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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

HSAS - Through the Fire [1984]


Sammy Hagar e Neal Schon são dois ícones do Rock norte-americano. Suas famas na terra do Tio Sam são muito maiores que em qualquer outro lugar do planeta. Não que fora de lá eles sejam desconhecidos, a história prova o contrário. Mas o estilo tipicamente yankee de ambos cria uma identificação imediata com os fãs dos Estados Unidos. Esse projeto veio em um ótimo momento para ambos. O vocalista colhia os frutos de seu êxito solo após a passagem pelo Montrose que o revelou para a cena. Logo depois, assumiria o microfone do Van Halen, para fazer a história que todos já conhecemos. Enquanto isso, Neal estava em um grande momento com o estouro do Journey, que havia lançado o clássico “Frontiers” um ano antes.

Para completar o time, a dupla contou com os reforços de Kenny Aaronson, baixista de grande folha corrida de serviços ao Rock e Michael Shrieve, baterista que havia tocado com Schon na banda de apoio de Carlos Santana. Juntos, registraram apenas esse disco, que contou com um processo, no mínimo, peculiar. Ele foi gravado ao vivo em duas apresentações que também foram captadas pelas câmeras da MTV. Posteriormente, o barulho da platéia foi retirado naquelas conhecidas mágicas de estúdio. Praticamente um KISS Alive às avessas (risos).



O trabalho mescla o estilo do Hard Rock de arena de Hagar com as belas melodias tipicamente AOR de Schon. O único single lançado foi para o cover de “Whiter Shade of Pale”, do Procul Harum. Aliás, deve ter alguma regra que determine que todas as bandas do mundo são obrigadas a regravar essa música, pois dá pra fazer umas cinqüenta coletâneas só com versões para ela. O projeto não durou muito, tendo feito apenas poucos shows – vários com caráter beneficente, inclusive. Logo na seqüência, o Journey retomou atividades (mesmo com as relações internas cada vez piores) e Sammy juntou-se a Eddie e cia. Mas fica esse registro que vale muito a pena para os fãs dos envolvidos.

Sammy Hagar (vocals)
Neal Schon (guitars)
Kenny Aaronson (bass)
Michael Shrieve (drums)

01. Top of the Rock
02. Missing You
03. Animation
04. Valley of the Kings
05. Giza
06. Whiter Shade of Pale
07. Hot and Dirty
08. He Will Understand
09. My Home Town

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JAY

sexta-feira, 18 de março de 2011

Sammy Hagar – I Never Said Goodbye [1987]


Honrar compromissos é sempre a coisa certa a se fazer. Quando começou sua vitoriosa jornada no Van Halen, Sammy Hagar precisou realizar um ajuste no contrato vigente com a Geffen Records. A companhia aceitou liberá-lo sem maiores obstáculos desde que ele gravasse mais um disco por ela, aproveitando que seu nome estava nos holofotes como nunca. Muitos relaxariam e lançariam um daqueles álbuns só para cumprir tabela, sem momentos mais inspirados. Mas não o Red Rocker, que chamou o então novo parceiro Eddie Van Halen para produzir e tocar baixo, resultando em um momento pra lá de inspirado em sua história. Anos mais tarde, Edward revelaria que também registrou algumas partes de guitarra.

Inicialmente, I Never Said Goodboye não possuía esse título. As primeiras prensagens saíram apenas com Sammy Hagar escrito na capa. Após um concurso realizado pela MTV norte-americana, o play foi definitivamente batizado. E mesmo não contando com tanto trabalho promocional, já que a prioridade de Sammy era seu novo emprego, o álbum alcançou significativo sucesso. O ponto alto aconteceu quando a balada “Give to Live” alcançou o topo da parada Rock Mainstream da Billboard. Ela e a também introspectiva “Eagles Fly” foram incluídas no setlist dos shows do Van Halen, onde permaneceram por várias turnês.



