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domingo, 10 de julho de 2011

Blaze Bayley - Promise and Terror [2010]


Repercutiu muito nos últimos dias a entrevista concedida por Blaze Bayley ao site sueco Critical Mass, trazido em primeira mão pela Van do Halen entre as páginas especializadas em português – e com a nossa versão amplamente divulgada posteriormente por diversos outros veículos, além das redes sociais. Nela, o cantor expôs todo o drama que passou nos últimos tempos, tendo que enfrentar problemas pessoais e, especialmente, financeiros para manter sua carreira. Em alguns momentos a situação ficou realmente dramática, como quando ele fala sobre quando chegou a faltar comida e a vez que o carro estragou na estrada entre um show e outro e se viu obrigado a literalmente esmolar para conseguir voltar para casa.

A reação de vários foi se perguntar como o vocalista teria chegado a esse ponto após ter feito parte de uma das maiores bandas do mundo. Bom, em primeiro lugar é preciso lembrar que um dos motivos de sua saída do Iron Maiden foi justamente porque a grana não estava entrando como antigamente e só voltaria com um retorno de Bruce Dickinson. Depois, dinheiro acaba. Não são poucos os casos de ganhadores na loteria que não conserguiram manter um padrão de vida com o passar dos anos. No caso de Blaze, por melhores que tenham sido seus trabalhos pós-Donzela de Ferro – e são, muitas vezes dando uma surra nos comandados de Steve Harris – o público de modo geral simplesmente não se interessou. Aí não há poupança que ature.



Uma das situações colocadas por Bayley tem a ver justamente com a gravação desse álbum. Para finalizar Promise and Terror, foi preciso literalmente pedir dinheiro emprestado. E segundo o próprio, essa quantia não foi quitada, em partes, até hoje, por total impossibilidade. De qualquer modo, o esforço valeu a pena. Após o fantástico The Man Who Would Not Die, a banda lançou outro petardo do mais puro Heavy Metal, mesclando tradição e sonoridade atualizada com maestria. Pesado, denso e sombrio, trata-se de um dos melhores álbuns lançados ano passado, num sinal que muitas vezes alguns sofrimentos acabam valendo a pena.

A abertura com “Watching The Night Sky” traz a típica veia britânica do estilo, com melodia e refrão grandiosos. A acelerada “Madness and Sorrow” e a potente “1633” (que peso fenomenal), com suas palhetadas formadoras de caráter são outros destaques do trabalho. A climática “City Of Bones” traz uma levada viciante, enquanto “Faceless” retoma o pique das primeiras, convidando o ouvinte ao bate-cabeça. “Surrounded By Sadness” traz em sua primeira parte uma levada acústica totalmente melancólica, o que a transforma em uma faixa especial no play. Ela vem emendada a “The Trace Of Things That Have No Words”, música que poderia facilmente se encaixar em um dos recentes discos da Donzela de Ferro.



Blaze jamais será reconhecido por todos os fãs do Iron Maiden, mesmo que seja por simples birra. Azar o deles, que deixarão passar mais um trabalho fantástico! Promise and Terror mantém o peso de seu antecessor, mesclando com algumas melodias mais tradicionais, que remetem a seus dois primeiros plays. Para os fãs de um som mais direto, uma atração bem mais interessante que sua antiga banda, que está confortavelmente executando seu som com influências progressivas cada vez mais latentes.

Blaze Bayley (vocals)
Nicolas Bermudez (guitars)
Jay Walsh (guitars)
David Bermudez (bass)
Lawrence Paterson (drums)

01. Watching The Night Sky
02. Madness And Sorrow
03. 1633
04. God Of Speed
05. City Of Bones
06. Faceless
07. Time To Dare
08. Surrounded By Sadness
09. The Trace Of Things That Have No Words
10. Letting Go Of The World
11. Comfortable In Darkness

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JAY

domingo, 15 de maio de 2011

Blaze Bayley – The Man Who Would Not Die [2008]


Imagine a situação: depois de muita batalha no underground, você é convidado a integrar uma das maiores bandas do mundo. De repente, sua performance se torna polêmica, dividindo opiniões. A volta de seu antecessor, que era uma das maiores lendas do estilo, se torna inevitável. Aí, o negócio é embarcar em uma carreira solo, contando com o nome que já formou na cena. Mas mesmo lançando álbuns fenomenais, você acaba engolido pelo estigma que se formou sobre seu nome. No fim das contas, o negócio é voltar à vida de um trabalhador comum, com emprego regular e todas as burocracias que acompanham. Essa foi a história de Blaze Bayley por um período que, para o bem, foi curto.

Assim que Debbie, sua então nova esposa (que, infelizmente, faleceria pouco tempo mais tarde) entra em cena e assume o comando das coisas como empresária, Blaze consegue se focar novamente no trabalho e lança em uma nova empreitada. Após formar uma nova banda, com músicos do mais alto calibre, como os irmãos colombianos Nico e Jay Bermudez, sai em turnê antes de trabalhar em um novo disco. Com o entrosamento alcançado nos palcos, entra em estúdio e registra aquele que é, simplesmente, um dos melhores álbuns de Heavy Metal dos últimos anos, o fantástico The Man Who Would Not Die.



Injetando peso atual à velha e tradicional fórmula, Blaze se renova, com uma sonoridade obscura e agressiva – a maior desde o sombrio The X-Factor, do Iron Maiden. Em determinados momentos, chega a lembrar grupos mais recentes, especialmente nas guitarras mais coesas e violentas, fugindo do padrão utilizado até então na sua discografia. É até difícil destacar algum momento em especial num trabalho tão coeso. Talvez deva ser feita uma advertência em relação ao fato de não ser um daqueles discos que se absorve a atmosfera totalmente na primeira audição. A cada nova escutada se descobre elementos e se assimila a proposta com mais precisão, o que o torna cada vez mais prazeroso.

