deixou saudades dessa época. Não à toa, os caras mudaram o jeito de se fazer metal. Confira essa pepita!

01. Happy Halloween + A Little Time
02. Dr. Stein
03. Future World
04. Rise And Fall
05. We Got The Right
06. I Want Out
07. How Many Tears

Michael Kiske - vocal
Kai Hansen - guitarra, backing vocals
Michael Weikath - guitarra, backing vocals
Markus Grosskopf - baixo, backing vocals
Ingo Schwichtenberg - bateria

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by Silver

domingo, 17 de abril de 2011

Helloween - High Live [1996]


Se você não sabe o que é sair do fundo do poço e chegar ao topo do mundo, talvez os caras do Helloween da formação que registrou essa pepita podem explicar. Cerca de três anos antes do lançamento de "High Live", o Helloween era uma banda morta. Acabada mesmo. As crises internas geraram o álbum "Chamaleon" que, por mais que tenha muitas músicas boas, é inconsistente e reflete tais crises, que culminaram na saída do falecido baterista Ingo Schwichtenberg e do ainda lendário vocalista Michael Kiske.

Sem contrato com uma grande gravadora, sem um frontman que era um baita de um cantor e sem um baterista que tocava como uma metralhadora, é impossível pensar que uma banda de Heavy Metal poderia se reerguer. Mas se reergueu com os recursos que tinham, com um vocalista infinitamente mais carismático e com um dos bateristas mais habilidosos do gênero em todo o mundo. Apresento-vos a voz de Andi Deris, as baquetas de Uli Kusch e os álbuns "Master Of The Rings" e "The Time Of The Oath", que tiveram êxito comercial, agradaram grande parte dos fãs antigos e conquistaram outros novos.



A fase era tão boa que um registro ao vivo cairia muito bem praquela fase. Daí saiu "High Live", gravado em performances na Itália e na Espanha em 1996 e lançado em áudio e vídeo, ainda no mesmo ano. O vídeo decepciona, pois a edição ficou péssima. Mas o áudio compensa o mau gosto do outro.

Em noite inspirada, os alemães simplesmente botaram abaixo as casas de shows em que se apresentaram. Andi Deris tem uma interação muito forte com a plateia e é dono de uma voz única e inconfundível. A dupla de guitarristas constituída por Roland Grapow e Michael Weikath está afiadíssima e não falham. O também carismático baixista Markus Grosskopf dispara suas matadoras linhas de baixo e o baterista Uli Kusch prova porque é tão cultuado, não apenas segurando o rojão como se exibindo sua criatividade em vários momentos.



Com muita destreza, os caras conseguiram construir um repertório de aproximadamente 90 minutos que não desmotiva o ouvinte nem na hora da linda balada In The Middle Of A Heartbeat. É pancada do começo ao fim. Das dezessesis músicas, apenas quatro são da fase Kiske: Eagle Fly Free, The Chance, Dr. Stein e Future World. O resto é só pedrada da nova fase, que sinceramente, não deve em nada para a antiga.

Entre os destaques, estão a pesada abertura We Burn, a inesperada e magnífica The Chance - vinda do injustiçado "Pink Bubbles Go Ape" -, as grudentas Why? e Power, e a soturna Mr. Ego, composta para o ex-vocalista de uma forma não muito amigável. Confira!



CD 1:
01. We Burn
02. Wake Up The Mountain
03. Sole Survivor
04. The Chance
05. Why?
06. Eagle Fly Free
07. The Time Of The Oath
08. Future World
09. Dr. Stein

CD 2:
01. Before The War
02. Mr. Ego (Take Me Down)
03. Power
04. Where The Rain Grows
05. In The Middle Of A Heartbeat
06. Perfect Gentleman
07. Steel Tormentor

Andi Deris - vocal, violão em "In A Middle Of A Heartbeat"
Michael Weikath - guitarra
Roland Grapow - guitarra
Markus Grosskopf - baixo
Uli Kusch - bateria

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by Silver

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Helloween - Better Than Raw [1998]


Após a boa repercussão dos álbuns Master of the Rings e The Time of the Oath – além do ao vivo High Live – não havia dúvidas sobre a reabilitação do Helloween. Apesar de não ser uma unanimidade entre os fãs até hoje, o vocalista Andi Deris impôs seu estilo e trouxe estabilidade ao grupo, coisa que há muito tempo não acontecia. O clima era de total tranqüilidade para a gravação do oitavo disco de estúdio. Mal sabíamos que era a calmaria antes de mais uma tempestade, mas essa é uma história que contaremos em outra oportunidade.

