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Mostrando postagens com marcador Steve Vai. Mostrar todas as postagens
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sábado, 8 de janeiro de 2011

G3 - Live: Rockin' In The Free World [2004]


Concebido por Joe Satriani em 1996, o G3 é um dos mais bem sucedidos projetos de música instrumental da atualidade. E nessa postagem apresento-lhes aquela que, na minha opinião, foi a melhor gravação já feita durante as turnês.

"Live: Rockin' In The Free World" foi gravado no Uptown Theater, situado na cidade de Kansas, EUA em 21 de outubro de 2003. O lançamento só se deu em fevereiro do ano seguinte. A line-up responsável por essa turnê é, até hoje, uma das mais aclamadas pelos admiradores do projeto: o criador Joe Satriani, o constante participante Steve Vai e o talentosíssimo convidado Yngwie Malmsteen. A excursão, infelizmente, só rolou na América do Norte em certa parte de 2003 e Malmsteen, sabe-se lá porque, não deu o ar da graça mais no G3, mas esse registro histórico é, no mínimo, fantástico.

O show só prova a competência dos monstros: o sentimento e a coesão de Satriani abre o concerto, com menções honrosas à paulada "The Extremist" e à belíssima "Always With Me, Always With You". Ao fim de um repertório de aproximadamente 20 minutos, entra o experimentalismo e a criatividade de Vai que, apesar de mandar apenas 3 faixas, mostra seu poder de fogo, principalmente na funkeada "Reaping".

Encerrando as atuações "solo", a surpresa fica por conta de Malmsteen: a velocidade e o peso aliados às influências neo-clássicas do sueco voador simplesmente colocam abaixo o Uptown Theater, desde o início pauleira com "Blitzkrieg" até pelo fechamento que fica por conta da exibicionista "Finale", passando até mesmo por um cover de "Red House", do mestre Jimi Hendrix.

Dignamente a gravação é encerrada com um jam regado à muita virtuose, com direito a mais dois covers de Jimi Hendrix ("Voodoo Child", cantada por Malmsteen e "Little Wing", cantada por Vai) e a clássica "Rockin' In The Free World", de Neil Young, na voz de Satriani. Meus amigos, aqui está um definitivo must-have em suas coleções!



CD 1:
01. The Extremist
02. Crystal Planet
03. Always With Me, Always With You
04. Midnight
05. The Mystical Potato Head Groove Thing
06. You're Here
07. Reaping
08. Whispering A Prayer
09. Blitzkrieg
10. Trilogy Suite Op. 5
11. Red House (Jimi Hendrix cover)
12. Fugue
13. Finale

CD 2:
01. Voodoo Child (Slight Return) (Jimi Hendrix cover)
02. Little Wing (Jimi Hendrix cover)
03. Rockin' in the Free World (Neil Young cover)

Faixas 1 a 5 (CD 1):
Joe Satriani - vocal, guitarra solo
Galen Henson - guitarra base
Matt Bissonette - baixo
Jeff Campitelli - bateria

Faixas 6 a 8 (CD 1):
Steve Vai - vocal, guitarra solo
Dave Weiner - guitarra base
Billy Sheehan - baixo
Tony MacAlpine - guitarra solo, teclados
Jeremy Colson - bateria

Faixas 9 a 13 (CD 1):
Yngwie Malmsteen - vocal, guitarra
Mick Cervino - baixo
Jocke Svalberg - teclados
Patrick Johansson - bateria

Faixas 1 a 3 (CD 2):
Yngwie Malmsteen - vocal em 1, guitarra
Steve Vai - vocal em 2, guitarra
Joe Satriani - vocal em 3, guitarra
Galen Henson - guitarra
Matt Bissonette - baixo
Jeff Campitelli - bateria

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by Silver

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Steve Vai - Passion and Warfare [1990]


Pode um álbum instrumental ser lançado por uma gravadora major e vender milhões de cópias mundo afora? Pode uma música instrumental oferercer uma mensagem mais relevante que a maioria esmagadora das que possuem letras? A resposta definitiva para as duas questões acima está aqui. Confesso que tenho certa dificuldade com trabalhos dessa natureza. Mas Passion and Warfare, obra-prima do gênio Steve Vai, é diferenciado. Primeiramente, por ter sido inspirado em uma série de sonhos que ele teve – e quem leva a sério esse tipo de situação, como é o meu caso, sabe o que isso significa. Segundo, por ele já contar com uma carreira popular, tendo tocado com Frank Zappa, Alcatrazz, David Lee Roth e Whitesnake.