A faixa-título abre como um verdadeiro pena porta, porrada sem precedentes. Seguindo com as excepcionais “Blackmailer” (recado direto aos executivos de gravadoras que o destrataram e lhe deram como morto artisticamente) e “Smile Back At Death”, o play se desenvolve com total precisão. “Robot” já é um clássico da carreira de Bayley, música rápida, com refrão simples e direto. É ouvir e não esquecer mais, com direito a bater cabeça desenfreadamente. Também merecem ser conferidas as excepcionais “Samurai”, “Voices From The Past” e “Serpent Hearted Man”, verdadeiras pérolas do Metal contemporâneo.



Aparentemente, Blaze andou pirando a moleira nos últimos tempos. A informação mais recente é a careca assumida, após demitir toda a banda, voltar com o Wolfsbane e dar indícios de que vai começar a seguir o mesmo rumo de Paul Di’Anno, ou seja, viver do passado com Steve Harris. Uma opção a se respeitar. Mas ao mesmo tempo, se lamentar, pois podemos não ter mais petardos como esse fantástico álbum, um dos melhores dos últimos tempos com sobras. Quem ainda possui algum preconceito por estarmos falando do substituto do venerado Bruce Dickinson, não sabe o que está perdendo.

Blaze Bayley (vocals)
Nico Bermudez (guitars)
Jay Walsh (guitars)
David Bermudez (bass)
Lawrence Paterson (drums)

01. The Man Who Would Not Die
02. Blackmailer
03. Smile Back at Death
04. While You Were Gone
05. Samurai
06. Crack in the System
07. Robot
08. At the End of the Day
09. Waiting for My Life to Begin
10. Voices from the Past
11. The Truth Is One
12. Serpent Hearted Man

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JAY

sábado, 2 de abril de 2011

Blaze - Silicon Messiah [2000]


Atenção: Brucetes enlouquecidas e de cabeças fechadas, cheias de pré-conceitos estabelecidos, passem longe!

A volta de Bruce Dickinson ao Iron Maiden – levando Adrian Smith a tiracolo – foi tão comemorada que só faltou os fãs fazerem enterro simbólico de Blaze Bayley. Além de dois discos que dividiram opiniões, suas performances ao vivo eram pavorosas, especialmente na hora de interpretar clássicos de seu antecessor e futuro substituto. Mesmo assim, o cantor recebeu todo o apoio do grupo Sanctuary, capitaneado por Steve Harris e Rod Smallwood. Apesar de levar seu primeiro nome, a idéia de Blaze não era iniciar uma carreira-solo, mas sim um grupo, onde todos pudessem participar ativamente da criação.

Sendo assim, reuniu talentos natos, como a excelente dupla de guitarristas formada por Steve Wray e John Slater e a precisa cozinha de Rob Naylor (baixo) e Jeff Singer (bateria). Para completar o time responsável pela estréia do novo projeto, foi chamado para cuidar dos bastidores ninguém menos que Andy Sneap. O inglês, ex-guitarrista do Sabbat, começava a despontar como grande nome da nova geração de produtores, trabalhando com Nevermore, Arch Enemy e Kreator, entre outros. Com time completo, as idéias foram fluindo naturalmente. O próprio Bayley declarou em entrevistas à época que o fato de não estar tão pressionado como nos tempos de Maiden contribuiu para que o processo fosse mais tranqüilo, já que o foco era apenas na música, sem fatores externos influenciando.



Silicon Messiah une o típico Heavy Metal tradicional britânico com uma injeção de peso monstruosa, cortesia de Mr. Sneap. Faixas como “Ghost in the Machine” e “Evolution” soam como um sopro de vida na carreira de Blaze, encontrando um estilo que se adaptou perfeitamente a sua voz. Os hinos metálicos “Born As a Stranger”, “The Brave” e “The Launch” são um verdadeiro convite ao bate-cabeça, se destacando. Sons melancólciso, com atmosferas que remetem a The X-Factor também se fazem presentes em “The Hunger” (que solo de guitarra!), “Reach For the Horizon” e a que encerra o tracklist normal, “Stare at the Sun”.

A versão sul-americana conta com três bonus tracks, além de uma faixa interativa. “The Day I Fell to Earth” e “Motherfuckers R Us” possuem um pique bem Rock and Roll, trazendo claras influências oitentistas. Para fechar de vez, uma regravação de “Tough As Steel”, do Wolfsbane, primeira banda do vocalista – que está de volta à ativa. Quem não conhece e condenou Blaze tendo como base apenas o Iron Maiden, não sabe o que está perdendo. Silicon Messiah é um dos grandes álbuns da virada de século. Tendo como base as últimas informações, espero que sua carreira não vá para o brejo, pois o que ofereceu até agora é muito bom para ser simplesmente deixado de lado.



Blaze Bayley (vocals)
John Slater (guitars)
Steve Wray (guitars)
Rob Naylor (bass)
Jeff Singer (drums)

01. Ghost in the Machine
02. Evolution
03. Silicon Messiah
04. Born as a Stranger
05. The Hunger
06. The Brave
07. Identity
08. Reach For the Horizon
09. The Launch
10. Stare at the Sun
11. The Day I Fell to Earth
12. Motherfuckers R Us
13. Tough as Steel

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JAY