O fato é que Better Than Raw mantém o estilo básico de seus antecessores, mostrando que o quinteto germânico ainda tinha muito a oferecer. As curiosidades já começam com a capa, que foi inspirada em velhos conhecidos da galera: os Smurfs. Apenas trocaram Gargamel pela bruxa e os azuisinhos pelas abóboras. Mais uma demonstração do já conhecido bom humor que sempre caracterizou a banda. Como diria o mestre do Heavy Metal no Brasil, Sílvio Santos, bem bolado. A produção, mais uma vez, ficou a cargo do velho aliado Tommy Hansen. Com tudo em sintonia, temos mais um grande trabalho.



Desde a excelente intro “Deliberately Limited Preliminary Prelude Period in Z” e a surpreendentemente agressiva “Push”, temos o sempre bem elaborado som do grupo, com selo de qualidade garantida. O primeiro single foi a melódica “I Can”, perfeita para agradar fãs de épocas diferentes. Na sequência, usaram a quase Hard Rock “Hey Lord”, mostrando uma faceta do grupo que ganhou muita força com o passar dos anos, especialmente graças a Deris. E foi uma decisão acertada seguir esse caminho, já que compuseram excelentes músicas nesse estilo – a citada acima entre elas.

Outro destaque vai para a trabalhada “Revelation”, com seus oito minutos de puro deleite metálico, variando climas e mostrando toda a competência instrumental dos músicos. A lúgubre “Time” ocupa o posto de balada do álbum, embora não seja um típico exemplar do gênero. Outra com forte influência de Hard é “Don’t Spit On My Mind”. O momento mais curioso fica por conta de “Lavdate Dominvm”, faixa cantada em latim, uma espécie de tributo aos fãs de países como a Espanha e também da América do Sul, que recebeu a banda pela primeira vez durante a turnê do disco anterior.



Falando em shows, durante a divulgação de Better Than Raw o Helloween voltou para esses lados do mapa. Assim como na primeira passagem, abriram para o Iron Maiden. Mais que uma mera coincidência, já que integravam o cast da Sanctuary Mangement à época. O show realizado em Curitiba, durante a final do Skol Rock, foi transmitido para todo o Brasil através da MTV. Outros tempos, definitivamente.

Andi Deris (vocals)
Michael Weikath (guitars)
Roland Grapow (guitars)
Markus Grosskopf (bass)
Uli Kusch (drums)

01. Deliberately Limited Preliminary Prelude Period in Z
02. Push
03. Falling Higher
04. Hey Lord
05. Don’t Spit On My Mind
06. Revelation
07. Time
08. I Can
09. A Handful of Pain
10. Lavdate Dominvm
11. Midnight Sun

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JAY

domingo, 9 de janeiro de 2011

Helloween - Chameleon [1993]


Aqui está um disco que defendi inúmeras vezes em discussões com os amigos. E o argumento é simples: esse não é um trabalho do Helloween, mas sim, de seus integrantes. Cada músico trouxe as suas idéias e as desenvolveu da maneira que bem entendesse, sem se apegar ao formato que consagrou o grupo. Por conta disso, os fãs mais tradicionais da era Keepers, desaprovam seu conteúdo, assim como os membros daquela época que permanecem na banda. De certo modo é compreensível, visto que Chameleon é um suicídio comercial. Foi após seu retumbante fracasso que a EMI demitiu o grupo, que nunca mais teve a chance de trabalhar com uma estrutura do tipo.