Apesar de ser oficialmente o segundo trabalho solo, esse é o álbum que marca o início de uma carreira propriamente dita para Vai. Aqui ele se afirmaria como autor e mostraria ao mundo o que era capaz de fazer quando deixava sua mente trabalhar livre de qualquer pré-conceito. E poucos conseguiriam compor como ele nesse estado de mente, como fica claro desde o início, com a curta e apoteótica “Liberty”, trilha para triunfos pessoais ou coletivos até os dias atuais. Um tiro de sorte? Não, é o que mostra a empolgante “Erotic Nightmares”, que vem logo a seguir. A suingada “The Animal” convida o ouvinte para uma verdadeira viagem sonora, enquanto “Answers” é quase uma vinheta de tão simplória e, ao mesmo tempo, genial.


A mais longa de todas aparece na seqüência em “The Riddle”, som que, a cada escutada, se descobre algo novo em sua estrutura – e lá se vão vinte anos. “Ballerina 12/24” é outra faixa curta, que abre espaço para a execução de algo que ultrapassa os limites da divindade musical. Seria clichê falar tudo que “For The Love Of God” significa. Mas ao mesmo tempo não é possível deixar passar incólume um momento tão brilhante da história da música. Nunca se resumiu algo com tanto sentimento em se tratando de sons instrumentais. Jamais se passou alguma idéia sem dizer sequer uma palavra como foi feito aqui. Sem dúvida, trata-se de algo que ultrapassa os limites da lógica humana. E jamais conseguiremos fazer justiça em palavras.



A exibição segue com outra que caiu no gosto dos fãs, “The Audience is Listening” traz um início com a cara bem humorada do músico para cair em um som altamente consistente. Os teclados quase AOR dão a “I Would Love To” certo feeling comercial, abrindo espaço para a baladaça “Blue Powder”, onde Steve busca uma melodia à la David Gilmour de encher os olhos. Da mesma forma, a vibração de “Greasy Kid's Stuff” conquista desde o início e faz imaginar o que se passava pela cabeça do cidadão, assim como a alucinógena vinheta “Alien Water Kiss”. A acústica “Sisters” e a climática “Love Secrets” fecham a obra deixando seu recado.

Para um play nesse formato vender mais de cinco milhões de cópias, não é tarefa fácil. Sendo assim, acho que não é necessário falarmos mais sobre suas qualidades e capacidade de atrair diferentes públicos. Apenas resta dizer que certos trabalhos artísticos transcendem épocas, públicos e preferências. Aqui está um deles, com toda certeza. Algo que só uma mente inexplicável poderia nos oferecer. Deus abençoe Steve Vai!!!

Steve Vai (guitars, keyboards)
Chris Frazier (drums)
Stu Hamm (bass)
Dave Rosenthal (keyboards)
Pia Vai (keyboards)
Tris Imboden (drums)
Bob Harris (keyboards)
Nancy Fagen (vocals)

01. Liberty
02. Erotic Nightmares
03. The Animal
04. Answers
05. The Riddle
06. Ballerina 12/24
07. For the Love of God
08. The Audience Is Listening
09. I Would Love To
10. Blue Powder
11. Greasy Kid's Stuff
12. Alien Water Kiss
13. Sister
14. Love Secrets

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JAY

sábado, 9 de outubro de 2010

VAI – Sex & Religion [1993]


Steve Vai nunca foi um cara de fazer aquilo que parecia lógico e previsível. Após sua consagração com o genial Passion and Warfare, que vendeu mais de um milhão de cópias apenas no ano de lançamento – algo quase surreal para um disco instrumental – imaginava-se que o guitarrista estabilizaria sua carreira por esse caminho, ainda mais após David Coverdale ter dado uma parada geral no Whitesnake. Mas eis que ele anuncia a criação de uma banda, que levaria o seu sobrenome. Ao seu lado estariam feras como T.M. Stevens e Terry Bozzio, além do até então desconhecido (e maluco) Devin Townsend, que cuidaria dos vocais.