Mas o disco não se resumia a momentos intimistas. O Hard Rock comia solto em faixas como “When the Hammer Falls”, que abria o trabalho ou na festeira “Boys’ Night Out”. Também merece destaque “Returning Home” com seu início à capella. Essa música possui uma ligação temática com “Silver Lights”, do primeiro trabalho solo de Hagar, Nine On a Ten Scale, que falava sobre aliens levando humanos da Terra. O título da continuação já entrega o que ela aborda. Da mesma forma, “Privacy” também discute um tema recorrente na vida do cantor: as multas de trânsito. Enfim, um álbum com a cara de Sammy Hagar. Quem é fã, tem a obrigação de possuir na coleção!

Sammy Hagar (vocals, guitars)
Eddie Van Halen (bass)
Jesse Harms (keyboards)
David Lauser (drums)

01. When the Hammer Falls
02. Hands and Knees
03. Give to Live
04. Boys' Night Out
05. Returning Home
06. Standin' at the Same Old Crossroads
07. Privacy
08. Back Into You
09. Eagles Fly
10. What They Gonna Say Now

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JAY

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sammy Hagar - Not 4 Sale [2002]


Poucos chegam aos 63 anos de idade (recém completados no último dia 13) com a disposição e energia vital de Sammy Hagar. Além de tudo, é fácil constatar que, mesmo com o peso do tempo nas condições físicas, uma das figuras mais importantes do Rock norte-americano continua cantando muito, como podemos conferir atualmente no mega-projeto Chickenfoot. Qual será o segredo da tequila do Cabo Wabo? Acho que teremos que dar uma esticada até a América do Norte uma hora dessas para tomar algumas doses e descobrir. Obviamente, a fonte da vida também está em tocar música de qualidade e se divertir com isso como se ainda fosse um garoto.


Considero Not 4 Sale o melhor álbum lançado pelo Red Rocker após sua primeira saída do Van Halen. É um disco com clima descontraído, Hard Rock em sua essência. Para abrir a festa, nada menos que “Stand Up”. Sim, a mesma que mais tarde seria o carro-chefe do Steel Dragon, banda fictícia do filme Rockstar. Aqui ela aparece com letra e abordagem totalmente diferentes, mas facilmente reconhecível – embora eu tenha quase certeza que todo mundo vai preferir a versão posterior, bem mais nos padrões da maioria dos passageiros da Combe. “Hallelujah” e a faixa-título são verdadeiras odes à vida, celebrações no melhor estilo Sammy Hagar de ser.



O álbum ainda traz duas belas homenagens a verdadeiros heróis do cantor. Primeiro, o rei Elvis Presley, na balada “Halfway to Memphis”. Depois, o Led Zeppelin em “Whole Lotta Zep”, música que mistura dois clássicos dos ingleses (“Black Dog” e “Whole Lotta Love”) em um mash-up bem curioso. Outro momento digno de nota aparece em “Things’ve Changed”, com sua letra pra lá de profunda e inspiradora. Com certeza ela se encaixa na vida de qualquer um de nós. Afinal de contas, as coisas mudam, mesmo quando imaginamos que elas vão durar pra sempre. Sempre que a escuto acabo lembrando alguma amizade que ficou pelo caminho, alguma desilusão do passado, algo do tipo.

Disco altamente recomendado. E parabéns a Hagar! Não vamos esperar que ele se vá para celebrar seu legado de muito Rock e diversão. Viva a vida!!!

Sammy Hagar (vocals, guitars)
Vic Johnson (guitars)
Mona (bass)
David Lauser (drums)

Special Guest
Jesse Harms (keyboards)

01. Stand Up
02. Hallelujah
03. Halfway To Memphis
04. Things've Changed
05. Whole Lotta Zep
06. The Big Nail
07. Make It Alright
08. Not 4 Sale
09. The Big Square Inch
10. Karma Wheel

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JAY