Mesmo assim, considero sua sonoridade fenomenal, até mesmo pela ousadia descompromissada. Misturando diferentes influências, o álbum confundiu a cabeça de muita gente, especialmente em uma época onde não era possível conferir amostras grátis antes do lançamento – exceto pelos singles que eram enviados às rádios. Hoje, após quase duas décadas completas, Chameleon alcançou status de cult junto aos menos radicais, que aprenderam a apreciá-lo da maneira correta, sem rótulos pré-concebidos. Quem conseguiu assimilar, saiu ganhando, já que temos músicas excelentes aqui, independente do estilo que seguem.



Alguns resquícios do passado ainda se fazem presentes, como na abertura com “First Time” e também em “Giants”, única que chegou a ser executada posteriormente, na turnê do álbum Master of the Rings. A bem elaborada “When the Sinner” foi o primeiro single. “Windmill” e “Step Out of Hell” também foram lançadas de forma promocional posteriormente. A última nesse formato foi a bela “I Don’t Wanna Cry No More”, que Roland Grapow escreveu em homenagem a seu falecido irmão, com uma letra de emocionar. A grandiosa “I Believe”, composição de Michael Kiske, traz em seus nove minutos, corais infantis e orquestrações brilhantes, dando uma atmosfera toda especial.

E se o CD principal já é cheio de particularidades fugindo do padrão habitual, o que dizer do segundo disquinho, com os b-sides? Aí a experimentação ganhou ares de loucura mesmo. O que não significa algo ruim de forma alguma. “I Don’t Care, You Don’t Care”, por exemplo, conta com um clima setentista bem interessante nas guitarras, assim como a instrumental “Oriental Journey”. Um Rock básico e com senso de humor em “Get Me Out of Here” abre espaço para a esquizofrenia definitiva de “Red Socks and the Smell of Trees”, viagem pura desde o título até o final de seus quase onze minutos.


A turnê de divulgação foi um verdadeiro fiasco. Devido a seus problemas mentais cada vez mais evidentes, Ingo Schwichtenberg foi substituído por Ritchie Abdel Nabi, que acabou se mostrando insuficiente, especialmente nas músicas antigas. Enquanto isso, os outros quatro membros continuavam quebrando o pau nos bastidores, ao passo que os shows atraíam cada vez menos público. A performance também deixava a desejar, especialmente por parte de Kiske. Sua voz tinha virado apenas um arremedo dos velhos tempos. Todos esses fatores despedaçaram de vez o Helloween, que terminaria o ano sem frontman e baterista.

Dois anos mais tarde, Ingo se suicidaria ao se jogar na frente de um trem. Kiske iniciaria uma verdadeira batalha interna, que deixou seus resquícios até hoje. Já a banda, conseguiria contornar os problemas com a chegada do vocalista Andi Deris e do batera Uli Kusch, embora boa parte dos fãs das antigas nunca os tenha aceitado da mesma forma que seus antecessores. Heavy Metal, Rock, Pop, Progressivo e tudo o mais que se encontrar. Esse camaleão merece ser apreciado em sua forma mais pura. Verdadeira viagem musical.

Michael Kiske (vocals)
Michael Weikath (guitars)
Roland Grapow (guitars)
Markus Grosskopf (bass)
Ingo Schwichtenberg (drums)

01. First Time
02. When the Sinner
03. I Don’t Wanna Cry No More
04. Crazy Cat
05. Giants
06. Windmill
07. Revolution Now
08. In the Night
09. Music
10. Step Out of Hell
11. I Believe
12. Longing

Bonus CD Expanded Edition

01. I Don’t Care, You Don’t Care
02. Oriental Journey
03. Cut in the Middle
04. Introduction
05. Get Me Out of Here
06. Red Socks and the Smell of Trees
07. Ain’t Got Nothin’ Better
08. Windmill (demo)

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JAY

sábado, 27 de novembro de 2010

Helloween - Pink Bubbles Go Ape [1991]


Após a referencial era Keepers, o Helloween era um grupo totalmente dividido. Enquanto alguns músicos entendiam que deveriam se manter na sonoridade que os consagrou, outros achavam que era hora de ousar, explorar novidades e tentar se lançar a um patamar mais alto. Essa série de diferenças resultou na saída de Kai Hansen, hoje considerada pelos mais fanáticos como o início do fim. Seu substituto foi Roland Grapow, guitarrista com um background mais abrangente, muito influenciado por bandas norte-americanas. Com sangue novo, era hora de dar início a um novo trabalho em estúdio e tentar acalmar o clima interno, que era muito conturbado.