O mais curioso é que, nas demos que Steve ouviu antes de contratá-lo, Devin tinha como função principal a de guitarista. Mas acabou chamando a atenção por outra habilidade, que nem julgava ser assim tão entusiasmante aos ouvidos alheios. Além do mais, o estilo dos projetos do cara eram bem diferentes em relação à proposta de Vai – basta dar uma conferida no Strapping Young Lad ou qualquer outro trabalho que ele tenha realizado e constatar. Mais uma prova do ouvido diferenciado desse grande virtuose, que conseguiu sacar que tinha chance de adaptar aquelas características a um formato nada semelhante.



Sex & Religion é uma obra um tanto quanto... esquizofrênica, para dizer o mínimo. Não é de fácil assimilação a ouvidos acostumados com músicas simples e diretas. Mas a cada escutada, vai crescendo e se tornando mais apreciável, como se precisasse ser descoberto aos poucos pelo ouvinte. E foi aí que muitos acabaram ficando pelo meio do caminho. Mas era exatamente esse o objetivo inicial, o que fica claro desde a concepção do line-up dos músicos aqui reunidos, cada um com um background bem peculiar. Também é importante lembrar que estamos falando de um discípulo de Frank Zappa, o que não deixa de explicar muita coisa sobre diversidade e experimentações.

Dois singles foram lançados. “In My Dreams With You”, música que Steve compôs em parceria com o grande hitmaker Desmond Child e “Down Deep Into the Pain”, uma das músicas com a letra mais ‘navalha na carne’ da história, uma verdadeira viagem ao lado mais cruel de nossa mente. Também se destacam “Still My Bleeding Heart” com um violão marcando o ritmo e a faixa-título com seus vocais sobrepostos e um riff de primeira. “Touching Tongues” é uma bela instrumental com voz. Sim, isso mesmo! Ouça e entenderá o que quis dizer. A funkeada “Survive” vale pelo grito alucinado desferido por Devin no início. Tô dizendo, ele não é certo. Bom, na verdade eu nem precisava dizer isso, basta ouvir “Pig”, única em que ele contribuiu na composição.


O genial clipe de “In My Dreams With You”, todo filmado de trás pra frente.

Infelizmente, a gravação do disco acabou tendo vários conflitos, especialmente quando Vai se deu conta que não conseguiria fazer aquilo que se propôs, ou seja, trabalhar em grupo. O guitarrista acabou monopolizando demais o processo de criação, assinando dez das treze faixas sozinho. Hoje, sempre que fala sobre essa época, faz questão de assumir a culpa pelo projeto não ter dado certo. Ainda assim, houve uma turnê do VAI, com Steve e Devin juntando-se a músicos contratados que variaram durante a excursão. Download recomendado, mas não esperem por um álbum todo certinho e bonitinho. Como o próprio Steve define, esse play é uma verdadeira metamorfose psicológica.

Steve Vai (guitars, vocals)
Devin Townsend (vocals)
T. M. Stevens (bass)
Terry Bozzio (drums)

01. An Earth Dweller's Return
02. Here & Now
03. In My Dreams With You
04. Still My Bleeding Heart
05. Sex & Religion
06. Dirty Black Hole
07. Touching Tongues
08. State Of Grace
09. Survive
10. Pig
11. The Road To Mt. Calvary
12. Down Deep Into The Pain
13. Rescue Me Or Bury Me

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JAY