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domingo, 11 de dezembro de 2011

Golpe de Estado - 10 Anos Ao Vivo [1996]


Em tempos onde muita coisa no mínimo questionável é chamada de Rock nacional, é bom buscar no passado algumas referências do que de melhor o gênero ofereceu por essas terras. E o Hard com influências blueseiras do Golpe de Estado deveria receber mais atenção, convenhamos. 10 Anos ao Vivo é um disco que tem um título auto-explicativo, portanto nem precisamos falar do que se trata. O trabalho acabaria marcando a despedida do vocalista Catalau, que já não cantou nas duas músicas inéditas que aparecem no final do play, cantadas por Rogério Fernandes. Depois ele ainda voltaria para alguns shows em 1999, abandonando o barco definitivamente na sequência.

Gravado na cidade de Vinhedo, nos dias 31 de agosto e 1 de setembro de 1996, o álbum traz algumas das grandes canções dos cinco primeiros lançamentos de estúdio do grupo. Destaques mais que óbvios para as baladaças “Olhos de Guerra” e “Caso Sério”, o blues matador de “Moondog”, a parceria com Rita Lee na composição de “Zumbi” e o hino supremo “Noite de Balada”, verdadeiro clássico do Rock and Roll tupiniquim. Hélcio Aguirra mostra ser um genuíno discípulo dos grandes instrumentistas do estilo, assim como o genial Paulo Zinner, um dos maiores bateristas da história do país – e que deixou a banda recentemente.



A banda só voltaria a lançar um disco em 2004, com Pra Poder, já trazendo Kiko Müller (que também não está mais na formação) nos vocais. Uma bela oportunidade para confirmar que o Rock cantado em português tem seu espaço e mostra grande qualidade quando feito sem concessões. Longa vida ao Golpe!!!

Catalau (vocais nas faixas ao vivo)
Rogério Fernandes (vocais nas de estúdio)
Hélcio Aguirra (guitarras)
Nelson Brito (baixo)
Paulo Zinner (bateria)

01. Quantas Vão
02. Zumbi
03. Velha Mistura/Underground
04. Moondog
05. Não Faz Mal
06. Olhos de Guerra
07. Caso Sério
08. Sanguessugas
09. Zinner’s Ritual
10. Paixão
11. Noite de Balada
12. Todo Mundo Tem Um Lado Bicho
13. Cada Dia Bate de Um Jeito

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JAY

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Golpe de Estado - Quarto Golpe [1991]


Dentro do Brasil temos bandas de Hard que representam muito bem o estilo, mas que muitas vezes não tiveram a atenção que realmente deveriam e nem o espaço na mídia para divulgarem seu excelente trabalho. E o maior exemplo disso é Golpe de Estado, banda paulistana que pratica um hard perfeito, cheio de influências do blues e do heavy, e que já teve oportunidade de abrirem shows para monstros do estilo como Deep Purple, Nazareth e Jethro Tull.

O Grupo foi formado em 1985 pelo excelente baterista Paulo Zinner, o baixista Nélson Brito e o vocalista Catalau, após o fim da banda Fickle-Pickle. Como guitarrista, foi convidado Hélcio Aguirra, integrante do Harppia, mas que ao ver a boa integração entre os músicos, acaba por dar prioridade ao Golpe de estado. Após o lançamento de seu disco de estréia, que teve uma venda de 5.000 cópias, eles esperavam a assinatura com uma major, o que não ocorreu.

Mas mesmo sem apoio de grandes gravadoras, eles seguiram lançando discos e com uma base de público fiel, que sempre lotava seus shows. E a cada disco que se passava, seu som ficava cada mais vez mais único, com os pés enfiados na raízes do rock ´n roll e do hard rock, resumindo, sem muita frescura, cheio de identidade e peso.



E o ápice disso tudo ocorreu em seu quarto disco, o sensacional "Quarto Golpe". Aqui a banda estava entrosadíssima, com destaques para a guitarras velozes e furiosas de Hélcio e da bateria massacrante de Paulo Zinner, que mostra que não à toa é considerado um dos maiores bateristas do país. E abertura com "Dias de Glória" mostra que a banda não estava para brincadeira, ou a fim de perder tempo, em um hard direto, e que Catalau mostra que é possível cantar hard em português sem nenhuma dificuldade.

"Mal Social" com sua letra crítica e ácida, atacando o descaso com os meninos de rua, e como a sociedade o ignora, em que inclusive o personagem da letra acaba por ser vítima de uma chacina. Mas a balada "Caso Sério" vem para amenizar o clima pesado da canção anterior, em que Catalau com seu jeito malandro dá um toque único na interpretação, e se torna uma canção legal e agradável de se escutar. "Não Faz Mal" traz o peso de volta, sem falar no excelente trabalho de Zinner nas baquetas e com riffs sacanas de Hélcio que cativam já na sua primeira audição.

"Faço O Que Posso" traz o melhor trabalho de guitarras que o disco apresenta até aqui, uma música típica da época dourada do Hard, só que mais suja e menos cheia de brilho. "Real Valor" é outra balada muito boa, como uma letra mais reflexiva e banda redondinha, com outro trabalho muito bom. "Retorno" é uma faixa bem rocker, em que é impossível definir a mesma, devido a sua cadência única. "Sanguessugas" apresenta riffs cheios de peso e uma bateria descontrolada de Zinner, nessa que é uma das melhores faixas desse disco na minha opinião. "Ela foi feita" tem um riff que chega a lembrar vagamente a introdução da música "Brasil" do Cazuza, mas a sua letra machista e engraçada bem ao estilo do Stones, finaliza este disco da maneira mais sensacional possível.

Um disco indicado para quem gosta de hard rock sem frescura e cheio de influências bluesy. Aqui sim, uma banda nacional realmente sensacional, e que está ao lado do Dr. Sin como uma das melhores nacionais que existem. E que com toda a certeza, mereceria muito mais atenção, ao contrário de muitas que são idolatradas e não merecem tal tratamento.



Ps: Os vídeos não estão muito bons, é impossível achar algo do Golpe em boas condições, foi mal aí!

1.Dias de Glória
2.Mal Social
3.Caso Sério
4.Não Faz Mal
5.Faço o Que Posso
6.Real Valor
7.Retorno
8.Sanguessugas
9.Ela Foi Feita

Catalau - Vocais
Helcio Aguirra - Guitarras
Nelson Brito - Baixo
Paulo Zinner - Bateria

By Weschap Coverdale