O escolhido para produzir o álbum foi Chris Tsangarides, que havia acabado de colaborar com o Judas Priest no hoje clássico Painkiller, além de contar com uma folha corrida pra lá de respeitável no meio Hard/Heavy. Anos mais tarde, o próprio definiria o trabalho com o Helloween como o mais difícil de toda sua carreira. Nas palavras de Chris, o que a banda estava precisando de verdade era um psiquiatra ao invés de um produtor, tantas e tão infantis eram as brigas. Foi nesse cenário que Pink Bubbles Go Ape (Bolhas Rosas Viram Chimpanzés, nome que, segundo Michael Kiske, resumia perfeitamente a esquizofrenia coletiva do momento) nasceu.


Apesar de tudo, particularmente o considero um grande disco. Variado, com boas músicas e um ótimo desempenho de todos os envolvidos, consegue entreter o ouvinte de mente mais aberta sem maiores esforços. Certamente, quem esperava um novo capítulo da saga Keeper of the Seven Keys, se decepcionou totalmente – o que seria natural, fosse como fosse, pois esse momento faria parte do passado de qualquer maneira. Mas com o desenrolar do tempo, Pink Bubbles... foi ganhando o respeito e a admiração de muitos que lhe jogaram pedras durante o impacto inicial.

Após a vinheta que dá título ao play, o grande hit do álbum, “Kids of the Century”, explode nos alto-falantes sem deixar transparecer as mudanças que seriam perceptíveis na seqüência. Impossível não escutá-la sem lembrar o seu clipe, que alterna entre o bizarro e o bem humorado. “Back on the Streets” mantém o pique, com Kiske mostrando mais uma vez porque é uma das melhores vozes que o estilo já teve. A coisa começa a ficar diferente a partir de “Number One”, faixa com pegada puxada para o Hard Rock e uma melodia que resvala no Pop. Nem por isso deixa de ser outro grande destaque, com seu refrão que gruda na cabeça.



Outros momentos que merecem ser citados são a alegre “Goin’ Home” e o clássico “The Chance”, única faixa que sobreviveu nos setlists de turnês futuras, tendo sido até mesmo executada pelo Masterplan em sua primeira excursão. Para encerrar, a belíssima “Your Turn”, balada que assusta os headbangers mais puristas por seu formato que se adaptaria a bandas como o Bon Jovi sem o menor esforço. Radicalismos à parte, é uma linda canção, com arranjo semi-acústico, letra tocante e uma performance fantástica de Michael nos vocais. Um bom trabalho de mídia poderia tê-la transformado em hit nas rádios. Mas a última coisa que havia naquele momento era consenso coletivo sobre qualquer coisa.

A edição que aqui disponibilizamos é a expandida. Sendo assim, podemos conferir 4 b-sides, com destaque para a interpretação de “Blue Suede Shoes”, de Carl Perkins, com Kiske mostrando sua veia Classic Rock – ele que sempre declarou ser Elvis o seu intérprete favorito – e a pesada e interessante “You Run With the Pack”, que até poderia ter entrado no tracklist normal. No mais, as bizarrices que o Helloween sempre colocou nesse tipo de faixa, como “Shit and Lobster”, que parece até trilha sonora infantil. Vale como bônus.

