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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Edguy – Vain Glory Opera [1998]


Características substanciais diferenciam o Edguy desse álbum para o que temos hoje em dia. Primeiramente, a formação da banda ainda era um quarteto, com Tobias Sammet acumulando a função de baixista junto aos vocais. Em segundo lugar, a sonoridade tinha os dois pés fincados no Power Metal europeu. De igual, a competência em criar melodias fáceis e cativantes, daquelas que a gente escuta uma vez e não esquece mais. E nesse ponto, a evolução em Vain Glory Opera é monstruosa se compararmos com o trabalho anterior, Kingdom Of Madness. Não à toa, este é o disco que começou a despertar atenção para o grupo em todo o mundo.

A produção do disco ficou a cargo de Timo Tolkki, até então no Stratovarius. Ele também participou gravando um solo de guitarra em “Out Of Control”. A faixa também conta com Hansi Kursch (Blind Guardian) nos vocais, assim como na música que dá nome ao play. Ambas fazem parte dos setlists das apresentações até hoje. O trabalho contou com a participação do baterista de estúdio Frank Lidenthal, já que a banda não tinha um membro efetivo para a função naquele momento. Nas fotos de divulgação – incluindo o encarte –, Felix Bohnke já aparecia como integrante oficial.



Destacam-se também a sequência de abertura com “Until We Rise Again” e “How Many Miles”, além da veloz “Fairytale”, aquele bom e velho clichê, sempre necessário e efetivo. O momento mais suave fica por conta da bela “Scarlet Rose”. No encerramento, um cover para “Hymn”, do Ultravox, uma prévia da versatilidade que o grupo mostraria com o passar do tempo – especialmente por parte de seu vocalista e líder, que exploraria novos caminhos com o projeto Avantasia. Vain Glory Opera é o primeiro indicativo de que o mundo estava prestes a conhecer uma das bandas mais criativas de um estilo que muitas vezes peca pela repetição exaustiva.

Tobias Sammet (vocals, bass, keyboards)
Jens Ludwig (guitars)
Dirk Sauer (guitars)
Frank Lidenthal (drums)

01. Overture
02. Until We Rise Again
03. How Many Miles
04. Scarlet Rose
05. Out Of Control
06. Vain Glory Opera
07. Fairytale
08. Walk On Fighting
09. Tomorrow
10. No More Foolin'
11. Hymn

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JAY

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Edguy – Hellfire Club [2004]



Tobias Sammet é um dos grandes gênios da música contemporânea.

Não aceitar isso é negar o óbvio.

Quando o Edguy começou sua carrreira, tinha um repertório focado no heavy metal melódico, flertando, por vezes, com o power metal tipicamente germânico (ou godo, já que eram troos). Além disso, o Avantasya (prjeto paralelo de Tobias) é uma espécie de ópera metal com diversos músicos a qual Sammet comanda com maestria ímpar.

O espírito inquieto do cara levou o Edguy a beber em diversas fontes, inclusive em um metal mais modernoso, em Tinitus Sanctus. Mas foi em Hellfire Club que a banda resolveu flertar descaradamente com o hard rock, e o fez de maneira espetacular, sem cair nas armadilhas típicas dos clichês do gênero. Claro que os clichês estão aqui, mas estão tão bem disfarçados que acabam soando com um certo frescor, com um ar de novidade. Exatamente por isso é o meu preferido dos caras.

Devo destacar também que Tobias Sammet não é um troo, e suas letras vêm recheadas de um senso de humor absolutamente fantástico. Tente não rir com um título como Lavatory Love Machine e ganhe seu atestado de rançoso. A letra fala de sexo no banheiro de um avião a caminho do Brasil (dá para ouvir o piloto falando Copacapána). Seria autobiográfica?



Sexto disco de estúdio, aqui o grupo começa a brincar de hard rock com classe, sempre apoiado pela Deutsches Filmorchester Babelsberg, uma orquestra sinfônica alemã que já gravou com Rammstein, Karat entre outras bandas de metal. O casamento com os fantásticos riffs de Jens Ludwig é perfeito. Aliás, um parêntese para o sempre maravilhoso trabalho do guitarrista, que parece não esgotar sua sacola de riffs jamais, co-autor de diversas canções com Sammet.

Os vocais de Tobias Sammet, principal compositor são excelentes, e a cozinha mostra que a banda já se encontrava com uma química típica de quem tem um extenso currículo. Mille Petrozza, do Kreator, foi o convidado especial nos backing vocais de Mysteria. Sob este aspecto, digo que o disco traz um astral altíssimo, um clima de camaradagem que reflete tanto nas composições como nas performances.

O power metal está presente em We Don’t Need a Hero, claramente inspirada em Helloween.