Michael Kiske (vocals)
Michael Weikath (guitars)
Roland Grapow (guitars)
Markus Grosskopf (bass)
Ingo Schwichtenberg (drums)

01. Pink Bubbles Go Ape
02. Kids of the Century
03. Back on the Streets
04. Number One
05. Heavy Metal Hamsters
06. Goin’ Home
07. Someone’s Crying
08. Mankind
09. I’m Doin’ Fine, Crazy Man
10. The Chance
11. Your Turn

Expanded Edition Tracks

12. Blue Suede Shoes
13. Shit and Lobster
14. Les Hambourgeois Walkways
15. You Run With the Pack

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JAY

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Helloween - Keeper Of The Seven Keys: Part I [1987]


A influência do Helloween é indiscutível. Incontestável. Todo fã de som pesado que se preze, sabe do peso desse nome na cena metálica. O surgimento do grupo se deu em 1984 na cidade alemã de Hamburgo com a formação estabelecida por Kai Hansen nos vocais e guitarra, Michael Weikath na guitarra, Markus Grosskopf no baixo e Ingo Schwichtenberg na bateria. Com a line-up, gravaram o debut "Walls Of Jericho", mas na turnê de divulgação, Hansen sentiu dificuldade ao assumir o microfone e a guitarra ao mesmo tempo (dificuldade que venceu no Gamma Ray, mas aí são outros quinhentos).

Na busca de um novo vocalista, o jovem Michael Kiske impressionou e ganhou a vaga. O terreno estava propício para o surgimento de um clássico, e eis que "Keeper Of The Seven Keys: Part I" surgiu nas prateleiras em maio de 1987. A intenção era lançar a segunda parte juntamente da primeira, mas a Noise Internacional, gravadora dos rapazes, não permitiu.

A primeira parte do "Keeper" tornou-se um clássico porque nada como aquilo havia sido feito antes. A genial salada mista aqui encontrada se baseia na união entre o Heavy clássico do Judas Priest e do Iron Maiden, alguns elementos góticos principalmente difundidos pelo The Sisters Of Mercy, velocidade com foco em melodias trabalhadas, e letras repletas de fantasia, algo pouco comum no gênero.


Do início ao fim, nota-se competência ímpar nas composições: a maioria capitaneada por Kai Hansen, também conhecido como "o cara". O instrumental, impecável, dá destaque à tudo em sua hora certa. Seja o baixo de Markus Grosskopf, as guitarras entrosadas de Hansen e Michael Weikath ou a bateria de Ingo Schwichtenberg - tudo há espaço. E ainda há de se salientar o aparecimento de uma das maiores vozes do metal. Michael Kiske simplesmente destrói. Dispensa comentários. Fortes berros, manutenção de voz aguda de forma impressionante e incrível harmonia.

A repercussão foi satisfatória para uma verdadeira estreia, com maior âmbito de divulgação, mas não um estouro. Com "Keeper Of The Seven Keys: Part I", o Helloween viu suas portas se abrindo para fora da Alemanha, ainda mais com uma oportunidade de fazer uma turnê pelos Estados Unidos. O play teve moderada recepção na terra natal, na Suécia e na Suíça, além de conquistar uma tímida 104ª posição nos charts norte-americanos e 284ª nos japoneses. O engraçado é que, algum tempo depois, o grupo conquistaria incrível respeito na terra do Sol nascente, sempre emplacando lançamentos em altas posições nas paradas gerais.



O single de "Future World" foi lançado como arma de divulgação, bem como um vídeo-clipe para "Halloween", que teve mais da metade da canção original cortada. Com exceção disso, não há uma canção sequer que se destaque das demais. Discão da cabeça aos pés!

01. Initiation
02. I'm Alive
03. A Little Time
04. Twilight Of The Gods
05. A Tale That Wasn't Right
06. Future World
07. Halloween
08. Follow The Sign

Michael Kiske - vocal
Kai Hansen - guitarra, backing vocals
Michael Weikath - guitarra, backing vocals
Markus Grosskopf - baixo, backing vocals
Ingo Schwichtenberg - bateria

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by Silver

domingo, 19 de setembro de 2010

The Keepers Of Jericho: A Tribute to Helloween [2001]


É inegável o fato que o Helloween é a banda mais influente da história do “Metal Lá-lá-lá´”. Basta ver o número de clones do quinteto – a maioria extremamente mal feitos – que surgiu com o passar dos anos. Embora eu ainda tenha a opinião que nenhum desses grupos possui a pegada característica dos alemães, as melodias muitas vezes são meras variações daquilo que foi feito nos dois primeiros Keeper Of The Seven Keys. Sendo assim, nada mais normal que um dos exemplares iniciais da grande leva de tributos que se proliferou na virada de século unisse nomes de peso na cena Power Metal européia homenageando seus grandes inspiradores.

A primeira versão de The Keepers Of Jericho trazia apenas faixas gravadas originalmente até o Keepers Parte II. Na segunda edição do projeto, já rolariam alguns sons da fase posterior. Bom, tributo é aquela coisa, muitos seguem à risca o som original, enquanto outros tentam colocar uma cara própria, mudando alguns elementos – às vezes até demais. Ambos os casos contam com exemplos de êxitos e fracassos retumbantes. Pessoalmente, me agrada quando se consegue modificar alguns detalhes sem descaracterizar em excesso a versão que fez a música ficar conhecida. Até porque se é para fazer a mesma coisa, tem muita banda cover por aí.

Portanto, merece citação o Rhapsody (atual Rhapsody Of Fire), que abre os trabalhos com “Guardians”, acrescentando cara própria sem fugir da velha melodia. Da mesma forma o Brainstorm – banda muito boa, mas que, infelizmente, nem todo mundo conhece –, que fez “Savage” virar quase um Thrash Metal, na melhor faixa de todo o disco. Da turma que não foi tão longe nas mudanças, mas ainda assim fez um bom papel, destaco o Vision Divine, com uma correta releitura de “Eagle Fly Free”, o Metalium com o baixo acima de todos os instrumentos em “Ride The Sky” e o Secret Sphere, encerrando com classe em “How Many Tears”. Os filhos mostram que seguem os passos do pai, já diriam os mais sentimentais.

01. Guardians (Rhapsody)
02. I Want Out (Sonata Arctica)
03. A Little Time (Heavens Gate)
04. Ride The Sky (Metalium)
05. I’m Alive (Luca Turilli)
06. Judas (Morifade)
07. Eagle Fly Free (Vision Divine)
08. Savage (Braisntorm)
09. Future World (Labyrinth)
10. Save Us (Cydonia)
11. Victim Of Fate (Squealer)
12. Halloween (Dark Moor)
13. How Many Tears (Secret Sphere)

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JAY

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Helloween - The Time Of The Oath [1996]


Após todos os problemas que o Helloween passou no início dos anos 1990 serem resolvidos com "Master Of The Rings", cabia ao quinteto continuar a fazer seu trabalho naquela linha, sem ligar para o passado difícil que fora superado. E o álbum dessa postagem foi definitivo para consolidá-los novamente entre os grandes.

"The Time Of The Oath" foi gravado durante o ano de 1995, logo após a bem sucedida turnê de seu antecessor, e lançado em março de 1996 pelo selo Castle Communications. Seu lançamento foi dedicado à memória do ex-baterista Ingo Schwichtenberg, que cometeu suicídio no ano anterior. A obra é conceitual e trata sobre as profecias de Nostradamus em suas composições, principalmente em referência às que fez para os anos de 1994 até 2000.

Apesar da capa ter o The Keeper, personagem famoso por aparecer nos dois volumes do clássico "Keeper Of The Seven Keys", a sonoridade não é uma simples releitura do que fora feito no passado e afirmava o novo Helloween de vez com sua nova porém sempre utilizada e característica roupagem musical. A qualidade do material apresentado em "The Time Of The Oath" é incrível, até mesmo para as eternas viúvas do ex-vocalista Michael Kiske, por apresentar consistência e empolgação raríssimas em uma banda de metal nos anos 1990.


A formação, com certeza a mais competente juntamente da "clássica" e até agora a mais duradoura da existência da banda, não perdoa os tímpanos do ouvinte: Andi Deris canta muito e não deixa a desejar em nenhum momento, a dupla de guitarristas Roland Grapow e Michael Weikath exibem entrosamento e harmonia ímpares e a cozinha do baixista Markus Grosskopf e do baterista Uli Kusch é uma das mais poderosas que já ouvi em minha vida na ala mais pesada do Rock. As composições exuberantes, o instrumental matador e bem rebuscado, as lindas vozes, a boa produção... tudo é de primeira por aqui.