King of Fools tem um refrão pra todo mundo cantar junto, tornando-se de antemão um clássico do hard rock do Século XXI. Rise Of The Morning Glory começa com violões e orquestra, mas descamba em um metal ironmaideniano típico da era Powerslave/ Somwhere in Time. Excelente, pra dizer o mínimo. Confira abaixo.



Enfim, Hellfire Club é um daqueles discos que traz um diferencial. É tecnicamente perfeito e tem composições impecáveis. É uma imagem do metal desse século que está se apagando, ofuscada por bandas de um mesmo timbre de guitarras, mesmo timbre vocal, mesma cozinha... Ninguém mais precisa freqüentar aula de música, pois basta comprar um Guitar Hero e sair tocando.

Mas música, caro passageiro, é cultura em primeiro lugar. Videogame é passatempo. Ninguém consegue colocar talento em um software.

Aproveite o resto de talento que ainda existe na música.

Track List

1. "Mysteria"
2. "The Piper Never Dies"
3. "We Don't Need a Hero"
4. "Down to the Devil"
5. "King of Fools"
6. "Forever"
7. "Under the Moon"
8. "Lavatory Love Machine"
9. "Rise of the Morning Glory"
10. "Lucifer in Love"
11. "Navigator"
12. "The Spirit Will Remain"
13. "Children of Steel" (Bonus track)
14. "Mysteria" (Bonus track featuring Mille Petrozza of Kreator)



Tobias Sammet (vocais)
Jens Ludwig (guitarras)
Dirk Sauer (guitarras)
Felix Bohnke (guitarras)
Tobias Exxel (baixo)


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Por Zorreiro

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Edguy – Theater of Salvation [1999]


Theater of Salvation, quarto álbum do Edguy, encerra uma fase na carreira do grupo liderado por Tobias Sammet. O álbum seguinte (Mandrake) já mostraria alguns traços do novo caminho que o grupo seguiria, com elementos mais próximos do Hard Rock, o que seria sacramentado a partir de Hellfire Club. Aqui, ainda temos o quinteto alemão praticando um Power Metal tipicamente europeu, com ótimas melodias e peso na medida certa. O disco marca a estréia de dois novos membros, o baterista Felix Bohnke e o baixista Tobias Exxel, que passava a ocupar uma nova posição na banda, já que Tobias acumulava essa função até o momento.

Após a curta introdução, “The Healing Vision”, o grupo já descarrega de uma vez as três músicas que acabaram sendo as mais conhecidas do play. “Babylon” é a típica abertura de um álbum do estilo. Veloz e com uma melodia intrincada, é daquelas que conquistam a audiência. A cadenciada “The Headless Game” é uma das melhores de toda a história do grupo. Com uma levada empolgante e um refrão pegajoso, é presença garantida entre as preferidas dos fãs. Para acalmar os ânimos, a excelente balada “Land of the Miracle”, com seu clima menos denso que o comum para uma canção do gênero. Outra que segue sendo atração certa nos shows.



Após o descanso, o peso volta a comandar em “Wake Up the King”, mostrando que eles ouviram muito certa banda brasileira – o que os próprios já admitiram em entrevistas. Mantendo o clima, as melódicas “Falling Down” e “Arrows Fly”, a segunda com aquela pegada Speed, componente importante. Já “Holy Shadows” é mais próxima de um Heavy tradicional, sendo um dos destaques. O pianinho volta à linha de frente em “Another Time”, música para fazer um coração partido sangrar até a morte. “The Unbeliever” traz os riffs mais pesados, abrindo caminho para a longa faixa-título, que encerra o tracklist normal com seus onze minutos.

As duas faixas bônus trazem a inédita “For a Trace of Life” – baladaça acústica, flertando com o Hard – e uma versão ao vivo para “Walk on Fighting”, do álbum anterior, Vain Glory Opera, gravada em Milão, Itália. Theatre of Salvation chegou até mesmo a entrar nas paradas na terra natal do Edguy e na Suécia, o que os encorajou a seguir em frente com as transições no som. Assim como os colocou definitivamente entre os grandes nomes de sua geração no Heavy Metal.

Tobias Sammet (vocals, keyboards)
Jens Ludwig (guitars)
Dirk Sauer (guitars)
Tobias 'Eggi' Exxel (bass)
Felix Bohnke (drums)

01. The Healing Vision
02. Babylon
03. The Headless Game
04. Land Of The Miracle
05. Wake Up The King
06. Falling Down
07. Arrows Fly
08. Holy Shadows
09. Another Time
10. The Unbeliever
11. Theater Of Salvation
12. For A Trace Of Life (Japanese Bonus Track)
13. Walk On Fighting (Live Bonus Track)

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JAY