Os fãs do conjunto devem agradecer todos os dias a entrada de Deris, pois os caras puderam explorar mais ainda seu som, saindo do Power Metal e flertando com vertentes mais crus do Heavy, com o Hard Rock e até mesmo com o metal progressivo, mas sem deixar de lado o Power/Melodic que os consagraram.

Além de reafirmar o Helloween como uma das maiores bandas do metal europeu, "The Time Of The Oath" foi responsável por uma turnê mundial muito bem sucedida, que passou até pelo Brasil, e pelo primeiro ao vivo full-length dos alemães: "High Live". Mas isso é pano pra outra manga...

Sobram destaques para as quase-hards "Wake Up The Mountain" e "Still I Don't Know" (uma das faixas bônus da versão japonesa), para as pesadas "We Burn" e "Steel Tormentor", para a poderosa e chicletíssima "Power" e para as belas baladas "Forever And One (Neverland)" e "If I Knew". Discasso!

01. We Burn
02. Steel Tormentor
03. Wake Up The Mountain
04. Power
05. Forever And One (Neverland)
06. Before The War
07. A Million To One
08. Anything My Mama Don't Like
09. Kings Will Be Kings
10. Mission Motherland
11. If I Knew
12. The Time Of The Oath
13. Still I Don't Know (Bonustrack)
14. Take It To The Limit (Bonustrack)

Andi Deris - vocal
Michael Weikath - guitarra, violão, backing vocals
Roland Grapow - guitarra, violão, teclados, backing vocals
Markus Grosskopf - baixo, backing vocals
Uli Kusch - bateria

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by Silver

terça-feira, 20 de abril de 2010

Helloween - Master Of The Rings [1994]


São poucas as bandas que, após praticamente chegarem ao fundo do poço, conseguem se reestabelecer com o sucesso que o Helloween o fez.

As baixas vendas dos sucessores dos clássicos "Keepers" aumentaram as tensões entre os integrantes e logo veio a primeira baixa na line-up do grupo: se deu no meio da turnê do "Chamaleon", o baterista Ingo Schwichtenberg deixou o grupo por passar a apresentar problemas mentais, principalmente depressivos, relacionados à esquizofrenia, que se aliaram ao uso exagerado da cocaína. Ingo cometeu suicídio em 1995, dois anos após sua saída da banda. A situação piorou para a banda quando o vocalista Michael Kiske foi demitido por divergências musicais e pessoais. Para atolar completamente os alemães remanescentes na lama, a EMI os demitiu por conta das baixas vendas dos últimos álbuns.

Em meio a tantos problemas, os ditos "pioneiros" do Power Metal conseguiram ultrapassar a maré de azar ao contratarem Andi Deris (voz, ex-Pink Cream 69) e Uli Kusch (bateria, ex-Gamma Ray), além de assinarem com a Castle Communcations e lançarem, em 1994, o excelente "Master Of The Rings", que os colocou no mapa novamente.

"Master Of The Rings" fez o que todos os fãs do Helloween estavam esperando: voltou ao estilo que havia consagrado a banda, mas não exatamente como foi feito antes. Várias influências podem ser encontradas durante o play, que circula entre o previsível Heavy/Power Metal trabalhado porém aqui mais direto e várias levadas galgadas no Hard Rock e até mesmo no Progressivo.

Verdadeiras pérolas aqui presentes dão a "Master Of The Rings" um status de clássico do Heavy Metal, sem exageros. A audição do disco na íntegra é recomendadíssima, mas me vejo na obrigação de destacar algumas faixas, como o hit "Where The Rain Grows", a pesada "Sole Survivor", a criativa "Perfect Gentleman", a Hard-Rocker "Why?" (que chega a lembrar Deris nos tempos de Pink Cream 69, até por ser totalmente composta por ele) e, claro, a perfeita balada "In The Middle Of A Heartbeat".

Vale também ressaltar que a Dynamo Records lançou o álbum em versão extendida no ano de 2006, com várias pepitas no 2° disco. Além da presença de alguns ótimos b-sides autorais como "Silicon Dreams" e "Can't Fight Your Desire", temos três ótimos covers aqui: "I Stole Your Love" (Kiss), "Cold Sweat" (Thin Lizzy) e "Closer To Home" (Grand Funk Railroad). Esta, cantada excelentemente por Roland Grapow.

Como já dito, "Master Of The Rings" colocou o Helloween no rumo novamente. E já era esperada uma ótima repercussão: o álbum chegou à 23ª posição nas paradas alemãs e ao 6° lugar nas japonesas, posições mais altas que o Helloween já atingiu até hoje em tais países.

Essencial na coleção de qualquer headbanger que se preze.

CD 1:
01. Irritation (Weik Editude 112 In C)
02. Sole Survivor
03. Where The Rain Grows
04. Why?
05. Mr. Ego (Take Me Down)
06. Perfect Gentleman
07. The Game Is On
08. Secret Alibi
09. Take Me Home
10. In The Middle Of A Heartbeat
11. Still We Go

CD 2:
01. Can't Fight Your Desire
02. Star Invasion
03. Cold Sweat (Thin Lizzy cover)
04.
Silicon Dreams
05.
Grapowski's Malmsuite 1001
06.
I Stole Your Love (Kiss cover)
07.
Closer To Home (Grand Funk Railroad cover)

Andi Deris - vocal, violão
Michael Weikath - guitarra, backing vocals
Roland Grapow - guitarra, backing vocals, vocal em "Closer To Home"
Markus Grosskopf - baixo, backing vocals
Uli Kusch - bateria

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by Silver

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Helloween - Keeper Of The Seven Keys: Part II [1988]


Considerado por fãs e crítica o mais importante trabalho e divisor de águas da carreira Helloween, "Keeper Of The Seven Keys: Part II" não é só importante na carreira da banda mas de toda a cena Heavy Metal, pois ensinou ao mundo um novo modo de fazer música pesada: de forma trabalhada, ágil e melódica ao mesmo tempo.

Aqui tem-se músicos afiadíssimos, começando pelos potentes vocais de Michael Kiske, que ressonam pela cabeça de qualquer fã de Rock n' Roll para deixá-lo pasmo com tamanha força vocal. A eficiente dupla Michael Weikath e Kai Hansen, que cuida das guitarras, se mostra incrivelmente entrosada não só no disco mas ao vivo também, com guitarras harmonizadas e solos matadores. A cozinha, avassaladora por sinal, ficam por conta do excelente Markus Grosskopf, sempre criativo em suas linhas de baixo, e de Ingo Schwichtenberg (R.I.P.), que ao meu ver é o melhor e mais criativo baterista que já passou pelo Helloween.

As composições, separadas entre Kiske, Weikath e Hansen, se mostram absurdamente geniais, destacando-se as músicas mais famosas do disco: "I Want Out" (feita por Hansen), "Dr. Stein" e "Eagle Fly Free" (feitas por Weikath). Todavia não se prenda à apenas essas 3 canções, pois todo o disco é fabuloso, destacando-se também a animada "Rise And Fall" e a pesada "March Of Time", sendo que, na última, Kiske dá uma soberba aula de como ser um vocalista de Heavy Metal.

01. Invitation
02. Eagle Fly Free
03. You Always Walk Alone
04. Rise and Fall
05. Dr. Stein
06. We Got the Right
07. March of Time
08. I Want Out
09. Keeper of the Seven Keys
10. Save Us

Bônus:
11. Savage
12. Livin' Ain't No Crime
13. Don't Run for Cover
14. Dr. Stein (Remix)
15. Keeper of the Seven Keys (Remix)

Michael Kiske - vocal
Michael Weikath - guitarra, teclado
Kai Hansen - guitarra
Markus Grosskopf - baixo
Ingo Schwichtenberg - bateria

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by Silver